domingo, 31 de janeiro de 2016

Portugal ameaçado por Berlim via Bruxelas


Portugal está ser ameaçado por Berlim via Bruxelas, porque os alemães querem empobrecer ainda mais os portugueses.
Os alemães, via Bruxelas, querem mais políticas de cortes nos rendimentos de muitos portugueses, querem política de empobrecimento e chamam ao empobrecimento austeridade.

sábado, 30 de janeiro de 2016

O rendimento escolar é muito pior nos alunos das classes pobres

Há alunos muito inteligentes e com alto rendimento escolar, oriundos das classes pobres. Quase toda a gente conhece alguns. Eu conheço. Mas, os estudos estatísticos mostram-nos que são uma pequena minoria nessas clasees desfavorecidas. A grande maioria dos alunos e alunas das classes desfavorecidas tem maus resultados escolares.

«Escola pública e igualdade de oportunidades (I)


É de leitura imprescindível a brochura recentemente publicada no âmbito do Projecto aQeduto (uma parceria entre o Conselho Nacional de Educação e a insuspeita Fundação Francisco Manuel dos Santos), sobre a relação entre «chumbos», aprendizagens e perfis socioeconómicos dos alunos. Para quem ainda está convencido que os contextos socio-territoriais e o enquadramento familiar pouco contam nos processos e resultados educativos (lembram-se deste estudo, por exemplo?), a análise é demolidora. Até pelas comparações internacionais que permite estabelecer.

Um dos gráficos deste estudo vale por mil palavras, mostrando que a maioria (87%) dos alunos portugueses que chumbam no teste PISA de Matemática provêm de famílias de estratos sociais, económicos e culturais abaixo da média. Isto é, 9 em cada 10 alunos com resultados inferiores nos testes são oriundos de famílias de classe baixa e média-baixa.


Mas o estudo chega a outras conclusões fundamentais. Portugal é líder no chumbo de crianças no início do percurso escolar, com 23% dos alunos a repetir pelo menos uma vez até ao 6º ano e com 20% a chumbar no 3º ciclo. Aliás, Portugal é um país que se chumba muito, com cerca de 35% dos alunos com 15 anos (1 em cada 3) a ter já chumbado pelo menos uma vez no seu percurso escolar, verificando-se que os alunos que nunca repetiram obtêm resultados médios acima da média (530) e os alunos repetentes resultados médios muito baixos (411). O que equivale, segundo a OCDE, a mais de dois anos de atraso na escolaridade. Ou ainda a conclusão de que chumbar não melhora as aprendizagens: em vez de recuperar, os alunos tendem a distanciar-se dos seus pares.

Percebe-se pois o efeito nefasto das políticas seguidas nos últimos anos, orientadas para degradar, encolher e dualizar o sistema educativo português, contrariando o papel da escola pública como instrumento essencial de promoção da igualdade de oportunidades e de ruptura com as lógicas de seleção, exclusão e diferenciação. Lógicas que dificultam a mobilidade social, reproduzem as diferenças de estatuto socioeconómico e aprofundam as desigualdades.» [Nuno Serra, in blog «Ladrões de Bicicletas»]

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

A Matemática de uma derrota vergonhosa e dolorosa

«A esquerda deveria pensar no que fez

Quanto à eleição de Marcelo Rebelo de Sousa, não me satisfaço com a indiferença do PS, com o entusiasmo do Bloco ou com a desilusão do PCP. As diversas forças políticas de esquerda terão que pensar no que fizeram para que a direita tivesse ganho umas eleições presidenciais quando a maioria da população votou - e continua a votar - à esquerda. E pior - como se verá adiante - quando estiveram a 71 mil votos de ir à 2ª volta.


Entre as eleições legislativas (ou aqui) e as presidenciais, deixaram de votar cerca de 670 mil eleitores. Destes, cerca de cem mil foram votos brancos (menos 54,6 mil) e nulos (menos 45,8 mil). Quando se compara as votações entre candidatos e partidos apoiantes, verifica-se que 1) Marcelo teve mais 326 mil votos que a sua base de apoio – PSD/CDS; 2) a Marisa teve menos 81,4 mil que a votação do Bloco de Esquerda; Edgar teve menos 260 mil votos que a CDU; 4)Nóvoa e Belém tiveram menos 490 mil votos que os votos no PS.

Leitura possível:
1) Se parte considerável dos votos da CDU foi para Nóvoa (como defende o PCP), então parte do eleitorado CDU discordou da candidatura própria do PCP, o que falta explicar devidamente;
2) Se o PCP tem em parte razão, então o PS perdeu ainda mais dezenas de milhares de votantes que não se reviram nas várias candidaturas do PS;
3) Diz a esquerda: Marcelo estava há anos na televisão a preparar o seu terreno. É verdade. Mas esse argumento é tão válido hoje como o era há meses e igualmente válido para a esquerda que se poderia ter preparado, se o quisesse ou pudesse. A esquerda adiou o "problema". Primeiro, alegadamente para não prejudicar as eleições legislativas que queria vencer esmagadoramente. Depois, por incapacidade de decisão e de formar entendimentos. O PS deu sinais de não querer ganhar esta batalha e de a deixar à direita. Seria a forma de forçar a queda a prazo de Passos Coelho e ter um novo PSD? Foi a forma de pressionar Guterres? Foi Guterres que empatou o PS? Foi apenas incapacidade? O certo é que o PS esperou demasiado e acabou na prática por viabilizar uma candidatura socialista ao arrepio das orientações políticas da sua direcção e dividindo eleitorados;
4) A ausência de um candidato de esquerda fomentou a pulverização de candidaturas à esquerda e criou um carnaval que, na prática, despolitizou a campanha, um anticlímax para uma esquerda que necessitava de se reagrupar;
5) A candidatura de Nóvoa não reuniu consensos, nem no PS, nem no Bloco.

Uma derrota ridícula. Aqui convém acrescentar um ponto. Em geral, as forças de esquerda acham que há vantagem em lançar diversas candidaturas. Cada candidatura tenta chegar ao máximo de eleitorados possíveis que, depois de galvanizados para a 1ª volta, seriam mobilizados para a 2ª volta, para o candidato que obtivesse mais votos. Esta tese tem um senão: pode não houver 2ª volta! Todos os sinais apontavam para aí. O que se verificou foi que a multiplicação de candidaturas, em vez de alargar o eleitorado de esquerda, contraiu-o. Em vez de galvanizar o povo de esquerda, desmobilizou-o, retirou élan a um candidato de esquerda ganhador. E esse facto é ainda mais ridículo. De acordo com a lei, opresidente da República deverá ser eleito com mais de metade dos votosexpressos (ou seja, excluindo os brancos). Se assim é, a esquerda esteve apenas a cerca de 71 mil votos de impedir Marcelo de ganhar à 1ª volta. Ou seja, uma parcela diminuta para quem perdeu centenas de milhares de votantes entre as duas eleições, no espaço de poucos meses.

