sexta-feira, 10 de junho de 2016

O reino de Portugal foi reconhecido em 1179 como independente pelo papa e as fronteiras continentais foram estabelecidas em 1297 pelo Tratado de Alcanices

Portugal tornou-se parcialmente independente em 1143, porque foi considerado reino, no contexto do feudalismo, em que o rei D. Afonso Henriques era vassalo de Afonso VII, imperador da Hispânia cristã.

D. Afonso Henriques conquistou Lisboa (Al-Isbuna, Lishbuna, Lisbuna) aos muçulmanos, em 1147, com a ajuda dos cruzados, que se dirigiam para Jerusalém.

Depois da morte de Afonso VII, o papa Alexandre III reconheceu a independência, efectiva, de Portugal, através da bula Manifestis Probatum, de 1179.

O rei D. Afonso III conqistou, definitivamente, o Algarve, aos muçulmanos, em 1249.

Nos finais do século XIII (em 1297) o rei D. Dinis, assinou o Tratado de Alcanices, juntamente com o rei de Leão e Castela Fernando IV, que estabeleceu as fronteiras definitivas de Portugal, no continente europeu.

Portugal é dos estados europeus com fronteiras definitivas mais antigas.

«O Tratado de Zamora foi um diploma resultante da conferência de paz entre D. Afonso Henriques e seu primo, Afonso VII de Leão e Castela. Celebrado a 5 de Outubro de 1143, esta é considerada como a data da independência de Portugal e o início da dinastia afonsina.»
«Pelos termos do tratado, Afonso VII concordou em que o Condado Portucalense passasse a ser reino, tendo D. Afonso Henriques como seu rex (rei). Embora reconhecesse a independência, D. Afonso Henriques continuava a ser vassalo, pois D. Afonso VII para além de ser rei de Leão e Castela considerava-se imperador de toda a Hispânia.»
«A soberania portuguesa, reconhecida por Afonso VII em Zamora, veio a ser confirmada pelo Papa Alexandre III só em 1179, mas o título de rex, que D. Afonso Henriques usava desde 1140, foi confirmado em Zamora.»

«Em 1179 o Papa Alexandre III envia a D. Afonso Henriques a "Bula Manifestis probatum", na qual o Papa aceita que D. Afonso Henriques lhe preste vassalagem direta, reconhece-se definitivamente a independência do Reino de Portugal.»

«O tratado de Alcanizes (em castelhano, Alcañices) foi assinado entre os soberanos de Leão e Castela, Fernando IV (1295-1312), e de Portugal, D. Dinis (1279-1325), a 12 de setembro de 1297,na povoação leonesa-castelhana de Alcanizes. O tratado fazia parte de uma estratégia defensiva do rei D. Dinis.

Por ele se restabelecia a paz, fixando-se os limites fronteiriços entre os dois reinos.» («» Textos da Wikipedia)

A expansão portuguesa começou em 1415, no reinado de D. João I, com o início dos descobrimentos e com a conquista de Ceuta, que, actualmente, é uma colónia da Espanha.

Bartolomeu Dias dirigiu a expedição que completou o descobrimento da costa ocidental africana e dobrou o cabo das Tormentas, em 1488, chamado depois de Cabo da Boa Esperança pelo rei D. João II.


Vasco da Gama comandou a expedição que descobriu o caminho marítimo para a Índia em 1497-98, no reinado de D. Manuel I.


Em 1500 Pedro Álvares Cabral dirigiu a armada que descobriu, oficialmente, o Brasil, também no reinado de D. Manuel I. Há lógica suposição de que o Brasil tenha sido descoberto no reinado de D. João II, antes da assinatura, em 1494, do Tratado de Tordesilhas. D. João II foi irredutível, exigiu sempre na parte portuguesa o Brasil, ‘mais um bocado de mar’, como pensavam os castelhanos.

Portugal perdeu a independência em 1580, após o triunfo da invasão das tropas espanholas de Filipe II, que tomaram Lisboa, após vencerem as tropas portuguesas na batalha de Alcântara.

60 anos depois, em 1 de Dezembro de 1640, Portugal recuperou a independência, pela força, sendo proclamado o duque de Bragança rei de Portugal, com o título de D. João IV. A indepedência foi defendida militarmente,com sucesso.

A República foi implantada em Portugal, em 5 de Outubro de 1910.

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