domingo, 20 de março de 2016

A direita chilena criminalizou a vitória presidencial de Allende e a Direita brasileira criminalizou a vitória presidencial de Dilma Rousseff

A Direita brasileira criminalizou uma vitória em eleições livres dirigida pela Rede Globo, que foi uma criação do fascismo brasileiro.
Quando um juiz brasileiro  despreza as leis em vigor (o bandido Sérgio Moro, um mafioso colocado no poder judicial, que iniciou uma nova fase do fascismo brasileiro), temos a decorrer a chamada «revolução fascista» brasileira.


"Pobre Brasil rico




«O Brasil está à beira de uma guerra civil. Sobretudo porque desta vez um golpe militar não ficará sem resposta popular, num contexto em que as elites exprimem com frontalidade o ódio aos pobres e a sua oposição a qualquer política social.
O argumento maior da campanha contra Dilma, Lula e o PT é a corrupção. Mas trata-se de uma desculpa. A corrupção no Brasil é transversal, cultural, afetando todo o campo político sem exceção. Numa lógica matemática. Quem está no poder aproveita, quem está na oposição é contra. Como alguém disse, com uma ligeira diferença: a direita rouba e fica com tudo; a esquerda rouba mas distribui alguma coisa.
Sucede que muito provavelmente a corrupção no Brasil não é superior à que sucede em tantos outros países e, em boa verdade, a que vai pelo mundo. Convenhamos. A corrupção não é um desvio do sistema, mas um mecanismo essencial da dinâmica capitalista. Pode ser mais primitiva ou mais sofisticada mas está presente em muitos atos das empresas e dos governos. A vasta maioria dos negócios não se faz sem alguma forma do que podemos perfeitamente chamar corrupção. (…)
De qualquer modo o que se passa no Brasil tem pouco a ver com corrupção. Trata-se de política. Pura, dura e suja. A direita não aceita as sucessivas derrotas eleitorais e quer regressar ao poder o mais depressa possível. A bem ou a mal. Nem que seja preciso recorrer a um golpe militar já que o judicial está em curso. (…)
Contudo dois outros aspetos da crise brasileira são particularmente chocantes. O comportamento das elites económicas e a cegueira de alguma gente intelectual e que se diz de esquerda.
Choca assistir à indigência cívica, democrática e moral de muitos ricos que, no essencial, protestam pelo facto do PT de Lula e Dilma terem tirado milhões de brasileiros da miséria. (…) Choca também o racismo em manifestações praticamente só de brancos num país de maioria não-branca. (…)
Mas não deixa também de ser chocante ver tanta gente, supostamente civilizada, culta e que até se pensa de esquerda, juntar-se à turba fascista, confundindo povo com uma elite sórdida. Definitivamente estão a semear ventos. Esperemos que não sejam colhidos pela tempestade se ela aí vier.»

Leonel Moura" [Cit. in blog «Entre as brumas da memória»]

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