sexta-feira, 30 de junho de 2017

Crítica aos mídia dominantes

"Vampiros


Imagem da Emissão do Jornal da TVI e aquela que se poderá ver depois de usar os óculos de Carpenter no filme "Eles Vivem", de 1989

A rarefacção de jornalistas nas redacções está a criar situações insustentáveis de pluralismo político e até de consistência da informação na comunicação social. Já nem é por causa da mensagem anticomunista primária - como se tratasse de uma doença sexualmente transmissível - ou da idiotice pegada de quem achou por bem escrever este "oráculo", à laia de poética bonita. Fernando Medina até há-de achar bom para a sua campanha, porque se ele não é anti-comunista, tão pouco é comunista. E, no fundo, estão a falar dele.

É apenas e tão-só por causa da mensagem subliminar de condicionamento político-estupidificante, numa emissão televisiva que ocupa um espaço público, concessionado a um agente privado que o está a usar deficientemente e contra o conteúdo do contrato de concessão."
[João Ramos de Almeida in blog «Ladrões de Bicicletas»]

Os passos do Coelho

«É preciso ir além da Troika»

Passos Coelho

 «Os portugueses vivem acima das suas possibilidades»

Passos Coelho

 - Talvez o Mexia da EDP, o Medina Carreira...

«Eu não vou tirar os subsídios de férias e de Natal»

Passos Coelho

"Pedro e o abutre




«De repente, abriu-se uma nesga. Uma nesga na couraça de sorte e resultados positivos de António Costa. Passos Coelho vislumbrou um calcanhar de Ulisses na geringonça e atacou. Podemos dizer que o resultado foi uma espécie de burro de Tróia. (…)
Passos Coelho é o SIRESP de António Costa. Sempre que se vislumbra algum perigo, ele aparece e, com as suas acções, salva a geringonça. Mais uma vez com o seu discurso de tragédia, Passos fez de maluquinho da aldeia: "Vem lá o segundo resgaste! Vem lá o diabo! Há gente a suicidar-se por desespero!". Dá a sensação de que está na altura de alguém pagar um copo ao Passos.
Vinte e quatro horas depois, Passos Coelho veio pedir desculpa por não ter havido suicidas e de ter sido mal informado. Não chega. Passos não percebe que pior do que ter usado informação errada foi o que fez com ela. Passos Coelho pode ter lido a "Fenomenologia do Ser", de Sartre, mas ainda não entendeu a moral da história do Pedro e o Lobo. (…)
Não é preciso inventar fantasmas, há muitas perguntas sobre a realidade que têm de ser feitas e respondidas. Não me interessa se, segundo o Relatório do SIRESP, o SIRESP foi absolutamente espectacular. O SIRESP pode funcionar muito mal, mas tem uma grande auto-estima. Conheço tanta gente assim. Se o SIRESP custou o que custou, deve achar que é muita bom.
Este é um daqueles momentos em que faz falta um bom líder da oposição. Se Passos Coelho não está capaz, se José Gomes Ferreira não tem tempo, e se Cristas é a mãe de todos os eucaliptos, está na altura de pensar em reformular a floresta e o deserto que é a oposição.»

João Quadros"

[Cit in blog «Entre as brumas da memória»]

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Os donos do SIRESP - tudo "boa gente" especializada em grandes golpadas

"SIRESP: Notícias macabras


«Ainda as contas de 2015 não estavam aprovadas e já os accionistas do SIRESP se reuniam em assembleia-geral para decidir o pagamento de dividendos.
A assembleia-geral decorreu em Janeiro de 2016, na qual foi deliberada "a distribuição de dividendos aos accionistas". Para isso, recorreram aos resultados transitados que nas contas de 2015 superavam os 13 milhões de euros. A título de dividendos foi pago um total de 6,675 milhões de euros, que foram repartidos pelos accionistas. A informação consta na prestação de contas individual referente a 2015, a que o Negócios teve acesso. Não foi possível apurar se a empresa voltou a pagar mais dividendos após esse primeiro pagamento.
Em 2015, aliás, a empresa SIRESP apurou lucros totais superiores a 3 milhões de euros, quando no ano anterior (2014) tinha registado lucros de 749 mil euros.
De acordo com as contas de 2015, os accionistas tinham metido na empresa, estando registado no passivo, 2,78 milhões de euros, sendo o capital social de 1,6 milhões. O último aumento de capital foi, aliás, realizado em 2009, o quinto desde 2007. E então ficou com os 1,6 milhões que ainda tem realizado.
O economista Joaquim Miranda Sarmento, que no jornal Eco analisou os números do SIRESP, refere que o esforço dos privados é de 15 milhões de euros de capital em 15 anos (o prazo do contrato), tendo no cenário base feito para o projecto referido como retorno acumulado projectado de 45 milhões. O economista diz que a projecção desse valor neste momento deverá ser superior.
Quem são os accionistas?
O maior accionista do SIRESP é a Galilei, empresa que antes era a SLN - Sociedade Lusa de Negócios e que mudou de nome depois da nacionalização do BPN. A Galilei está insolvente, a pedido da Parvalorem, um dos veículos que o Estado criou para activos do BPN após a sua nacionalização. A Galilei detém 33% do SIRESP, a que se juntam 9,55% da Datacomp, uma tecnológica que também faz parte do universo SLN/Galilei, e que está sob PER (Processo Especial de Revitalização). A PT, agora detida pela Altice, tem uma parcela de 30,55% do capital. A Motorola, que forneceu a tecnologia, tem 14,9% e, por fim, a Esegur (uma sociedade da Caixa Geral de Depósitos e do Novo Banco, então BES) tem 12%.»"

[In blog «Entre as brumas da memória»]

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Será que também tem sangue judeu e que tem que ir para Auschwitz?


Donald Trump teve o grande mérito de dizer umas verdades muito inconvenientes sobre os mídia tradicionais. Não sou adepto de Trump. A ideia que alguns e algumas jornalistas tem do jornalismo é que acham que  o jornalismo é o quarto poder, eleito pelos capitalistas que são donos dos mídia. E muitos jornalistas acham que estão acima de tudo, acham que estão acima da crítica.

[Foto in blog «Entre as brumas da memória»]

terça-feira, 27 de junho de 2017

Padrinho da Máfia italiana esteve em Lisboa, apoiado pela Máfia local subcontratada

  «Exame viciado


O Homem que matou Liberty Valance, John Ford»

[João Ramos de Almeida in blog «Ladrões de Bicicletas»]
Mário Draghi, presidente do Banco Central Europeu, veio a Lisboa, ao Instituto Superior de Economia, para dar uma aula. Segundo a RTP, as perguntas dos estudantes foram seleccionadas pelo Banco de Portugal. Draghi deve ter tomado conhecimento prévio das perguntas...

Não parece um exame justo.

