quinta-feira, 4 de maio de 2017

A ruína económica, social e financeira da Grécia imposta pelo imperialismo alemão e pelos europeístas colaboracionistas nestas selvajarias

Ser europeísta é ser colaboracionista da Ditadura implacável de Berlim via BCE e CE sobre a Grécia. É uma ditadura selvática, num processo de guerra que visa a destruição total da Grécia. Os europeístas apoiam as selvajarias contra a Grécia, apoiam a guerra contra a Grécia, os europeístas dizem que são pela paz e promovem a guerra contra o povo grego, dizem que são civilizados e são colaboracionistas de bárbaras selvajarias contra a Grécia, que está pior do que depois da crise de 1929.

«Já não vos vemos gregos

Por cá já quase ninguém fala sobre a Grécia, o que é até certo ponto compreensível, já que a situação é demasiado deprimente e desesperançada desde a rendição, uns meses depois de terem chegado ao governo, dos que chegaram a passar brevemente por libertadores. O que é incompreensível é que depois da Grécia ainda haja, à esquerda, quem mantenha ilusões europeístas. Nesta ideologia, é tudo uma questão de adaptação das expectativas políticas, até já só se conseguir pensar nos termos fixados entre Bruxelas e Frankfurt. Abertos versus fechados é a nova versão da pós-verdade europeia, reciclando temas neoliberais desde a origem, nos anos trinta e quarenta, desta ideologia.

Entretanto, há mais um tijolo de legislação neoliberal que terá de ser aprovado, em troca de uma nova tranche para impedir o incumprimento face aos credores. E mais austeridade, sempre mais austeridade. O governo grego é agora um aluno cada vez melhor de mestres cada vez piores, para adaptar uma fórmula do saudoso Medeiros Ferreira: os superávites orçamentais primários aí estão. As pensões, que já foram cortadas doze vezes em meia dúzia de anos, num total de 40%, sofrerão mais cortes, por exemplo. A privatização de sectores estratégicos continua.

A economia teve nestes anos uma evolução pior do que a registada pelas economias mais violentamente atingidas pela Grande Depressão iniciada em 1929, como também lembra o The Guardian. Pelo menos nessa altura o Padrão-Ouro revelou ser menos resiliente do que o Euro, o que foi decisivo na recuperação então registada.

Tudo se faz agora em nome da reestruturação da dívida, que há-de chegar, uma vez mais, nos termos e nos tempos dos credores. Politicamente, na Grécia, não parece haver alternativa por muitos e maus anos. Obviamente, o desenlace grego teve impactos fora da Grécia ou não fosse esse um dos objectivos de quem comanda esta perversa e poderosa economia política.»

[João Rodrigues in blog «Ladrões de Bicicletas»]

Sem comentários:

Enviar um comentário