sexta-feira, 31 de março de 2017

O europeísmo é uma religião falsa é uma heresia

O europeísmo baseia-se no ódio que os povos da União Europeia tem uns aos outros.
Os franceses invadidos em três guerras asegyuidas são os que mais odeiam os alemães.
Até quando os franceses eestrão dipostos a submeter-se à Ditadura do imperialiismo alemão.

O Reino Unido já se pôs a andar e os mídia portugueses, todos eles germanófilos, dizem que já começou o Fim do Mundo na Inglaterra.

A União Europeia, essencialmente, é contra a Democracia e contra os Direitos Humanos.

quinta-feira, 30 de março de 2017

O Estado Islâmico ou Daesh em análise




«¿Destruir Daesh?

Mientras Washington multiplica las señales que confirman su intención de destruir el Emirato Islámico (Daesh), británicos y franceses –y tras ellos el conjunto de los europeos– se plantean un rumbo diferente. Londres y París parecen haber coordinado una ofensiva contra las ciudades sirias de Damasco y Hama para obligar al Ejército Árabe Sirio a concentrarse en su defensa, debilitando así la presencia de tropas del gobierno sirio alrededor de Raqqa. Los europeos esperan organizar la huida de los yihadistas hacia la frontera turca.

| Ciudad de México (México)
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La reunión de la coalición anti-Daesh realizada en Washington el 22 y el 23 de marzo estuvo muy lejos de ser una muestra de unidad. En apariencia, los 68 miembros de esa coalición reafirmaron su voluntad de luchar contra esa organización terrorista. En realidad, lo que hicieron fue exponer sus profundas divergencias.
El secretario de Estado Rex Tillerson recordó a sus socios que el presidente Donald Trump se comprometió ante el Congreso de Estados Unidos a acabar con el Emirato Islámico (Daesh) y no a limitarse a reducirlo, como pretendía hacer la administración Obama. A la vez que hacía ese recordatorio, y sin aceptar discusiones, Tillerson puso a los demás miembros de la coalición ante hechos consumados.
Primer problema: si ya no se trata sólo de desplazar a los yihadistas sino realmente de liquidarlos, ¿cómo podrán los europeos, sobre todo los británicos, salvar a “sus” yihadistas?
El secretario de Estado Tillerson y el primer ministro iraquí Haider al-Abadi, presentaron un balance de la batalla de Mosul. A pesar de las muestras publicas de satisfacción, es evidente para todos los expertos que los combates por Mosul están llamados a durar aún por largos meses dado el hecho que en esa ciudad iraquí prácticamente cada familia tiene al menos uno de sus miembros enrolado en las fuerzas de Daesh.
En el plano militar, la situación en Raqqa es mucho más simple. En esa ciudad siria los yihadistas son extranjeros. La prioridad sería entonces comenzar por cortarles el aprovisionamiento y después separarlos de la población siria.
Segundo problema: el ejército de Estados Unidos debe obtener previamente la autorización del Congreso, y también la autorización de Damasco, para desplegarse en Siria. Los generales James Mattis –secretario de Defensa– y John Dunford –jefe del Estado Mayor Conjunto estadounidense– han tratado de convencer a los congresistas, pero nada garantiza que obtengan esa autorización. Habrá entonces que negociar con Damasco y, por tanto, aclarar cierto número de cosas.
A la pregunta de los europeos sobre lo que Washington haría con Raqqa después de la liberación de esa ciudad, Rex Tillerson respondió enigmáticamente que haría regresar la población desplazada o refugiada. Los europeos sacaron como conclusión que, dado que esa población es masivamente favorable al gobierno de Damasco, la intención de Washington sería devolver ese territorio a la República Árabe Siria.
Al hacer uso de la palabra, el ministro de Exteriores de Portugal, Augusto Santos Silva, señaló que esa proposición contradecía lo que se había decidido anteriormente. Y afirmó seguidamente que los europeos tiene el deber moral de continuar su esfuerzo por proteger a los refugiados que huyeron de la «dictadura sanguinaria». Eso da a entender que, después de ser liberada de los yihadistas, Raqqa no sería todavía una zona segura ya que el Ejército Árabe Siria sería peor que el Emirato Islámico (Daesh).
No es por casualidad que los europeos optaron por el representante de Portugal para hacer esta intervención. El actual secretario general de la ONU, Antonio Guterres, fue primer ministro de Portugal y tuvo a Santos Silva entre los miembros de su gobierno. El hoy secretario general de la ONU Antonio Guterres fue también presidente de la Internacional Socialista, organización totalemente controlada por las estadounidenses Hillary Clinton y Madeleine Albright. En otras palabras, Guterres es la nueva fachada en la ONU del embajador estadounidense Jeffrey Feltman –a cargo de los “Asuntos Políticos” en la organización internacional– y del clan belicista.
Tercer problema: Todos parecen de acuerdo para liberar Raqqa de Daesh, pero –según los europeos– no para restituirla a Damasco, de ahí las maniobras de Francia en el terreno.
Inmediatamente después del encuentro de Washington, los yihadistas atrincherados en Yobar –un barrio en la periferia de Damasco– iniciaron una ofensiva hacia el centro de la capital. Y los de la provincia de Hama emprendieron ataques contra aldeas aisladas. Quizás se trata para ellos de un intento desesperado por obtener un premio de consuelo en Astaná y Ginebra antes de que termine la partida. Pero es también posible que sea una estrategia coordinada por Londres con París.
En este último caso, seguramente veremos una gran operación de las potencias coloniales en Raqqa. Londres y París decidirían atacar Raqqa antes de que esté completamente cercada, propiciando así la huida de Daesh, o sea obligando a los yihadistas a desplazarse nuevamente y salvándolos con ello del exterminio. Daesh se replegaría entonces hacia la frontera turca y sería la fuerza que podría liquidar a los kurdos por cuenta de Recep Tayyip Erdogan.
Fuente
Al-Watan (Siria)»  [In «Red Voltaire»]

quarta-feira, 29 de março de 2017

O europeísmo é uma religião falsa, todo o europeísmo se baseia em mentiras organizadas


A União Europeia é uma FRAUDE GIGANTESCA baseada na proibição da VERDADE e na difusão permanente de mentiras.

Mais cedo ou mais tarde os franceses vão achar insuportável a Zona Euro.

Eu sempre fui a favor do Brexit, porque a União Europeia é uma fraude, e esta fraude para acabar tem que ser pressionada pelos grandes inimigos históricos da Alemanha, que são o Reino Unido e a França.

A Esquerda de inspiração marxista perdeu a sua credibilidade quando perdeu o sentido de justiça

A Esquerda marxista italiana, em 1945, tinha o sentido de justiça. Aos fascistas tem que se aplicar a moralidade fascista, simplesmente. A Mussolini foi aplicada a moralidade de Mussolini.



«A Náusea




Ontem, várias pessoas pediram, no Facebook, que divulgasse um excelente texto de Valdemar Cruz, publicado no Expresso de 18.03.2017, sobre a actividade da rede bombista de extrema-direita em 1975-1976. Deu algum trabalho de corte e costura, mas aqui fica.