Os incêndios florestais agora estão na Espanha

"Sebastián Pereyra no meio do fogo



«Do nosso correspondente na Andaluzia (ou em Madrid, não se sabe) – Património universal da UNESCO, a reserva de Doñana está a arder há vários dias. No terreno, é o caos. Já foram retiradas duas mil pessoas e há estradas fechadas que isolam 50 mil pessoas na estância turística de Matalascañas. Segundo um jornal de Madrid, parece que a localidade de Mazagón “praticamente se esvaziou de gente”. E ainda se espera que algum dirigente partidário anuncie suicídios imaginários.
Várias fontes anónimas confirmaram a este jornalista, também anónimo, que estão a ser preparadas desculpas esfarrapadas para proteger a incompetência das autoridades. Escreve por exemplo o PÚBLICO em Lisboa: “‘Há um vendaval’, disse por telefone ao El Pais, a partir do local, Juanjo Carmona, da organização de defesa do ambiente WWF, sem que quase fosse possível perceber as suas palavras, por causa do vento”. Um responsável ambiental do governo da Andaluzia, que vai pelo nome de José Fiscal, disse que “tudo aponta que a mão humana esteja por detrás” do incêndio, pois que “ontem à noite não se detectou nenhum raio na zona”. Vento a mais e fogo posto, são as desculpas de sempre.
O meu colega português e quase homónimo Sebastião Pereira, também ele sob pseudónimo, encontrou a mesma muralha de justificações no caso do incêndio luso de Pedrógão Grande. Fogo quente, vento forte e impreparação dos meios locais também foram evocados. Do mesmo modo, as autoridades da Andaluzia queixam-se agora das condições naturais mas também da letargia do governo central, que no passado recente foi impondo cortes aos serviços florestais, corpo de guardas especializados e outros meios de prevenção e de combate aos incêndios.
No meio deste labirinto de justificações, admitem as nossas fontes anónimas que a desastrosa gestão da tragédia poderia por fim à carreira política do primeiro-ministro Mariano Rajoy, que tem sobrevivido à prisão de alguns dos dirigentes do seu partido por acusações de corrupção, mas que dificilmente escaparia à condenação da opinião pública pela inacção na defesa da floresta.
No entanto, alguns comentadores anónimos sugerem que as críticas ao governo Rajoy são inspiradas anonimamente por agentes de Lisboa, dado que o governo luso teria levado a mal a pressão do Partido Popular espanhol que, temeroso sobre o resultado da recente moção de censura e registando a derrota nas primárias do PSOE de Susana Diaz, presidente da Andaluzia, contra Pedro Sanchez, partidário de uma iniciativa parlamentar para afastar Rajoy, procuraria atingir António Costa através do meu colega anónimo e só para evitar precedentes embaraçosos. De facto, o artigo de Sebastião, anónimo, serviu sobretudo para ser citado por alguma imprensa portuguesa como prova da vaga de indignação que estaria a varrer Espanha, o que é sempre deveras ameaçador, sobretudo se a dita vaga for anónima.
Ainda sob anonimato, as nossas fontes reconhecem que tudo é muito confuso, mas acrescentam com algum indisfarçado pesar que é assim a “entente cordiale” ibérica, na boa tradição de procurar defenestrar os maus exemplos.
Sebastián Pereyra, anónimo
Nota esclarecedora: “Sebastián Pereyra” é um jornalista conhecido da nossa redacção, que escreve sob pseudónimo por razões que não vêm ao caso e que só a incompetência do presente cronista permite vislumbrar no caso vertente. Sebastián prossegue a melhor tradição ibérica de reportagem anónima e, se nos perguntarem, já sabem a resposta, ninguém nos dá lições.»  
Francisco Louçã"

[Cit in blog «Entre as brumas da memória»]

Os «suicídios» de Passos Coelho

"Um abutre como
nunca se tinha visto !






 "
[In blog «O TEMPO DAS CEREJAS 2»]

domingo, 25 de junho de 2017

A NATO apoia o neonazismo na Europa




"A Otan e o neonazismo na Europa


| Roma (Itália)
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Andriy Parubiy recebido por amigos da NATO.
A Ucrânia, de fato já na Otan, quer agora entrar oficialmente na organização. O parlamento de Kíev, votou no dia 8 de junho por maioria (276 contra 25) uma emenda legislativa que torna prioritário esse objetivo.
A sua admissão na Otan não seria um ato formal. A Rússia é acusada pela Otan de ter anexado ilegalmente a Crimeia e de conduzir ações militares contra a Ucrânia. Em consequência, se a Ucrânia entrasse oficialmente na Otan, os demais 29 membros da Aliança, com base no Artigo 5, deveriam “ajudar a parte atacada empreendendo ações julgadas necessárias, inclusive o uso da força armada”. Em outras palavras, deveriam declarar guerra à Rússia.
O mérito de ter introduzido na legislação ucraniana o objetivo de entrar na Otan é do presidente do parlamento Andriy Parubiy. Cofundador em 1991 do Partido nacional-social ucraniano, segundo o modelo do Partido nacional-socialista de Adolf Hitler; chefe das formações paramilitares neonazistas, usadas em 2014 no golpe da Praça Maidan, sob a direção dos EUA e da Otan, e no massacre de Odessa; chefe do Conselho de Defesa e Segurança Nacional que, com o Batalhão Azov e outras unidades neonazistas ataca os civis ucranianos de nacionalidade russa na parte oriental do país e efetua com esquadrões especiais espancamentos de militantes do Partido Comunista, devastando as suas sedes e queimando livros no perfeito estilo nazista, enquanto o mesmo Partido está para ser posto oficialmente na ilegalidade.
Este é Andriy Parubiy que, como presidente do parlamento ucraniano (cargo que lhe foi conferido pelos seus méritos democráticos em abril de 2016), foi recebido em 5 de junho no Palácio Montecitorio pela presidenta da Câmara, Laura Boldrini. “A Itália – sublinhou Boldrini – sempre condenou a ação ilegal realizada há anos em uma parte do território ucraniano”. Assim, ela avalizou a versão da Otan segundo a qual a Rússia teria anexado ilegalmente a Crimeia, ignorando o fato de que a escolha dos russos da Crimeia de separar-se da Ucrânia e reingressar na Rússia foi tomada para impedir de ser atacada, como os russos do Donbass, pelos batalhões neonazistas e as demais forças de Kíev.
O cordial colóquio foi encerrado com a assinatura de um memorando de entendimento que “reforça ulteriormente a cooperação parlamentar entre as duas assembleias, tanto no plano político como no administrativo”. Reforça-se, assim, a cooperação entre a República italiana, nascida da Resistência contra o nazi-fascismo, e um regime que criou na Ucrânia uma situação análoga àquela que levou ao advento do fascismo nos anos 1920 e do nazismo nos anos 1930.
O batalhão Azov, cuja marca nazista é representada pelo emblema decalcado do símbolo das SS do Reich, e incorporado na Guarda nacional, foi transformado em unidade militar regular e promovido ao status de regimento de operações especiais. Foi, assim, dotado de veículos blindados e peças de artilharia. Com outras formações neonazistas transformadas em unidades regulares, é treinado por instrutores estadunidenses da 173ª divisão aerotransportada, trasferidos de Vicenza (Itália) para a Ucrânia, ao lado de outros instrutores da Otan.
A Ucrânia é assim transformada em “berço” do renascido nazismo no coração da Europa. Para Kíev confluem neonazistas de toda a Europa, inclusive da Itália. Depois de treinados e postos à prova em ações militares contra os russos da Ucrânia no Donbass, regressam aos seus países. Doravante, a Otan vai rejuvenescer as fileiras da Gládio.
Tradução
José Reinaldo Carvalho
Editor do site Resistência
Fonte
Il Manifesto (Itália)"

[In «Red Voltaire»]

Políticos ladrões da Direita não vão para a cadeia

«Uma História por fazer


Há uma vantagem no SIRESP, aquele sistema que deveria ter custado no máximo 100 milhões de euros, mas que o Estado aceitou pagar quase 500 milhões, tendo por intermediários aquela fina-flor dos actores mais badalados quanto a fraudes por julgar.

É que, com a sua compra, veio à borla um pacote eficaz de detergente e anulador de maus cheiros cuja patente deveria ser registada.

Apesar de tudo, apesar dos nomes dos personagens que se repetem, das quase evidentes cumplicidades aos mais diversos níveis patentes em todas as coincidências dos processos, apesar da trama que se entretece e que se pressente a emergir naquelas comissões que transitam pelos paraísos fiscais e naqueles financiamentos públicos obscuros a entidades políticas, apesar de tudo isto, o sistema é suficientemente opaco para impedir um Ministério Público de espetar asas no painel da investigação.

Está, pois, por ser feita a História Negra das Privatizações e de todas as Parcerias Público-Privadas.

O interessante de todo este processo de evangelização das virtudes do sector privado, da função espartana do lucro na afectação dos recursos e na supervisão da sua aplicação, da ideia da falta de vocação natural do sector público para exercer funções essenciais para a vida em comunidade, é que todos esses argumentos foram lançados e partilhados por todos aqueles, cujas caras nos vamos habituando a identificar como impróprios. Perversamente, são essas pessoas - tal como uma deficiente gestão dos entes colectivos - que dão a má imagem ao Estado, a qual justificará a jogada seguinte contra o sector público.

Nada, pois, como um sector privado, com uma actividade sem risco, em que o seu empreendorismo reside em montar esquemas - com a parceria necessária de pessoas a ocupar altos cargos políticos - para melhor assaltar o aparelho público ou o OE, financiados essencialmente pela maioria que quase nada tem. Ou seja, conquistar o Estado para, qual vírus, subverter a sua função redistribuidora e transformá-la numa função perversa de redistribuição invertida do rendimento.

