quarta-feira, 16 de março de 2016

As sociedades estão divididas em clases com interesse muito diferentes - no Brasil como em Portugal


"Ainda o caso «Rosineide»

Um lado esquecido da questão
No Público de hoje, uma peça de Kathleen Gomes traz alguns elementos interessantes sobre as manifestações anti-Dilma no Brasil, a começar pela referência a que «segundo uma sondagem feita pelo Instituto Datafolha na manifestação de São Paulo, 77% dos participantes têm um curso superior e metade ganham entre 5 e 20 salários mínimos.»

Mas, sobretudo, em relação à famosa fotografia acima, dá-nos conta de que «Claudio Pracownik, o patriarca da família fotografada, usou o seu Facebook para se defender. “A babá da foto só trabalha aos finais de semana e recebe a mais por isto. Na manifestação ela está usando a sua roupa de trabalho e com dignidade ganhando o seu dinheiro”, escreveu o banqueiro, que é director financeiro do clube de futebol do Flamengo.

Ora, para além de tudo o mais  que reportagem do Público refere, é aqui que bate um ponto muito importante, a saber:

- faz parte do trabalho de uma «bábá» acompanhar os seus patrões a uma manifestação política ?

- porque não deixaram o banqueiro e a sua mulher as suas crianças em casa com a «bábá» ?

- em suma, ponto crucial, onde fica a liberdade política da «bábá» ?"
[In blog «O tempo das cerejas»]

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