[Cit in blog «Entre as brumas da memória»]

terça-feira, 28 de março de 2017

Os criminosos de guerra da Troika querem escravizar a maioria dos portugueses

Os criminosos de guerra da Troika, um bando de ladrões e assassinos com curriculum nazista em roubos e homicídios mostram o nojo que é a chamada  União Europeia, a União Europeia é dirigida por criminosos e criminosas de guerra que querem reimplantar a escravatura em Portugal.
Os criminosos e criminosas da Troika, além de roubos e homicídios, paticam a mentira como princípio moral, ladrões e ladras, assassinos e assassinas e mentirosos e mentirosas.

«Acabaram com as 40 horas e o esquema de requalificação de funcionários já não permite cortes salariais e despedimentos, lamenta a missão europeia da troika. Há uma série de reformas estruturais e orçamentais muito importantes do tempo do programa de ajustamento que foram revertidas pelo governo PS, denuncia a missão da Comissão Europeia (CE) que faz a vigilância do pós-programa de ajustamento português. Esta missão esteve em Portugal (Lisboa) entre 29 de novembro e 7 de dezembro. A próxima visita está prevista acontecer em junho que vem. No relatório da quinta avaliação, publicada sem aviso nesta segunda-feira, a equipa da Comissão “toma nota das alterações às medidas do programa” e faz uma lista do que foi suspenso ou onde houve mesmo retrocessos. Recorde-se que na semana passado, o Banco Central Europeu (BCE) também criticou duramente o país por ter relaxado nas reformas estruturais, dando o equivalente a uma nota de 35% no teste das reformas macro e defendendo inclusive a aplicação de multas contra Portugal por este motivo. Se houver desvios, Europa pode exigir medidas novas “Alguns passos implementados e/ou acordados durante o programa de ajustamento foram revertidos ou alterados”, alertam os peritos da CE que integram a troika. “As reformas orçamentais-estruturais estão a progredir a um ritmo lento, com atrasos e algumas inversões de medidas passadas”. Esta quinta missão avisa ainda que este trabalho serve para perceber se o país tem capacidade para conseguir pagar o dinheiro que lhe foi emprestado no âmbito do resgate. E avisa que “embora não haja condicionalidade de políticas no âmbito desta vigilância pós-programa, o Conselho [os governos da União Europeia] podem fazer recomendações de ações corretivas caso seja necessário e apropriado”. Fim da descida do IRC e alívio no IRS: medidas sempre mal vistas Para começar, a missão recorda que o novo governo “parou” a descida do IRC “adotada durante o programa (janeiro de 2014), diz que “alguns incentivos orçamentais pró-investimento foram modificados, como o requisito mínimo de 5% de participação numa empresa para beneficiar de isenção. Esse mínimo para efeitos de benefício fiscal subiu para 10%, excluindo portanto mais sócios ou acionistas empresariais. A reversão gradual da sobretaxa de IRS também é, claro, mencionada, custando 0,1% do PIB ao orçamento deste ano. O alívio do IVA da restauração, “com um impacto orçamental estimado em 0,1% do PIB em 2016 e outros 0,1% em 2017”, também foi “revertido” com custos para o erário público. E Bruxelas também não esquece a “decisão do Tribunal Constitucional” que permite que o governo esteja a “reverter até 2018 os cortes salariais público temporários implementados durante o programa”. A CE visa diretamente uma “lei específica” deste governo, de dezembro de 2015, que, “no entanto, reverte integralmente os cortes salariais em quatro etapas até 1 de outubro de 2016” e com um impacto de 0,2% do PIB na despesa de 2016 mais 0,1% em 2017. A missão diz isto, sem nunca referir que o governo tomou essas medidas, mas ainda assim conseguiu obter um défice de 2,1% do PIB em 2016, o mais baixo em décadas e até inferior ao que tinha sido exigido (2,5%) pela Europa em agosto do ano passado. A questão é que para a Comissão, Portugal precisa de cortar tanto no défice (para fazer baixar a dívida pública, de 130% do PIB), que estas reformas revertidas ou interrompidas acabam por ser uma ameaça negativa ao ajustamento que a troika quer muito profundo e “duradouro”. O governo contrapõe esta ideia com outra. Ao aliviar alguns rendimentos e gastar a dinamizar a economia, a retoma pode ganhar força e isso vai transformar-se em mais riqueza, mais coleta de impostos e menos despesa social (menos desemprego, por exemplo). O fim das 40 horas e dos cortes salariais na requalificação Na função pública, os vigilantes de Bruxelas identificam “duas medidas que foram afetadas”. A primeira, que talvez aquele que a CE tem mais dificuldade em aceitar desde o início, continua a ser a reposição do horário normal dos funcionários públicos, das 40 para as 35 horas, medida tomada pelo governo do PS e que acarreta custos que o governo ainda tem dificuldade em contabilizar. Para a Comissão, ainda “pode vir a contribuir para uma folha salarial maior no sector da saúde, sendo que esses efeitos ainda têm de ser avaliados”. “Em segundo, a cobertura do esquema revisto da requalificação de funcionários adotado durante o programa foi significativamente reduzida e o esquema não irá mais permitir cortes salariais e possíveis despedimentos”, lamenta a missão. Desilusões no sector empresarial do Estado Na lista das desilusões de Bruxelas aparecem também as empresas públicas. São quatro. O “cancelamento” da concessão dos transportes urbanos de Lisboa e Porto a privados, ao mesmo tempo que “novas soluções para garantir a sustentabilidade financeira das empresas em questão ainda não foram implementadas”. A fusão dos sistemas municipais de águas geridos pela Águas de Portugal “foi parcialmente revertida” e “a privatização da TAP não se materializou, tendo o Estado decidido manter a sua participação de 50%, em 2016”. “Finalmente, o pagamento de suplementos de pensões no sector empresarial do Estado foi reintroduzido no início de 2016”. Reativação da contratação coletiva é negativa “No que respeita ao mercado de trabalho, a caducidade dos acordos coletivos foi temporariamente suspensa no âmbito do acordo em concertação social e as regras de extensão desses acordos foram facilitadas”. A missão europeia constata, com pesar, “outras reversões em áreas como educação, justiça e habitação” e não esquece de mencionar que “o governo também decidiu reintroduzir os 4 feriados que tinham sido eliminados em 2011”.» [In «Jornal de Notícias» net]

O elogio dos traidores


Os mídia dominantes na chamada União Europeia fazem muito a apologia dos traidores.
Em Portugal os traidores Passos Coelho, Paulo Portas, Vítor Gaspar e Maria Luís Albuquerque foram muito elogiados pelas patifarias que fizeram à maioria dos portugueses, obedecendo a ordens de Berlim, via Bruxelas e via Frankfurt.
 Na Rússia os chamados liberais constituíram uma associação de traidores que venderam a própria Rússia, e com tal sucesso, que no meio das ruínas da qualidade de vida da maioria da população, conseguiram a proeza de reduzir a esperança média de vida de toda a população em dez anos,  devido à neoliberal alta degradação da qualidade de vida. Os chamados liberais ou neoliberais, em todo o Mundo, são agentes e agentas do Mal.