Por que não é possível haver uma gestão correcta e eficaz do sector público, em que o valor acrescentado é de todos e não de uma grupo selecto de accionistas?»

[João Ramos de Almeida in blog «Ladrões de Bicicletas»]   

sábado, 24 de junho de 2017

e-mails - é fácil mandar e-mails utilizando a password de qualquer pessoa, desde que se tenha acesso a ela

E-mails - e o futebol português entrou em guerra total de clubes.
Através do cibercrime é possível ter aceesso à password de uma pessoa e mandar e-mails em nome dela.
Através do cibercrime é fácil ter acesso ilegal a e-mails, mas repito, também enviar e-mails em nome de outra pessoa é fácil através do cibercrime, na conta autêntica dessa pessoa.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

A V República da França proíbe a representação proporcional dos eleitores por deputados

Na V República da França a Constituição proíbe que os eleitores sejam representados no Parlamento por deputados, proporcionalmente.

"Se isto não o é, o que é então
um «escrutínio de ladrões» ?




como seria com um método proporcional
 puro em círculo nacional





Não é demais chamar a atenção para que os defensores de sistemas eleitorais maioritários (a uma ou duas voltas) verdadeiramente o que estão a defender é a desigualdade na eficácia de voto entre cidadãos ou, dito de outra maneira, que em termos eleitorais há votos de cidadãos que valem muito mais do que os votos de outros." 

[In blog «O TEMPO DAS CEREJAS 2»]

Os mídia oficiosos do PSD e do CDS, liderados pelo pasquim «Expresso» e pela SIC, são tão militantes da Direita, que até parece que andam a pagar a pirómanos

"O estranhíssimo caso de Sebastião Pereira




«Nos últimos dias, à semelhança de toda a imprensa espanhola, o El Mundo (Espanha) tem publicado inúmeras notícias sobre o incêndio de Pedrógão Grande. Mas ao contrário da generalidade dos jornais, como o El Pais e outros que o têm feito de forma neutra, o El Mundo tem publicado textos, sem excepção, que demonstram uma orientação claramente anti-governamental e que procuram atribuir responsabilidades a António Costa, Ministros e autoridades portuguesas.
Alguns exemplos: “Caos no maior incêndio da história de Portugal: 64 mortos, um avião-fantasma e 27 aldeias evacuadas.”, “gestão desastrosa da tragédia”, "A evidente falta de coordenação entre as autoridades, provocou uma enxurrada de críticas à gestão do desastre por parte do Governo do primeiro-ministro António Costa, e em particular da ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, a menos de quatro meses das eleições legislativas.”
O caso atinge mesmo proporções políticas colossais. Não só é sugerido que o caso pode fazer cair ministros e até todo o governo, sugere ainda que pode mesmo “pôr fim à carreira política de António Costa.” É este o clima que o El Mundo diz que se vive em Portugal.
A torrente de notícias duras e o tom crítico não tardaram a chegar a Portugal, e a imprensa portuguesa, na sua maioria, deu eco às críticas do El Mundo: Sábado, SIC Notícias, Jornal Económico, Observador, Expresso, Correio da Manhã são exemplos de órgãos que foram publicando notícias sobre aquelas notícias. Casos destes são frequentes: recorrer à imprensa internacional para validar posições sobre questões internas; ver o que “o que se anda a dizer de nós lá fora” e, se disserem mal, há quase automaticamente um enorme potencial mediático.
O autor de todos estes textos do El Mundo é sempre o mesmo: Sebastião Pereira. E é justamente aqui que o problema começa. Até ao último Sábado, Sebastião Pereira nunca tinha escrito um único texto no El Mundo ou em qualquer outro órgão de comunicação social português ou espanhol. Uma conclusão que resulta de uma pesquisa em todos os arquivos online. Não há também qualquer registo com o nome de Sebastião Pereira na Comissão da Carteira Profissional de Jornalista (CCPJ), a única instituição que pode habilitar jornalistas portugueses a exercer a profissão em Portugal. Nas redes sociais, nas escolas de jornalismo e entre jornalistas que estiveram no local do incêndio, ninguém sabe ou ouviu falar de tal nome.
Segundo o El Mundo, Sebastião Pereira é um freelancer a actuar em Lisboa, que, no Sábado, se ofereceu directamente ao jornal para fazer a cobertura dos incêndios florestais de Pedrógão Grande, aproveitando para isso o facto de já estar pela zona.
É este o estranhíssimo caso de Sebastião Pereira, o jornalista-fantasma.
Neste momento, e depois de investirmos algumas horas no assunto, podemos afirmar com segurança que o "jornalista português Sebastião Pereira" não existe, logo:
1. Ou Sebastião Pereira não é jornalista e, usando o seu nome próprio ou um pseudónimo, enganou um dos maiores jornais espanhóis e a imprensa portuguesa foi de arrasto num enorme logro.
2. Ou Sebastião Pereira é um jornalista português com carteira (ou carteira de estagiário) que está a usar um pseudónimo para dissimular a sua verdadeira identidade (na consciência, talvez, de que a verdadeira identidade cortaria a corrente mediática que se formou e que deu origem às notícias em Portugal)
3. Ou o El Mundo está a enganar todos os seus leitores e não contratou nenhum jornalista, estando apenas a reproduzir textos de outros órgãos, criando a assinatura de uma personagem fictícia.
Em qualquer das hipóteses, o caso é gravíssimo por várias razões. Desde logo, porque podemos já dizer que grande parte da imprensa portuguesa foi caixa de ressonância de uma notícia que tem, no mínimo, um problema de consistência enorme no plano da autoria. Mas pode ainda ser mais grave, dependendo do que vier a saber-se a partir deste preciso momento.
Entendemos que o El Mundo tem de dar explicações sobre este caso, identificando inequivocamente Sebastião Pereira. Tem de dar explicações urgentes. É nesse sentido que propomos a todos os nossos seguidores que nos ajudem a contactar Paco Rosell (Diretor) e Silvia Roman (Jefa Sección Internacional), para que ambos se pronunciem sobre o que se está a passar.
Apelamos que nos façam chegar todas as informações que considerem úteis.
Regressaremos ao tema logo que se justifique.»"

[In blog «Entre as brumas da memória»]

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Cristiano Ronaldo não gosta de ser tratado como delinquente

«Según la 'Cadena Cope', el portugués le dijo a su técnico por teléfono que quiere irse "porque en España le tratan como un delincuente"» (In «Marca» es)

Não sei o que se passa com Cristiano Ronaldo, mas sei que os mais selváticos criminosos do fascismo espanhol, conhecidos por falangistas, cometeram Crimes Contra a Humanidade iguais aos dos nazis que foram julgados e condenados em Nuremberga. Esses falangistas e os seus selváticos crimes são muito bem aceites pelo actual regime espanhol.

Crítica ao caos florestal


«Como passámos a ter estradas onde corremos o risco de ser incinerados

Não me vou alongar demasiado com a história do desastre da cobertura florestal deste desgraçado país, pois está explicitada no artigo "Os incêndios e a desertificação de Portugal florestal", publicado no PÚBLICO, há cerca de dez anos. Apesar de andar a alertar para as causas dos piroverões anuais que acontecem há cerca de quatro dezenas de anos e como se pode resolver o problema, os governos sucessivos que temos tido, não só nada fizeram, como também têm sido colaboracionistas na florestação mono-específica, contínua e contígua, sem o mínimo de ordenamento e regras.

Sabemos que antes da última glaciação (Würm) a laurisilva [floresta (silva, em latim) sempreverde, com predominância de árvores da família dos loureiros (laurus, em latim)] era a floresta que tínhamos no país. Durante o período glaciar, esta floresta praticamente desapareceu em Portugal Continental (existem apenas algumas espécies reliquiais), teve uma cobertura florestal semelhante à actual taiga que circunda a parte continental norte do globo terrestre, em torno do círculo polar árctico. São disso testemunho as relíquias do pinheiro-de-casquinha (Pinus sylvestris) que ainda se encontram em algumas das zonas montanhosas mais frias do Gerês. Finda essa glaciação, isto é, após o início do período actual, o Holoceno (Antropogénico), com o desaparecimento da laurisilva e da taiga, o respectivo nicho ecológico continental foi ocupado por uma nova floresta na qual predominam árvores da família das Fagáceas (Fagaceae), como carvalhos, a faia e o castanheiro. Designo por fagosilva este tipo de floresta, em consonância com a referida laurisilva. Quando o homem inicia o cultivo de cereais e a domesticação de animais, há cerca de 8-7 mil anos, inicia-se a degradação da fagosilva. Os Descobrimentos e respectiva Expansão provocaram uma tremenda devastação da fagosilva, completada, mais tarde, com a construção da rede de caminho-de-ferro, cujas travessas das vias férreas eram de madeira de carvalho.

