terça-feira, 31 de maio de 2016

É preciso ter fé numa União Europeia virtual para pensar que a Troika não veio para Portugal para fazer mal à maioria dos portugueses

A Troika, Washington via FMI + Berlim via Frankfurt e via Bruxelas, nunca em momento algum quis ajudar fosse quem fosse fora da alta burguesia. A Troika tem uma agenda neoliberal que implica empobrecer o Estado enquanto instituição que defende o bem comum, e dar tudo o que dá lucro à alta burguesia, essa pequena minoria que domina o Mundo, porque nas democracias a estupidez humana permite que uma minoria de 1%, que é a alta burguesia, explore e domine as outras classes sociais.

«O FMI no imbróglio grego e as lições para Portugal




«O FMI está numa crise de identidade e quem lê o Jornal de Negócios não estranhará essa conclusão, que releio a partir de uma análise que publiquei recentemente (deixo a discussão do que se passa na União Europeia para outras núpcias).
Por muito tempo, o Fundo foi um pilar dos "programas de ajustamento" que, testados em África e na América Latina, conduziram sempre a um mesmo resultado, transferência de rendimento para o topo da escala, destruição da pequena agricultura e urbanização, privatizações e especialização de cada economia no sector exportador, com consequências sociais devastadoras no empobrecimento e desemprego para parte importante da população. Mais recentemente, esta competência técnica foi usada para desenhar os programas para a Grécia, Irlanda e Portugal, e o resultado foi do mesmo tipo, ajustamento recessivo. Mas nem num caso nem noutro, no "Terceiro Mundo" ou na Europa, nunca os dirigentes do FMI mostraram alguma vulnerabilidade em relação aos efeitos da sua política. Até aos dias de hoje. (…)
Alguns dos dirigentes do FMI parecem por isso ter percebido agora a crise que têm em mãos. (…) Não é difícil concluir que estas palavras e boas intenções têm por ora pouco impacto. Quando o Fundo está a conduzir uma política concreta num programa para um país, estes protestos de generosidade social são evidentemente ignorados. (…)
No meio dos arrependimentos, chega entretanto a vez do susto. Durante a recente conferência para apresentação das previsões para 2016, Maurice Obstfeld, o economista-chefe do FMI, reconheceu que já temos crescimento muito débil desde há demasiado tempo e que esse resultado está ligado a baixos salários, além de criar a ideia de que elite económica é que beneficiou do tempo da austeridade (conferência de imprensa de 12 de abril de 2016). O Boletim do FMI, do dia seguinte, vai mais longe e reconhece uma deterioração da dívida pública, de novo (Boletim do FMI, 13 de abril de 2016). Um estudo de uma equipa do FMI considerava mesmo que uma das causas da recessão é o aumento da desigualdade nos últimos anos. Não saímos da cepa torta.
O FMI sugere uma solução: aumentar o investimento em infraestruturas, sobretudo o investimento público, ou seja, expandir os orçamentos (FMI, World Economic Outlook, cap. 3, outubro 2014). Por outras palavras, fazer exactamente o contrário do que tem vindo a impor aos vários países.
Será suficiente? Depende. William White, da OCDE, avisa que a próxima crise pode ser pior do que a de 2007 (podemos ter bancarrotas "épicas", diz ele). Talvez tudo resulte de ter sido fácil demais: lucros exagerados, sugere o The Economist, e especulação sem freio.
Era exactamente o que o FMI preconizava: libertem os capitais de regulamentos e restrições, soltem o monstro e teremos prosperidade. O resultado é o que está à vista e o FMI assusta-se com a sua criatura. Portugal, uma das cobaias desta operação, bem faria em atentar no fracasso do FMI.»

Francisco Louçã» [Cit. in blog «Entre as brumas da memória»]

domingo, 29 de maio de 2016

Os troikanos e as troikanas acham que só há duas alternativas: ou o trabalho escravo ou o fim do Mundo


Os troikanos e as troikanas, a bem da nação alemã, apoiam as selvajarias de Berlim, via Frankfurt e via Bruxelas e via Eurogrupo. A alternativa à colonização pela selvajaria alemã é o fim do Mundo.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

O neoliberalismo defende o trabalho escravo e salários sumptuosos para os administradores

«Não sejam invejosos !


É a crise !


na capa do «i» de 24.5



mais aqui » [In blog «O Tempo das Cerejas»]

Os troikanos e as troikanas defendem a escravatura ou trabalho escravo


Passos Coelho, Vítor Gaspar, Paulo Portas, Cavaco e Maria Luís Albuquerque, todos eles troikanos e troikana e os outros troikanos e troikanas defenderam sempre a implementação do trabalho escravo ou escravatura tanto do gosto de Hitler e Pétain e de Ângela Merkel e de François Hollande.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

A imaginária virtuosidade dos membros do governo Temer

«Já foi ao ar mas...


... pode o Supremo Tribunal
Federal do Brasil fechar os
olhos a isto quando apreciar
o impeachment de Dilma ?



 GRAVAÇÕES AQUI» [In blog «O Tempo das Cerejas»]

O delírio punitivo do IV império da Alemanha


Um dos sinais da decadência da Europa é o facto de muitos países quererem ser colónias da Alemanha, para que a Alemanha os arruíne, com a cumplicidade da França. Chamam ao IV Reich União Europeia, uma associação de Estados, em que alguns desejam, a todo o custo, ser arruinados pela Alemanha.

Hitler e Hindenburg, Ângela Merkel e o SPD de Martin Schulz desejaram e desejam o melhor para a Alemanha e foram e são indiferentes ao mal que fazem a terceiros. Hitler achava que o III Reich iria durar mil anos. Ângela Merkel e os troikanos e as troikanas parece que pensam que a Ditadura da Alemanha sobre a União Europeia irá durar mil anos, durante os quais a Alemanha, via Frankfurt e via Bruxelas punirá os países colonizados. 

terça-feira, 24 de maio de 2016

A propaganda da Direita nas televisões

Os jornalistas que apoiaram Passos Coelho e Cavaco estão agora na oposição e  fazem a sua militância troikana, a favor daqueles que trataram os portugueses como cães. É isso que eles desejam, que os portugueses voltem a ser tratados como cães, como fizeram Passos Coelho e Cavaco.