«A oposição liberal que no domingo esteve à frente das manifestações está enfraquecida por ter dirigido o programa de privatizações, depois do fim da União Soviética, de que resultou uma gravíssima crise económica e catástrofe social, e pelo facto de ter condenado a anexação da Crimeia, território com maioria de população russa, por Moscovo.» (In jornal «i» net)

A santidade de duas mulheres que exercem o poder posta em causa



Nuno Crato foi o campeão das alterações curriculares

"A «estabilidade curricular» segundo a PAF

A mesma direita que tentou apropriar-se injustificadamente dos resultados do PISA e alijar responsabilidades pela estagnação do abandono escolar, veio agora rasgar as vestes com a ideia de que o Governo iria proceder a uma reforma curricular, introduzindo mudanças abruptas e instabilidade no sistema educativo.

É preciso ter lata. Desde logo porque, como lembra a insuspeita Clara Viana a partir de dados do CNE, «existiram [entre 2000 e 2015] pelo menos 14 reformas curriculares, sendo o ex-ministro Nuno Crato o campeão destas mudanças», com metade das identificadas no período. Ou seja, em apenas 5 anos, um só ministro (Nuno Crato) foi responsável por tantas alterações curriculares quantas as introduzidas, em 10 anos, por 4 ministros de diferentes governos (sendo que cada um deles procedeu, no máximo, a duas alterações).


A acusação é tanto mais absurda quanto o que está em causa é, sem revogar o currículo nem alterar programas, uma abordagem pedagógica mais flexível, que permite por exemplo definir as «matérias essenciais» em cada disciplina (contrariando desse modo a extensão excessiva dos programas) ou, no âmbito da margem de autonomia da gestão horária pelas escolas (que passa a ser de 25%), trabalhar conteúdos e temas numa lógica interdisciplinar. Ou, ainda, o reforço das opções dos alunos no secundário e, sem aumentar carga letiva, a inclusão da área da cidadania no 2º e 3º ciclo do básico e a atribuição de mais tempo às expressões físico-motoras e artísticas no 1º ciclo. Um processo que tem estado a ser construído em diálogo com as escolas e os agentes educativos, indo ao encontro das preocupações da generalidade das associações de professores e das recomendações de organismos internacionais (como a OCDE), que sublinham a importância das competências e do reforço do trabalho colaborativo nas escolas.

Aliás, é também pelas diferenças no processo, para além dos objetivos, que vale a pena relembrar o parecer do CNE de 2012 sobre a revisão da estrutura curricular de Nuno Crato, a que estavam associadas aberrações pedagógicas como a dualização precoce (com a criação de cursos vocacionais no ensino básico), ou introdução de exames no 4º e 6º ano (em contraciclo com as tendências verificadas a nível europeu). Entre outros aspetos, assinalava então o CNE o facto de não serem explícitas «as razões que justificam a mudança, os fundamentos das opções preconizadas e a oportunidade de uma nova revisão»; a circunstância de a proposta restringir «o âmbito do currículo» e alterar «o seu equilíbrio interno»; ou ainda a eliminação do «espaço específico de livre escolha da escola (...), em sentido contrário (...) à afirmação de aumento gradual da autonomia das escolas», contraditoriamente proclamada pela direita, através de Nuno Crato, nessa proposta de reforma curricular."

[In blog «Ladrões de Bicicletas»]

domingo, 26 de março de 2017

Bloco de Esquerda defende que Portugal se deve preparar para a saída da Zona Euro

«Em conferência de imprensa no final da reunião da Mesa Nacional do BE, Catarina Martins anunciou que a resolução aprovada propõe "claramente que, para recuperar a capacidade democrática" do país sobre a economia e a finança, "é urgente preparar o país para o cenário de saída do euro ou mesmo de fim do euro".
"Numa Europa em degradação, o nosso país não pode ficar alegremente no pelotão da frente para o abismo europeu e tem de ter capacidade de defender a capacidade produtiva da sua economia, o seu emprego e o seu Estado Social", declarou.


Catarina Martins apontou como prioridades a "reestruturação da dívida soberana, o investimento público, e o controlo público da banca e dos sectores estratégicos da economia".»

 [In «Público» net]

O BCE é dirigido por criminosos de guerra semelhantes aos nazis


Os criminosos de guerra que dirigem o BCE deviam ser julgados como foram julgados os dirigentes nazis e condenados por Crimes contra a Humanidade como foram os dirigentes nazis.

sábado, 25 de março de 2017

Comemorar a União Europeia, em 2017, é comemorar o IV Reich


A União Europeia é dominada pelo imperialismo alemão, comemorar as atrocidades do imperialismo alemão é algo macabro.
A Zona Euro é a zona mais oprimida pelo imperialismo alemão.
Com a moeda euro a Alemanha ganha e ganha muito. 



Os outros países da Zona Euro perdem.

Donald Trump - mais uma análise

"Trump não é um epifenómeno



José Pacheco Pereira no Público de hoje:

«Trump não é um epifenómeno. Tudo é interessante no “momento” Trump. Quase tudo é perigoso em Trump. Nada vai ficar igual com ele e nada vai ficar igual depois dele. Quase tudo muda com ele. Trump é o mais moderno político hoje em funções numa democracia, mas a modernidade que ele ajuda a revelar é assustadora. É a cor do futuro no presente e, para quem preza a democracia, é a mais suja das cores. Mas está lá, mas está cá. (…)
A questão da verdade, cuja “morte” uma capa da Time anunciava interrogativamente, é também relevante. Alguns media americanos têm falado da “mentira patológica” de Trump, mas a classificação parece-me errada, ao atribuir a uma disfunção aquilo que nele é uma função. (…)
À sua volta, baseado no princípio de que os semelhantes se atraem uns aos outros, está uma falange de “novos ignorantes”, mas não só. O “mas não só” são aqueles que percebem muito bem a enorme oportunidade que podem ter com este homem e com a sua gente, como é o caso de Steve Bannon. Estes são os mais perigosos, têm um plano e têm sabido cumpri-lo. Aquilo que nós consideramos falhas e incompetências são o elemento gerador do caos de que eles necessitam. São os verdadeiros revolucionários que pretendem subverter o sistema democrático, instituir uma série de “novas ordens” no plano cultural, rácico, social e político. Vieram da obscuridade e das margens para o centro do mundo, onde nunca pensaram estar, precisam do conflito como pão para a boca e são homens de guerra. Não são fascistas, como às vezes levianamente são intitulados, mas apresentam um impulso de subversão, uma determinação, uma resiliência sem falhas, que é comum a muitos revolucionários modernos, como os fascistas. (…)
Trump não é um democrata, mas um autocrata numa democracia. Como Erdogan e Putin, com quem tem semelhanças na mecânica do uso do poder. Ia a escrever que era um autocrata “numa (ainda) democracia”, mas essa classificação seria injusta para a efectiva resistência quer institucional, quer opinativa, quer social, quer política que tem encontrado e que começa a travá-lo com eficácia. Não vai ser fácil travá-lo de todo nos seus excessos autocráticos, até porque homens como Trump geram uma enorme polarização, um clima de guerra civil e garantem mobilizações de apoiantes muito duras e intransigentes, que até agora têm aceite tudo o que ele faz sem pestanejar. (…)
No entanto, todas estas atitudes e revelações contribuíram para o outro lado da polarização e ajudaram a criar uma linha de intransigência contra Trump, que tem impedido o partido e os políticos democratas de terem qualquer complacência com Trump. (…) Esta resistência total tem riscos, um dos quais é o cansaço que leva a desistir, mas tem ajudado a travar Trump. (…)
O estilo de Trump ajuda a recrutar e ascender gente que faz do bullying um modo de exercer o poder, e, como estão muitas vezes bastante isolados, usam e abusam do poder formal que lhes é dado. Em áreas como a polícia, as autoridades de emigração e outras, este processo é bastante perigoso.»"
[Cit in blog «Entre as brumas da memória»] 

