terça-feira, 26 de julho de 2016

IV Reich 2016 - a podridão no PPE e PSE




"Liquidação total



«O cómico Bob Hope dizia que era extremamente fácil descobrir onde o antigo Presidente norte-americano Gerald Ford estava a jogar golfe: bastava seguir a fila de feridos. A Europa tem, neste momento, vários praticantes de golfe político.
Basta seguir a chacina que a partir do "green" de Bruxelas se tem produzido. Em forma de danos laterais, colaterais e semânticos. As soluções para a Grécia foram um desastre. A saída do Reino Unido da UE é um colapso existencial. As sanções a Portugal, depois de um programa de austeridade radical, são cianeto disfarçado de esteróide anabolizante. A forma como a UE tratou o problema dos migrantes, da crise na Ucrânia e, no seu conjunto, da defesa e da segurança é digna do inferno de Dante.
O euro, em vez de unir, está a estilhaçar as economias mais frágeis. Bruxelas pulula de burocratas que pensam primeiro em si e só depois no interesse geral. Não admira que esta Europa pareça uma piroga com um buraco no casco. Vivem-se tempos de ruptura acelerados.
Talvez por isso António Costa, no grupo parlamentar do PS, tenha dito que a Europa que conhecíamos acabou. Que a divisão já não se faz por famílias políticas (deu como exemplo Jeroen Dijsselbloem, que sendo social-democrata na aparência não entende o problema português), mas por grupos de interesses (o do Norte da Europa, o do Leste com o manto diáfano alemão por cima). E que, por isso, mais do que apelar ao espírito de família política (os socialistas europeus), Portugal tem de pensar em termos de um futuro bloco do Sul. De outra forma seremos os párias desta Europa. Estilhaçam-se as velhas cumplicidades. Também aqui, neste jardim à beira-mar especado.»

Fernando Sobral" [Cit in blog «Entre as brumas da memória»]

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