«Da vergonha alheia que se sente ao ver telejornais




«Há inúmeras maneiras de descrever um acontecimento, mesmo que se respeite a verdade dos factos - ou melhor, mesmo que haja um esforço para não distorcer qualquer facto. Meia dúzia de testemunhas de boa fé de um mesmo acontecimento podem apresentar narrativas diferentes do mesmo. (…)
Isto significa que fazer um jornalismo como deve ser feito - independente dos poderes, que não tenta beneficiar determinado grupo, que faz um retrato justo do mundo, que trata todas as fontes de forma leal - é difícil.
Mas então é impossível fazer uma descrição honesta da realidade? Não, significa apenas que essa deve ser uma preocupação constante.
Vem isto tudo ainda a propósito do polémico segmento do telejornal de há umas semanas onde José Rodrigues dos Santos explica, à sua maneira, como evoluiu a dívida pública portuguesa. É evidente que se trata de uma explicação enviesada, que selecciona certos dados e escamoteia outros, que possui como subtexto a ideia de que a dívida é da responsabilidade exclusiva dos governos do PS. Esse subtexto recorre a dados verdadeiros mas é desonesto porque escamoteia tudo o que não valida a tese do pivot e, por isso, o segmento inscreve-se no que se chama “propaganda”, algo de que os jornalistas se devem abster, mas é curioso verificar que as críticas feitas a JRS foram classificadas pelo próprio e por outros campeões da objectividade como “censura”. Porque é que isso é curioso? Porque essa reacção prova que o segmento de JRS não foi uma falha inconsciente, que o próprio estaria disponível para corrigir, mas um gesto intencional, um enviesamento deliberado. (…)
Que a SIC tenha como editor o alegre propagandista José Gomes Ferreira tem de se aceitar como mais um castigo dos mercados. Que a RTP pública imite o que de pior se faz no jornalismo televisivo e se sinta obrigada a convidar para todos os seus painéis um direitista de serviço do Observador (nem sequer identificado como tal), lamenta-se.
Há bom jornalismo na RTP, mas ele aparece sempre nos interstícios de um discurso que não foge da narrativa hegemónica da direita neoliberal, dos terrores dos “mercados” aos ralhetes de Bruxelas, da respeitabilidade da banca aos riscos em que uma política de esquerda nos coloca.
José Rodrigues dos Santos diz, em resposta às supostas pressões, e bem, que o jornalismo deve ser independente do Governo. Eu também acho. Teria gostado que ele próprio o tivesse sido no governo anterior e gostaria que o fosse agora. Mas duvido que saiba como isso se faz.»

José Vítor Malheiros» [Cit in blog «entre as brumas da memória»]

De Auschwitz à condenação das 35 horas semanais em Portugal - «O TRABALHO LIBERTA» se não for pago

Os troikanos e as troikanas defendem que Portugal seja uma colónia da Alemanha, acham que Berlim deve exercer uma Ditadura sobre Portugal, via Frankfurt e via Bruxelas.

«Isto está mesmo a passar das marcas !


E, ingerência por ingerência, ...
... O BCE não quer ter
uma  palavrinha sobre isto ?

Um em cada três pobres perdeu acesso ao RSI, segundo estudo apresentado em encontro do Movimento Erradicar a Pobreza.
Em apenas três anos "a intensidade da pobreza aumentou 30% e um em cada três pobres perdeu o acesso ao Rendimento Social de Inserção (RSI). Esta é uma das principais conclusões de um estudo do economista José Alberto Pitacas, apresentado no II Encontro Nacional do Movimento Erradicar a Pobreza (MEP), que decorreu este sábado, no Porto.




O estudo concluiu ainda que "a retirada do RSI às famílias resultou num aumento da intensidade da pobreza das crianças em 44%” entre 2010 e 2013.
Neste encontro ficou ainda definido que a petição que pretende "obrigar" os deputados a discutirem o tema da pobreza, e que já reuniu cerca de sete mil assinaturas, vai ser entregue na Assembleia da República no final deste mês.
O MEP espera que "a alteração da correlação de forças no Parlamento conduza a políticas que combatam efetivamente as causas da pobreza", flagelo que atinge "27,5% da população portuguesa", nomeadamente "as mulheres a viver em famílias monoparentais, as mulheres idosas e as crianças".
"As condições de vida de três milhões de portugueses não são compatíveis com uma existência digna, configurando uma clara violação de direitos humanos”, defende o MEP, alertando para o facto de que ”ter um emprego deixou de ser um fator de isenção em relação à pobreza, devido ao reforço da componente de baixos salários do modelo económico dominante durante o período de austeridade à fragilização das relações laborais”, lê-se ainda na nota divulgada após o encontro.» (In blog «O Tempo das Cerejas»)

sábado, 21 de maio de 2016

O fascismo espanhol

«Páginas de história


As valas
comuns do franquismo




ler artigo integral aqui » 
[In blog « O Tempo das Cerejas 2»]

É uma abominação fazer negócios privados com dinheiros públicos


É uma abominação colégios privados sem viabilidade «exigirem» que o Estado pague as despesas. A Direita portuguesa defende esta abominação, é mais uma abominação que a Direita aprecia.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Berlim, via Bruxelas e Frankfurt ameaça Portugal


Berlim, com o consentimento da França, governa a chamada União Europeia, via Bruxelas, via Frankfurt e via Eurogrupo.

É insano este Império dos Vencidos. A hegemonia alemã afirmou-se com Hitler e Pétain, com Ângela Merkel e Sarkozy e continua a afirmar-se com Ângela Merkel e Hollande.