sexta-feira, 24 de março de 2017

A mais selvática criminalidade é a criminalidade legal

Os elementos e elementas da Troika, BCE + CE + FMI são criminosos e criminosas de guerra, tão desumanos e tão desumanas como os nazis e como as nazis.

"Para sempre?


O momento João Duque de Jeroen Dijsselbloem, na excelente fórmula de Nuno Serra, é a versão grosseira de uma ideologia económica inscrita nas regras do euro. Nunca esqueçamos as instituições, as políticas, que dão força material decisiva às narrativas. Quem esquecer isto, quem ficar pelas pessoas, comete um erro intelectual e político decisivo, alimentando a ilusão de que isto muda com a simples rotação de pessoal político.

Precisamente no mesmo dia em que foram conhecidas as declarações de um símbolo da destruição da social-democracia europeia pelo euro, ficámos a saber, graças a Rui Peres Jorge, que o BCE quer ultimato a Portugal: mais reformas ou sanções. Agora que estão convencidos que o perigo deflacionário foi esconjurado, vem ao de cima a mesma chantagem de sempre, a mesma lógica golpista contra as democracias de sempre, as mesmas reformas com a mesma lógica de sempre: transferir recursos de baixo para cima, de dentro para fora. Para sempre? "

"O momento João Duque de Jeroen Dijsselbloem



As inenarráveis declarações de Jeroen Dijsselbloem a propósito dos países do Sul europeu («não se pode gastar o dinheiro todo em copos e mulheres e depois vir pedir ajuda») superam, em grosseria e mau gosto, a metáfora sobre «cinema e pipocas» a que João Duque recorreu em 2011, numa sessão do movimento independente «Mais Sociedade» (criado por sugestão de Pedro Passos Coelho). Mas o desprezo e a ligeireza, o moralismo sobranceiro e a fraude intelectual são exatamente os mesmos."

[In blog «Ladrõesde Bicicletas»]

Há muitos ditos patriotas portugueses que pagam os impostas na Holanda, pagam aos holandeses

Dijsselbloem, o desonesto últil à Troika e aos respecctivos colaboracionistas



"«Na história da política há muitos idiotas úteis. Na política europeia há um anjo inútil: Jeroen Dijsselbloem. A sua única utilidade, até hoje, foi ser uma versão sofrível de bobo da corte de Wolfgang Schäuble.
A sua relevância no purgatório europeu deriva de fazer parte da família socialista e de ser um afinador de pianos da ideologia da austeridade. Seria impossível uma síntese destas se não existisse Dijsselbloem. Há quem acredite que ele nasceu na mesma fábrica onde foi construído Frankenstein, mas claramente houve um defeito de fabrico. Frankenstein é superior a todos os níveis. Mas é com personagens como Dijsselbloem que se regou o nacionalismo extremista e o populismo que floresce na Europa. O seu discurso, às vezes, parece o de alguém saído de "Voando sobre um Ninho de Cucos". Mas não é verdade: o seu discurso sempre foi minuciosamente estudado. O ainda ministro holandês continua a achar que é a voz dos crentes contra os pecadores. E estes, claro, dissipam tudo em "copos e mulheres". Ou em carros e tremoços. Dijsselbloem, claro, não dissipa: só bebe descafeinados e só olha para bonecas insufláveis.
Custa ter de se dar atenção a esta personagem saído de um filme de série Z. Dijsselbloem, como não singrou na carreira de comediante, foi acolhido como político. Chegou a ministro. E, pior, é chefe do Eurogrupo. O que revela bem o que é esta União Europeia a que os países do Sul têm de prestar contas sucessivas por causa da sua "dissipação moral". Quando Dijsselbloem é a voz da UE o que é que se pode esperar dela? Nada de relevante: ele é o símbolo perfeito do mundo dos vícios privados e das públicas virtudes a que os países do Norte devotaram a sua existência. Dijsselbloem é um Pierrot perigoso: diz, como político pretensamente do "establishment", aquilo que os populistas proclamam nas ruas. O que o torna um inimigo público da Europa como espaço solidário e uno. É como um falso Rei Mago: o seu aroma não é de incenso nem mirra. Cheira a ácido sulfúrico. Deveria ser colocado numa ETAR.»

Fernando Sobral" [Cit in blog «Entre as brumas da memória»]

quarta-feira, 22 de março de 2017

domingo, 19 de março de 2017

Sinais evidentes de aproximação do Fim do Mundo

O Fim do Mundo está próximo e há sinais evidentes.
O mais óbvio vem do Porto, que empatou 1 – 1  com o Setúbal, depois do Benfica ter empatado 0 – 0 em Paços de Ferreira.
O segundo vem da Inglaterra, o Brexit.
O terceiro foi a vitória de Trump nos Estados Unidos.
O quarto é o facto e o economista neomarxista João Rodrigues do blog «Ladrões de Bicicletas», dizer que Cavaco Silva é um indivíduo muito inteligente.

Estes quatro factos, articulados entre si, são suficientes para vermos que o Fim do Mundo está para muito breve.

sábado, 18 de março de 2017

A Revolução Comunista na Rússia - análise crítica


A origem das ideias do igualitarismo comunista, muito remota, parece estar no chamado Cristianismo inicial ou Cristianismo primitivo. Engels escreveu o livro «Contribuição para a História do Cristianismo Primitivo».
Uma origem mais próxima é o livro do pensador inglês Tomás More «Utopia» (1516), publicado inicialmente em latim, no contexto do chamado Renascimento, em que é imaginada uma sociedade ideal, sem opressores e oprimidos e com propriedade colectiva, numa ilha imaginária, que teria sido descoberta pelo navegador português Rafael Hitlodeu.
As três fontes reconhecidas por Marx e Engels para a sua ideologia comunista são o socialismo utópico (sobretudo francês), cujo nome tem as suas raízes na «Utopia» de More; a Filosofia Clássica alemã, nomeadamente Hegel (dialéctica) e Feuerbach (materialismo / ateísmo) e a Economia Política britânica, sobretudo do escocês Adam Smith e do inglês David Ricardo.
No século XIX Karl Marx (1818 – 1883) e Friedrich Engels (1820 – 1895) inventaram uma nova ideologia que tinha por objectivo a construção de uma sociedade sem classes. A obra mais assustadora para a burguesia foi escrita por Marx e Engels, o «Manifesto do Partido Comunista» e publicada em 1848.
A obra mais importante de Marx é considerada «O Capital» (1º volume 1867), em que é feita a crítica mais profunda às desigualdades sociais provocadas pelo capitalismo.
Marx e Engels, tal como Jean-Jacques Rousseau foram apenas teóricos, nunca exerceram o poder.
Lenine (1870 – 1924) aplicou as ideias de Marx e Engels na Revolução de Outubro de 1917 na Rússia (segundo o calendário juliano, em Novembro segundo o calendário gregoriano, que vigora na Europa Ocidental).