A esquerda perdeu de forma clamorosa. Na minha opinião - ao contrário dos 25% do povo eleitor que votou nele - Marcelo é a pessoa menos aconselhável para ser Presidente da República. Por isso, acho que as forças de esquerda deveriam analisar os resultados com outra profundidade e responsabilidade.» [ João Ramos de Almeida in blog «Ladrões de Bicicletas»]

Bruxelas exige que a Grécia bombardeie com avões, com navios de guerra e com submarinos todos os barcos de refugiados... como não o faz será expulsa do espaço Shengen.

A União Europeia quer que a Grécia afunde todos os barcos de refugiados, com aviões de guerra, com navios de guerra, com submarinos... e os que escaparem com tanques de guerra... A União Europeia deseja isto, mas não o assume em palavras, mas os gregos só não seriam negligentes se praticassem o genocídio dos refugiados, coma armas pesadas e ligeiras!!!!

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

A pesadíssima derrota da Esquerda nas presidenciais deve-se à deserção do eleitorado, sobretudo do PS e do PCP



A pesadíssima derrota da Esquerda nas últimas eleições presidenciais deveu-se à deserção do eleitorado do PS, do PCP e do BE, embora muito menor no BE. Foram sobretudo os habituais votantes no PS e no PCP que desertaram.

A seguir exponho a matematização da deserção do eleitorado de Esquerda, com con tas feitas por J M Correia Pinto.


«MARCELO PRESIDENTE DA REPÚBLICA



A DERROTA DA ESQUERDA

Marcelo foi eleito Presidente da República à primeira volta, como se previa. Apesar da elevada abstenção (pouco menos de um milhão de votantes do que nas legislativas), Marcelo obteve mais 322 457 votos do que a coligação PAF e o PSD e o CDC, nos círculos eleitorais em que não concorreram coligados.
Os candidatos que se reclamam do PS obtiveram, em conjunto 1 448 362 ou seja, menos 299 323 votos do que aqueles que o PS obteve nas legislativas.
A candidata do Bloco de Esquerda com 469 321 votos foi a que esteve mais perto de atingir a marca obtida nas legislativas (menos 81 571).
Por último, o candidato do PCP foi o que esteve mais longe de alcançar o resultado que a CDU obteve nas legislativas (menos 263 074).
Em conclusão, uma grande derrota da esquerda da qual nenhum dos seus componentes sai bem, embora alguns saiam bem pior do que outros.
A candidata do Bloco cumpriu o seu papel, na medida em que quase segurou o seu eleitorado, mas não tem nenhuma razão para cantar vitória quando o grande objectivo da candidatura (a eleição de um candidato de esquerda) não foi alcançado, embora possa afirmar que se os candidatos dos outros três partidos da actual solução governativa (PS, PCP e PEV) tivessem, proporcionalmente, alcançado resultados equivalentes aos seus, Marcelo não teria sido eleito. Por outras palavras, não foi por “culpa” de Marisa que Marcelo foi eleito.
O PCP foi em termos relativos (e quase em termos absolutos) o que ficou mais longe do objectivo proposto. Embora se saiba que numa eleição uninominal um partido como o Comunista parte em desvantagem desde que haja um candidato da área de esquerda capaz de criar a ilusão de que pode ser eleito, a verdade é que nunca em nenhuma das anteriores eleições presidenciais os comunistas tiveram um resultado tão mau como o de ontem. Fica a dúvida sobre se o resultado é apenas consequência de um candidato pouco apelativo, excessivamente repetitivo, manifestamente mal escolhido ou se as causas deste grande insucesso também tem a ver com o que muitos eleitores de esquerda consideram uma atitude excessivamente reticente quanto à actuação do Governo, porventura pouco justificável face àquilo que tem sido a sua acção e também a sua linguagem num quadro internamente complexo e bastante desfavorável no plano internacional.
Ao PS, dado o papel decisivo que desempenha em qualquer eleição presidencial, têm de ser assacadas as principais responsabilidades pelo desaire eleitoral de ontem à noite. Já no post anterior descrevemos as razões que a, nosso ver, ditaram a posição do Partido Socialista. Mas nem pelo facto de haver no seio do PS quem estivesse disposto a fracturar a unidade do partido para com base numa derrota do candidato de esquerda tentar prosseguir com mais eficácia o derrube do actual governo e a substituição da sua liderança, o isenta de responsabilidades. Pelo contrário, deveria ter sido nesse quadro de confronto manifestamente procurado pelos opositores de Costa que a actual direcção do PS deveria ter tido politicamente a coragem de afirmar o seu apoio a um candidato, emprestando à campanha com esse apoio uma dinâmica e um sentido político que ela nunca teve. Ao encolher-se, ao deixar formalmente sozinho o candidato do seu agrado, para não ter internamente de se confrontar com a facção que contesta não apenas a actual liderança, mas acima de tudo qualquer política que no plano dos resultados práticos, seja qual for a retórica que a envolve, se afaste da típica política do bloco central ou que ponha em causa os princípios decorrentes do “arco da governação”, ao encolher-se, dizíamos, ao, aparentemente, manter-se neutral, a direcção do PS não evitou um conflito, apenas o adiou, sendo muito provável que com ele se tenha de confrontar num contexto mais desfavorável do que que aquele que até ontem existia.
De facto, interpretando correctamente o discurso da vitória, um discurso que Marcelo teve a preocupação de escrever e de ler para se não deixar levar pela emoção do momento, o que dele ressalta é a vontade política de contribuir, através da sua presidência, para a “existência” de um país que seja governado ao centro, seja pelo PS seja pelo PSD. Por outras palavras, por um país assente no compromisso das grandes forças do centro político relativamente a todas as questões fundamentais da governação. Um país que precisa, para que este desiderato se materialize, da substituição das lideranças do PS e do PSD por lideranças capazes de interpretar e pôr politicamente em prática aquilo que Marcelo entende ser a vontade do país real.
Quando Marcelo apela ao compromisso e ao entendimento, como frequentemente ontem fez no discurso da vitória, não se está a referir, como é óbvio, ao compromisso entre as forças de esquerda, nem à vontade de trazer para a área da governação forças que desde o primeiro governo constitucional dela têm estado arredadas. Pelo contrário, o que Marcelo pretende é reforçar o entendimento entre dois grandes partidos do centro, um do centro esquerda, outro do centro direita. Para isso vai ter de apoiar todas as “conspirações” que num e noutro lado visem derrubar as actuais lideranças.  
Essa a razão por que a nosso ver o PS deveria ter tido outra atitude nas presidenciais e essa também a razão por que, não obstante a hecatombe Maria de Belém, se não poderá considerar que saíram derrotados aqueles que no PS a “empurraram” para esta (em termos puramente pessoais) humilhantíssima derrota.» [J M Correia Pinto in blog «Politeia»] 