A União Europeia, que na prática é o IV império da Alemanha, ameaça Portugal, ameaça a Espanha, ameaça a Grécia. A União Europeia é uma entidade que mete medo, que quer destruir qualquer tipo de esperança num futuro melhor.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

A Troika veio para Portugal par fazer mal aos portugueses, veio par arruinar os portugueses


A União Europeia é uma fraude de grande magnitude, cujo principal objectivo é agrupar um conjunto de países que se odeiam uns aos outros e que se roubam uns aos outros, e que entram em guerra uns contra os outros.
Só uma corrupção demencial é que permite que a Itália esteja na Zona Euro. A Itália é o país, a prazo, mais prejudicado pela Ditadura alemã, via Bruxelas e via Frankfurt. O objectivo da Alemanha em relação à Itália é arruinar as indústrias italianas que fazem concorrência às alemãs.

A Troika veio para Portugal, em regime de ocupação militar, para arruinar a maioria dos portugueses e para destruir o Estado, enquanto ideia de instituição ao serviço do bem comum.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Benfica tricampeão com mais dois pontos que o Sporting


O Benfica foi o campeão no fim do campeonato e o Sporting foi durante muito tempo o favorito. No campeonato, o Sporting venceu duas vezes o Porto, no estádio de Alvalade por 2 – 0 e no Porto por 3 - 1 e venceu o Benfica no estádio da Luz por 3 – 0. No entanto, no estádio de Alvalade, num jogo decisivo para o título, perdeu com o Benfica por 1 – 0. O campeonato é uma prova de regularidade e a equipa do Benfica foi a mais regular e por isso venceu.

Um texto fascista de uma grande vaca, chamada Eva Gaspar, no jornal de Negócios


O elogio da quadrilha do Temer ou LADRÕES AO PODER

A resposta é simples: a quadrilha de ladrões dirigida pelo ladrão Temer é que é boa, a quadrilha de ladrões que tomou o poder no Brasil é mesmo a solução: ladrões ao poder.

domingo, 15 de maio de 2016

O naufrágio dos troikanos e das troikanas

"A União que naufraga



«A União Europeia não serve, pelo unilateralismo das suas decisões e pela ausência de solidariedade. As vozes que clamam contra esta anomalia, que dissolveu os propósitos generosos dos seus idealizadores, são muitas e múltiplas. As exigências de Bruxelas às nações ofendem as características dos povos, da sua História e da sua cultura. (…) Os partidos tradicionais são contestados pela subserviência demonstrada ante a Alemanha. A "alternativa" deixou de existir, substituída pela "alternância". Como quem diz: baralha e sai sempre o mesmo. (…)
Não se pode viver com esta tirania do autoritarismo. E a Europa é inexistente com muros e arame farpado que impedem de fugir os milhões de foragidos dos vários desesperos nacionais. Sempre me senti europeu, e não precisei desta União para o ser. Quem defende e protege este modo de vida são, esses sim, contrários e inimigos dos princípios que nortearam os europeus decentes e íntegros. Esta Europa procria o ódio, alimenta o rancor, hostiliza os povos e submete-os a baias de terror impositivo.
Temos sofrido, na carne e na alma, a assunção de valores novos que mais não são do que vectores de desagregação. Esta União Europeia é instigadora da submissão e da abominação. A luta para que a União regresse aos caminhos propostos é, também, uma luta contra o Partido Popular Europeu, que alberga gente do piorio sob o ponto de vista da ética política. Nunca será demais denunciar os perigos a que esta política poderá levar. O ovo da serpente não foi totalmente esmagado.»

Baptista Bastos" [Cit. in blog «Entre as brumas da memória»]

sexta-feira, 13 de maio de 2016

A tragédia muitíssimo cómica da revolução fascista brasileira

«Os golpistas não se ralam


Governo Temer é de temer




[In blog «O Tempo das Cerejas 2»]

A União Europeia é uma fraude de grande magnitude


A Alemanha manda imperialmente na União Europeia com o consentimento da França.

Actualmente, está em voga na União Europeia o delírio nazista da desvalorização interna, ou empobrecimento, oficialmente «austeridade», que tem arruinado os portugueses e ainda mais os gregos.
Os troikanos e as troikanas têm apoiado esta política de empobrecimento pelo empobrecimento e até dizem, como se dizia no III Reich, que só há um caminho, sem alternativa.

O golpe de Estado consumado da revolução fascista brasileira

«GOLPE NO BRASIL CONSUMADO





E AGORA, COMO VAI SER?

Tal como se esperava o Senado brasileiro aprovou por maioria confortável a admissibilidade do pedido de destituição da Presidente Dilma Rousseff. Esta deliberação tem como consequência imediata a suspensão da Presidente eleita por 180 dias e a sua substituição no exercício do cargo pelo Vice-Presidente. Se no prazo de 180 dias o processo não for julgado no Senado, a Presidente retomará as suas funções, aguardando no exercício das mesmas a deliberação do Senado. A deliberação de Senado para afastar a Presidente tem de ser tomada por maioria qualificada de dois terços, ou seja, por 54 votos. Considerando que a deliberação de admissibilidade do processo foi aprovada por 55 votos não será necessário ser dotado de grandes dotes de adivinho para antecipar que a Presidente será destituída.

Quem assistiu à longa maratona do processo de admissibilidade desde logo percebeu que o Senado estava desde o primeiro minuto da reunião interessado em manter as suas distâncias relativamente à Câmara dos Deputados em tudo quanto respeita ao contexto da discussão e votação do processo de admissibilidade, dando a imagem de um clima mais racional do que aquele que votou na câmara baixa o início do processo.

A coreografia mudou tanto quanto possível, mas essência do processo não se alterou. De facto, por mais que o Senado fizesse questão de dar a ideia de que estava seriamente a discutir um problema grave, sublinhando muitos senadores no início das suas intervenções com um ar fingidamente compungido que não contavam ter sido eleitos para desempenhar aquele papel, acrescentando outros que preferiam não estar ali naquele momento, a verdade é que, não obstante esse ar de pretensa seriedade, nenhum dos senadores que votou a admissibilidade conseguiu apagar o facto de com esse voto estar a ser cúmplice de um processo iniciado com base numa chantagem política de um corrupto que, para tentar salvar a pele, conseguiu negociar a admissibilidade de um processo de “impeachment” a troco de três votos favoráveis às suas pretensões na Comissão de Ética!