Assim, as montanhas, particularmente as da região entre o Douro e o Tejo, foram praticamente desarborizadas. Com as montanhas desarborizadas, a população passou a viver do pastoreio. A pastorícia intensiva também teve grande impacto na destruição da flora portuguesa. Os fogos e a prática das queimadas nas regiões agrícolas e também nas regiões de pastoreio contribuíram e continuam a contribuir para a desertificação das nossas montanhas. A partir de certa altura, essas áreas de mato foram rearborizadas com o pinheiro bravo (Pinus pinaster). Particularmente depois da criação dos Serviços Florestais e da política de arborização do Estado Novo, Portugal passou a ter a maior área de pinhal contínuo da Europa.

As nossas montanhas transformaram-se então num imenso pinhal, outrora cobertas fundamentalmente por carvalhais caducifólios.

O povo que vivera da floresta primitiva (caça, bolota, castanha, etc.), após a destruição desta, passou a viver dos matos (pastorícia), passando, seguidamente, a viver do pinhal, que lhe dava madeira, lenha, resina, plantas para “cama” para o gado, depois adubo para os campos de cultivo e muitos objectos manufacturados artesanalmente, como colheres, garfos e até facas.

A partir de meados do século passado (XX), muitos pinhais foram substituídos por eucaliptais e eucaliptaram-se muitíssimas outras áreas. Os eucaliptos interessam mais às celuloses por serem árvores de crescimento mais rápido do que os pinheiros. Nas últimas décadas incrementaram-se tão desenfreadamente as plantações de eucaliptos que se criou em Portugal a maior área de eucaliptal contínuo da Europa.

Com as montanhas ocupadas por eucaliptais, deu-se o êxodo rural pois, como os eucaliptos são cortados periodicamente de dez em dez anos, o povo não fica dez anos a olhar para as árvores em crescimento sem ter mais nada que fazer. Assim, o povo, além do abandono rural a que foi “forçado”, ficou ainda numa dependência económica monopolista, um risco para o qual não é, nem nunca foi, alertado. Desta maneira, as nossas montanhas passaram a estar cobertas por florestas mono-específicas, com árvores altamente inflamáveis (o pinheiro por ser resinoso e o eucalipto por ter produtos químicos aromáticos, arremessando ramada inflamada à distância, por esses produtos serem voláteis e explosivos). Por isso, designo este tipo de floresta por ignisliva (do latim ignis=fogo e silva=floresta), ou melhor, por sugestão da Prof. Maria de Fátima Silva, hilépiros (do grego hyle=floresta e pyr=fogo) ou xilópiros (do grego xylon=madeira e pyr=fogo). Como estamos habituados ao termo laurisilva, talvez seja melhor adoptar ignisliva para a floresta que agora temos. Mas, como há muito designo por piroverões os Verões que temos tido há umas décadas, talvez prefira o termo xilópiros, pois temos estado a plantar floresta para termos madeira para arder.

Quando a floresta era de pinhal continuo, os Serviços Florestais controlavam-na e não tínhamos Verões com tantos incêndios, nem tão devastadores. A partir da década de 80 do século passado, governos sucessivos resolveram não só acabar com os Serviços Florestais, como também delapidaram toda a técnica (material e humana) existente, assim como todo o património construído (as designadas Casas dos Guardas Florestais). Por outro lado, como já foi referido, deu-se a desumanização do meio rural, além do abandono a que foram votadas as montanhas pela diminuição de técnicos florestais. Sem profissionais florestais habilitados (engenheiros florestais e silvicultores, técnicos e guardas florestais), não só se pinheirou e eucaliptou sem regras, criando-se áreas contínuas e contíguas da dita floresta ígnea.

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Passámos então a ter Verões com incêndios devastadores (os tais piroverões) e risco de transitar em determinadas estradas, ladeadas desse tipo floresta durante muitos quilómetros sucessivos. Há concelhos perigosíssimos, como aqueles aonde agora aconteceu a última desgraça. Assim, quando amigos meus estrangeiros querem visitar Portugal viajando de automóvel, indico-lhes os concelhos por onde não devem transitar (neste devastador incêndio morreu um francês). É só irem ao Google e verem como estão muitas estradas (nacionais e municipais) para se capacitarem de que não só não estou a mentir, como também para se acautelarem. Actualmente, em Portugal, corre-se o risco de ser incinerado numa estrada.

Na minha opinião, enquanto não efectuarem o ordenamento do território, não criarem novamente Serviços Florestais e os apetrecharem tecnicamente e com profissionais habilitados, nunca vamos deixar de ter piroverões. Não é com voluntários que o problema se resolve, mas com profissionais e no terreno TODO O ANO. Podem dizer-me que os Serviços Florestais eram uma estrutura muito “pesada” (onerosa) e que exigia muito pessoal habilitado. Mas, conheço muita estrutura política “pesadíssima” e com pessoal a mais, mas a que nenhum governo conseguiu pôr fim a tal despesismo DESNECESSÁRIO. Bastam alguns exemplos. A Madeira tem uma superfície de 741 km2 e tem 11 câmaras. O Algarve tem uma superfície de 4.997 km2 (mais do que seis vezes a da Madeira) e 16 Câmaras. Portanto, a Madeira deveria ter apenas duas câmaras (seria uma diminuição brutal de pessoal e estruturas). Ainda por cima tem uma Assembleia Legislativa com 47 deputados. A Região Autónoma da Madeira é “pesadíssima” comparada com os Serviços Florestais. Temos imensas freguesias com menos de 5000 habitantes. Que desperdício em pessoal político e burocrático. E argumenta-se que os Serviços Florestais - a única estrutura profissionalizada e habilitada para gerir a floresta e evitar incêndios - teve que ser suprimida por ser muito “pesada”!!!...


É melhor ficarmos por aqui, pois eu, como português que me honro de ser, tenho VERGONHA de viver num país que importa madeira de carvalho para mobiliário, por não replantar a floresta nativa.»

[Jorge Paiva in «Público» pt]

terça-feira, 20 de junho de 2017

Os incêndios como expressão do caos e da austeridade

«Porra de Sísifo




O maior de todos os incêndios na nossa história. Metade da área ardida da UE nos últimos anos. A maior proporção do território dedicada ao eucalipto no mundo. Afinal não há só Eurovisão e futebol em Portugal, afinal não crescemos vinte centímetros.
Mas responder à irresponsabilidade é mais difícil do que chorar a desilusão, como se viu: no tempo de um fósforo, alguma televisão passou a exibir histórias de morte e de pessoas em estado de choque, fazendo delas um espectáculo de voyeurismo, é como se este Portugal quisesse voltar a ser pequenino. Depois, no mesmo fósforo, veio o ajuste de contas político, a falange da direita atira-se ao Presidente, o despeito move montanhas: do CDS, que quer fazer esquecer que Cristas foi ministra da pasta, o tiro vai para os “beijinhos”, enquanto os comentadores da cor desprezam os “abracinhos” e tudo o que for. São fiéis à sua natureza.
Se é verdade que sabemos muito pouco sobre se a resposta à emergência foi adequada nas circunstâncias difíceis, sabemos pela certa que o que desencadeou esta tragédia foi um acontecimento excepcional. O problema é que sabemos também que haverá cada vez mais fenómenos extremos, considerando a montanha russa das alterações climáticas. E sabemos, há décadas que se sabe, que o efeito de tenaz de duas mudanças económicas é devastador: de um lado, a desertificação do interior e o abandono do mundo rural implica que a mata não é limpa, usada e protegida, de outro lado a eucaliptização transforma o interior num barril de pólvora. Para mais, o Estado tem 3% da floresta, na União Europeia tem em média 59% e olhe que são liberais. Não é portanto a meteorologia que nos diferencia de Espanha, Itália ou Grécia: é o factor humano, a floresta não dá votos mas dá lucro.
E aí temos a incúria organizada nesta que será das mais graves faltas de autoridade do Estado. Sempre por austeridade, um governo PS extinguiu o corpo dos guardas florestais; depois, o PSD-CDS, pela mão de Cristas, terminou com os serviços florestais e desmantelou as normas que obrigavam à autorização de novos eucaliptos, até baldios e zonas de regadio foram entusiasticamente prometidas às empresas da celulose, promovendo-se a economia do desastre – mas a ministra anunciava rezar piamente para que chovesse quando a floresta ardia.