A estranha candidatura de Maria de Belém deu muito jeito a Marcelo Rebelo de Sousa



«E como sempre acontece no Partido Socialista, também desta vez, os oponentes de liderança não tiveram qualquer problema em “empurrar” para a disputa eleitoral uma personalidade da direita do partido, que não tinha, nem tem, objectivamente, quaisquer condições para ganhar as eleições, mas cuja candidatura teria o efeito – efeito que ninguém com um mínimo de experiência política poderia deixar de antecipar – de desmoralizar e desmobilizar o eleitorado socialista e da esquerda em geral, impedindo desta modo a polarização da eleição entre o candidato da direita e o da esquerda, com vista a obrigar aquele a definir-se politicamente.» (J M Correia Pinto in blog «Politeia», no dia 21 de Janeiro de 2016)

Quando parte da Esquerda comemora uma derrota monumental está num delírio de hipocrisia


A vitória à primeira volta de Marcelo Rebelo de Sousa é grave para as maiores vítimas do empobrecimento provocado pela Troika.

Quem votou em Marcelo Rebelo de Sousa votou na Troika, votou a favor do empobrecimento, votou a favor do retrocesso civilizacional imposto por Berlim via CE e BCE e por Washington via FMI, votou a favor das injustiças sociais.

domingo, 24 de janeiro de 2016

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

É preciso ir votar contra o candidato da Direita Marcelo Rebelo de Sousa


Eu vou votar em Sampaio da Nóvoa, o único candidato que pode fazer frente a Marcelo Rebelo de Sousa, o candidato do «Centrão dos Interesses», o candidato germanófilo, que defendeu a submissão à Troika, comandada por Berlim (via CE + BCE) e por Washington (via FMI).



Para forçar uma segunda volta todos os votos são bons, desde que não sejam em Marcelo Rebelo de Sousa.

Um olhar de Esquerda sobre as presidenciais pouco optimista

«PRESIDENCIAIS 2016





A CAMPANHA MAIS INÓCUA DESDE 1976


A campanha continua morna e pouco mobilizadora, apesar de o fim dos dez anos de Cavaco encerrar potencialidades que aqui há uns dois ou três meses ninguém suporia poderem vir a ser desprezadas como estão a ser.  

Há no entanto uma explicação para o que se está a passar. Uma explicação, mas não uma justificação.

Começando pelo princípio: a eleição presidencial pode ser ganha à esquerda com relativa facilidade se houver um candidato que seja capaz de fazer o pleno dos seus votos ou quase. De uma boa maioria dos votos do PS, dos votos do PCP e do Bloco, bem como o dos independentes de esquerda.

Na escolha desse candidato o PS desempenha um papel fundamental. E se o PS o desempenhar com responsabilidade e sentido democrático a vitória será sempre indiscutível. Acontece que raramente isso sucedeu na história da nossa democracia. Quase se poderia dizer que as três mais significativas vitórias contra os candidatos da direita foram alcançadas apesar do PS. Referimo-nos à reeleição de Eanes, à derrota de Freitas do Amaral e à vitória de Sampaio.

Na reeleição de Eanes, Soares e os seus fiéis apoiantes retiraram o apoio a Eanes com o objectivo (não alcançado graças à outra parte do PS) de impedir a sua vitória, mesmo sabendo que o preço a pagar por esse comportamento poderia ser a eleição do candidato da direita, de passado reconhecidamente fascista.

Na derrota de Freitas, o PS dividiu-se em duas candidaturas (uma de direita, Soares; outra, de esquerda, Zenha), tendo os independentes e católicos de esquerda, na ausência de um candidato consensual, apoiado Lurdes Pintassilgo; o PCP, que começou por apresentar o seu candidato, desistiu na primeira volta a favor de Zenha, não tendo, todavia, esses votos sido suficientes para garantir a Salgado Zenha a passagem à segunda volta. Soares acabou por ganhar, graças aos eleitores que na primeira volta votaram Pintassilgo e ao voto dos comunistas, cujo apoio foi decidido num Congresso Extraordinário, seguido por uma disciplina de voto sem falhas, sem a existência da qual jamais Soares teria sido Presidente da República.

Na vitória de Sampaio concorreram factores difíceis de convergir noutras situações. Em primeiro lugar, Sampaio tendo feito o seu percurso até 1978 à margem do PS e quase sempre, desde muito antes do 25 de Abril, em oposição a Mário Soares, granjeou na restante esquerda uma simpatia e um estatuto como nenhum outro socialista alguma vez teve. Por outro lado, Sampaio, apesar de não gozar da simpatia da maior parte dos “históricos” do PS e de ter rompido com Guterres, conseguiu, numa altura em que Guterres estava politicamente muito ocupado na preparação da campanha para as legislativas (Estados Gerais), antecipar a sua candidatura e impô-la ao PS como um facto consumado. Apesar de Sampaio não ser o candidato que Guterres escolheria, se o tivesse podido fazer, o PS (oficial) viu-se obrigado a apoiá-lo seguindo assim a restante esquerda que nem sequer levou qualquer candidato às urnas, já que tanto Jerónimo de Sousa (PCP) como Alberto Matos (UDP) desistiram a seu favor. Em terceiro lugar, Sampaio concorria contra Cavaco de quem uma significativa maioria de portugueses estava positivamente farta após dez anos de cavaquismo com tudo o que isso até hoje representou de negativo para Portugal e para os portugueses.  

Depois, bem, depois foi o que se viu. Em 2006 Cavaco foi eleito e em 2011, reeleito. Tanto numa como noutra eleição o PS foi incapaz de apresentar uma candidatura consistente e susceptível de ser apoiada pela esquerda. Na primeira eleição, Sócrates, completamente inebriado com a maioria absoluta que tinha acabado de alcançar (2005), desprezou arrogantemente as presidenciais e minimizou a sua importância, não curando de propor um candidato susceptível de concentrar o apoio da esquerda. Soares, já sem fôlego para novo mandato, querendo continuar a “ajustar contas” com Cavaco numa época e num contexto em que já não estava em condições de o fazer, viu-se confrontado com o aparecimento da candidatura de outro socialista, Manuel Alegre, avidamente apoiado pelos que na área do PS e suas proximidades se estavam posicionando contra Sócrates, tendo-se então assistido a uma verdadeira luta fratricida, com corte de relações pessoais e acusações de toda a ordem entre ambos os candidatos. O clima criado pelos dois candidatos e a maioria absoluta de Sócrates desmobilizaram completamente o eleitorado de esquerda, tendo Cavaco sido tranquilamente eleito logo na primeira volta.