Ou seja, é tão moralmente condenável a conduta dos senadores quanto a execrável actuação do, para já suspenso, Eduardo Cunha.

Em segundo lugar, esse ar de pretensa seriedade nunca foi ao ponto de levar os senadores que votaram “sim” a discutir a verdadeira essência do processo, ou seja, aquela que segundo a Constituição pode fundamentar um processo de destituição. Essa questão – os fundamentos jurídicos da destituição de Dilma – passou ao lado de quase todas as intervenções, que preferiram trilhar o caminho mais simples e seguro de sublinhar a profunda divergência política que (agora) os separa do governo do PT. Ou seja, sem se darem verdadeiramente conta do papel que estavam a desempenhar, os senadores estavam com as suas intervenções a cohonestar a tese de que substituindo-se ao voto popular poderiam desde já assegurar o resultado que daqui a dois anos poderia ser incerto.

De facto, não há no mundo nenhuma Constituição democrática que consagre como fundamento do processo de destituição de um presidente eleito pelo sufrágio universal a divergência política, seja ela superficial ou profunda.

Em terceiro lugar, nenhum senador que votou favoravelmente a admissibilidade do processo de destituição da Presidente Dilma Rousseff ousou sequer iniciar um começo de resposta à brilhante argumentação produzida pelo Advogado Geral da União, José Eduardo Cardozo, que demonstrou com factos inquestionáveis que os fundamentos (“pedaladas fiscais” e decretos presidenciais) em que se baseou a decisão do Senado eram comuns a todos os que exerceram a presidência da república na vigência da Constituição de 1987 e, além disso, admitidos pelo Tribunal de Contas da União. A partir do momento em que pela primeira vez, no mandato de Dilma, a juridicidade desses actos foi questionada pelo Tribunal de Contas, eles deixaram de ser praticados, o que obviamente desmonta a tese do dolo como elemento indispensável à admissibilidade do processo e posterior condenação.

Mas de nada adianta invocar argumentos jurídicos relativamente a um processo que, assentando pretensamente em fundamentos jurídicos, é na essência político, como as intervenções dos senadores deixam perceber. O poder legislativo entendeu que estavam criadas as condições políticas para substituir o principal detentor do poder executivo e foi isso que fez.

O que a seguir vai acontecer dependerá muito do grau de satisfação e compatibilização dos múltiplos interesses que estão na base desta complicada aliança. Interesses políticos pessoais (são muitos os deputados e senadores indiciados por actos de corrupção) e interesses de grupo, isto é, de classe e dos múltiplos estratos sociais que com o dealbar da crise económica pretendem garantir-se contra a perda de privilégios. Vai ser certamente difícil dar satisfação a todos estes interesses, mas já será mais fácil a políticos hábeis e muito experimentados na demagogia política no curto espaço de 180 dias acalentar a ideia de que está em curso uma verdadeira viragem política, consolidando assim a transferência de poder que o processo de destituição proporciona
Certamente que Dilma não tem nada a perder se continuar a lutar, já que nada de pior do que lhe está acontecendo lhe poderá acontecer. Todavia, é ainda cedo para perceber como vai o PT actuar nos próximos 180 dias. Sendo certo que se oporá a qualquer política do novo Governo que tenda a pôr em causa as suas realizações mais emblemáticas e sendo certo também que apoiará Dilma no "julgamento" do Senado, o mais provável é que Dilma vá sendo lembrada apenas como vítima sem contudo continuar a desempenhar um papel de relevo na estratégia do partido.

Certamente que o PT foi vítima do seu próprio percurso e do modo como interpretou o exercício do poder, só isso podendo explicar a debandada dos seus múltiplos aliados que, guiados pelo oportunismo político, interpretaram algumas manifestações da sociedade brasileira como o fim de um processo, tentando pôr-se imediatamente a salvo das suas mais óbvias consequências mediante a busca de alianças com os adversários da véspera, imprescindíveis para estes no curto prazo.    

Não obstante o quadro sociológico que possibilitou o golpe, contrariamente ao que pensa a direita e os nossos comentadores bem pensantes que fingem não ser de direita, o processo de destituição de Dilma Rousseff terá profundas repercussões no Brasil e nos processos democráticos da América Latina, pois ninguém à esquerda deixará de reflectir e tirar as devidas consequências desta nova modalidade de golpe de Estado.» [J M Correia Pinto in blog «Politeia»]

quarta-feira, 11 de maio de 2016

O triunfo da revolução fascista brasileira é o triunfo de uma comédia muito cómica e muito trágica


O objectivo da revolução fascista brasileira foi conseguido – o poder não pode ser exercido por quem ganha eleições presidenciais livres, mas pode ser exercido por aqueles que as perdem.
Juízes altamente corruptos e deputados  e senadores altamente corruptos tomaram o poder hoje no Brasil, à maneira mussoliniana.

A revolução fascista brasileira vai hoje destituir a presidente da República eleita em eleições livres, por ter cometido o crime de vencer eleições livres


O PSD e o CDS apoiam os ladrões e as ladras que fazem negócios privados com dinheiros públicos

A selvática roubalheira do Estado por empresas privadas de ensino é um sinal dos tempos que correm.
Uma Escola privada ou se auto-sustenta ou deve ir à falência.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Um exemplo da imbecilidade anedótica da direita portuguesa

«Voltámos ao tempo
em que os animais escreviam


(..)











[In blog «O Tempo das Cerejas 2»]

A revolução fascista brasileira deu um passo atrás

O Eduardo Cunha é um vigarista demasiado vígaro, mesmo para os padrões da Direita brasileira, da Rede Globo, da Folha de S. Paulo e da SIC, e foi necessário substituí-lo na presidência da Câmara dos Deputados. O seu sucessor, Waldir Maranhão, mandou suspender o processo de destituição da presidente da República eleita Dilma Rousseff, devido a óbvias irregularidades. Mas a febre da revolução fascista continua e o que conta é a legalidade da revolução fascista brasileira, o fascismo é na sua essência anti-democrático e contra eleições livres, logo na perspectiva da revolução fascista brasileira ganhar eleições presidenciais livres é um "crime muitíssimo grave".

