terça-feira, 13 de junho de 2017

O Mundo Imaginário e arrogante da Direita portuguesa

A melhor frase que li de Miguel Esteves Cardoso foi esta «Os Toyotas são carros pirosos». À beira dos Ferrari e dos Lamborghini e dos Bentley admito que sim.
A Direita escreve para a Direita. Uma coisa que acontece é que tratam as pessoas da Esquerda  com pomposo e arrogante desprezo, desprezam aqueles que não gostam de ser explorados para sustentarem a elite do dinheiro, e os que politicamente os defendem, são indivíduos que acham que são mais que os outros, não são mais que os outros, tem sim muitíssimo mais dinheiro que os outros. Vive-se e morre-se nesta sociedade desigualitaríssima, altamente cruel e altamente desumana.

«Yanis, o bully parvo
Varoufakis deve ser o pior negociador da história da União Europeia: não conseguiu obter um único pormenor das coisas que queria.

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Yanis Varoufakis é um chato profissional. Vive de chatear. Chateia aos gritos: só pede que o ouçam. Se viramos as costas grita ainda mais alto. Não interessa a esquina: grita sempre a mesma ladainha, contando a história de um valente motoqueiro (chamado Yanis) que só não salvou o piqueno país (chamado Grécia) porque um mau (chamado Schäuble) dum país grande (chamado Alemanha) não deixou.
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Como conta bem Paulo Pena no PÚBLICO, Yanis até tinha conseguido convencer uma jovem teutónica (chamada Merkel) que por lá passou. Mas, graças à traição dos dois escravos ibéricos da Alemanha (chamados Portugal e Espanha), o papão Schäuble prevaleceu e o brilhante acordo que Yanis tinha desenhado com esferográfica num guardanapo bruxellois para salvar a civilização (chamada ocidental) do capitalismo liberal (chamado late) foi atirado para uma sanita colectiva e assinalado com dois tensos puxões do autoclismo.
Yanis deve ser o pior negociador da história da União Europeia: não conseguiu obter um único pormenor das coisas que queria. Lembro-me bem da figura ridícula que fez, ora tentando seduzir, ora tentando “bullyar”, tratando os colegas como se fossem fãs e acólitos ou, caso caíssem nas más graças do espalhafatoso fanfarrão, como carrascos e criminosos.
Cheio de birras, fintas e ultimatos, Yanis parece um personagem menor de uma ópera-bufa sem pinga de graça, que não se cala. Teve um só sucesso: em 2015 convenceu a Paris Match a ir fotografá-lo a casa a fingir que estava a ler. É obra.»
[Miguel Esteves Cardos in «Público» pt]


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