quinta-feira, 24 de março de 2016

A revolução fascista brasileira está a organizar-se em Lisboa. Os que perderam as eleições querem ser eles a governar...






« [...] A data é simbólica: 31 de Março de 2016, exactamente 52 anos depois do golpe militar que depôs o Presidente eleito João Goulart, Jango, e instaurou uma ditadura militar no Brasil que durou 21 anos. É precisamente nesse dia que termina, em Lisboa, um seminário luso-brasileiro de Direito com um tema sugestivo: Constituição e Crise – A Constituição no contexto das crises política e económica. Mas é o “quem” desta história que está a levantar várias ondas na relação entre Portugal e o Brasil. É que entre os oradores do seminário estão os principais dirigentes da oposição a Dilma Rousseff – os senadores Aécio Neves e José Serrao juiz que impediu Lula da Silva de regressar ao Governo Federal, Gilmar Mendes, e o vice de Dilma Rousseff, do PMDB, Michel Temer, que pode nos próximos dias romper a coligação com o Partido dos Trabalhadores (PT) e formar a maioria no Congresso que votará a favor do impeachment(destituição) de a Presidente. [...]» (In jornal «Público» net)

«O que torna a compreensão particularmente difícil é o facto de as duas questões se confundirem. Confunde-se porque os juízes tomam partido na guerra civil, como diversos exemplos o comprovam: o juiz Sérgio Moro, responsável pelo processo Lava Jato, publicou um comunicado a agradecer o apoio dos manifestantes que defendiam o impeachment da Presidente; o juiz que suspendeu a tomada de posse de Lula da Silva tinha na sua página de Facebook uma selfie com o slogan “Fora Dilma”; e os procuradores que pediram a prisão preventiva de Lula da Silva fizeram declarações sobre o desagrado que “Marx e Hegel” (que confundiram com Engels) teriam, se fossem vivos, com o líder do PT.» (Álvaro Vasconcelos in jornal «Público» net). Estes procuradores além de desonestos são burros e ignorantes. O fascismo brasileiro é a tomada do poder pelos burros.

«Em Portugal, a maioria da imprensa tem alinhado a sua análise dos factos pela narrativa desenvolvida pela TV Globo ou de jornais que se afirmam como órgãos políticos, como o Estado de S. Paulo ou a Folha de S. Paulo. Mas é fundamental não esquecer que um dos problemas da democracia brasileira é a sua imprensa, que não procura ser objectiva e apoiou no passado as conspirações anti-constitucionais contra as forças políticas que consideram de esquerda – ou seja, contrárias aos interesses da Casa Grande, como se diz no Brasil. Foi assim na conspiração que levou ao golpe militar de 1964, que derrubou João Goulart, um presidente democrático, e impôs uma ditadura militar, que teve o apoio e incentivo da Globo, da Folha e do Estado de São Paulo(Álvaro Vasconcelos in jornal «Público» net)

1 comentário:

  1. (urge reinvidicar)
    MAIS CAPACIDADE NEGOCIAL PARA OS CONTRIBUINTES/CONSUMIDORES!

    Se não reivindicarem mais capacidade negocial... os contribuintes/consumidores estão otariamente a colocar-se a jeito de 'Golpes Palacianos'...
    .
    Ora, o contribuinte não pode ir atrás da conversa dos parolizadores de contribuintes - estes, ao mesmo tempo que se armam em arautos/milagreiros em economia (etc), por outro lado, procuram retirar capacidade negocial ao contribuinte!!!
    Mais, quando um cidadão quando está a votar num político (num partido) não concorda necessariamente com tudo o que esse político diz!
    Leia-se, um político não se pode limitar a apresentar propostas (promessas) eleitorais... tem também de referir que possui a capacidade de apresentar as suas mais variadas ideias de governação em condições aonde o contribuinte/consumidor esteja dotado de um elevado poder negocial!!!
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    Caso 1:
    O CONTRIBUINTE TEM QUE SE DAR AO TRABALHO!!!
    -» Leia-se: o contribuinte tem de ajudar no combate aos lobbys que se consideram os donos da democracia!
    ---»»» Democracia Semi-Directa «««---
    -» Isto é, votar em políticos não é (não pode ser) passar um cheque em branco isto é, ou seja, os políticos e os lobbys pró-despesa/endividamento poderão discutir à vontade a utilização de dinheiros públicos... só que depois... a ‘coisa’ terá que passar pelo crivo de quem paga (vulgo contribuinte).
    -» Leia-se: deve existir o DIREITO AO VETO de quem paga!!!
    [ver blog « http://fimcidadaniainfantil.blogspot.pt/ »]
    .
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    Caso 2:
    CONCORRÊNCIA A SÉRIO!!!
    Não há necessidade do Estado possuir negócios do tipo cafés (etc), porque é fácil a um privado quebrar uma cartelização... agora, em produtos de primeira necessidade (sectores estratégicos) - que implicam um investimento inicial de muitos milhões - só a concorrência de empresas públicas é que permitirá COMBATER EFICAZMENTE A CARTELIZAÇÃO privada.
    [ver blog « http://concorrenciaaserio.blogspot.pt/ »]

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