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Os ladrões e as ladras dos colégios privados não admitem que lhes retirem o direito a roubar-me a mim e aos que pagam impostos

O crime público de roubar o Estado pelos ladrões e ladras dos colégios privados está na moda.
Mais de cem mil pessoas acham que os ladrões e ladras dos colégios privados têm todo o direito a roubar.

Os ladrões e ladras do BPN e da SLN, os ladrões e ladras do BANIF, os ladrões e ladras do BPP, os ladrões e ladras do Santander, os ladrões e ladras do BES acham que têm todo o dirieito a roubar os contribuintes... e os ladrões e ladras dos colégios privados também!!!

Vivemos na época do roubo, às claras... mas eu não acho que os ladrões e as ladras devam triunfar. 

Eu sou contra o triunfo dos ladrões e das ladras.


Sabe-se que a direita perdeu uma discussão sobre educação em Portugal quando a ouvimos dizer duas palavras: Mário Nogueira. (...) O que o Governo anunciou agora não foi o fim abrupto dos contratos. (...) Nas situações em que ainda houver carências, os contratos continuarão por mais algum tempo. Moderado, previsível, gradual. (...) Quem defende os contratos de associação redundantes não está, pois, a fazer a defesa do ensino privado, que tem em Portugal toda a liberdade para se estabelecer e funcionar. Está antes a apoiar um pequeno cartel que drena recursos ao ensino público e faz concorrência desleal dentro do próprio setor privado.»

Rui Tavares, A espantalhização da direita portuguesa"

[Cit. in blog «Ladrões de Bicicletas»]

sábado, 7 de maio de 2016

O império norte-americano e o IV Reich da Alemanha fazem negociatas secretas, porque são perigosas

O neoliberalismo é a ideologia dominante nos Estados Unidos e na chamada União Europeia, que é de facto, o IV império alemão.
Os Estados Unidos são um país bárbaro, praticam a pena de morte, em que os assassinatos são decididos por juízes, a nível interno, nomeadamente no Estado da Califórnia. A pena de morte nos Estados Unidos é aplicada por uma questão de prazer, em muitos Estados gostam muito dos homicídios decididos por um tribunal. Depois praticam o rapto, a prisão ilegal e a tortura, como por exemplo, em Guantánamo. Há ainda os homicídios sem julgamento, realizados pelos serviços secretos ou por drones, muitos deles decididos pelo presidente da República. Quem não tiver dinheiro para um seguro de saúde e tiver o azar de precisar de uma intervenção cirúrgica morre mesmo, por ausência de cuidados médicos.
As empresas podem comprar legalmente os deputados, chamam a esse tipo de corrupção legal fazer lóbi.
A chamada União Europeia não se assume como tão bárbara como os Estados Unidos, nas legislações é proibida a pena de morte e a tortura e há serviços nacionais de saúde que vão funcionando até aparecer a Troika para os destruir parcialmente ou totalmente.

Agora, em 2016, os Estados Unidos e a dita União Europeia estão a ultimar um tratado secreto de comércio, que favorece muito as multinacionais estadunidenses.



«O Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (APT), mais conhecido como TTIP (em inglês: Transatlantic Trade and Investment Partnership) ou TAFTA (em inglês: Trans-Atlantic Free Trade Agreement), é uma proposta de acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Estados Unidos, em forma de tratado internacional.


O tratado visa impedir a interferências dos Estados no comércio entre os países aderentes e está a ser negociado em paralelo com a Parceria Trans-Pacífico ou TPP (em inglês: Trans-Pacific Partnership). Estima-se que o acordo deva impulsionar a economia da UE em € 120 biliões, a economia dos EUA em € 90 biliões e a do restante do mundo em € 100 biliões. As negociações entre a Comissão Europeia e o Governo dos Estados Unidos começaram em julho de 2013 e alcançaram a terceira rodada no final do mesmo ano. Previa-se que o acordo de livre comércio pudesse ser concluído até o final de 2014. (In «Wikipedia»)

Este tratado visa a criminalização do Estado de Direito, visa, objectivamente, a criminalização da Democracia.  Visa também permitir os mais bárbaros crimes cometidos pela pequena minoria da alta burguesia, nomeadamente o homicídio atravavés da venda de comida envenenada (chamam aos alimentos envenenados alimentos desregulamentados).

"O TTIP e a pós-democracia europeia



«Barack Obama veio, sorridente, à Europa pedir a sua unidade. Mas veio, sobretudo, tentar que o acordo comercial entre europeus e americanos (o chamado TTIP) avançasse a todo o vapor.
O certo é que este acordo está já ferido de morte. Se o comércio é bom para os povos, a forma como os norte-americanos o encaram seria um golpe mortal no sector agrícola europeu (tal como o conhecemos, desde a diversidade de sementes às formas de produção) e na própria democracia e no poder dos Estados. Os documentos que a Greenpeace divulgou são exemplares sobre aquilo que foi sendo negociado em segredo entre os EUA e os burocratas de Bruxelas, longe do olhar dos cidadãos. É demasiado grave para passar incólume entre duas piadas de Obama. Há, nesta tentativa de acordo, uma questão de princípios em jogo. (…)
E, depois, o TTIP é um ataque frontal à soberania democrática e às leis, regras e princípios dos Estados. A tentativa de criar um sistema judicial paralelo ao existente, exclusivamente para ser utilizado pelas empresas, seria um descalabro. Ele permitiria às empresas processar Governos perante um tribunal de advogados ligados a elas próprias. Poderiam desafiar as leis que não lhes agradam e conseguir indemnizações inimagináveis. Há nisto tudo um ambiente parecido à criação de um Frankenstein. (…)
Como acordo comercial livre deixa muito a desejar: nele uns são mais livres do que os outros, apesar de todos parecerem iguais. Este TTIP é uma espécie de "pós-democracia" (que, por exemplo, os burocratas de Bruxelas defendem na prática), onde as velhas estruturas como as eleições e Parlamentos permanecem, mas não têm poder político real. O poder moveu-se para outros sítios, pequenos círculos onde as elites políticas fazem acordos com os lóbis das multinacionais. Criar tribunais que fogem às regras da lei, é uma forma de pós-justiça. (…)
De acordo com as estatísticas oficiais, o TTIP levaria a perder-se mais um milhão de empregos na Europa (o que seria mais um passo rumo ao caos, face à pressão migratória existente). A forma como tudo foi negociado (num segredo enorme) demonstra mais uma vez o défice democrático existente na Europa, que é bem visível noutras áreas (…). A Europa, com a pobreza visível dos seus líderes, caminha para um território minado. Este caso do TTIP mostra isso mesmo.»

