domingo, 4 de janeiro de 2015

O SYRIZA INCOMODA MUITO ÂNGELA MERKEL


O Syriza pode ganhar mesmo as eleições legislativas deste mês na Grécia e pode mesmo pôr em causa toda a hipocrisia da Troika, cujo único objectivo é arruinar a vida das pessoas «ajudadas», perante a estupidez contagiosa dos governos da Zona Euro. A Zona Euro é governada pela canalhice e pela estupidez. Os amigos da onça da Troika só querem ruína à sua volta.
O domínio da Alemanha na Zona Euro só é possível devido à estupidez militante dos governantes dos outros países da Zona Euro, sobretudo da França e da Itália, porque têm economias com grande desenvolvimento industrial e com interesses diferentes dos da Alemanha.

Ângela Merkel ameaça os eleitores gregos, mas esta política do medo parece que já não resulta.

JOSÉ SÓCRATES É UM PRESO POLÍTICO NA III REPÚBLICA?


Utilizo a dúvida metódica cartesiana em relação ao poder. Assim, duvido, metodicamente do poder legislativo, duvido, metodicamente, do poder executivo e duvido, metodicamente do poder judicial. Não conheço as razões que levaram o poder judicial a convocar as câmaras de televisão para prender José Sócrates. Isto é ilegal, logo o poder judicial actua fora da lei. É um hábito o poder judicial ser o primeiro a dar o exemplo de desprezo pelas leis. Isto é factual.
No caso José Sócrates o poder judicial tem desprezado as leis da III República. E José Sócrates também violou as leis da III República? Não sei o que José Sócrates fez para o prenderem. Oficialmente, nada se sabe de concreto que justifique a prisão de José Sócrates.
Não acredito na santidade do poder judicial, não acredito na santidade do poder executivo e não acredito na santidade do poder legislativo. É por isso que quero saber, com clareza, as razões da prisão de José Sócrates.
É a clareza dos factos que nos permite tirar conclusões sólidas.
Parte da Direita exulta com a prisão de José Sócrates e com o facto do caso dos submarinos não ter dado em nada.

A ausência de clareza na actuação do poder judicial no caso José Sócrates pode levar-nos a concluir que José Sócrates é um preso político, que foi preso por motivos políticos.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

O RACIONALISMO E AS ALTERNATIVAS AO EMPOBRECIMENTO IMPOSTO PELA UNIÃO EUROPEIA


Portugal na União Europeia ou Alice no país das maravilhas. Mas, as maravilhas que a União Europeia manda para Portugal são fome, desemprego, perda dos direitos laborais, empobrecimento em cima de empobrecimento e promessas de um futuro sem futuro, sem qualquer esperança. Sem qualquer esperança em coisas boas, esperança em futuros desastres.
O Tratado Orçamento é um veredicto terrível, é a condenação à pobreza eterna…

É preciso colocar o racionalismo ao serviço de alternativas a este sombrio presente.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

O GRANDE PROBLEMA DA DEMOCRACIA É QUE AS CLASSES OPRIMIDAS PELA ALTA BURGUESIA, VOTAM, PREFERENCIALMENTE, NOS PARTIDOS QUE DEFENDEM OS INTERESSES DA MINORIA GRANDE-BURGUESA CUSTE O QUE CUSTAR


O livro «A Riqueza da Nações» do escocês Adam Smith ressuscitou do século XVIII, para aterrorizar os trabalhadores do século XXI, é a Bíblia do culto das desigualdades e da opressão das maiorias por uma pequena minoria. Desse livro saiu «a mão invisível do mercado» que chicoteia as costas dos trabalhadores. O factor Trabalho entra em 2015 debaixo de um ataque de grande magnitude, realizado pelo Capital e pelos seus lacaios.
É difícil de perceber como a maioria das populações nas democracias vota nos seus carrascos, mas vota mesmo nos seus opressores. A implosão ideológica da Internacional Socialista com a sua conversão à religião neoliberal é um dos factores mais determinantes neste retrocesso civilizacional que atinge as democracias da União Europeia. E viva a fome, e viva o desemprego e viva o colapso dos direitos laborais e viva a alta burguesia… e viva o empobrecimento das classes mais desfavorecidas e das classes médias...  e viva o inevitável... e viva o não há alternativa…

«Esta convergência dos dois pólos do centro político tradicional em relação às questões fundamentais que determinam a crise tem produzido grande devastação económica e social, que tem sido especialmente acentuada na periferia mas que não deixou as economias do centro intocadas. Há actualmente mais de 26 milhões de desempregados no espaço da União Europeia, dos quais 18,5 milhões na zona Euro. O desemprego jovem atinge 54% em Espanha, 50% na Grécia, 34% em Portugal. A pobreza, absoluta e relativa, tem alastrado a um ponto que julgávamos já impossível na Europa. A crise eterniza-se, sem fim à vista, enquanto os direitos dos cidadãos não param de reduzir-se.

Toda esta devastação e todo este sofrimento eram e são evitáveis. Não são o resultado de um qualquer deus ex-machina, mas de escolhas políticas.» (Alexandre Abreu in blog «Ladrões de Bicicletas»)