Cinco anos depois, apesar de já não haver dúvidas sobre o que seria o segundo mandato de Cavaco (a intentona das escutas e os Estatutos dos Açores eram um bom prelúdio), o PS de Sócrates voltou a menosprezar a importância das presidenciais. É certo que a crispação existente entre Sócrates e os dois partidos de esquerda (PCP e BE) não favorecia um entendimento para fins presidenciais; por outro lado, o facto de ninguém na área da esquerda se ter notabilizado suficientemente para poder facilitar aquele entendimento também dificultava o aparecimento de uma candidatura vencedora. Apareceu novamente Alegre, derrotado na eleição anterior, sem chispa de vencedor, sempre com um entendimento épico da derrota, sem capacidade para mobilizar o eleitorado de esquerda, que voltou a  ser derrotado como antecipadamente se sabia. Cavaco foi reeleito, deixando logo no dia da vitória um aviso muito claro do que iria ser a sua presidência nos cinco anos subsequentes: mesquinha, vingativa e sectária. Não enganou ninguém!  Mas o mal estava feito…

Exactamente por haver uma consciência muito viva do que poderia representar para a esquerda a repetição de uma candidatura tipo Cavaco, ostensiva ou disfarçada, é que se supunha que a experiência acabada de viver iria facilitar o aparecimento de uma candidatura consensual com um perfil reconhecidamente vencedor. Esse candidato existia no seio do Partido Socialista. Existia mas não foi escolhido, nem ele demonstrou publicamente qualquer interesse em desempenhar esse papel.

Na euforia da vitória “interna “de António Costa, supôs-se – as sondagens ajudavam a este entendimento – que facilmente derrotaria a direita nas legislativas, alcançando uma maioria absoluta. E é neste contexto que é incentivada no seio do PS, informalmente, mas com apoios muito claros da actual liderança e de todos os que lhe são muito próximos, a candidatura de Sampaio da Nóvoa.

Acontece que sucedeu o que toda a gente sabe: António Costa não alcançou a maioria absoluta, nem sequer a maioria relativa nas legislativas e aquela candidatura, que havia sido lançada com base numa pressuposição que falhou, passou quase de imediato a ser contestada no interior do Partido Socialista pelos opositores de Costa, pelos adversários da solução governativa entretanto alcançada e pelos ressabiados da ressaca das primárias.

E como sempre acontece no Partido Socialista, também desta vez, os oponentes de liderança não tiveram qualquer problema em “empurrar” para a disputa eleitoral uma personalidade da direita do partido, que não tinha, nem tem, objectivamente, quaisquer condições para ganhar as eleições, mas cuja candidatura teria o efeito – efeito que ninguém com um mínimo de experiência política poderia deixar de antecipar – de desmoralizar e desmobilizar o eleitorado socialista e da esquerda em geral, impedindo desta modo a polarização da eleição entre o candidato da direita e o da esquerda, com vista a obrigar aquele a definir-se politicamente.

Dada a divisão reinante no seio do PS, o candidato da direita pôde fazer uma campanha apolítica como se previa, assistindo de palanque aos ataques cruzados das “candidaturas socialistas”, e ainda teve a sorte ter sido objectivamente favorecido pelo aparecimento de, pelo menos, dois “candidatos folclóricos”, cujo discurso e a divulgação que os media dele têm feito muito contribuíram para a consolidação da campanha à volta de questões de escasso interesse político.

Perante este quadro só mesmo um altíssimo sentido político do eleitorado poderá remediar o que os “profissionais” da política comprometeram. »

[J M Correia Pinto in blog «Politeia»]

Eu acho que se o eleitorado de Esquerda for votar contra Marcelo Rebelo de Sousa as sondagens falharão. Não ir votar, para os eleitores de  Esquerda, é dar a vitória à Direita, por falta de comparência.

Sampaio da Nóvoa o voto de Esquerda contra a podridão do «Centrão dos Interesses» de Marcelo Rebelo de Sousa e de Maria de Belém

Domingo é preciso ir votar em Sampaio da Nóvoa contra o fatalismo das causas imaginariamente perdidas.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

A criminalidade da Troika (Berlim via CE e BCE + Washington via FMI) é arrogante

A Troika quer pôr os portugueses a passarem fome, a Troika está socialmente ao serviço da alta burguesia contra os trabalhadores assalariados e é absolutamente contra a Democracia.

«Mais coisas que não existem


Um grande banco alemão usa a expressão “criança problemática” para se referir a Portugal. Numa nota, que o principal blogue de direita reputa naturalmente de “demolidora”, os sinais de superação da anterior estratégia de compressão dos salários são assim denunciados por quem está explicitamente preocupado com a ideia de ainda existirem veleidades de contratação colectiva na periferia.

Entretanto, a troika, perfeitamente alinhada com tal banco - não é defeito, é feitio de classe das instituições da integração realmente existente -, já fez saber que tem uma lista: no que depender de si, os direitos do patronato medíocre são para continuar a aumentar nesta periferia, entre outras, por via da facilitação ainda maior dos despedimentos, apresentando um dos meios para a tal compressão como uma medida de estímulo ao investimento. Isto quando sabemos, pelas respostas dos próprios empresários ao inquérito do INE sobre esta matéria, que o grande obstáculo ao investimento é a evolução da procura, elemento que é sempre para comprimir.

E ainda há quem diga que o imperialismo, a política internacional do capital financeiro do centro, não existe. Já temos obrigação de saber: o que não existe, pode mesmo ser o mais importante.» [In blog «Ladrões de Bicicletas»]

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

É preciso votar em Sampaio da Nóvoa para derrotar Marcelo Rebelo de Sousa



Nas últimas eleições legislativas mais de 60% dos votantes votaram contra a Direita. É necessário que + de 50% dos votos não vão parar a Marcelo Rebelo de Sousa no próximo domingo; e também é necessário colocar Sampaio da Nóvoa em segundo lugar, para mobilizar os eleitores de Esquerda para o ataque a Marcelo na segunda volta.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

A podridão do «Centrão dos Interesses». Sérgio Sousa Pinto devia ser obrigado a trabalhar a recibos verdes e os outros e as outras também...