Fernando Sobral" [Cit in blog «Entre as brumas da memória»]

Verdades muito inconvenientes sobre as ligações da Turquia ao Estado Islâmico

«SOBRE O ESTADO ISLÂMICO


TERRORISMO, REFUGIADOS E GUERRA SÍRIA
Sobre as matérias acima referidas, vale a pena ler o artigo de Augusto Zamora R. , ontem publicado em El Mundo» [In blog «Politeia»]

Dissidência – eu acho que os colégios privados devem autofinanciar-se ou se não conseguirem devem ir à falência, acho que a empresa educativa privada deve falir se não gerar meios de subsistência.


Acho criminoso financiar empresas privadas com dinheiros públicos, acho que os colégios privados devem falir se não tiverem fundos privados para subsistir. Só quando o Estado, por culpa própria, não tem escolas em determinadas zonas é que deve apoiar financeiramente os colégios privados.


"A ópera bufa em torno dos contratos de associação


O que ficará a pensar quem aterre subitamente no debate e se depare com artigos de opinião que asseguram estar em curso «um ataque soviético» aos contratos de associação, «o maior ataque dos últimos anos» contra a presença da Igreja Católica na sociedade? O que pensará quem acreditar que está em marcha uma campanha radical, movida por uma «extrema-esquerda» preconceituosa e obstinada? Julgará, muito provavelmente, que o governo se prepara para proibir o ensino privado em Portugal, encerrar escolas e colégios e, quem sabe, dizer até aos professores que emigrem, pois aqui não há lugar para eles. Tal como será levado a supor, com maioria de razão, que os contratos de associação serão liminarmente dizimados, varridos do mapa, de norte a sul do país.

No processo de dramatização, manipulação despudorada e instigação do pânico e da revolta, junto das famílias e das comunidades locais, há quem não tenha escrúpulos em falar de «deportação» dos alunos destas escolas privadas para as escolas públicas no próximo ano lectivo. Ou quem não hesite em convencer os pais que o tal «ataque ideológico» aos contratos de associação vai levar tudo a eito, «desde o berçário até ao ensino secundário, passando pelos alunos da Escola de Música, com ensino artístico especializado, e da Escola de Teatro». Desinformação sem limites, que chega a fazer sentir vergonha alheia.

Não, o ensino privado não vai ser proibido em Portugal. Não, nenhum aluno inscrito numa turma com contrato de associação vai ter que abandonar a sua escola no próximo ano lectivo. Sim, está assegurado o financiamento público da sua permanência na escola até à conclusão do respectivo ciclo. Sim, é verdade, não serão abertas novas turmas de início de ciclo com contrato de associação (5º, 7º e 10º ano), onde exista redundância de oferta. Isto é, onde exista capacidade instalada e desaproveitada na rede pública, seguindo-se assim a mais elementar regra de boa gestão orçamental. Sim, estão a ser e serão cumpridos os contratos em vigor, resultantes do concurso de 2015 (que fixou o número de turmas a apoiar, numa lógica plurianual). Se estas medidas constituem um «ataque soviético» aos contratos de associação, então à direita só sobra mesmo, como alternativa e proposta ideológica, a cultura do desperdício e do favorecimento injustificado e obscuro de interesses instalados.

O que está em causa é simples, muito simples. Sobre os fundamentos dos contratos de associação, é de leitura imprescindível o recente artigo de Paula Santos, no Expresso: os contratos de associação asseguram, mediante contratualização com privados, a complementaridade da rede pública em áreas onde esta se revele insuficiente ou inexistente. E por isso nada têm que ver com a tão aclamada como ilusória «liberdade de escolha» (debate que verdadeiramente nunca se fez entre nós), desde logo porque o apoio é concedido às escolas e não às famílias (como aliás o João Galamba já assinalou no post anterior). Nos casos em que não se justifica a sua existência, os contratos de associação são hoje, na verdade, um modelo obsoleto de ensino privado. Um modelo em que os verdadeiros liberais não se reconhecem e que apenas os liberais de pacotilha acarinham, talvez por a mais não aspirarem que conseguir continuar a viver à sombra do Estado, à custa do dinheiro dos contribuintes.

Defender a celebração de contratos de associação em contextos socioeducativos onde a sua celebração não se justifica, como o PSD e o CDS-PP pretendem, significa defender que as verdadeiras «gorduras» do Estado em educação são para manter e alimentar, ficando assim demonstrado, como diz o Pedro Sales, que «o afinco com que a direita se bate pelo financiamento público a colégios privados prova como o seu discurso contra a dependência do Estado começa e acaba nas prestações sociais»." [In blog «Ladrões de Bicicletas»]

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Os nossos inimigos selváticos de Berlim, de Bruxelas e de Frankfurt querem destruir as nossas vidas


A União Europeia é uma união de inimigos, onde impera uma Ditadura selvática de Berlim, via Frankfurt, via Bruxelas e via Eurogrupo.

A União Europeia é o que é - uma união de inimigos, onde impera a norma alemã «O TRABALHO LIBERTA», inventada pela elite alemã, durante o III Reich.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

O carácter selvático do neoliberalismo e a moda


A Direita que domina aparelhos ideológicos fundamentais como os meios de comunicação social, nomeadamente as televisões, anda a divulgar as selvajarias do neoliberalismo como selvajarias científicas!!!!
As selvajarias do neoliberalismo são a moda da Direita, e os troikanos e as troikanas dizem que as selvajarias do neoliberalismo são muito boas.

