domingo, 30 de julho de 2017

Grandes e estranhos favores

«Bombas e armadilhas

Uma grande empresa portuguesa decide pagar a uma universidade norte-americana que permite uma cátedra dada por um político português que tutela o sector em que essa empresa se insere.

É um caso de corrupção? Pode ser que sim, pode ser que não. No caso EDP/Manuel Pinho, o juiz de instrução achou que não: Sobre o facto de Manuel Pinho ter dado aulas na Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, e de a EDP ter patrocinado aquela instituição, "é manifestamente insuficiente para concluirmos que isso consistia numa vantagem indirecta em troca das pretensões da EDP", considera Ivo Rosa.

De qualquer forma, uma coisa é certa: não é para todos. Ou então poderíamos todos concorrer a algo semelhante. Mas se não é para todos, por que razão há-de ser para alguns?

Corrupção activa, corrupção preventiva, armadilha (em caso de litígio, o dossier é libertado), sedução ou aliciamento?

Economia também é isto.»

[João Ramos de Almeida in blog «Ladrões de Bicicletas»]

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