quarta-feira, 4 de julho de 2018

O lado imperial-hitleriano de Donald Trump

Numa altura em que o racionalismo está a desaparecer dos textos sobre comentário político, o jornalista e escritor francês Thierry Meyssan, que dirige a Red Voltaire, aparece a defender Donald Trump. Há muita gente de Esquerda que escreve na Red Voltaire, ou cujos textos surgem em jornais alinhados à Esquerda como  o jornal italiano Il Manifesto, e depois são republicados na Red Voltaire, que tem uma equipa de tradutores profissionais muito eficientes, nomeadamente na língua catelhana.
Donald Trump não pode ser visto a preto e branco, mas a cores. Mas, a cores é fácil detectar o seu lado negro, imperial e necrófago. Trump mudou a embaixada dos EUA para Jerusalém só pelo prazer de fazer mal, à maneira nazista. Só que para Hitler os inimigos principais eram os judeus e para Trump são os palestinianos. Trump ao rasgar o acordo com o Irão mostra que não quer a paz.
Trump chegou a ameaçar a Coreia do Norte com um ataque nuclear, seguindo as pisadas de Harry Truman, relativamente ao Japão. Na Guerra da Coreia foi o contrário, Truman proibiu o uso de armas nucleares, demitiu o general MacArthur por loucura por querer usar armas nucleares na Guerra da Coreia, nomeadamente porque nessa guerra em combate contra os Estados Unidos estava a União Soviética que também as tinha.

Agora Trump quer invadir a Venezuela, à maneira imperial-hitleriana.

«Trump quis saber porque é que não podia invadir a Venezuela
Presidente norte-americano questionou em agosto de 2017 os seus conselheiros sobre uma eventual invasão militar.


O presidente dos EUA, Donald Trump, questionou, em agosto passado, os seus principais conselheiros se a solução para lidar com a instabilidade política na Venezuela poderia passar por uma eventual invasão militar, revelou hoje a agência Associated Press.

Segundo a agência noticiosa norte-americana, Trump fez a pergunta no fim de uma reunião na Sala Oval (gabinete presidencial na Casa Branca) que tinha sido marcada para discutir as sanções contra a Venezuela, país liderado por Nicolás Maduro desde 2013 e que atravessa uma grave crise económica, social e humanitária.

"Com a rápida degradação da Venezuela a ameaçar a segurança regional, porque é que os EUA não podem invadir simplesmente este país conturbado?", disse Donald Trump, de acordo com a Associated Press (AP) que cita um alto funcionário da administração norte-americana que teve acesso a esta conversa ocorrida em agosto de 2017.

A sugestão de Trump implícita na pergunta surpreendeu os funcionários presentes na reunião, incluindo o então secretário de Estado, Rex Tillerson, e o então conselheiro de segurança nacional, o general H.R. McMaster, referiu a AP. Estes dois elementos saíram, entretanto, da administração norte-americana.


Maduro para Trump: "Tira as tuas mãos sujas da Venezuela"
Durante a breve troca de palavras, que durou cerca de cinco minutos, McMaster e os outros responsáveis presentes na sala tentaram explicar a Donald Trump as consequências graves de uma eventual ação militar norte-americana na Venezuela e de que forma isso poderia significar a perda do apoio dos governos latino-americanos, importantes para travar a influência de Maduro na região, disse à AP a mesma fonte, que falou sob anonimato.

Na altura, Trump acabou por acatar as explicações dos conselheiros, mas sem deixar de apontar casos de invasões norte-americanas naquela região que, na opinião do próprio, foram bem-sucedidas, como por exemplo no Panamá em 1989.

"Não vou descartar uma opção militar"

Mas a ideia de derrubar o regime de Maduro através de uma possível ação militar ainda persistiu na cabeça de Trump.

No dia seguinte à reunião na Sala Oval, a 11 de agosto, Trump fazia declarações públicas que o comprovavam. "Temos muitas opções para a Venezuela. Não vou descartar uma opção militar", afirmou na altura, citado pelos 'media' norte-americanos.

"É um país vizinho. Temos tropas em todo o mundo em locais muito, muito longe. A Venezuela não é distante, as pessoas estão a sofrer e estão a morrer. Temos muitas possibilidades para a Venezuela, incluindo a de uma opção militar se necessário", reforçou então.

A fonte citada hoje pela AP relatou ainda que Trump voltou pouco tempo depois a levantar a questão (de uma eventual invasão) durante uma conversa com o presidente da Colômbia e Nobel da Paz Juan Manuel Santos. Dois altos funcionários colombianos que falaram sob anonimato confirmaram esta informação.

Colômbia invadir a Venezuela? Mais uma "loucura" de Maduro
Um mês depois da reunião na Casa Branca, e à margem da Assembleia-Geral da ONU, Trump voltou a abordar a questão durante um jantar privado com os líderes de quatro países latino-americanos aliados dos EUA, entre os quais constava Juan Manuel Santos.

O alto funcionário da administração norte-americana citado pela AP relatou que os assessores disseram especificamente a Trump para não abordar a questão de uma eventual invasão da Venezuela, mas a primeira coisa que o presidente disse no decorrer do jantar foi no sentido contrário.

"A minha equipa disse-me para não dizer isto", declarou então Trump, perguntando depois aos líderes latino-americanos se continuavam a não querer uma solução militar para a Venezuela.

A fonte citada pela AP referiu que todos os líderes presentes responderam de forma clara a Trump e confirmaram que não queriam uma solução militar.»
[In DN pt]

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