O produtor de palha José Rodrigues dos Santos  assume-se como activista da Direita - é mais um, depois da Clara Ferreira Alves, nomeadamente.
(Montagem in blog «O Tempo das Cerejas 2»)


terça-feira, 3 de maio de 2016

A Frente Popular e o optimismo histórico

As férias pagas foram criadas, em França, pelo governo da Frente Popular.

O que os historiadores da Direita francesa dizem da Revolução Francesa de 1789 – 1799 é melhor não ler. Eles lamentam que a essa revolução tenha existido, melhor, para eles, era o poder absoluto de Luís XVI! Então essa ideia de a I República francesa ter acabado com a escravatura em França e nas colónias francesas foi algo inaceitável, por não ser rentável, a economia sem escravos ficou menos competitiva.

O nazismo provou que o optismo histórico é uma ilusão.

O neoliberalismo é uma continuação do nazismo, por outros meios. O neoliberalismo é de uma selvajaria igual à do nazismo.

O objectivo do neoliberalismo é restaurar o trabalho escravo.




«Descobrir o mar


Antecipando-me aos vastos e aprofundados dossiês que a comunicação social portuguesa certamente ainda vai dedicar aos 70 anos da Frente Popular em França, e por não me apetecer escrever sobre o tom autoritário e conflituoso com que o Governo vem abordando um conjunto de problemas nacionais (esquecido, por exemplo, que eram do PS os ministros da Educação entre Outubro de 1995 e Março de 2002), proponho-me evocar hoje essa grande efeméride na história do movimento operário europeu e das forças de esquerda, cujo significado essencial tem ainda valiosas projecções para o presente que vivemos.

Com efeito, completam-se no próximo domingo precisamente setenta anos sobre a tomada de posse do Governo da Frente Popular, presidido pelo socialista Leon Blum, na sequência da expressiva vitória nas eleições legislativas de 3 de Maio de 1936 do Rassemblement Populaire – aliança entre a SFIO, o Partido Radical e o PCF – que representou a concretização do apelo e iniciativa política lançados em Outubro de 1934 por Maurice Thorez, Secretário-geral do PCF.

Contrariamente ao que muitos julgarão, este Governo era apenas composto por 20 socialistas, 13 radicais e 2 republicanos socialistas, dele não fazendo parte qualquer ministro comunista, uma vez que o PCF, embora profundamente empenhado no êxito desta experiência e grande artífice da mobilização social que a enquadrava, decidiu nele não participar, tornando-se à época uma ideia corrente a de que tinha ficado com o “Ministério das massas”.
Mais do que uma mera curiosidade, é sem dúvida emblemático de uma nova atitude que este Governo da Frente Popular integrasse como ministras três mulheres (é justo lembrar os seus nomes: Suzanne Lacore, Cécile Brunschvicg e Irène Joliot-Curie) numa altura em que às mulheres francesas ainda não tinha sido reconhecido o direito ao voto, o que só viria a ser conquistado depois de 1945.

Entretanto, a mais forte e distintiva especificidade desta vitória eleitoral, da subsequente formação do Governo da Frente Popular e da sua acção marcadamente progressista nos seus primeiros meses de vida (a capa da edição de 27/4 do moderado Nouvel Observateur gritava “Há 70 anos - a Frente Popular – cem dias que mudaram as nossas vidas”), foi sem dúvida a sua imbricação e articulação com uma poderosa e combativa mobilização social que, por um lado, fazia frente ao crescente avanço das ligas fascistas e, por outro, se unia em torno de um importante conjunto de reivindicações de carácter social e económico orientadas para a conquista de uma nova dignidade para os trabalhadores.

E se há facto que só por si testemunha a intensidade da luta, a dimensão da movimentação social e a vasta capacidade de agregação das aspirações populares emergentes naquele período é sem dúvida a circunstância de, em vez de se esperar paciente e tranquilamente pela posse do novo Governo, uma semana antes desta ter ocorrido toda a França ter sido percorrida por um imenso movimento de greves (a que aderiram dois milhões de trabalhadores, com 12 mil fábricas e estabelecimentos paralisados e 9900 ocupados).

A este respeito, a filósofa Simone Weil (1909-1943) - não confundir com Simone Veil -,  que  antes tinha trabalhado como operária na Renault, viria a falar das “greves da alegria” invocando os bailes, os cursos de ginástica e outras actividades de lazer nas fábricas ocupadas, o apoio da população ao abastecimento dos grevistas, a solidariedade de cançonetistas que se deslocavam para junto dos grevistas e ai actuavam, enfim “a alegria de ouvir, em vez do barulho implacável das máquinas, a música, os cantares e os risos”.

E é assim, neste contexto simplificadamente descrito, que
 se pode compreender que,  apenas três dias depois da posse do Governo, ou seja a 7 e 8 de Junho de 1936, tenham sido celebrados os acordos de Matignon (envolvendo a confederação do patronato, a CGT e o Governo) que representaram um marco fundamental e uma mudança profunda nas condições de trabalho  e nos direitos da classe operária e dos outros trabalhadores, em alguns casos indo muito mais longe que o programa eleitoral do Rassemblement Populaire.
De entre as conquistas então obtidas, merecem especial destaque a liberdade de exercício dos direitos sindicais (com o fim dos “sindicatos amarelos” criados pelo patronato e com a eleição de delegados sindicais que não podiam ser despedidos sem autorização do inspector do trabalho), o aumento de salários (12 por cento em média, 15 por cento para os mais baixos e 7 por cento para os mais elevados), os contratos colectivos de trabalho, a semana de trabalho de 40 horas.