«Maria de Belém pediu inconstitucionalidade de suspensão de subvenções vitalícias



Trinta deputados subscreveram pedido de fiscalização junto do Tribunal: 21 são do PS, nove do PSD
Maria de Belém esteve entre os deputados que, na anterior legislatura, pediram esclarecimentos sobre subvenções vitalícias ao Tribunal Constitucional.
Segundo a lista de 30 deputados a que o DN teve acesso - alguns dos quais já deixaram a Assembleia da República - há 21 parlamentares socialistas e nove sociais-democratas.
Entre os nomes socialistas estão a candidata presidencial Maria de Belém Roseira, os antigos ministros Alberto Costa e Alberto Martins, a atual ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, e o da Cultura, João Soares, os deputados Idália Serrão, Jorge Lacão, José Magalhães, Sérgio Sousa Pinto e Vitalino Canas.
Do lado do PSD, o antigo presidente do Parlamento, Mota Amaral, o ex-ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Costa Neves, e os ex-deputados Guilherme Silva, Hugo Velosa e Couto dos Santos também assinaram o pedido.
O Tribunal Constitucional tinha escrito no acórdão que "um grupo de deputados à Assembleia da República" tinha requerido a fiscalização do diploma que obriga o Estado a devolver subvenções aos antigos políticos, não identificando os signatários, que agora o DN revela.
Eis a lista completa dos deputados signatários do requerimento:

Alberto Costa (PS), Alberto Martins (PS), Ana Paula Vitorino (PS), André Figueiredo (PS), António Braga (PS), Arménio Santos (PSD), Carlos Costa Neves (PSD), Celeste Correia (PS), Correia de Jesus (PSD), Couto dos Santos (PSD), Fernando Serrasqueiro (PS), Francisco Gomes (PSD), Guilherme Silva (PSD), Hugo Velosa (PSD), Idália Serrão (PS), João Barroso Soares (PS), João Bosco Mota Amaral (PSD), Joaquim Ponte (PSD), Jorge Lacão (PS), José Junqueiro (PS), José Lello (PS), José Magalhães (PS), Laurentino Dias (PS), Maria de Belém Roseira (PS), Miguel Coelho (PS), Paulo Campos (PS), Renato Sampaio (PS), Rosa Maria Albernaz (PS), Sérgio Sousa Pinto (PS) e Vitalino Canas (PS).» (In «DN» net)

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Os criminosos da troika às ordens de Berlim (CE+BCE) e de Washington (FMI) querem impor o trabalho escravo em Portugal



Os criminosos da Troika às ordens de Berlim e de Washington querem retirar ainda mais direitos aos trabalhadores portugueses, transformando-os em escravos.

O trabalho escravo, efectivamente, é mais barato, é «mais competitivo».

Em Portugal o governo mudou, mas as televisões são as mesmas, continuam a defender a implantação do trabalho escravo em Portugal, em nome de um deus, que anda fugido, está talvez, em Bildelberg.

domingo, 17 de janeiro de 2016

Marcelo Rebelo de Sousa pode ter em vista derrubar a actual maioria de Esquerda a médio prazo

A podridão que representa o «Centrão dos Interesses» ou o regime do Apartheid (do «Arco da Governação») que é representado pelo PSD, pelo CDS-PP e pelo PS dirigido pela ala direita, pode regressar com a vitória, eventual, de Marcelo Rebelo de Sousa.

"O escorpião e a tartaruga




«O candidato Marcelo Rebelo de Sousa diz bem do atual primeiro-ministro António Costa e mal do anterior Governo do seu próprio partido. Estranho? Mera tática eleitoral? Sim. Mas é muito mais do que isso.
Se Marcelo chegar a Presidente terá como prioridade afastar Passos Coelho e puxar o PSD mais para o centro, mais para a social-democracia. Para quê? Para poder derrubar o Governo da esquerda e permitir que a direita volte ao poder. (…)
Não por acaso Marcelo é conhecido por ser um intriguista, um manipulador, um esquemático. É essa a ideia que tem da política. Lançar a confusão, além de lhe dar um evidente gozo, é a maneira de garantir controlo. (…)
Bem sei que não se pode prestar muita atenção às palavras de um candidato que anda displicentemente pelo país com o bolso cheio de toalhetes desinfetantes. Diz, a cada momento, o que acha que deve dizer e não aquilo que realmente pensa. Mesmo assim há um argumento bastante interessante que tem repetido amiúde. Afirma Marcelo que o país está dividido, entre esquerda e direita, e a sua missão é unir. Ora a esquerda, mesmo historicamente desunida, conseguiu gerar uma forma de colaboração e funcionamento num novo quadro democrático. É a direita que ainda não foi capaz de encontrar o seu lugar. Contínua rancorosa e disfuncional. A fratura do país é um problema exclusivo da direita. Não da esquerda que faz o que lhe compete. A necessidade de expurgar o PSD da direita radical, tornando-o mais aceitável, é uma evidência. Só dessa forma pode reconquistar o poder. (…)
Há uma fábula que explica bem o assunto. Para quem não conhece, reza assim. Um escorpião está na margem de um rio com vontade de o atravessar. Sem saber nadar vê uma tartaruga por perto e diz-lhe: podias levar-me para a outra margem. Ao que esta responde: tenho medo que me piques. O escorpião esclarece: se eu fizer isso morremos os dois. A tartaruga cede. A meio do rio o escorpião pica a tartaruga. Atónita, esta pergunta: porque fizeste isto? Porque é da minha natureza, responde o escorpião.
Marcelo é um escorpião. É da sua natureza picar mesmo quem lhe dá a mão. Mais do que Passos Coelho, sua primeira vítima, arriscamo-nos a que a tartaruga seja afinal Portugal e nos afundemos todos.»
Leonel Moura"
[Cit. in blog «Entre as brumas da memória»]

sábado, 16 de janeiro de 2016

O neoliberalismo em Portugal visto por Pacheco Pdereira

Na minha opinião, o neoliberalismo tem por objectivo final a restauração da escravatura.

No século XXI já nã se defende a escravatura como no Império Romano ou como nas Américas e na África do século XVIII. Defende-se o trabalho escravo pelos baixos salários e pela insegurança (ou precariedade uma palvra mais complicada).

O trabalho escravo é trabalho não pago e o trio Passos Coelho, Paulo Portas e Cavaco Silva introduziu 4 dias de trabalho escravo ao proibir 4 feriados.

Tal como a dupla Pinochet - Milton Friedman o neoliberalismo do século XXI defende uma ditadura terrorista, homicida, que já foi aplicada pelos imbecis alegres do  chamado Eurogrupo à Grécia. 

A Máfia de Bilderberg defende, como objectivo final, a restauração da escravatura ou trabalho escravo, com subtilezas linguísticas.