Lenine e Estaline dividiram a Rússia em repúblicas unidas a que Lenine chamou União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Foram os criadores da República Socialista Soviética da Ucrânia (sem a Crimeia).
Lenine deixou o seu trabalho por completar na especificação dos critérios para a criação das repúblicas soviéticas. Lenine criou a República Socialista Soviética da Transcaucásia, sem grande sentido, porque englobava três etnias muito distintas, da Arménia, da Geórgia e do Azerbaijão. Estaline corrigiu esta contradição criando as Repúblicas Soviéticas da Arménia, da Geórgia e do Azerbaijão. No entanto, Estaline omitiu o factor étnico na questão da República Soviética da Ucrânia (sem a Crimeia) dentro da qual colocou populações de etnia russa, que em 2014 se revoltaram contra a decisão de Estaline.
No aspecto económico Lenine com a NEP criou um sistema misto de empresas estatais (as de maior dimensão) e privadas.
Estaline aplicou à letra as teorias económicas de Marx, com a nacionalização e colectivização de toda a economia. Estaline foi bem-sucedido na chamada indústria pesada, o que lhe permitiu vencer a II Guerra Mundial.
Com Estaline a Rússia (denominada União Soviética) atingiu o apogeu do seu poderio e influência a nível planetário. Mesmo a Rússia czarista que derrotou Napoleão Bonaparte teve uma influência no Mundo muito inferior à da Rússia (denominada União Soviética) estalinista, que se tornou uma das duas superpotências globais, a par dos Estados Unidos.
Foi com Estaline, com o seu sucesso militar contra a Alemanha nazi, que a Rússia/União Soviética mudou o percurso da Humanidade ao lado dos Estados Unidos e do Reino Unido. Não devemos esquecer que a Rússia/União Soviética aguentou o primeiro embate da Alemanha nazi, apenas aliada com o Reino Unido bastante fragilizado, até à entrada dos Estados Unidos na II guerra Mundial, mais concretamente de 22 de Junho de 1941 (ataque da Alemanha nazi à Rússia/União Soviética) a 7 de Dezembro de 1941 (entrada, de facto, dos Estados Unidos na II Guerra Mundial).
Foi, porém, com Estaline que o conceito ditadura do proletariado, teorizado por Marx e Engels, se mostrou, na prática, muito perigoso, com tremendos abusos do poder.
Na minha opinião, o regime marxista-leninista na Rússia / União Soviética não implodiu por qualquer pressão externa, mas sim pela flagrante contradição entre as teorias de Marx e Engels e a prática das suas tentativas de aplicação. Houve uma grande diminuição das desigualdades sociais com o marxismo-leninismo-estalinismo na Rússia /União Soviética, mas ao mesmo tempo houve abusos brutais em nome da ditadura do proletariado teorizada por Marx e Engels. Mas não foram só os abusos do poder em nome do conceito de Marx e de Engels «ditadura do proletariado», que levaram à implosão do regime, foram os fracassos da economia totalmente estatizada e colectivizada. Houve diminuição das desigualdades sociais, houve a criação de um Serviço Nacional de Saúde gratuito e a criação de um Sistema Público de Ensino gratuito, mas o nível de vida da maioria da população manteve-se significativamente inferior ao dos países mais desenvolvidos da Europa capitalista, que também criaram um Serviço Nacional de Saúde gratuito e um Sistema Público de Ensino gratuito.

Em 2017, sabemos que a Revolução comunista na Rússia foi uma revolução falhada, como tinha sido uma revolução falhada a Revolução Francesa de 1789 – 1799.
Em 2017, parece-me evidente que o capitalismo continua com as suas brutais desigualdades sociais. Mas, a ideia de «ditadura do proletariado», teorizada por Marx e Engels, na prática, tornou-se uma ideia bastante perigosa.

Ora, o fracasso, na Europa, dos regimes inspirados em Marx e Engels, não significa que a luta contra as desigualdades sociais tenha terminado, essa luta continua, só que os caminhos para criar uma sociedade mais justa exigem ideias novas e a reformulação das ideias que surgiram com o objectivo de criarem menos desigualdades sociais.

1917 - 2017 - Cem anos depois da Revolução Comunista na Rússia

«Cem anos depois



Os últimos anos mostraram que, com a queda do Muro de Berlim, não colapsou apenas o socialismo, colapsou também a social-democracia. Tornou-se claro que os ganhos das classes trabalhadoras das décadas anteriores tinham sido possíveis porque a URSS e a alternativa ao capitalismo existiam. Constituíam uma profunda ameaça ao capitalismo e este, por instinto de sobrevivência, fizera as concessões necessárias (tributação, regulação social) para poder garantir a sua reprodução. Quando a alternativa colapsou e, com ela, a ameaça, o capitalismo deixou de temer inimigos e voltou à sua vertigem predadora, concentradora de riqueza, armadilhado na sua pulsão para, em momentos sucessivos, criar imensa riqueza e destruir imensa riqueza, nomeadamente humana. 

Excerto de um artigo de Boaventura de Sousa Santos, publicado no Jornal de Letras no início de Fevereiro. Pode, talvez, funcionar como uma introdução à sua primeira aula magistral deste ano, intitulada “as ciências sociais 100 depois da Revolução Russa” e que terá lugar na próxima segunda-feira, pelas 16h, na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, sendo a entrada livre.»
[In blog «Ladrões de Bicicletas», post de João Rodrigues]

sexta-feira, 17 de março de 2017

Centrão teve pesada derrota nas eleições da Holanda

A maior derrota nas eleições da Holanda, em 2017, foi do Partido Trabalhista, que tinha 38 deputados e ficou apenas com 9, um partido ao serviço dos interesses da Alemanha, especialmente no Eurogrupo.
O partido mais votado, do primeiro-ministro Mark Rutte, da Direita neoliberal, perdeu 8 deputados,ficou com 33 deputados num total de 150.
A extrema-direita, que eu saiba, não tinha mais de 50% nas sondagens, daí não me parecer que foi «derrotada», foi derrotada porque não obteve 51% dos votos?
Ou foi derrotada a coligação germanófila, defensora da austeridade? É óbvia a derrota da coligação germanófila.

terça-feira, 14 de março de 2017

Comentário a um comentador de Direita estúpido e ignorante

 «João Miguel Tavares
JOÃO MIGUEL TAVARES
OPINIÃO
Ser fascista em Portugal
Enquanto as convicções de uns continuarem a ser consideradas moralmente superiores às dos outros, nunca seremos uma democracia a sério.

