quarta-feira, 13 de abril de 2016

Portugal no IV Reich ou no Reich dos vencidos

O imperialismo alemão foi derrotado na II Guerra Mundial. Ressurgiu com o domínio da União Europeia, com ordens de Berlim, via Bruxelas e via Frankfurt.

O imperialismo alemão foi e é o Mal absoluto.


«Veículo?


Devido sobretudo às pressões europeias, o governo não tem andado bem na economia política bancária (Banif…) e promete continuar a não andar, dada a intenção, anunciada por António Costa, de criar um “veículo de resolução do crédito malparado” da nossa banca zumbi, a tal que mandou vir a troika para se salvar e para se afundar, obra da austeridade. Aparentemente, o modelo é o italiano, já que a economicamente moribunda Itália do bufão Renzi chegou em Janeiro a um acordo com a Comissão Europeia. Já se sabe, nada se faz sem autorização superior.

Se o neoliberalismo inscrito no Euro é a expressão político-ideológica do domínio dos interesses financeiros, então as soluções para os problemas criados pelos mercados só podem ser, neste contexto europeu, conformes aos interesses destes, ou seja, soluções criadoras de mais mercados. E, claro, de mais problemas.

Estaríamos basicamente perante uma garantia pública que contribuiria para a convergência do preço pelo qual os bancos desejam voluntariamente vender os activos indesejados no seu balanço (o tal crédito malparado) com o preço pelo qual os fundos especulativos, incluindo o que contratou Maria Luís Albuquerque, podem desejar comprá-los. A garantia pública, por sua vez, teria um preço eventualmente fixado pelos Credit Default Swaps (seguros de má memória) de títulos equivalentes. Se as coisas correrem bem, os agentes financeiros ganham e se as coisas correrem mal, o público paga. Os agentes financeiros fazem o que bem entenderem. Os mercados, convenientemente garantidos por engenharias políticas dentro do paradigma da financeirização, é que sabem.

É evidente que qualquer solução obriga a superar este tipo de políticas tóxicas: auditar a banca, obrigando-a a reconhecer que aquilo que não pode ser pago não será pago, capitalizando-a, assumindo o controlo público e assim sucessivamente até à recuperação do controlo político democrático do banco central. Pois é, não há soluções que não obriguem a enfrentar o elefante na nossa sala. A esquerda está condenada a esta economia política?» [ João Rodrigues in blog «Ladrões de Bicicletas»]

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