Chegado a este ponto, lembro que o desastre do Funchal (foi no ano passado) e uma nova vaga de incêndios (é todos os anos) levou a uma discussão que se parece a papel químico com a que se vai agora iniciando: que não podemos esperar pelo inverno, quando então tudo estará esquecido e já teremos as iluminações de Natal, que é preciso fazer alguma coisa, que há tempo que não se faz nada. Maldito Sísifo.
No fim do verão passado, discutiu-se uma lei que permitisse ao Estado ocupar as terras não tratadas e obrigando-o a ocupar-se delas, dando aos proprietários 15 anos para as reclamarem. Discutiram-se formas de acelerar o cadastro das propriedade rurais, usando mapas militares, georeferenciação e o conhecimento local e agilizando a informação sobre heranças e proprietários. Um ano depois, tudo por decidir. Houve quem se opusesse, as Câmaras Municipais disseram que não têm meios e que há eleições no outono, na esquerda houve quem esgrimisse com a Constituição, tudo em marcha atrás. O governo reuniu em outubro e esperou até em março deste ano para apresentar uma proposta de lei que recua em relação ao que sugerira: em vez de obrigação pública, propõe a criação de empresas financeiras para gerir a floresta abandonada, o que significa a concentração da propriedade. Para mais, oferece novos financiamentos para a investigação nas empresas de celulose, para as compensar de qualquer inconveniente, sem criar qualquer mecanismo concreto para controlar a proibição da extensão do eucalipto. Em vez de gestão pública ou associativa da floresta, convida a raposa para o galinheiro; em vez de arrendamento compulsivo das parcelas abandonadas, aceita a regra da operação financeira.
Maldito Sísifo, nem sequer conseguimos por uma vez voltar ao cimo da montanha para parecer que se fez alguma coisa.
Francisco Louçã»

[Cit in blog «Entre as brumas da memória»]

O aquecimento global já chegou à Europa e em Portgal provoca altas temperaturas e seca, o que favorece o crescimento dos incêndios

O aquecimento global é já uma evidência em muitos pontos da Terra. Portugal sentiu-o em 2016 e volta a senti-lo em 2017.

É preciso mudar as florestas, é preciso adaptá-las ao aquecimento global que está a aumentar, progressivamente.

O aquecimento global já provoca mortes em Portugal, no meio das florestas.

domingo, 18 de junho de 2017

Os negócios macabros do caos florestal


«[…] Isto é a primeira coisa que deve ser dita, de forma geral e abstracta. Dito isto, há um segundo aspecto, aquele que é mais importante — é que qualquer calamidade natural (mesmo com origem artificial) desenvolve-se numa paisagem e numa ecologia que é quase toda construída pelos homens, moldada por actividades humanas, seja do domínio da agricultura, da indústria, da energia, do espaço habitável, das construções, etc. E aqui já as calamidades não são puramente naturais, mas sim ajudadas ou desajudadas pelo modo como manipulamos o espaço natural em que vivemos. No caso português quase cem por cento do território como ele existe hoje é obra humana. Talvez escapem umas ilhas e pequenas partes de vales profundos, mas o que define com muita certeza, aquilo que pega fogo com facilidade, aquilo que propaga o fogo, aquilo que se inunda numa cheia, aquilo que cai ou aguenta num terramoto, os espaços mais seguros ou os muito inseguros, e, num sentido mais lato, a preparação de cada um, na medida das suas possibilidades para saber fugir, saber para onde não deve ir, conhecer a ecologia onde está ou onde desenvolve a sua vida, é obra humana. Dito de outra maneira, na maioria das calamidades (não todas) é a natureza artificial que conta, porque há muito que a natureza natural, perdoe-se o pleonasmo, já não existe. E se é obra humana, artificial, remete para uma cadeia de responsabilidades de todo o tipo. Umas são individuais, outras são colectivas, umas são privadas, outras estatais, e no seu conjunto é na hierarquia dessas responsabilidades que se pode encontrar irresponsabilidades e culpas. Por isso mesmo, há sempre responsabilidades a pedir, conforme o que aconteceu num determinado evento, numa calamidade. Sempre. Nós mexemos com a coisa, nós desequilibramos a coisa, umas vezes a nosso favor, outras vezes estragando-a e agravando os nossos riscos. E a Lei de Murphy diz-nos com clareza que é até um dia, e um dia acontece.

O que é mais grave nesta questão dos fogos é que há muito tempo que depois de cada fogo, em particular os que levam vidas humanas, há uma discussão recorrente, e um eflúvio legislativo, sobre o que é preciso fazer para alterar as características da floresta portuguesa, e as medidas de prevenção necessárias, o aumento de penas para os incendiários, com bastante unanimidade de técnicos e especialistas e autarcas e políticos nacionais e membros do governo. E, no entanto, fogo a fogo, muito pouco se faz, ou pelo menos o que se faz parece estar longe de resolver, quanto mais minimizar o problema.

Por isso, estamos diante de um exemplo notável da impotência do poder político, que junta vários aspectos muito reveladores daquilo que é o nosso statu quo pantanoso em muitas matérias. Há lobbies poderosos na área dos incêndios, dos madeireiros às grandes empresas de celulose, aos bombeiros e toda a panóplia de negócios à volta do fogo, uma das áreas em que se conhecem casos concretos de corrupção, nepotismo e tráfico de influências. Não são segredo para ninguém.

Motivada por interesses ou pela inércia, há uma enorme falta de autoridade do Estado, do governo central às autarquias, às forças policiais (esquecemo-nos muitas vezes que uma parte muito significativa do país não tem qualquer espécie policiamento, seja pela PSP, seja pela GNR). Não preciso de ir muito longe do sítio onde estou a escrever para encontrar terrenos abandonados ao mato, à espera de arder, ou de ouvir foguetes em tudo quanto é festa. Para tudo isto há legislação, mas ninguém verdadeiramente quer saber e todos fecham os olhos com a mesma força com que são capazes de ir à procura de culpados quando as coisas correm mal.

Também todos sabemos das mudanças estruturais na agricultura, na pecuária, na exploração de matos e florestas. Está tudo mais que escrito, mas como não há nenhum Serviço Nacional de Camas de Gado, o tojo continua por apanhar e, como dizia uma senhora retirada dos recentes incêndios, como é que se pode esperar que quem tem uma reforma que não chega aos 300 euros possa pagar a limpeza dos seus terrenos. O nosso problema é também o da pobreza nos campos, associado ao fim da agricultura como a conhecemos, que já não sustenta uma população rural considerável.

São processos inelutáveis? São. Mas pode-se partir daí para fazer mais, nem sequer novas leis, uma praga portuguesa, mas aplicar as leis que já existem e são flagrantemente ignoradas. Não resolve tudo, mas ajuda.»

[Pacheco Pereira in «Público» pt]

Contra o caos florestal


«“Estás a ver no que dá terem acabado com os Serviços Florestais?”

18 de Junho de 2017, 17:06 Partilhar notícia

Nos momentos em que escrevo estas linhas está a desenrolar-se uma das maiores tragédias florestais em Portugal, senão mesmo a maior. E estas notas não terão a ver directamente com o caos dos incêndios que nesta altura atacam o centro do nosso país mas têm indirectamente. E a resposta está no telefonema que me foi feito, a meio da manhã, pelo Prof. Jorge Paiva da Universidade de Coimbra, que me dizia desesperado: “Estás a ver no que dá terem acabado com os Serviços Florestais?”


Numa primeira abordagem, esta tragédia de hoje deveu-se a um conjunto de situações atmosféricas que seriam imprevisíveis, e sobretudo porque, ao acontecerem perto da noite, inviabilizaram a intervenção dos meios aéreos de combate aos incêndios.