É muito fácil ser fascista em Portugal. Eu, por exemplo, sou fascista várias vezes por semana nas caixas de comentários do Facebook. A grande vitória da extrema esquerda portuguesa foi ter conseguido que a palavra “fascista” fosse um insulto, e a palavra “comunista”, não. No entanto, qualquer pessoa que tenha lido dois livros de História, ame a liberdade e acredite nas primeiras palavras da Declaração de Independência americana – “consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens são criados iguais” e que entre os seus “direitos inalienáveis” estão “a vida, a liberdade e a procura da felicidade” –, não pode senão proclamar ao mundo, e aos portugueses de ouvido duro, que fascistas e comunistas são farinha do mesmo saco iliberal, e dois extremismos igualmente desprezíveis.


Tristemente, pelas razões históricas conhecidas, a Constituição portuguesa não trata o fascismo e o comunismo da mesma forma. A palavra “fascista” aparece três vezes, a palavra “comunista” nenhuma, e a palavra “socialista” uma só vez, no famoso preâmbulo que propõe ainda hoje que o país abra “caminho para uma sociedade socialista”. Como não se cansaram de nos relembrar aqueles que tentaram impedir Jaime Nogueira Pinto de falar na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, só a ideologia fascista está proibida de se organizar em Portugal. No artigo 46º da Constituição, dedicado à liberdade de associação, é dito no ponto 4 que “não são consentidas organizações racistas ou que perfilhem a ideologia fascista”. No entanto, aqueles que apareceram a tentar justificar o injustificável com a Constituição na mão esquerda e as convicções ideológicas da Nova Portugalidade na mão direita, esqueceram-se deste pormenor: para alguém ser fascista não basta gritar “fascista!” à sua passagem, e até o PNR é legal e concorre às eleições em Portugal.

Como é que se explica esta estranha coisa? É simples: se, por um lado, é muito fácil ser fascista em Portugal, a verdade é que em Portugal ninguém quer ser fascista. O PNR não se declara fascista, mas sim um partido nacionalista. E a Nova Portugalidade renega a palavra e a ideologia – ela considera-se apenas um movimento patriota. Quem, como eu, considerou uma vergonha a atitude da associação de estudantes e da direcção da FCSH, teve direito a receber uma fotografia do principal mentor da conferência, o jovem Rafael Pinto Borges, ajoelhado no cemitério diante do túmulo de Salazar, ao qual havia levado (palavras do próprio no Facebook), “as suas flores predilectas”. No início ainda pensei que fosse a gozar, mas parece que é a sério. O rapaz peregrina em Santa Comba.

Ainda que o Rafael da Nova Portugalidade tenha declarado afastar-se de alguns aspectos menos bons do Estado Novo (como matar pessoas pelas suas opiniões, e tal), a paixão pelo senhor Oliveira é um facto. “O horror!, o horror!”, gritou a nossa esquerda. Certo. Mas convém não ficar por aí. Se Rafael se ajoelha perante o túmulo de Salazar, quantos se ajoelharam perante Fidel Castro após a sua morte? É que eu ouvi a mesma conversa, sem tirar nem pôr: a revolução cubana teve aspectos menos bons (como matar pessoas pelas suas opiniões, e tal), mas nada apaga a grandeza de Fidel. Poupem-me. Fidel e Salazar. Francisco Louçã e Jaime Nogueira Pinto. Rafael Pinto Borges e Miguel Tiago. Em verdade vos digo: enquanto as convicções de uns continuarem a ser consideradas moralmente superiores às dos outros, nunca seremos uma democracia a sério.» [In jornal «Público» net]

Pelos vistos o general Humberto Delgado pediu, numa folha de papel selado, autorização ao Salazar para que o Salazar autorizasse a PIDE a assassiná-lo na Espanha e  também pediu, noutra folha de papel selado, que o Salazar autorizasse a PIDE a assassinar a sua secretária.




Este gajo, JMT, além de ser estúpido e ignorante é desonesto, o problema é que as limitações que lhe são impostas pelo seu quociente de estupidez  (qe) e pela sua ignorância não lhe permitem perceber que é desonesto.

E sobre a Declaração da Independência dos EUA “consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens são criados iguais”. E com base nesta declaração e noutras semelhantes, concretizada a independência foi decidido manter os pretos como escravos, porque, pelos vistos, já não tinham sido criados iguais.

O Mal reproduz-se constantemente, um império alemão é SEMPRE um império do Mal

O III império alemão caiu, mas o IV império alemão já está de pé e é maior que o III Reich, é a chamada União Europeia ou IV Reich.

"A Europa imóvel


«Parménides, o filósofo grego, acreditava que o ser era imutável e eterno e que a aparência de mudança que os nossos sentidos notam é um puro engano. Tudo permanece igual. A União Europeia é um fruto tardio das ideias de Parménides.
Finge que muda, mas a sua imobilidade é digna de uma torre de cimento. Os fantasiosos debates sobre o futuro do condomínio de países que já só têm o euro para os unir mostram o estado da desgraça. Juncker atira várias pedras para o charco para ver se os Estados deixam de moer a cabeça à CE, culpando-a de tudo, e decidem qualquer coisa. Os fantásticos quatro que se juntaram em Versalhes querem uma Europa a várias velocidades, porque de outra forma "rebenta", na formulação de Hollande, o mais sofrível dos líderes das chamadas grandes nações. A crise de identidade, política, económica e moral da Europa não se resolve com botox. Porque o que transparece destas pretensas posições de força é uma marcha de acorrentados derrotados rumo a parte nenhuma. (…)
A Europa, apesar do apoio unânime a Donald Tusk, está dividida. Não sabe o que fazer com a emigração nem com as assimetrias entre o Norte e o Sul, o Leste e o Oeste. O actual estado pantanoso das coisas só agrada ao cardume que se alimenta dos fundos que chegam a Bruxelas e Estrasburgo. A burocracia europeia, essa nova aristocracia, não quer nem ouvir falar em mudanças. Ou seja, a Europa é uma história de fantasmas. Face a tudo isso a palavra mítica é: "Reformas estruturais": pedem-se, mas não se aplicam em casa. Deixam-se para países como Portugal.»

Fernando Sobral" [Cit in blog «Entre as brumas da memória»]
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domingo, 12 de março de 2017

A União Europeia a várias velocidades tem 5 velocidades, mas todas em marcha atrás

Cinco velocidades em marcha atrás são as variáveis propostas por Ângela Merkel para a chamada União Europeia, em 2017.


A ideia das várias velocidades inicialmente era de quatro velocidades em marcha atrás, mas foi decidido criar uma quinta velocidade em marcha atrás especial para a Grécia.