"Derrota ideológica e vitória política




"José Pacheco Pereira, num belo texto do Público de hoje:
«Uma coisa a esquerda deve compreender com toda a clareza: a direita venceu a batalha ideológica nos últimos anos. Mais: essa vitória tem profundas repercussões nos anos futuros e molda a opinião pública. É uma vitória muito perigosa e pegajosa, porque se coloca no terreno daquilo que os sociólogos chamam “background assumptions”, molda o nosso pensamento sem trazer assinatura, parece a “realidade” quando é uma construção ideológica. No entanto, convém não confundir duas coisas distintas, a ideologia e política. E a direita perdeu a batalha política, o que ajuda a ocultar a sua vitória ideológica. O problema é que a solidez da vitória ideológica é maior do que a solidez da vitória política. (…)
A verdade é que em termos ideológicos, e também em termos políticos, passámos do cinema para a lanterna mágica. Andámos para trás, e isso acontece mais vezes do que aquilo que se deseja. Com a experiência de um Tea Party à portuguesa, ficamos “liberais” à americana. Por isso, lá tive, a contragosto e moendo-me todo, que voltar a falar a linguagem paupérrima da dualidade esquerda-direita.
Este retorno ao dualismo esquerda-direita foi uma vitória do PP de Monteiro-Portas e do Bloco de Esquerda. A sua vítima foi o centro político e o antigo PSD reformista. Ver o PSD de Passos e seus amigos a aceitar com toda a naturalidade serem classificados de direita, foi uma ruptura clara e explícita com o PSD de Sá Carneiro. Do outro lado, o PS evitou cuidadosamente auto nomear-se de esquerda, como se a palavra tivesse sarna, já para não dizer que os diminuía face aos seus novos amigos da banca e dos negócios nos últimos anos. A “terceira via” foi o caminho. Renderam-se todos aos “mercados” como Deus ex machina da política e isso desarmou-os ideologicamente. Por isso, todo o espectro político está puxado à direita e, por reflexo, deixou apenas franjas na esquerda. (…)
Mais relevante para perceber o que se passou é ver como o programa social virou parte do centro e da direita para o radicalismo e puxou parte da esquerda para ocupar esse centro. Será que a esquerda não se interroga se muitas das medidas que hoje enuncia como sendo o supra-sumo da esquerda, como seja a reposição de salários e pensões, não são propriamente de esquerda, e só se tornaram de esquerda pela radicalização da direita? Muitas vezes pergunto se a maioria daquilo que hoje passa por ser um radicalismo da esquerda (e que a direita saliva ao ouvir) não é pouco mais do que moderadamente social-democrata ou democrata-cristão. (…)
A aceitação de que a classificação política dos outros seja feita pela direita radical, coisa que a ala direita do PS interiorizou completamente, é um dos aspectos dessa vitória ideológica. A direita mais radical interiorizou em muitos portugueses um modo de pensar, uma maneira de defrontar os problemas, uma forma de questionar, uma interpretação da vida social, da economia, do estado, que é de facção, mas que muitos aceitam sem questionar. (…)
Recoloquemos aí muito daquilo que é hoje uma falsa fractura ideológica, não porque isso seja um limbo ideológico, mas porque essa recolocação ajuda a limpar o terreno. Depois podemos partir para as fracturas ideológicas do passado, que conhecemos como de esquerda e direita e analisá-las e teremos algumas surpresas pela inversão de alguns papéis. E depois podemos voltar ao limbo inicial para ver se ele subsiste para além de um sistema de valores e se o podemos arrumar de outro modo, limpando-o da superioridade moral que acarreta o uso de valores em política. Para combater a ideologia da direita radical precisamos de algum retorno à moralidade, como os espanhóis compreenderam com as suas “marchas pela dignidade”, e depois então vamos à política pura e dura para nos desentendermos, a boa coisa do debate em democracia e liberdade.» " (Cit. in blog «Entre as brumas da memória")

A força da podridão do «Centrão dos Interesses» mostra que muitos eleitors gostam dessa podridão, quando um depósito a prazo nem 1% dá as PPPs dão 20% de lucro aos privados...


O «Centrão dos Interesses» onde sobressaem  os amigos do BES Marcelo Rebelo de Sousa e Maria de Belém criminalizou a honestidade. Muitas pessoas começam a interiorizar que a honestidade é crime! E assim, como Sampaio da Nóvoa é honesto, há que fugir dele, porque a honestidade em si parece ser perigosa e a desonestidade parece dar o posto de general, segundo Marcelo Rebelo de Sousa...


«Nova sondagem – nenhuma surpresa





Eurosondagem, 15.01.2016.  (In bog «Entre as brumas da memória»)


sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Marcelo Rebelo de Sousa tem medo de Sampaio da Nóvoa



O candidato das direitas portuguesas só tem medo de Sampaio da Nóvoa. Maria de Belém, tal como Marcelo Rebelo de Sousa representam o chamado «Centrão dos Interesses»..

As televisões portuguesas também obedecem ao governo criminoso que governa a Turquia


Para as televisões portuguesas um bom português tem que ser burro e ignorante.  Tem que obedecer ao imperialismo de Washington e ao imperialismo de Berlim. E já agora também ao governo da Turquia que financia o Estado Islâmico, vendendo petróleo capturado pelo dito Estado Islâmico

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

«Expresso» o jornal oficioso do PSD não gostou dos ataques de Sampoio da Nóvoa ao candidato da Direira Marcelo Rebelo de Sousa

«Deverá a esquerda unir-se na 1ª volta?


A campanha eleitoral oficial das eleições presidenciais arranca com uma nova situação. Tanto para Marcelo Rebelo de Sousa (MRS), como para as candidaturas da esquerda.

Primeiro, MRS foi claramente encostado às cordas. Atacado por ser um catavento, capaz de defender uma coisa e o seu contrário, MRS - na expressão feliz de Maria de Belém - revelou-se: deixou a figura sorridente, de amigos de todos, e "transmutou-se". Tornou-se num Mr.Hide que interrompe todos e a toda a hora, sem filtro de pensamento, com aquela atitude de velho quezilento, temeroso de que a ideia do oponente vingue na cabeça de quem ouve. O debate com Sampaio da Nóvoa foi evidente:

Sampaio da Nóvoa:  Marcelo "tem 20 citações a dizer uma coisa e o seu contrário".
Marcelo Rebelo de Sousa interrompendo: "Mas disse, mas disse. A si nada se conhece. Durante 40 anos onde é que esteve?"
Sampaio da Nóvoa: Marcelo tem "um discurso pobre".  
Marcelo Rebelo de Sousa, interrompendo: "Pobre? Acha que ir de soldado raso a general, acha pobre?!"

Esta atitude não o deve favorecer. Politicamente, as pessoas poderão não seguir os assuntos, mas o que passa é revelador do que é MRS - uma pessoa agressiva, vingativa, má, incapaz de debater abertamente. MRS abana nos embates. Como sublinhava Pedro Lains, é sintomático que o Expresso não traga nesta semana nenhuma sondagem

Face à acusação de que esteve durante quatro anos colado à maioria PSD/CDS para depois criticar o facto de o poaís estar dividido socialmente, MRS tem a argumentação bastante caricata - e em sintonia com a própria coligação PSD/CDS: "Apoiei as politicas para a estabilidade financeira, estive contra os excessos como a TSU e critiquei a falta de medidas para o crescimento". Uma versão que acomoda bem a interpretação oficial de que não foi o programa de ajustamento que retirou a possibilidade de crescimento económico, que aprofundou a recessão, fez o desemprego explodir e empurrou centenas de milhares de pessoas para a emigração.

