segunda-feira, 7 de maio de 2018

José Sócrates foi metido na cadeia por ditadores, à maneira da PIDE, porque os ditadores judiciários não gostavam dele

A PIDE metia na cadeia um político, porque não gostava dele. Uma Ditadura é o abuso do poder, por quem pode, contra as leis em vigor. José Sócrates foi preso por indivíduos que não respeitam as leis em vigor, mas esses indivíduos exerceram uma Ditadura, e exerceram essa ditadura contra José Sócrates porque o odiavam. José Sócrates foi preso por indivíduos que agiram contra as leis em vigor,  foi preso por indivíduos que exerceram a Ditadura do abuso do poder, igual à  Ditadura do abuso do poder que  era exercida pela PIDE.

«O PS NO SEU LABIRINTO



E NÃO ESTÁ SÓ

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A estratégia conjugada da acusação da "Operação Marquês" e a campanha em curso da direita, de que as transmissões da SIC são a sua mais visível manifestação, puseram o PS em pânico.
A representação política da direita, ou seja, o CDS e o PSD, mantiveram até há bem pouco tempo o "caso Sócrates" fora da agenda política. Recentemente, depois do efeito na opinião pública das transmissões da SIC e da "acusação pública" de Pinho pelo MP, a direita pela mão dos seus múltiplos comentadores de serviço começou a pôr em prática uma actuação que visa alastrar a todos os que participaram nos governos Sócrates e ao próprio Partido Socialista a responsabilidade pelo que se passou. Responsabilidade por terem silenciado o que tinham obrigação de ter visto e responsabilidade (objectiva) de terem participado num "Governo criminoso". E tudo indica que haverá uma intensificação dos meios em que esta estratégia assenta com a aproximação da data das eleições. Tanto o MP, como o PPD/CDS, tudo farão para que o tratamento judicial e para judicial do "caso Sócrates" coincida com o tempo eleitoral.
Enredado por esta estratégia da direita, o PS parece ter começado a agir casuisticamente num "salve-se quem puder" de que são exemplos mais significativos as propostas de Ana Gomes e as declarações de César e Galamba.
É cedo para antecipar as consequências de tudo isto, embora não seja difícil de estabelecer uma ligação muito íntima entre a corrupção e o populismo. O populismo que nos Estados Ocidentais, nomeadamente nos EUA e nos da Europa Comunitária, tem andado ligado a fenómenos identitários, e, em menor medida, a outros potenciados pelas políticas económicas e financeiras da UE, pode encontrar no fenómeno da corrupção um campo de fértil expansão.
Contra isto o PS pode fazer pouco e o PPD, se não estiver directamente interessado no populismo, ainda menos porque eles são realmente, juntamente com o CDS, o alfobre onde, desde o começo das privatizações e da recomposição dos grandes grupos económicos, medra a corrupção. Seja a corrupção de que alguns individualmente se aproveitam, seja a corrupção que leva à protecção e favorecimento ilegítimo das grandes empresas numa troca de favores e de influências escandalosas cujas vítimas indefesas são os que vivem honestamente do seu salário.
Neste movediço terreno tanto o PS como os partidos de direita que têm governado o país terão muito mais a esconder do que a exibir, cabendo aos que têm as mãos limpas prevenir a provável onda populista denunciando e investigando politicamente toda essa enorme teia de ligações entre o poder e as empresas de que são exemplos mais significativos as privatizações ruinosas, os contratos de longa duração destinados a transferir significativos recursos colectivos para o sector privado, como as concessões de exploração de bens e serviços essenciais, as PPP, os resgates bancários entre outros. Ou seja, somente contra atacando pelo lado certo se poderá desmontar a estratégia da direita.
Ponto é saber quem pode participar no contra ataque...» [J M Correia Pinto, in blog Politeia]

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