quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

A desumanidade da Troika e dos seus e das suas apoiantes

«Acabar com o Natal ou com o Conselho de Finanças Públicas?




A Presidente de um dos ecos nacionais de Bruxelas, o Conselho de Finanças Públicas, Teodora Cardoso, deu mais uma entrevista, desta vez ao Negócios e à Antena 1. Não destaco as banalidades sobre o crescimento sem instrumentos decentes de política ou a defesa do controlo estrangeiro sobre o sistema financeiro. Realmente, eco de outras paragens.

Destaco, isso sim, a sua breve definição de Natal: “é uma época para consumir, o que não é muito positivo para Portugal”. Pareceu-me a versão macroeconómica de um célebre artigo de microeconomia, publicado na American Economic Review, sobre a ineficiência do Natal, um daqueles exercícios imperialistas para avaliar as interacções sociais pela bitola do mercado idealizado e sem fronteiras.

No caso de Cardoso, trata-se também de algo sinistro, versão economia da oferta com todo o habitual moralismo imoral: o tempo passado fora do trabalho é uma ameaça, a devolução de rendimentos e de tempo de lazer são uma ameaça. É a enésima versão do gastam tudo em vinho.

Aproveito para deixar um lembrete: em todo o liberal há um elitista autoritário em potência. Vem ao de cima quando as crises sistémicas, geradas com o contributo desta ideologia, surgem, como historiadores atentos, caso de Manuel Loff, bem sabem. E deixo um pequeno contributo para eliminar gorduras desnecessárias: acabar com o Conselho de Finanças Públicas.»

[João rodrigues in blog «Ladrões de Bicicletas»]

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