Esta nova situação para MRS cria, contudo, um novo desafio aos candidatos de esquerda. É possível que MRS esteja mais longe de ganhar à 1ª volta, como ele bem desejava. Mas assim sendo, importa saber quem é o candidato à esquerda que irá à 2ª volta. E aí os candidatos do PCP e do Bloco de Esquerda poderão ser obrigados a tomar uma decisão inesperada sobre se permanecem ou não na corrida para à 1ª volta. Se é Sampaio Nóvoa que vão apoiar na 2ª volta, por que não o fazer já? Receios de o candidato perder o centro político?  

Estes dias de campanha eleitoral vão ser, por isso, muito interessantes.» [João Ramos de Almeida in blog «Ladrões de Bicicletas»]  

Televisões portuguesas, às vezes, descobrem que nas guerras morre gente


Parece que os jornalistas das televisões não estudaram a disciplina de História no 9º ano, porque se admiram, porque nas guerras morre gente. Parecem convencidos de que na II Guerra Mundial não morreu gente. Eu, depois das consultas, que fiz posso garantir que na II Guerra Mundial morreram mais de quatro pessoas.

domingo, 10 de janeiro de 2016

Marcelo Rebelo de Sousa apoiou Passos Coelho e Paulo Portas quando estes trataram os portugueses como cães, durante 4 anos



Marcelo Rebelo de Sousa é o candidato de todas as direitas e não só apoiou as selvajarias de Passos Coelho, Vítor Gaspar, Paulo Portas e Maria Luís Albuquerque, como mostrou querer mais dessas selvajarias ao apoiar a coligação Alemanha à Frente liderada pelo Coelho.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

A expansão para Leste do imperialismo alemão aliado ao imperialismo estadunidense



«El arte de la guerra

OTAN, el tabú de la izquierda

Está resurgiendo ante nosotros la red Gladio, la estructura secreta que permitió a la OTAN –a través de atentados, asesinatos políticos y golpes de Estados perpetrados en Europa– impedir que los países de Europa occidental se acercaran a la URSS. Sin embargo, ya no existe la «amenaza comunista», sólo Rusia que prosigue su lucha contra el imperialismo. Lo peor es que en toda Europa occidental los partidos de izquierda han renunciado a tratar de salir de la OTAN para restaurar la soberanía de sus países.

| Roma (Italia)
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Según ha declarado la ministra italiana de Defensa, Roberta Pinotti, «bombardear no debe ser un tabú» [1]. Así se liquida en Italia el tabú de la guerra y, con él, cae también el tabú del nazismo.
En un reportaje publicado el 4 de noviembre, la agencia de noticias ANSA señala que cada semana llegan a Kiev –desde la mitad de Europa y también desde Estados Unidos– decenas de «profesionales de la guerra» reclutados sobre todo por Pravy Sektor y el batallón Azov, de tendencia claramente nazi. Los batallones neonazis forman parte de la Guardia Nacional de Ucrania, entrenada por instructores estadounidenses y británicos. En ese marco también se entrenan estos extranjeros, posteriormente enviados al Donbass a combatir contra los rusos de Ucrania. Cuando regresan a sus países, se les entrega «el pasaporte ucraniano, una especie de salvoconducto que puede servir en el mundo entero». Más claro… ni el agua.
La Ucrania de Kiev, que de hecho ya está dentro de la OTAN, la que a su vez opera bajo las órdenes de Estados Unidos, se ha convertido en «santuario» del nazismo que renace en pleno corazón de Europa. El régimen de Kiev no sólo ha ilegalizado el Partido Comunista sino el comunismo mismo, considerado ahora como un delito. Ha transformado Ucrania en centro de reclutamiento de neonazis provenientes de países europeos e incluso no europeos, elementos que son de hecho seleccionados, entrenados y armados por la OTAN. Después de ponerlos a prueba en acciones militares reales contra el Donbass, estos individuos son enviados de regreso a sus países con el «salvoconducto» que constituye el pasaporte ucraniano. Y, ya en sus propios países, los que más méritos han acumulado pasan a formar parte del nuevo Gladio, listos, de ser necesario, a provocar nuevas «plazas Maidan» –o algo peor– en Europa.

Todo ello se hace con la complicidad de los gobiernos europeos. A quienes puedan pensar que estamos dibujando un escenario «complotista», les aconsejamos que vean la intervención de Ferdinando Imposimato, Presidente Honorario de la Suprema Corte de Casación, ante la conferencia internacional realizada en Roma, el 26 de octubre, por el Comité No a la Guerra No a la OTAN. El juez Imposimato señala:
«En las investigaciones que he realizado sobre las masacres, desde la masacre de la Piazza Fontana hasta las de Capaci y Via d’Amelio, se ha demostrado que el explosivo utilizado venía de las bases de la OTAN.»
Era además en las bases de la OTAN,
«donde se reunían miembros del terrorismo negro, oficiales de la OTAN, mafiosos, políticos italianos y francmasones, la víspera de los atentados. Y eso sucede a partir del inicio de los años 1960 sin interrupción.» [2].
Pero ante tal situación, el tabú de la OTAN sigue dominando a la izquierda italiana y europea.
En Italia, ningún partido de la oposición parlamentaria tiene en su programa la salida de la OTAN.
En Grecia, Syriza de hecho borró de su programa el objetivo de «cerrar todas las bases extranjeras en Grecia y salir de la OTAN», al igual que el de «abolir los acuerdos de cooperación militar con Israel», acuerdos que –al contrario– fueron reforzados con el que suscribió en julio pasado Panos Kammenos, fundador del partido de derecha ANEL, a quien el gobierno de Alexis Tsipras confió el ministerio de Defensa.
Lo mismo sucede en España, donde Podemos, que había incluido en su programa la realización de un referéndum sobre la salida de España de la OTAN, modificó ese objetivo al poner en su programa para las elecciones del 20 de diciembre una «mayor autonomía estratégica de España y de Europa en el seno de la OTAN». Sergio Pascual, dirigente y candidato de Podemos en Sevilla, declara ahora que «respetaremos hasta la última coma de los acuerdos suscritos por nuestro país». Y el general Julio Rodríguez, candidato de Podemos como futuro ministro de Defensa, reafirma que «la OTAN es necesaria».
Como lo era en 2011, cuando el propio Rodríguez, ex jefe de estado mayor, colaboraba con los bombardeos contra Libia como jefe de la misión española en la OTAN.
Traducido al español por la Red Voltaire (...)»   [In «Red Voltaire»]

Sampaio da Nóvoa foi o homem que encostou Marcelo Rebelo de Sousa às cordas, demonstrou que ele era um mentiroso

Marcelo Rebelo de Sousa passou-se quando se intitulou «general» e intitulou Sampaio da Nóvoa de «soldado raso». Esta vergonhosa afirmação de Marcelo Rebelo de Sousa é um ataque frontal contra a inteligência dos eleitores, eleitores esses que são ‘umas bestas de uns soldados rasos’, que devem fazer continência ao imaginário general Marcelo.

