quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

A selvajaria neoliberal

«Esta raça de infelizes nada possui sem sofrimento. São aqueles que fornecem a todos provisões e vestuário (…)
A casa de Deus está pois dividida em três: uns rezam, outros combatem e outros trabalham.» [Bispo Adalberon, in «Cântico ao rei Roberto», França, século X]

Na França feudal do século X a sociedade era dividida em três ordens ou estados e mais de 90% da população trabalhava para o clero e para a nobreza e nada possuía sem sofrimento.
Esta ideia de transformar o trabalho em grande sofrimento foi relançada pelo neoliberalismo, que pretende impor aos trabalhadores assalariados condições de grande sofrimento – salários miseráveis, alimentação insuficiente, diminuição do tempo de lazer como os feriados, despedimentos arbitrários, opressão patronal sem limites, ausência de cuidados de saúde e de condições para estudar, pensões de reforma baixas para diminuírem, acentuadamente, a esperança de vida.

Foi esta a política de Pinochet e de Milton Freedom no Chile


e a de Passos Coelho, Vítor Gaspar, Paulo Portas, Maria Luís Albuquerque e Cavaco - causar o máximo possível de sofrimento aos trabalhadores assalariados para os tornar uns desgraçados. Esta política teve o apoio de Berlim, via Bruxelas e Frankfurt e de Washington via FMI, e do actual candidato a PR Marcelo Rebelo de Sousa (e como não podia deixar de ser das três televisões portuguesas de grande audiência RTP, SIC e TVI).

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