O pensamento único da Troika tem as suas raízes no absolutismo monárquico


"O Rei-Sombra de Versalhes


«Luís XIV não era o símbolo da modéstia. Por isso, pretendendo brilhar tanto como o astro-rei, proclamou-se o Rei Sol. Mostrava assim que os seus poderes eram ilimitados, tal como os do Sol, verdadeiro símbolo da vida, da ordem e do rigor.
Isso servia para recordar aos súbditos que, sendo tão poderoso como o Sol, qualquer contestação ao rei acarretaria a morte do contestatário. Para simbolizar o seu poder, Luís XIV mandou erguer Versalhes. Dali pôde proclamar: o Estado sou eu! Versalhes tornou-se um símbolo de poder: foi ali que a Alemanha teve de assinar o humilhante tratado de paz após a I Guerra Mundial que a conduziu à pobreza e ao segundo conflito mundial. Nenhum país tinha a possibilidade de pagar as reparações financeiras e geográficas exigidas à Alemanha. Não deixa de ser curioso como, para discutir o futuro da Europa, 60 anos após o Tratado de Roma, Versalhes seja o centro do poder na UE. Ali estiveram Angela Merkel, Mariano Rajoy, Paolo Gentiloni e o anfitrião François Hollande. Se a Europa estava dividida, Versalhes é o tratado que marca o início da nova ordem.
Já não há pudor, mesmo que o Livro Branco de Jean-Claude Juncker funcione como uma espécie de "Anita perdida na floresta" do sonho perdido. A Europa caminha a passos largos para ser um comboio dividido numa linha TGV, noutra regional e uma última de comboio dos torresmos. Resta ainda saber a qual das linhas pertencerá Portugal. O mundo do Rei Sol foi substituído pelo novo monarca que governa a Europa, o rei-sombra. Um governo de interesses que não hesita em humilhar países como a Grécia, esquecendo o que levou à humilhação da Alemanha em Versalhes. Face aos novos desafios globais a Europa que se julga aristocrática e iluminada pelos deuses fecha-se nos salões do seu palácio. É por isso que nem a Europa política nem o euro conseguem merecer respeito. Porque esta já não é uma Europa das nações. É um condomínio fechado de alguns pretensos reis com ideias arruinadas.»
Fernando Sobral" [Cit in blog «Entre as brumas da memória»]

sábado, 11 de março de 2017

Os crimes ditos legais praticados pela Troika e pelos e pelas colaboracionistas

O conceito de crime varia. Não sou adepto do nazismo, que tinha como filósofo oficial Friedrich Nietzsche. No entanto, reconheço que a obra de Nietzsche «Para Além do Bem e do Mal» explica, claramente, a relatividade dos conceitos Bem e Mal, Certo e Errado, e Crime.
Ora, é uma convenção prender José Sócrates e não prender Passos Coelho, Paulo Portas, Vítor Gaspar e Maria Luís Albuquerque. Este último grupinho roubou milhões de portugueses, em nome do direito a roubar que lhes foi conferido pela quadrilha internacional que dá pelo nome de Troika.

A convenção, o que está convencionado, permite o roubo em larga escala. Roubar é um crime, conforme quem rouba, uns podem roubar, outros não.

Os e as representantes de Troika em Portugal autochamam-se de «independentes, mas defendem os interesses da Alemanha contra Portugal

Os troikanos e as troikanas, com bons tachos, diga-se, porque ganham um pouco mais do que o salário mínimo, seja no Banco de Portugal seja no Conselho de Finanças Públicas, querem dar cabo da vida da maioria dos portugueses.
Por quais razões os contribuintes portugueses tem que pagar o salário  a traidores e a traidoras?

sexta-feira, 10 de março de 2017

A União Europeia é aquilo que é, não o que os alemães e os germanófilos dizem que é, nem aquilo que devia ser

  «A pós-verdade connosco?


No âmbito de uma parceria entre o Centro de Estudos Sociais e o Público, cinco investigadores alternarão semanalmente, à sexta-feira, na secção de opinião do jornal: Conceição Gomes, Hermes Costa, José Manuel Mendes, Marta Araújo e eu. Obviamente, cada artigo vincula apenas quem o escreve. Dei o pontapé de saída: A pós-verdade connosco?

A “Europa” já não está connosco, mas a pós-verdade, palavra do ano em 2016, está. A economia política da integração europeia falta desde há muito à verdade. O actual Presidente da Comissão Europeia e antigo líder político de um pequeno país, o Luxemburgo, transformado num grande paraíso fiscal, disse um dia que a mentira é necessária quando as coisas ficam difíceis.

Para enfrentar as dificuldades tem-se contado com uma ideologia, reafirmada por Jean-Claude Juncker no Livro Branco sobre o Futuro da Europa. Nos cinco cenários aí apresentados, o mercado único e o euro são as fundações invariáveis e inquestionáveis da integração. Na verdade, este pensamento único significa que o cenário é sempre o mesmo, porque únicas tenderão a ser assim as políticas que mais contam.

Entretanto, a suposta partilha de soberania continua a ser considerada por uma certa elite como a melhor resposta para manter o modelo social europeu e regular a globalização, fazendo face aos riscos dos egoísmos nacionais. No fundo, manter e reforçar a União Europeia (UE) seria a melhor forma de enfrentar Trump ou Le Pen. A pós-verdade passa por aqui.


Em primeiro lugar, pelo menos desde a década de noventa que a chamada partilha de soberania é o outro nome da perda de soberania dos Estados, em especial dos periféricos, que aceitaram prescindir de instrumentos de política económica, transferindo alguns deles para instâncias europeias muito menos democráticas. A perda de soberania é o outro lado do enfraquecimento da democracia na escala onde esta historicamente pôde funcionar intensamente: ali onde existem povos dotados de Estados, com instrumentos de política cambial, orçamental, monetária, comercial ou de controlo da circulação de capitais; ali onde não estão estruturalmente bloqueadas quaisquer possibilidades de os povos conseguirem impor, em tempo útil para as suas vidas, a correcção do que já mostrou que não funciona.

Em segundo lugar, não existe um modelo social europeu, mas sim uma ameaça europeia aos modelos sociais nacionais. A verdade é que os Estados sociais europeus, assim no plural, são historicamente construções essencialmente nacionais das classes trabalhadoras, que tudo deveram às dinâmicas política inclusivas dos espaços onde esteve e ainda sobrevive a democracia. Em Bruxelas, com mais lobistas empresariais do que Washington, estão, isso sim, alguns dos principais egoísmos, até porque aí estão hoje concentrados alguns dos mais poderosos instrumentos de erosão das solidariedades forjadas pelos povos europeus, como se viu com a troika e como se vê com a pressão junto dos que ousam, por exemplo, devolver feriados ou subir o salário mínimo. Salário mínimo nacional, reparem, como nacional é o serviço de saúde e nacionais são as principais formas de solidariedade cada vez mais ameaçadas pela perda de instrumentos de política económica que as suportem.

Em terceiro lugar, é verdade que a UE tem servido para regular a globalização, desde que se note a ambiguidade desta palavra: regras há muitas e são sempre inevitáveis no capitalismo realmente existente, qualquer que seja a sua escala. No capitalismo neoliberal, essa regulação é calibrada para expandir o campo de atuação das forças de mercado. Essa é a lógica da regulação de Bruxelas, no exacto local onde a democracia é mais fraca e os lobistas das grandes empresas mais fortes. [...]»

