quarta-feira, 9 de março de 2016

As selvajarias da União Europeia são, cada vez mais descaradas

A extrema-direita está, de facto, no poder na União Europeia, implementando medidas fascistas e prometendo mais medidas fascistas.


Há quem compare os comissários políticos da União Europeia aos comissários políticos de Estaline.

"O comissário do povo




«Os comissários da União Europeia têm um sonho escondido: gostariam de ser como os comissários do povo bolchevique. Alguns devem ter, nos seus smartphones, fotos do comissário Béria, aquele de que todos tinham medo e que só tinha terror de Estaline.
Por isso, quando o comissário Moscovici ameaça vir a Lisboa, na quinta-feira, para "implementar medidas adicionais" ao OE, vem tentar mostrar que é ele que manda. Nesta UE caduca e a implodir, talvez seja. Mas é, mais uma vez, uma prova de que a força dos comissários europeus é apenas uma ilusão de óptica. Na realidade, a UE e o seu exército de eurocratas militantes são uma tropa fandanga. Ainda amedrontam porque os países endividados deram demasiados trunfos a Bruxelas. Mas já ninguém lhes tem respeito. Se assim fosse, a Europa não era hoje um continente que parece um labirinto de muros e arame farpado onde jaz, perdido, Schengen. A imobilidade forçada a que nos obriga esta UE, incapaz de se recentrar como potência global e como poder económico, vai corroendo as suas raízes. Quanto mais ameaça países como Portugal, mais fraca está. Como se viu nas negociações com a Grã-Bretanha. Como se está a ver nos compromissos que tenta fazer com a Turquia.
Os comissários do povo da UE descobriram que, para que a Turquia faça o que eles são incapazes de fazer, terão agora de aprender a ceder em tudo. Terão de dar o dobro do dinheiro à Turquia, terão de aceitar o acesso mais fácil dos turcos à UE, terão de mostrar com um sorriso nos lábios que querem Ancara na Europa. Não houve uma negociação: os comissários do povo renderam-se porque a Turquia, sabiamente, tem todas as armas e a UE só tem pólvora seca. Para não implodir dentro de fronteiras que deixou de controlar, a UE teve de ceder. Porque as alternativas, como Angela Merkel fez questão de tentar explicar aos seus colegas, eram piores. É face a isto que a mensagem dura do comissário Moscovici parece a de um parente afastado de Béria: a sua ameaça é um grito de medo.»
Fernando Sobral" [Cit in blog «Entre as brumas da memória»]

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