quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Hillary Clinton teve mais de dois milhões de votos que Donald Trump

"Contagem a chegar ao fim


Encerrando o assunto,
uma observação amarga





Sim, despeço-me deste assunto, com uma observação amarga. Trata-se de afirmar que nunca tive nenhuma dúvida de que Hillary é uma belicista, uma lídima representante dos interesses de Wall Street e do «establishment» e que isto  seria sempre verdade, fossem quais fossem os seus resultados eleitorais.
O que me chocou profundamente foi ver sectores e personalidades de esquerda, em Portugal e nos EUA, a crucificarem H. Clinton invocando a sua «estrondosa derrota eleitoral», lembrando «o vendaval Trump» e alinhando noutras fantasias quando ela acaba por ter mais dois milhões de votos que Trump que é o único dado que exprime a real vontade dos americanos que foram às urnas. É que nenhuma crítica política lúcida ou promissora se pode basear em premissas falsas.
E assim, seja para equiparar Hillary a Trump, seja alegadamente para desacreditar o «sistema», muito boa gente de esquerda, ao desprezar os votos populares nas presidenciais norte-americanas, perdeu uma oportunidade soberana de pôr em evidência uma fraude congénita da «grande democracia americana»."

[In blog «O Tempo das Cerejas 2»] 

O modelo presidencialista europeu é o da França, seguido por Portugal e pelo Brasil. Neste modelo  o que conta é a soma de todos os votos em cada candidato, independentemente do voto por região ou por Estado.

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