Mas alguém garante que na grande extensão e propagação do fogo não estavam como causa também as más condições de limpeza das matas? Alguém garante que não foi o barril de pólvora que está contido nas falta de limpeza do sub-bosque das matas? O Comandante Jaime Soares em poucas palavras, numa entrevista a Victor Gonçalves da RTP, disse o que muitos de nós andamos a dizer há décadas: a montante destas tragédias está a falta de uma politica florestal correcta, de ordenamento, limpeza e vigilância das matas.

Chamemos as coisas pelos seus nomes: foi num Governo PS que foi extinto o Corpo de Guardas Florestais que existia nos Serviços Florestais e os seus efectivos foram integrados na GNR. Erro crasso, naquela perspectiva neo-liberal de “menos Estado para melhor Estado”.

Está-se mesmo a ver, não está ?

Os guardas florestais não eram polícias, eram actores fundamentais da vigilância das matas, integrados numa cadeia de comando especializada que ia dos velhos Mestres Florestais aos Administradores Florestais e ate aos Chefes de Circunscrição. Eles não têm que ser comandados por sargentos ou tenentes. têm de ser comandados por quem sabe dos problemas das florestas,

Depois desta asneira socialista, o Governo PSD/CDS pela mão do sábio e secretário de Estado do queijo limiano, e perante a apatia da ministra do CDS e dos sociais-democratas (que tinham obrigação, pelo seu historial , de serem mais competentes em matéria ambiental) acabou de vez com os serviços florestais e integrou-os no Instituto da Conservação da Natureza. Cereja em cima do bolo da asneira!!

É preciso ter bom senso e acabar de vez com esta situação anómala de sermos talvez o único país do mundo com tanta área florestal e não termos Serviços Florestais nem um Corpo de Guardas Florestais.

Perdeu-se a grande sabedoria do velhos Mestres Florestais, senhores das serras e das matas que eles conheciam como as suas próprias mãos; mas ainda há na GNR umas centenas de antigos guardas florestais que podem ser o embrião de um novo corpo especializado.

Tenham vergonha de dar a mão a palmatória e façam aquilo que desfizeram, reponham os Serviços Florestais no Ministério da Agricultura e Florestas (chamem-lhe Instituto, chamem-lhe o que quiserem), com a dignidade que eles nunca deviam ter perdido, reponham a funcionar a quadrícula de casas e postos florestais que são quem pode assegurar a vigilância permanente das serras do país, dêem a esses postos as novas tecnologias e os novos meios de comunicação e dêem de novo aos guardas florestais a capacidade legal de continuarem a vigiar as matas, de obrigarem os proprietários a limpar e a ordenar as matas.

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Também acabaram com os guarda-rios e nunca mais as margens e leitos da maior parte das ribeiras foram limpas, como eram quando esses agentes obrigavam os proprietários marginais das linhas de água a limparem as margens dos seus terrenos.

A terrível tragédia que nos aflige, que ao menos sirva de aviso para o que pode acontecer este Verão, com tanta área de pastos secos debaixo de temperaturas cada vez mais quentes, já que ninguém liga aos avisos dos cientistas, portugueses e internacionais, sobre as alterações climáticas graves que estão em curso e que afectarão muito em especial o Mediterrâneo e a nossa Península. Lá que o Trump não acredite nisso é lamentável mas para quem é poucochinho não se pode exigir mais. Mas a governos responsáveis temos de exigir muito mais.


A minha voz não tem peso político nem público, mas tem a experiência de muitos anos embrenhados nestes problemas. Outras vozes com maior ressonância certamente me darão razão.»

[Fernando Santos Pessoa in «Público» pt]

Eleições parlamentares na França - 2ª volta

[In «Le Monde»]

Macron consegue maioria absoluta no Parlamento. A abstenção é estimada em 56%.

Excesso de floresta mata em Portugal

O arquitecto Ribeiro Teles andou anos, nas televisões, a dizer que em Portugal havia excesso de floresta, que era preciso abater parte da floresta, que era preciso trazer novas espécies e acabar com a floresta contínua. Uma trovoada provocou um incêndio que matou mais de 60 pessoas.
O aquecimento global já se sente em Portugal e favorece muito a propagação dos incêndios nas florestas. Florestação selvagem mata.

Cristiano Ronaldo diz adeus à Espanha e ao Real Madrid

Se Cristiano Ronaldo tiver auto-estima suficiente não voltará atrás na sua decisão de deixar Espanha e o Real Madrid, devido a problemas com o Fisco espanhol e devido à maneira como o Real Madrid reagiu, envergonhando Cristiano Ronaldo, como se o Fisco espanhol tivesse razão. O regime espanhol é sórdido. Os monstruosos Crimes Contra Humanidade, praticados pelos fascistas espanhóis, chamados de fangistas durante a Guerra Civil, que venceram só porque Hitler e Mussolini os ajudaram com tropas de elite, e depois enquanto estiveram no poder. Um regime que perdoa os mais brutais Crimes Contra a Humanidade dos fascistas é um regime sórdido, em toda a linha.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Terrorismo do Grupo de Bilderberg na Itália



«Terrorismo: o juiz italiano Imposimato acusa o Grupo de Bilderberg



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Num livro publicado em princípios de Janeiro, La Repubblica delle stragi impunite. I documenti inediti dei fatti di sangue che hanno sconvolto il nostro Paese (A República dos massacres impunes. Os documentos inéditos sobre os factos sangrentos que sacudiram o nosso país), o juiz Imposimato acusa a OTAN de ter organizado os numerosos atentados que ensanguentaram a Itália durante os anos 1980.
O juiz italiano Ferdinando Imposimato é conhecido por ter realizado o trabalho de instrução sobre o assassinato do primeiro-ministro italiano Aldo Moro e sobre a tentativa de assassinato contra o Papa João Paulo II. Foi além disso um dos principais juízes anti-mafia e converteu-se em presidente honorário do Tribunal de Cassação. Também foi eleito deputado, sob a bandeira do Partido Esquerda Democrática, e posteriormente senador.
Já em 1967, o juiz Imposimato tinha publicado um documento que mostrava a implicação do Grupo de Bilderberg, clube que reúne as personalidades mais influentes do mundo à voltar da defesa dos interesses da OTAN.

(vidéo mise en ligne par le quotidien Il Fatto)

(Video publicado pelo diário italiano Il Fatto)
Tradução do conteúdo do vídeo
Entrevistador: Trinta anos depois da série de atentados, continuamos sem saber a verdade. Como é isto possível?
Ferdinando Imposimato, presidente honorário do Tribunal de Cassação de Italia:
Não. Já descobrimos parte da verdade. As coisas estão mais claras actualmente.
Houve cumplicidade do Estado, ou de frações do Estado, com a máfia, o terrorismo, a franco-maçonaria, que se associaram através de uma organização denominada “Gládio” ou “Stay behind”, uma organização internacional manejada pela CIA.
Tudo isso está hoje demonstrado. Antes era ciência-ficção. Hoje é uma realidade conhecida e um problema que perdura.
Entrevistador: Uma série de atentados para desestabilizar o Estado. Com que objetivo?
Fernando Imposimato:
Não. Não era para desestabilizar o Estado mas sim para bloquear a dinâmica política que deslocava o equilíbrio político da direita para o centro-esquerda e a esquerda. Não o fizeram com vistas a um golpe de Estado mas sim para fortalecer o poder. Desestabilizar a ordem pública para estabilizar o poder político.
Entrevistador: E a sua investigação conduz-nos ao Grupo de Bilderberg... 30 anos antes de sabermos da sua existência.
Fernando Imposimato:
Na verdade, foi Emilio Alessandrini que o descobriu num documento que eu encontrei milagrosamente, encontrei esse nome nesse documento que datava de 1967 e depois houve essa reunião do Bilderberg, que se desenrolou em Roma sem que nenhum periódico informasse a respeito dela, com excepção do Dagospia.
A respeito desse grupo do Bilderberg... há que estudar esse documento muito importante que já mencionei... esse documento diz que o Grupo de Bilderberg é um dos responsáveis da “estratégia da tensão” e, portanto, é também responsável dos atentados... esse Grupo do Bilderberg... responsável dos massacres!
Entrevistador: No Grupo há membros do governo e gente do mundo da política e dos negócios...
Fernando Imposimato: É impossível que algum deles não estivesse ao corrente. Mas esse é o tipo de acção que faz o Grupo de Bilderberg, dirige o mundo e as democracias de forma invisível para condicionar o funcionamento democrático dessas democracias. Obrigado, obrigado.
Tradução
Alva»

[In «Red Voltaire»]

Uma ditadura medieval que pune os adeptos do Barcelona



«15 años de cárcel por llevar la camiseta del Barça



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Las autoridades de los Emiratos Árabes Unidos han instituido una multa de 135 000 euros (más de 150 000 dólares) y una pena de 15 años de cárcel para castigar toda expresión de simpatía hacia Qatar, país que respalda la Hermandad Musulmana.
Esta medida es aplicable a todo mensaje, declaración o palabras de simpatía –incluso pronunciadas por teléfono– así como al simple hecho de portar una camiseta del Barça (el Futbol Club Barcelona o F. C. Barcelona), cuyo principal sponsor es la línea aérea Qatar Airways.»

