quinta-feira, 24 de novembro de 2016

O Passos e o Coelho dizem uma coisa e o seu contrário

«Pensamentos precários


Pedro Passos Coelho já sabe como vai votar no projecto de lei que visa a integração dos precários na administração pública: vai votar contra. Porquê? Porque, segundo diz, não é assim que se fazem reformas.

Já nem falo das reformas que ele tentou introduzir no Estado: além dos cortes de vencimentos e pensões, promoveu - à porta fechada - uns debates sobre as funções do Estado e pediu um estudo ao FMI. E depois adiou até às eleições aquilo que achava ser O problema nacional - um Estado enorme, gerador de défices e de falta de competitividade nacional...

Agora, tendo sido incapaz de formar governo, diz às segundas, quartas e sextas-feiras que há carências de pessoas no Estado e que o Governo está a degradar o Estado Social.

Às terças, quintas e sábados afirma que "há muitos anos houve um governo do PS que disse uma coisa simpática: há muitos precários no Estado, é preciso passar essas pessoas para o Estado e foram quase 100 mil. Depois veio a troika e tivemos de pôr fora 80 mil".

Ao domingo, adormece e esquece-se do que disse antes...»

[João Ramos de Almeida in blog «Ladrões de Bicicletas»]

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