[João Rodrigues in blog «Ladrões de Bicicletas»]

terça-feira, 7 de março de 2017

A União Europeia é uma fraude


A Alemanha derrotada na II Guerra Mundial e dividida em dois estados, divisão essa que evidenciava essa derrota, tinha todo o interesse em ligar-se à França, embora os franceses odeiem os alemães. Morreram muitos franceses, a França sofreu grandes humilhações na Guerra Franco-Prussiana, de 1870-71, na I Guerra Mundial, de 1914-1918, e na II Guerra Mundial, de 1939-1945, por causa dos alemães. O ódio dos franceses aos alemães é fundamentado. Os interesses da Alemanha são contrários aos interesses da França.
As elites francesas ainda não perceberam que os interesses da França são contrários aos interesses da Alemanha. A França é um país perdido, é um país sem rumo.
A Alemanha conseguiu reunificar-se em 1990 e começou a recuperar da derrota na II Guerra Mundial.
O objectivo da Alemanha é a expansão para Sul, à custa da França e para Leste à custa da Rússia.

60 anos depois do Tratado de Roma que ligou as economias da Alemanha Ocidental, da França, da Itália, da Bélgica, da Holanda e do Luxemburgo, a chamada União Europeia, tal como ela é, só interessa à Alemanha, todos os outros países perdem por pertencerem ao IV Império Alemão a que chamam «União Europeia». A União Europeia é o que é e não o que devia ser. 

domingo, 5 de março de 2017

O milagre dos cavalos de Tróia que querem arruinar os portugueses


Os dois cavalos de Tróia do ministro das Finanças da Alemanha em Portugal são a direcção do Banco de Portugal e o dito Conselhos das Finanças Públicas. Dois cavalos que são agentes do Mal, são agentes da malvadez pura.


É um milagre a impunidade destes cavalos que têm um o ódio indisfarçado aos portugueses.

Tanto a direcção do Banco de Portugal como o Comité das Finanças Públicas são totalmente independentes das pessoas interessadas no bem comum dos portugueses, mas são totalmente dependentes daqueles querem arruinar a maioria dos portugueses.

sábado, 4 de março de 2017

Xeque fiscal aos troikanos e às troikanas

«[...] Agora, isto é peanuts, desculpem o estrangeirismo, comparado com a questão dos offshores, em si incomparável de gravidade. E, de novo, usando apenas o bom senso, percebe-se aquilo que é a primeira cortina de fumo de mentiras ditas por Paulo Núncio. Haverá outras a caminho, mas esta primeira é muito significativa, porque se desdobra em dois momentos. No comunicado que fez em Fevereiro, percebe-se que Paulo Núncio quer acima de tudo salvar a sua pele e atirar as culpas para a administração fiscal: ele não tinha nada que ver com o assunto, a Autoridade Tributária é que não tinha cumprido as suas obrigações de preparar e publicar as estatísticas em falta. É um retrato de carácter.
Depois, veio a segunda versão, e aqui já não é só a sua pele que quer salvar, mas a dos seus, até porque sabe — como muita gente que faz parte do círculo de poder fáctico que manda em Portugal — que ninguém lhe perdoaria a falta de lealdade. No fundo, o que é que lhe custou? Uns lugarzitos sem relevância num pequeno partido, custo ínfimo para manter tudo o resto, o resto que importava antes e que importa depois. Para Paulo Núncio, uma semana depois, na segunda versão, afinal já não havia nenhuma obrigação de publicar aquelas estatísticas, e justificou mantê-las em segredo “para não prejudicar a luta contra a evasão fiscal”. No intervalo, entre uma e outra soube-se que a administração fiscal lhe tinha por duas vezes proposto a publicação, e ele fora apanhado a mentir. Porém, a segunda versão é igualmente absurda, e de novo chamo o bom senso à colação: por que razão é que publicar a estatística dos dinheiros que iam para os offshores punha em causa a luta contra a evasão fiscal? Mais uma vez estes homens tratam-nos por parvos. O que punha em causa era outras coisas, como, por exemplo, as afirmações do que tinha feito no passado e no presente, de que sobre a sua administração fiscal o dinheiro que ia para offshores tinha diminuído, quando tinha aumentado. Ou a revelação incómoda para o Governo da troika e da austeridade de que estava a sair muito dinheiro para paraísos fiscais, na legalidade, claro.»
[Pacheco Pereira in «Público» net]

sexta-feira, 3 de março de 2017

Paraíso Fiscal ou o Éden do dinheiro

«Um offshore é um offshore



Lá se vai a tese de António Lobo Xavier, repetida por Paulo Núncio no Parlamento, de que as transferências financeiras para offshores eram comércio internacional.

Segundo o actual secretário de Estado dos Assuntos Fiscais no Parlamento, das transferências conhecidas de entidades colectivas - não aquelas 14.484 num valor aproximado de 10 mil milhões de euros e que ainda não foram trabalhadas pela Autoridade Tributária - apenas um terço pode estar ligada a comércio internacional. E que 58% se tratou de transferências entre contas bancárias da mesma entidade. Nas pessoas singulares, este tipo de transferência representou 81% nas transferências de pessoas singulares.» [João Ramos de Almeida in blog «Ladrões de Bicicletas»]

quinta-feira, 2 de março de 2017

Donald Trump - análise

«As apostas de Trump



O poderoso discurso de ontem confirmou realmente que Donald Trump é um inimigo que não deve ser subestimado nas suas apostas. Isto não é uma palhaçada. Mobilizar todo o poder do Estado ao serviço do estímulo aos já consolidados complexos militar-industrial e penal-securitário, parte da economia política dos EUA. Todo o poder ao serviço da promoção do capitalismo educativo e da sobrevivência do capitalismo fóssil. Todo o poder ao serviço de parcerias público-privadas na área das infraestruturas, o keynesianismo que os grupos dominantes, em vias de serem beneficiados fiscalmente, autorizam. Wall Street nunca perde.

Todo o poder ao serviço de um capitalismo que na realidade nunca prescindiu do Estado-Nação e da sua instrumental protecção como a evocação de Lincoln, o presidente republicano abolicionista e protecionista, atesta. Sim, o protecionismo é uma tradição original norte-americana, quer seja o dos mais fortes, também chamado comércio livre, quer seja o dos sectores ainda na infância ou enfraquecidos pela concorrência internacional acrescida, o das barreiras alfandegárias e não-alfandegárias, o das cláusulas “comprem americano”, o que apoda de comércio justo.

Num contexto de capitalismo cada vez mais oligárquico e desigual, com problemas potenciais de legitimação, Trump aposta na mobilização dos instrumentos de política económica para gerar pleno emprego, sem que isso ameace quem manda, usando a desregulação para fragmentar e o perverso populismo triádico, o termo é de John Judis, também para manter segmentos das classes subalternas num bloco social reconfigurado.

Uma tradição política que tem horror à falta de medo aposta no terrorista islâmico e no imigrante clandestino, na confusão deliberada entre os dois. Seja como for, quem hegemoniza as ideias de segurança e de fronteira, os variados e inevitáveis critérios, com traduções bem reais, de inclusão na, e de exclusão da, comunidade política, pode ganhar. Esta também é a aposta de Trump.»

[João Rodrigues in blog «Ladrões de Bicicletas»]