segunda-feira, 20 de junho de 2016

O jornal «Público» (tal como o «Expresso» e a «SIC») tem apoiado a ABOMINAÇÃO AMARELA, o que mostra que apoia o DIREITO A ROUBAR

A abominação amarela transporta ideias do tempo da Inquisição ou Santo Ofício.

As escolas privadas são genericamente confessionais-fundamentalistas (expressão do fundamentalismo cristão, que atingiu o apogeu durante a Inquisição ou Santo Ofício) racistas e elitistas. Mas não o podem ser com dinheiros públicos como defende a Direita e o cardeal-patriarca de Lisboa. As escolas católicas em Portugal são, maioritariamente, elitistas e racistas. (Fica-se com a ideia de que Jesus Cristo defendia o elitismo e o racismo!)
A abominação amarela é um movimento da extrema-direita, que exige o direito a roubar os contribuintes. Os compadres e as comadres de Passos Coelho e Nuno Crato querem ter empresas privadas (chamadas colégios privados) sustentadas com dinheiros públicos, o que é um roubo abominável. Negócios privados são com dinheiros privados.

O apoio do jornal oficioso do PSD chamado «Expresso», dirigido pela Máfia de Bilderberg,  à abominação amarela, sintetizado numa foto, a seguir.
A «SIC», também dirigida pela Máfia de Bilderberg, faz propaganda sistemática pró-PSD, nomeadamente aos domingos através do quadro do PSD Marques Mendes.

«E eles a tratarem-nos por tontinhos


«A deputada socialista Gabriela Canavilhas fez ontem um “desabafo” (a palavra é sua) no Twitter acusando este jornal de publicar “factos falsos” sobre a manifestação deste sábado a favor da escola pública, e apelando – de forma populista – ao despedimento da autora da notícia, a jornalista Clara Viana.
Não sabemos se a ideia foi de Canavilhas, mas ao longo do dia recebemos também cartas de leitores – quase milimetricamente iguais – indignados com essa mesma notícia e criticando, na essência, dois factos. 1) termos escrito que, segundo a PSP, estiveram na manifestação da Fenprof 15 mil e não as 80 mil pessoas calculadas pelo sindicato; 2) e que Catarina Martins e Jerónimo de Sousa tinham estado no palco ao lado de Mário Nogueira, Ana Benavente, Arménio Carlos e Helena Roseta.
Sobre os políticos, cometemos de facto um erro, já corrigido. Os líderes do BE e do PCP estiveram em frente ao palco – como todos vimos na televisão – mas não em cima do palco.
Sobre a primeira questão – a que de facto irritou Canavilhas – algumas considerações. O PÚBLICO citou dois números: o da organização (80 mil) e o da PSP (15 mil). Alguns jornais, é verdade, citaram apenas a Fenprof. Canavilhas terá preferido essas notícias. A deputada escreve como se a sua opinião fosse um facto científico inquestionável e não soubéssemos todos que a guerra dos números é sempre controversa e de natureza política.
Mesmo métodos mais rigorosos do que a contagem “a olho” suscitam polémica. Sobretudo porque, em regra, calculam muito abaixo dos números anunciados por quem organiza. Quem organiza tem paixão. Quem é parte desinteressada é à partida mais distante e imparcial. Canavilhas deve conhecer Clark McPhail, que se inspirou em Herbert Jacobs, que também muito influenciou Steven Doig – três fanáticos das contagens de multidões. Nos anos 1990, depois de uma guerra que chegou aos tribunais, o Congresso dos EUA proibiu até a polícia de tornar públicas as suas estimativas da dimensão de manifestações.
Espanta por tudo isto que uma deputada que foi ministra da Cultura caia nesta velha ratoeira. A próxima vez que Canavilhas quiser acusar o PÚBLICO de publicar “factos falsos” deverá fazer melhor o seu trabalho de casa.»
Tudo visto, o que tenho para oferecer aos autos, em curto, é o seguinte: 
1. O «Público» achou que as palavras (parcialmente insensatas e condenáveis) de G. Canavilhas eram uma oportunidade de ouro para fazer esquecer todas as críticas documentadas e sustentadas que lhe tem sido dirigidas por causa da sua parcialidade nesta matéria dos contratos de associação com os colégios privados.
2. Com efeito, trata-se no fundo de soprar na palha (Canavilhas) para esconder o grão, ou seja designadamente a ostensiva diversidade de tratamento gráfico e de destaques dados pelo jornal às posições favoráveis às pretensões e iniciativas dos colégios privados e às posições e iniciativas dos que se lhes opuseram. (exemplo; manchete dada a uma alegada posição do Tribunal de Contas favorável aos colégios (dada ao «Público» pelos colégios) com o desmentido do TC remetido para uma página interior no dia seguinte).
3. O mesmo «Público» que agora quis colocar os seus leitores perante o aflitivo dilema dos 80 mil dos organizadores ou os 15 mil da «polícia» e que, neste comunicado, salienta que a contagem de manifestantes suscita sempre polémica,  já aquando da manifestação dos colégios privados assumiu como bons e incontroversos os números fornecidos pelos organizadores e não colocou nenhum dilema numérico aos seus leitores. E, hoje mesmo, na peça da sua página 17, há uma legenda de fotografia que volta à vaca fria e onde se pode ler : «Manifestação foi convocada no mesmo dia em que os colégios levaram à rua cerca de 40 mil»
4. A caminho do fim, importa sublinhar que o Público ao reconhecer que cometeu um erro ao «colocar» no palco Jerónimo de Sousa e Catarina Martins procura passar por um assunto deontologicamente gravíssimo como cão por vinha vindimada ( e aqui Canavilhas esteve muito bem).. Na verdade, não chega reconhecer o erro. Importa que seja explicado como aconteceu um erro desta natureza numa reportagem assinada por uma jornalista, sendo suposto que tenha estado lá (ou não ?).

5. Concedo que a direcção editorial do «Público» possa não ter de fazer nenhum trabalho de casa. Mas que um trabalho de sério exame de consciência lhe faria bem, lá isso faria.» [In blog «O Tempo das Cerejas»]



«E quanto a estes (DN) ...


... não lhes sobra um
pingo de dignidade na cara ?



capa do DN de 19 de Junho
(zero absoluto sobre
 manifestação pela escola pública)

capa do DN de 30 de Maio» [In blog «O Tempo das Cerejas»]

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