quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Governar contra os povos, do lado das multinacionais predadoras é tirania

A tirania das multinacionais começa a meter água, a supremacia das multinacionais sobre os Estados começa a ser posta em causa.

«O segredo, os direitos dos povos e... o Público


O direito à opinião é sagrado. O direito dos jornais a mudar de directores igualmente. E, por inerência, torna-se sagrado que esses directores tenham opiniões. Outra coisa é um editorial.

Um editorial é algo que, mesmo assinado por um director com o sagrado direito de poder expressar a sua opinião, condiciona o jornal. Ou melhor - mesmo que os jornalistas não entendam esta opinião como uma directriz - é algo que retrata o pensamento de quem faz opções, de quem dirige, de quem tem uma palavra final sobre o conteúdo do jornal. E é isso que me custa ver no Público.

Mas enfim, são tempos.


Resumindo: no editorial de hoje do Público, assinado por Diogo Queiroz de Andrade, a decisão de Juncker foi má porque a pôs à consideração dos representantes dos povos locais. Foi má porque ficou preso de decisões "populistas" (entenda-se, de acordo com a vontade dos povos). Foi má porque criou um precedente que porá de lado o TTIP. Foi má porque, ao fazer valer a decisão dos povos, a União Europeia deixa de ser um "parceiro credível"... Então perderam-se tantos meses a negociar - diga-se: sem dar cavaco a ninguém! - e agora só porque os povos não querem, perde-se tudo...

Ele há coisas que fazem muita confusão que se defenda no século XXI... Mas enfim são tempos de guerra. E em tempo de guerra não se limpam armas, nem se olha a princípios democráticos. É melhor que tudo corra já, sem interferências estranhas, antes que o vento mude e tudo se torne impossível. E nessa questão, o Público escolheu esse lado da barricada, em que os povos não decidem.

É pena e quase criminoso, na minha maneira de pensar que é sagrada, também.»

[João Ramos da Ameida in blog «Ladrões de Bicicletas»]

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