sábado, 7 de maio de 2016

O império norte-americano e o IV Reich da Alemanha fazem negociatas secretas, porque são perigosas

O neoliberalismo é a ideologia dominante nos Estados Unidos e na chamada União Europeia, que é de facto, o IV império alemão.
Os Estados Unidos são um país bárbaro, praticam a pena de morte, em que os assassinatos são decididos por juízes, a nível interno, nomeadamente no Estado da Califórnia. A pena de morte nos Estados Unidos é aplicada por uma questão de prazer, em muitos Estados gostam muito dos homicídios decididos por um tribunal. Depois praticam o rapto, a prisão ilegal e a tortura, como por exemplo, em Guantánamo. Há ainda os homicídios sem julgamento, realizados pelos serviços secretos ou por drones, muitos deles decididos pelo presidente da República. Quem não tiver dinheiro para um seguro de saúde e tiver o azar de precisar de uma intervenção cirúrgica morre mesmo, por ausência de cuidados médicos.
As empresas podem comprar legalmente os deputados, chamam a esse tipo de corrupção legal fazer lóbi.
A chamada União Europeia não se assume como tão bárbara como os Estados Unidos, nas legislações é proibida a pena de morte e a tortura e há serviços nacionais de saúde que vão funcionando até aparecer a Troika para os destruir parcialmente ou totalmente.

Agora, em 2016, os Estados Unidos e a dita União Europeia estão a ultimar um tratado secreto de comércio, que favorece muito as multinacionais estadunidenses.



«O Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (APT), mais conhecido como TTIP (em inglês: Transatlantic Trade and Investment Partnership) ou TAFTA (em inglês: Trans-Atlantic Free Trade Agreement), é uma proposta de acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Estados Unidos, em forma de tratado internacional.


O tratado visa impedir a interferências dos Estados no comércio entre os países aderentes e está a ser negociado em paralelo com a Parceria Trans-Pacífico ou TPP (em inglês: Trans-Pacific Partnership). Estima-se que o acordo deva impulsionar a economia da UE em € 120 biliões, a economia dos EUA em € 90 biliões e a do restante do mundo em € 100 biliões. As negociações entre a Comissão Europeia e o Governo dos Estados Unidos começaram em julho de 2013 e alcançaram a terceira rodada no final do mesmo ano. Previa-se que o acordo de livre comércio pudesse ser concluído até o final de 2014. (In «Wikipedia»)

Este tratado visa a criminalização do Estado de Direito, visa, objectivamente, a criminalização da Democracia.  Visa também permitir os mais bárbaros crimes cometidos pela pequena minoria da alta burguesia, nomeadamente o homicídio atravavés da venda de comida envenenada (chamam aos alimentos envenenados alimentos desregulamentados).

"O TTIP e a pós-democracia europeia



«Barack Obama veio, sorridente, à Europa pedir a sua unidade. Mas veio, sobretudo, tentar que o acordo comercial entre europeus e americanos (o chamado TTIP) avançasse a todo o vapor.
O certo é que este acordo está já ferido de morte. Se o comércio é bom para os povos, a forma como os norte-americanos o encaram seria um golpe mortal no sector agrícola europeu (tal como o conhecemos, desde a diversidade de sementes às formas de produção) e na própria democracia e no poder dos Estados. Os documentos que a Greenpeace divulgou são exemplares sobre aquilo que foi sendo negociado em segredo entre os EUA e os burocratas de Bruxelas, longe do olhar dos cidadãos. É demasiado grave para passar incólume entre duas piadas de Obama. Há, nesta tentativa de acordo, uma questão de princípios em jogo. (…)
E, depois, o TTIP é um ataque frontal à soberania democrática e às leis, regras e princípios dos Estados. A tentativa de criar um sistema judicial paralelo ao existente, exclusivamente para ser utilizado pelas empresas, seria um descalabro. Ele permitiria às empresas processar Governos perante um tribunal de advogados ligados a elas próprias. Poderiam desafiar as leis que não lhes agradam e conseguir indemnizações inimagináveis. Há nisto tudo um ambiente parecido à criação de um Frankenstein. (…)
Como acordo comercial livre deixa muito a desejar: nele uns são mais livres do que os outros, apesar de todos parecerem iguais. Este TTIP é uma espécie de "pós-democracia" (que, por exemplo, os burocratas de Bruxelas defendem na prática), onde as velhas estruturas como as eleições e Parlamentos permanecem, mas não têm poder político real. O poder moveu-se para outros sítios, pequenos círculos onde as elites políticas fazem acordos com os lóbis das multinacionais. Criar tribunais que fogem às regras da lei, é uma forma de pós-justiça. (…)
De acordo com as estatísticas oficiais, o TTIP levaria a perder-se mais um milhão de empregos na Europa (o que seria mais um passo rumo ao caos, face à pressão migratória existente). A forma como tudo foi negociado (num segredo enorme) demonstra mais uma vez o défice democrático existente na Europa, que é bem visível noutras áreas (…). A Europa, com a pobreza visível dos seus líderes, caminha para um território minado. Este caso do TTIP mostra isso mesmo.»

Fernando Sobral" [Cit in blog «Entre as brumas da memória»]

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