E, por fim mas não em último lugar, um direito que hoje nos parece tão natural como o ar que respiramos mas que ao tempo representou uma “revolução” e que, em termos legislativos, foi descrito nestas simples 27 palavras: “todo o trabalhador, empregado ou aprendiz tem direito, após um ano de serviços contínuos num estabelecimento, a férias anuais contínuas com uma duração mínima de quinze dias”.
O historiador Antoine Prost, sublinhando que os empregados da banca, do comércio e de escritório já tinham este direito, relembra que os operários eram então pagos quinzenalmente e à hora e que este pagamento à hora “conduz a pensar que se não se trabalha, não se é pago. À época, a ideia de ser pago para não fazer nada era incrível e paradoxal”. A verdade porém é que, beneficiando de bilhetes a preço reduzido que foram criados, logo nesse ano, 600.000 trabalhadores partiram para férias fora da sua residência e que, no ano seguinte, o seu número subiu para 1.800.000.

E para o lugar que as férias pagas vieram a ocupar no imaginário colectivo e no património de esquerda teve sem dúvida a sua importância o facto tocante e comovente de, com elas, pela primeira vez nas suas vidas muitas centenas de milhar de franceses terem descoberto e visto o mar (o que, embora em menor escala, também aconteceu em Portugal em 1974 e 1975), num dos muitos momentos de alegria colectiva que, entre outros, fotógrafos como Robert Capa e Henri Cartier-Bresson e cineastas como Jean Renoir souberam fixar com inesquecível sensibilidade.

É claro que, na evocação dos 70 anos da Frente Popular e das suas principais conquistas, há quem prefira falar de “mitos”, de “grande ilusão” e de “fogo de artifício social”, ou então das posteriores desilusões, fracassos e traições.

Por mim, prefiro escrever que, mesmo sem o terem pensado, os milhões de franceses que, em Março e Abril deste ano, encheram as ruas contra o Contrato de Primeiro Emprego prestaram a mais bela homenagem que podia ser prestada às lutas e aos lutadores que construíram na França os luminosos dias de Junho de 1936.» [Vítor Dias in blog «O Tempodas Cerejas 2»]

domingo, 1 de maio de 2016

As humilhações da colonização alemã de Portugal e da Espanha



A colonização alemã da Grécia, de Portugal e da Espanha faz-se com humilhações sobre humilhações. Os alemães são nossos inimigos e comportam-se como tal, através dos  subcontrados da «Comissão Europeia» e do «Banco Central Europeu»!!!


«Sanções a Portugal e Espanha dividem Comissão Europeia

Bruxelas dirá este mês se aplica penalizações a Portugal e Espanha pelos desvios orçamentais. Para já, o executivo está dividido.



REUTERS/FRANCOIS LENOIR





É já este mês de Maio que a Comissão Europeia vai apresentar a sua decisão relativa aos desvios orçamentais em Portugal e Espanha. Para já, tudo está em aberto e a possibilidade de aplicar sanções aos dois países está sobre a mesa.
"Há dois campos: um que pensa que as regras têm de ser aplicadas mesmo que isso signifique impor sanções, e outro que considera que multas não são razoáveis politicamente," disse um alto responsável europeu ao PÚBLICO. "Por agora, não é ainda claro qual dos campos prevalecerá," adiantou.
A nível técnico não há espaço para argumentos. No caso português, o défice em 2015 ficou bem acima do limiar dos 3% - fixou-se em 4,4%, de acordo com os números finais do Eurostat, com um contributo de 1,4 pontos percentuais proveniente do Banif. Assim sendo, Lisboa não pode sair do procedimento por défice excessivo como estava planeado acontecer e a Comissão terá de traçar novas metas de redução de défice para que Portugal respeite o pacto de estabilidade e crescimento (PEC) europeu.
De acordo com as regras europeias, o desvio dos objectivos do défice podem levar Bruxelas a propor sanções que podem chegar aos 0,2% do PIB.
Os caminhos possíveis
No entanto, se a Comissão propuser sanções, há três cenários possíveis que podem não obrigar Portugal a pagar multa. Um primeiro em que, apesar da recomendação da Comissão, os Estados membros não aprovam em Conselho de Ministros a implementação de sanções. Essa não aprovação, contudo, tem de ser feita no Conselho por maioria qualificada.
Um segundo cenário é aquele em que a Comissão reconhece a existência de "circunstâncias excepcionais" que dificultaram o cumprimento das metas, nomeadamente um ambiente de baixo crescimento no país em causa. Isto pode conduzir à possibilidade de a Comissão avançar com sanções, mas de valor inferior aos 0,2% do PIB ou mesmo zero, o que mostrava claramente a mensagem política sem afectar de forma significativa os respectivos orçamentos.
Nos regulamentos europeus, está previsto que “a Comissão pode, com base em circunstâncias económicas excepcionais a seguir a um pedido fundamentado do Estado membro em causa enviado à Comissão até dez dias antes da decisão do Conselho, recomendar que o Conselho reduza o montante da multa ou cancelá-la”. "Um dos argumentos contra sanções é exactamente que criam uma pressão orçamental adicional," explicou fonte europeia.
Neste caso, será difícil a Portugal, que não está em recessão, alegar problemas relacionados com a evolução da economia, mas poderá usar como argumento o impacto negativo que a intervenção pública no Banif teve nas contas de 2015.
No entanto a aplicação ou não de multas parece tratar-se mais de uma questão politica. Há cada vez mais vozes a pressionar a Comissão para usar todos os mecanismos para garantir que todos os países cumpram com as regras orçamentais.
Ainda este mês, o Tribunal de Contas Europeu criticou a Comissão por nunca ter aplicado uma multa a um país que não cumpriu com as metas orçamentais estipuladas. Tal atitude pode pôr em risco a credibilidade das regras europeias, alertou o tribunal.
A opinião em Bruxelas relativamente à aplicação de sanções a Portugal e Espanha deve torna-se mais clara na próxima semana, quando a Comissão apresentar as suas previsões económicas de Primavera. "Estão todos um pouco em standby até às previsões," disse fonte comunitária.
Esta terça-feira, a Comissão Europeia revelará quais as suas previsões económicas para a zona euro, nomeadamente quais as projecções do défice nacional para 2016 e 2017.» (In jornal «Público» net)