Só que o dito soldado raso Sampaio da Nóvoa derrotou, facilmente, o general Marcelo no único combate que tiveram.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

A selvajaria neoliberal

«Esta raça de infelizes nada possui sem sofrimento. São aqueles que fornecem a todos provisões e vestuário (…)
A casa de Deus está pois dividida em três: uns rezam, outros combatem e outros trabalham.» [Bispo Adalberon, in «Cântico ao rei Roberto», França, século X]

Na França feudal do século X a sociedade era dividida em três ordens ou estados e mais de 90% da população trabalhava para o clero e para a nobreza e nada possuía sem sofrimento.
Esta ideia de transformar o trabalho em grande sofrimento foi relançada pelo neoliberalismo, que pretende impor aos trabalhadores assalariados condições de grande sofrimento – salários miseráveis, alimentação insuficiente, diminuição do tempo de lazer como os feriados, despedimentos arbitrários, opressão patronal sem limites, ausência de cuidados de saúde e de condições para estudar, pensões de reforma baixas para diminuírem, acentuadamente, a esperança de vida.

Foi esta a política de Pinochet e de Milton Freedom no Chile


e a de Passos Coelho, Vítor Gaspar, Paulo Portas, Maria Luís Albuquerque e Cavaco - causar o máximo possível de sofrimento aos trabalhadores assalariados para os tornar uns desgraçados. Esta política teve o apoio de Berlim, via Bruxelas e Frankfurt e de Washington via FMI, e do actual candidato a PR Marcelo Rebelo de Sousa (e como não podia deixar de ser das três televisões portuguesas de grande audiência RTP, SIC e TVI).

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Nas televisões portuguesas Portugal é tratado como uma colónia que deve obediência a Berlim e a Washington e aos respectivos amigos



É ultrajante ouvir noticiários em que Portugal é apresentado como uma colónia que obedece a Berlim

 via Bruxelas e via Frankfurt e a Washington,


via Arábia Saudita, Bahrein e outras ditaduras medievais…

O homem cansado que adormeceu e morreu


A sobreexploração capitalista privilegia a transformação do trabalhador num robot. O pior é quando dá o sono ao robot e ele vai a conduzir um camião TIR carregado de laranjas do Algarve, algures numa madrugada numa estrada espanhola, adormece e morre…

«Dois portugueses mortos em acidente em Espanha

As duas vítimas viviam no Algarve, disse o secretário de Estado das Comunidades.

Dois portugueses morreram neste domingo num acidente rodoviário na auto-estrada AP-1, no Norte de Espanha, em Briviesa, perto de Burgos.
A informação, avançada pelo Diário de Burgos, foi confirmada ao PÚBLICO pelos bombeiros de Burgos, que sabiam apenas que os dois ocupantes do camião têm nacionalidade portuguesa.» (In jornal «Público» net)

domingo, 3 de janeiro de 2016

Matança selvática-medieval pelo poder da Arábia Saudita muito amigo dos EUA e da UE


A ditadura selvática-medieval da Arábia Saudita é muito apreciada pelos Estados Unidos e pela União Europeia. A selvajaria medieval está no poder na Arábia Saudita e tem o apoio da NATO.

«As execuções na Arábia Saudita, por decapitação ou fuzilamento, têm sido cada vez mais frequentes nos últimos meses, e na maior parte dos casos não passam de referências nos relatórios anuais sobre direitos humanos. Mas este sábado aconteceu algo que pode agravar ainda mais as profundas divisões no mundo islâmico entre sunitas e xiitas: entre as 47 pessoas que foram executadas estava Nimr al-Nimr, um líder religioso da minoria xiita cuja morte levou o Irão a dizer que a família real saudita "vai pagar bem caro".» (In jornal «Público»)

O traidor Assis quer Passos Coelho a governar para tratar os portugueses como cães


O traidor do PS, Francisco (de) Assis, quer Passos Coelho a governar e a tratar os portugueses como cães. Para Assis em Portugal não há pessoas, há apenas números…

Para que bolsos foram os milhares de euros dos contribuintes dados ao BPN, ao BPP, ao Banif e ao BES?

José Sócrates nacionalizou os prejuízos do BPN, mas não nacionalizou os activos dos seus proprietários. Por isto é que ele merecia ser preso, por um gigantesco roubo aos contribuintes para beneficiar uma pequena minoria que defende a privatização de tudo... excepto dos prejuízos... E depois do BPN o BPP e depois o BES e depois o Banif!!! 

Este capitalismo selvagem defendido por Berlim, via Bruxelas e via Frankfurt, implica que os contribuintes paguem as dívidas dos vigaristas... é um capitalismo imoral e criminoso, tão do agrado da Troika...

«Transparência e verdade




«Têm sido a verdade e a transparência que têm ficado detidas neste jogo de interesses que governa Portugal há muito. É delas que os portugueses necessitam em 2016. Quando, nos escombros do BES, do BPN e do Banif, se descobre a montanha de dívidas incobráveis a empresas que aparentemente faliram ou simplesmente não pagaram, sobretudo na área da construção civil, entende-se melhor a célebre "solidez" da banca nacional que foi apregoada por Carlos Costa e pela Autoridade Bancária Europeia.
Parte da nossa banca era um Hércules cujos músculos eram um exercício de cirurgia plástica. Passado o momento da fotografia e do vídeo publicitário, tudo era uma ilusão. Só que a ficção serviu para alguns cozinharem os seus negócios e lucros, deixando as dívidas para quem as paga sempre: os contribuintes assolados por impostos e cortes salariais. Como sociedade justa, Portugal mostra o seu melhor. Em tempos liberais a isto chama-se socialização dos prejuízos. O problema é que toda esta vergonhosa transformação alquímica do dinheiro de uns nos prejuízos da maioria não tem tido consequências. Os culpados são "zombies" que a justiça se mostra incapaz de inculpar e a que as autoridades fecham os olhos como numa inevitabilidade. Portugal precisa de quem fale verdade e seja transparente. Para que os portugueses não sejam os suspeitos do costume que pagam os desvarios de alguns. Será pedir muito?»

Fernando Sobral» [Cit. in blog «Entre as brumas da memória»]

sábado, 2 de janeiro de 2016

Votar em Sampaio da Nóvoa para ele superar Maria de Belém na primeira volta é um voto de esquerda consistente


Marcelo Rebelo de Sousa é um Cavaco mais novo e mais inteligente.
Maria de Belém representa a ala direita do PS, o chamado “Centrão dos Interesses”, foi funcionária do grupo Espírito Santo. Não consigo imaginar muitas pessoas à esquerda do PS a votarem em Maria de Belém numa segunda volta, salvo as feministas mais radicais, por ela ser mulher, as tais feministas que admiram Ângela Merkel, porque é uma mulher poderosa, embora poderosa para praticar o Mal.

Eu vou votar em Sampaio da Nóvoa, é o candidato, dos que têm hipóteses de irem à segunda volta mais à esquerda; se ele não passar à segunda volta…