sexta-feira, 5 de agosto de 2016

A RTP troikista

A RTP obedece a dois impérios, ao IV Reich da Alemanha e ao Reich dos Estados Unidos. Fiquei a saber que a RTP odeia Hugo Chávez e a sua memória. Passos Coelho através de uma entidade dita independente de tudo que é Esquerda e dependente de tudo que é Direita colocou os homens e as mulheres do PSD, com ou sem cartão, em postos chave. O reaccionário e produtor de boçalidades, Prof. Doutor José Rodrigues dos Santos já lá estava e ganhou importância. As entrevistas do Prof. Doutor José Rodrigues dos Santos mostram uma ignorância atroz e uma boçalidade militante, mas a sua militância é contra tudo que é Esquerda.

A SIC, nos diferentes canais, é conhecida pela sua militância contra tudo que é Esquerda, a TVI não anda longe, a alternativa é a Internet.

"Para que serve a RTP?




«É tido por natural que um canal privado de televisão possa tomar partido sobre questões de política geral, não mostrar isenção, não garantir o contraditório, promover determinados pontos de vista, escolher comentadores que reforcem a sua posição e adiante.
Afinal, trata-se de um negócio privado e ninguém pode contestar a maneira como os acionistas acham que garantem lucro.
A maioria já percebeu isto e relativiza a informação televisiva. Aliás, há mais mundo para além da televisão. As redes sociais têm hoje um papel decisivo na formação de opinião. Basta ver o resultado das últimas eleições para se perceber como o condicionamento ideológico televisivo não funciona. (…)
Sucede que existe um canal público e, talvez por inércia, segue exatamente a mesma posição ideológica informativa dos restantes canais. Aliás, frequentemente, é ainda mais tendencioso. Ora isto não é tolerável. Aqui não há lugar a argumentos de gestão privada. Os acionistas da RTP são o povo português. E o povo, na sua maioria democrática, tem direito a isenção, independência, uma informação assente nos factos, não nas opiniões, e estas sujeitas a contraditório e diversidade. Tal como está a informação televisiva da RTP não corresponde minimamente a qualquer definição de serviço público. (…)
Enfim, não se trata de pretender partidarizar o canal público de televisão. Isso aconteceu no passado e não é mais aceitável. Pelo contrário trata-se de exigir verdadeira independência e uma informação conforme à realidade e não à posição política de quem a escreve ou diz.
Em tempos a informação dependia da fiabilidade, ou seja, da confiança. Um canal, um jornal, eram tidos por bons quando os consumidores tinham confiança na sua informação. A confiança era o principal ativo de um órgão de informação. Que as televisões privadas tenham abandonado o primado da confiança e se tenham tornado num campo de disputa partidária é com elas. Mas a televisão pública é outra coisa. Pertence ao conjunto dos cidadãos e estes têm o direito de serem informados sobre factos reais, em toda a sua complexidade, e não sobre a reduzida visão de uma particular tendência político-partidária.»
Leonel Moura" [Cit. in blog «Entre as brumas da memória»]

"Na era do «pós-facto»




«O caso do "sol e das vistas" que passariam, "agora", a ser taxados no IMI é só mais um num rol de "factos" sem qualquer consubstanciação propalados pelos media - os tradicionais e os ditos sociais - e por um não acabar de cabeças falantes. É falso? Não faz mal: dá manchetes com muitos cliques e para escrever "crónicas" superdivertidas. Já explicar a verdade - que o critério de avaliação em causa, certo ou errado, existe há anos e os partidos (PSD e CDS) que ora rasgam as vestes o aprovaram - é chato e não faz rir (é triste, até). (...) Como é que chegámos aqui, e ainda mais quando é fácil, em muitos casos, verificar por nós próprios (googlando) se algo é falso ou verdadeiro? Pomerantsev fala de uma "escola de pensamento" na qual se perverteu a máxima de Nietzsche "não há factos, só interpretações" de modo a significar que "as mentiras podem ser desculpadas como "um ponto de vista" ou "uma opinião" porque "tudo é relativo" e "toda a gente tem a sua verdade". (...) Ai o cronista escreve mentiras? Não interessa, "é a opinião dele" - e "as pessoas gostam". Ai o título não coincide com o que está na notícia? Eh pá, se pusermos a verdade no título ninguém lê. Acusámos a pessoa e nem a ouvimos? Ela que nos ponha em tribunal - se tiver dinheiro para isso e se se atrever a ser vista como inimiga da liberdade de expressão.»

Fernanda Câncio, Sol, vistas e manias

O caso do IMI é de facto apenas mais um, ainda que particularmente eloquente. Mas o que não falta é matéria para análise nas mais diversas áreas, do jornalismo à comunicação social, da sociologia à economia política. Não só para compreender como se chegou até aqui, mas também (e sobretudo) para perceber como se supera este tempo de volatilidade e desinformação, de défice de debate e de pluralismo, de superficialidade, cortinas de fumo e formas diversas de manipulação." [Nuno Serra in blog «Ladrões de Bicicletas»]

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