[In «Red Voltaire»]

O terrorismo de Estado

A organização terrorista que tem o nome de Grupo de Bilderberg já assassinou mais pessoas que o Estado Islâmico. Um dos maiores criminosos do século XX, Henry Kissinger, preparou no grupo de Bilderberg, os golpes de Estado que levaram organizações terroristas para o poder como o governo Pinochet. A selvajaria do Grupo de Bilderberg não tem limites.




«A reunião de 2017 do Grupo de Bilderberg



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O Grupo Bilderberg é uma instituição criada em 1954 pela CIA e pelo MI6. Ele reúne-se, anualmente, não sob a proteção da polícia do país anfitrião mas da OTAN, da qual difunde geralmente as mensagens.

A reunião de 2017 desenrola-s de 1 a 4 de Junho, em Chantilly (Virginia, EUA). Como de costume, a CIA, o MI6 e da OTAN estão aí representados.
lOs factores do terrorismo islâmico. Tendo em conta a guerra que opõe actualmente a Casa Branca ao Estado Profundo dos Estados Unidos e do Reino Unido, este seminário deverá, pela primeira vez, ser muito polémico. Por um lado, os membros da Administração Trump, por outro os feitores do terrorismo islâmico.
Para mais informação : “O que Você ignora sobre o Grupo de Bilderberg”, Thierry Meyssan, Tradução Alva, Komsomolskaïa Pravda (Rússia) , Rede Voltaire, 23 de Setembro de 2012.

Ordem do dia

A Administração Trump: um relatório de percurso
As relações transatlânticas: opções e cenários
A aliança de defesa transatlântica: balas, bytes e moedas
A orientação da UE
A globalização pode ser abrandada ?
Os empregos, os rendimentos (renda-br) e as expectativas não cumpridas
A guerra contra a informação
Por que o populismo se desenvolve?
A Rússia na ordem internacional
O Próximo-Oriente
A proliferação nuclear
A China
Actualidades

Presidente

Castries, Henri de França Antigo Presidente da AXA Seguros; Presidente do Institut Montaigne

