quinta-feira, 21 de abril de 2016

A União Europeia é aquilo que é, não aquilo que os europeístas dizem que é, nem aquilo que devia ser, é uma desgraça, produtora de desgraças

A União Europeia é aquilo que é, uma ditadura implacável, por ordem de Berlim, via Frankfurt e via Bruxelas. A União Europeia é o contrário do que devia ser, um espaço para promover o bem-estar colectivo e individual, aproximando o nível de vida dos países menos desenvolvidos, do nível de vida dos países mais desenvolvidos.


A União Europeia é aquilo que é, uma ditadura implacável às ordens de Berlim, via Frankfurt e via Bruxelas que promove o empobrecimento e o desemprego em larga escala. Os países «ajudados» pela Troika (CE + BCE + FMI), em vez de serem ajudados são arruinados, neles, a CE, o BCE e o FMI provocam um brutal empobrecimento da maioria das pessoas, provocam falências e desemprego, fome e desespero.

Também na imprensa aparecem uns textos mostrando que o rei vai nu na União Europeia, como este de Ana Sá Lopes no jornal «i», a seguir.



Ana Sá Lopes 20/04/2016
Ana Sá Lopes
Política

ana.lopes@ionline.pt


A Comissão Europeia vota Passos. E agora?

Toda a gente sabe que o governo PS apoiado pelo Bloco e PCP, vulgo geringonça, não acabou com a austeridade.
Não acabou porque não podia acabar – o “rigoroso respeito pelos compromissos europeus” não deixa, pura e simplesmente. De resto, é curioso ver que quem criticou o governo por ter feito aumentos miseráveis nas reformas são precisamente os mesmos que acusaram o mesmo governo de se preparar para “gastar à fartazana”.
O papel que a Comissão Europeia publicou na segunda-feira – com dados recolhidos até Fevereiro – é um manifesto estrondosamente ideológico cuja publicação parece ter sido destinada a “ameaçar” um governo que vai apresentar o Programa de Estabilidade no Conselho de Ministros de amanhã. O que quer a Comissão? Voltar aos tempos da troika ou, no mínimo, aos do governo PSD/CDS. Está tudo lá escrito, embora envolvido em duvidosos argumentos que só alegadamente são “técnicos”.
A “Europa” fez desaparecer a democracia interna de cada país ou, pelo menos, dos países mais vulneráveis. A humilhação imposta à Grécia depois do referendo foi um ato de vendetta contra um projeto alternativo. É muito provável que o mitigado projeto alternativo português – uma geringonça com o PS no governo e o Bloco e o PCP na oposição – venha a ser alvo, senão das mesmas tentativas de vingança, de algumas muito parecidas. Ler o relatório das sumidades da Comissão é um bom princípio para perceber como funcionam aquelas cabeças – que não se inibem de dizer que Portugal estava em muito melhores condições quando estava sob a gestão da troika.
Como as regras europeias ilegalizaram, na prática, a esquerda,
vai ser interessante assistir às cenas dos próximos capítulos. Enquanto o PS é um partido adaptável – a sua base de apoio oscila entre a esquerda “alegre” e os sociais-democratas que até se podiam rever num PSD menos liberal –, o Bloco não o é tanto e o PCP não o é de todo. Os próximos meses arriscam-se a ser muito duros.

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