Participantes por ordem alfabética

Achleitner, Paul M. Alemanha Presidente do Conselho de Supervisão Deutsche Bank AG
Adonis Andrew Reino Unido Presidente da National Infrastructure Commission
Agius Marcus Reino Unido Antigo Presidente do Barclays, Presidente do PA Consulting Group (propriedade do Carlyle Group), Director não-executivo da BBC
Akyol Mustafa Turquia Autor de Islam Without Extremes, Pesquisador no Freedom Project do Wellesley College
Alstadheim Kjetil B. Noruega Chefe do departamento político do Dagens Næringsliv
Altman, Roger C. Estados Unidos Antigo secretário do Tesouro, Fundador do Banco de investimentos Evercore
Arnaut, José Luis Portugal Antigo secretário-geral do Partido Social Democrata(PSD) e Vice-Primeiro-ministro, Sócio da CMS Rui Pena & Arnaut
Barroso José M. Durão Portugal Antigo Primeiro-Ministro, depois Presidente da Comissão Europeia, presidente da Goldman Sachs International
Bate, Oliver Alemanha Presidente da Allianz SE seguros
Baumann, Werner Alemanha Presidente dos Laboratórios farmacêuticos Bayer AG
Baverez, Nicolas França Editor no Figaro e Le Point, Sócioo da Gibson, Dunn & Crutcher, Administrador do Institut Montaigne
Benko, René Áustria Fundador e Presidente do Comité Consultivo do Grupo imobiliário Signa Holding GmbH
Berner, Anne-Catherine Finlândia Ministro dos Transportes e Comunicações
Botin, Ana P. Espanha Presidente do Banco Santander
Brandtzæg Svein Richard Noruega Presidente da fabricante de alumínio Norsk Hydro ASA
Brennan, John O. Estados Unidos Antigo Director da CIA, Conselheieo da Kissinger Associates Inc.
Bsirske Frank Alemanha Sindicalista ecologista, Presidente do Sindicato Unificado dos Serviços.
Buberl Thomas França Presidente da AXA Seguros
Bunn, M. Elaine Estados Unidos Antigo Vice-secretário assistente da Defesa para Assuntos do nuclear,
Burns, William J. Estados Unidos Antigo Vice-secretário de Estado, Presidente da Carnegie Endowment for International Peace
Cakiroglu, Levent Turquia Presidente da Koç Holding AS
Çamlıbel, Cansu Turquia Chefe do escritório de Washington do Hürriyet
Cebrián, Juan Luis Espanha Presidente do grupo de imprensa Prisa e El País
Clemet, Kristin Noruega Antigo Ministro do Trabalho, Presidente do "think-tank" patronal Civita
Cohen, David S. Estados Unidos Antigo adjunto do Secretário do Tesouro na luta contra o financiamento do terrorismo, Antigo Vice-director da CIA
Collison, Patrick Estados Unidos Presidente da sociedade de pagamentos pela Internet Stripe
Cotton Tom Estados Unidos Senador, Presidente da Sub-comissão do Senado para a Força Aérea
Cui Tiankai (CHN) Embaixador da China em Washington
Döpfner, Mathias Alemanha Presidente do grupo de imprensa Axel Springer SE
Elkann, John Itália Presidente da Fiat Chrysler Automobiles
Enders, Thomas Alemanha Presidente da Companhia Airbus SE
Federspiel, Ulrik Dinamarca Antigo Embaixador em Washington, Diretcor do grupo químico Haldor Topsoe Holding A / S
Ferguson, Jr., Roger W. Estados Unidos Antigo Vice-presidente da Reserva Federal, Presidente da companhia de Seguros dos Professores TIAA
Ferguson, Niall Estados Unidos Historiador britânico da colonização, Pesquisador na Hoover Institution, Stanford University
Gianotti Fabiola Itália Directora-geral da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN)
Gozi Sandro Itália Ministro dos Assuntos Europeus
Graham Lindsey, Crnl Estados Unidos Senador
Greenberg, Evan G. Estados Unidos Presidente do Chubb Insurance Group
Griffin, Kenneth Estados Unidos Presidente do Citadel Investment Group, LLC
Gruber, Lilli Itália Editor-chefe e apresentador do "Otto e mezzo", La7 TV
Guindos Luis Espanha Ministro da Economia, Indústria e Competitividade
Haines, Avril D. Estados Unidos Antiga Directora-adjunta da CIA, Antiga Vice-conselheira de Segurança Nacional
Halberstadt, Victor Holanda Professor de Economia na Universidade de Leiden
Hamers, Ralph Holanda Presidente do Grupo ING
Hedegaard Connie Dinamarca Antiga Ministra, depois Comissária Europeia para a Acção Climática, Presidente da KR Fondation
Hennis-Plasschaert Jeanine Holanda Ministro da Defesa
Hobson Mellody Estados Unidos Presidente da DreamWorks Animation e Ariel Investments LLC
Hoffman Reid Estados Unidos Co-fundador do LinkedIn e sócio da empresa de capital de risco Greylock
Houghton, General Nicholas Reino Unido Antigo Chefe do Estado Maior
Ischinger, Wolfgang Internacional Presidente da Conferência sobre Segurança em Munique
Jacobs, Kenneth M. Estados Unidos Presidente do banco Lazard
Johnson, James A. Estados Unidos Antigo Presidente do Fannie Mae, Presidente da Johnson Capital Partners
Jordan, Jr., Vernon E. Estados Unidos Antigo membro da Comissão Baker-Hamilton, Director da Lazard Frères & Co. LLC
Karp, Alex Estados Unidos Presidente do fabricante de software Palantir Technologies
Kengeter Carsten Alemanha Presidente da Bolsa de Valores alemã
Kissinger, Henry A. Estados Unidos Antigo Secretário de Estado, Presidente da Kissinger Associates Inc.
Klatten, Susanne Alemanha Herdeira da BMW, Directora da SKion GmbH
Kleinfeld, Klaus Estados Unidos Antigo Presidente da Alcoa, Siemens e Arconic
Knot Klaas HW Holanda Presidente do De Nederlandsche Bank
Koç, Mr. Ömer Turquia Presidente da Koç Holding AS
Kotkin, Stephen Estados Unidos Professor de História e Relações Internacionais na Princeton University, especialista na URSS e na Rússia
Kravis, Henry R. Estados Unidos Co-Presidente do KKR e Tesoureiro Daesh
Kravis, Marie-Josée Estados Unidos Colunista de economia em La Presse, Pesquisadora no Hudson Institut e esposa de precedente
Kudelski, André Suíça Presidente do Grupo Kudelski, especialista em criptografia de canais pagos de TV
Lagarde, Christine Internacional Antiga Ministro da Economia, Directora do Fundo Monetário Internacional
Lenglet François França Chefe do Departamento de economia da France 2
Leysen, Thomas Bélgica Presidente da Umicore (União Mineira), bancos KBC Grup e do De Standaard
Liddell, Christopher Estados Unidos Assistente do Presidente e Director de Iniciativas Estratégicas
Lööf Annie Suécia Antiga Ministro das empresas, Chefe do Partido Centrista
Mathews, Jessica T. Estados Unidos Antiga Presidente do Carnegie Endowment for International Peace
McAuliffe, Terence Estados Unidos Antigo Presidente do Comité Nacional Democrata, Governador da Virgínia
McKay, David I. Canadá Presidente do Royal Bank of Canada
McMaster, HR Estados Unidos Conselheiro de Segurança Nacional
Mexia António Luís Guerra Nunes Portugal Presidente da Eurelectric e Energias de Portugal
Micklethwait, John Internacional Chefe de Redacção da Bloomberg LP
Minton Beddoes Zanny Internacional Editor-chefe do The Economist
Molinari Maurizio Itália Editor-chefe do La Stampa
Monaco, Lisa Estados Unidos Antiga Conselheira do Presidente para a Segurança Interna e Contra-terrorismo
Morneau Bill Canadá Ministro das Finanças
Mundie, J. Craig Estados Unidos Presidente da Mundie & Associates, Conselheiro da Microsoft para a Pesquisa
Murtagh, Gene M. Irlanda Presidente do fabricante de materiais de construção Kingspan Group plc
Holanda, Sua Majestade Willem-Alexander Holanda Rei dos Países Baixos (Holanda)
Noonan, Peggy Estados Unidos Colunista do Wall Street Journal
O’Leary, Michael Irlanda Presidente da empresa de aviação Ryanair D.A.C.
Osborne, George Reino Unido Antigo Ministro das Finanças, Editor do London Evening Standard
Papahelas Alexis Grécia Chefe de Redacção do Kathimerini
Papalexopoulos Dimitri Grécia Presidente da Titan Cement Co.
Petraeus, David H. Estados Unidos Antigo Director da CIA, Co-fundador do Daesh(E. I.), Director do KKR Global Institute
Pind, Søren Dinamarca Ministro do Ensino Superior e da Ciência
Puga Benedict França Antigo Chefe do Estado-maior privado dos Presidentes da República, Grande chanceler das Ordens da Legião de Honra e Mérito
Rachman Gideon Reino Unido Chefe do Serviço de política internacional do Financial Times
Reisman, Heather M. Canadá Presidente da cadeia de livrarias Indigo Books & Music Inc.
Rivera Diaz, Albert Espanha Presidente do Partido Ciudadanos
Rosén, Johanna Suécia Professor de Física na Universidade de Linköping
Ross, L. Wilbur Estados Unidos Antigo empresário, Secretário do Comércio, marido do Vice-governador de Nova York
Rubenstein, David M. Estados Unidos Co-fundador e Presidente do Carlyle Group
Rubin, Robert E. Estados Unidos Antigo Secretário do Comércio, Presidente do Council on Foreign Affairs
Ruoff, Susanne Suíça Presidente da Swiss Post
Rutten, Gwendolyn Bélgica Presidente dos Liberais e Democratas Flamengos
Sabia, Michael Canadá Presidente da Caisse de dépôt et placement do Québec
Sawers, John Reino Unido Antigo Embaixador na ONU, depois Director do MI6, Presidente da empresa de consultadoria estratégica Macro Advisory Partners
Schadlow Nadia Estados Unidos Autor do The Struggle Against Radical Islam, Conselheiro-Adjunto do Presidente e membro do Conselho de Segurança Nacional
Schmidt, Eric E. Estados Unidos Presidente da Google, Director da Alphabet Inc.
Schneider-Ammann, Johann N. Suíça Antigo Presidente da Confederação Suíça
Scholten, Rudolf Áustria Antigo Ministro das Artes, Presidente do Fórum Bruno Kreisky para o Diálogo Internacional
Severgnini, Beppe Itália Redactor-chefe do Corriere della Sera
Sikorski Radoslaw Polônia Antigo Ministro da Defesa e dos Negócios Estrangeiros, Pesquisador na Harvard University
Ripas, Boyan Holanda Presidente de The Ocean Cleanup
Spahn, Jens Alemanha Secretário de Estado do Ministério das Finanças
Stephenson Randall L. Estados Unidos Presidente da AT & T
Stern, Andrew Estados Unidos Sindicalista, Presidente emérito do Service Employees International Union (SEIU), Pesquisador no Economic Security Project
Stoltenberg, Jens Internacional Antigo Primeiro-Ministro norueguês, Secretário-Geral da OTAN
Summers, Lawrence H. Estados Unidos Antigo Secretário do Tesouro, depois Presidente do Conselho Económico Nacional, Professor na Havard University
Tertrais de Bruno França Vice-Director da Fundação para a Pesquisa Estratégica
Thiel, Peter Estados Unidos Co-fundador da PayPal e da eBay, Presidente da sociedade de capital de risco Thiel Capital
Topsoe Jakob Haldor Dinamarca Presidente da Haldor Topsoe Holding A / S
Ulgen Sinan Turquia Sócio da Istambul Economics, Perito da OTAN
Vance, JD Estados Unidos Autor de Hillbilly Elegy: A Memoir of a Family and Culture in Crisis e sócio de Mitral
Wahlroos, Björn Finlândia Presidente do Sampo Group, Nordea Bank, e da UPM-Kymmene Corporation
Wallenberg, Marcus Suécia Presidente da Skandinaviska Enskilda Banken AB
Walter, Amy Estados Unidos Redactora-chefe do The Cook Political Report
Weston, Galen G. Canadá Presidente dos supermercados Loblaw Companies Ltd. e George Weston Companies
Branco, Sharon Reino Unido Directora do regulador de telecomunicações Ofcom
Wieseltier Leon Estados Unidos "Filósofo", Pesquisador na Brookings Institution
Wolf, Martin H. Internacional Director do Serviço de Economia do Financial Times
Wolfensohn, James D. Estados Unidos Antigo Presidente do Banco Mundial Presidente da Wolfensohn & Company
Wunsch, Pierre Bélgica Vice-Governador do Banco Nacional da Bélgica
Zeiler Gerhard Áustria Presidente do grupo de média (mídia-br) Turner International, Administrador da RTL e da Bertelsmann
Zients, Jeffrey D. Estados Unidos Antigo Director do National Economic Council
Zoellick, Robert B. Estados Unidos Antigo Secretário de Estado Adjunto e Presidente do Banco Mundial, Presidente não-executivo da AllianceBernstein LP
Tradução
Alva»

[In «Red Voltaire»]