sábado, 31 de dezembro de 2016

2016 foi o ano da classe operária


2016 foi  o ano da classe operária. Sim foi, foi o ano em que a classe operária fez mudar o que as oligarquias do «establishment» diziam que não podia mudar.

A classe operária votou em Trump, a classe operária votou a favor do Brexit, a classe operária votou contra a Nova Guerra Fria contra a Rússia, já quente na Ucrânia, a classe operária votou contra o traidor italiano Renzi, um servo de Berlim, a classe operária prometeu votar Marine Le Pen nas duas voltas das presidenciais francesas.

A ignorância é pobreza intelectual

"A ascensão da nova ignorância




José Pacheco Pereira no Público de hoje:
«Entre os temas tabu dos nossos dias está a ignorância. Parece que falar da ignorância coloca logo quem o faz numa situação de arrogância intelectual, o que inibe muita gente de a nomear. Mas não há muita razão para se enfiar essa carapuça, tanto mais que o problema é enorme e está a agravar-se e a assumir novas formas, socialmente agressivas. Acompanha outro tipo de fenómenos como o populismo, a chamada “pós-verdade”, a circulação indiferenciada de notícias falsas, e, o que é mais grave, a indiferença sobre a sua verificação. Não explica, nem é a causa de nenhum destes fenómenos, mas é sua parente próxima e faz parte da mesma família. É, repetindo uma fórmula que já usei, como se de repente se deixasse de ir ao médico, e se passasse a ir ao curandeiro. (…)
A ignorância pode ser descrita como a pobreza, cujos efeitos e condições de superação são exactamente do mesmo tipo. A ignorância é uma forma de pobreza e o seu crescimento acentua a pobreza em geral e, mais do que a pobreza, a exclusão e a diferenciação social. É até um dos mecanismos mais eficazes para aumentar a distância entre pobres e ricos, e para estabilizar um statu quo nos pobres, que, como a droga, tem efeitos de satisfação instantânea, de paraíso artificial, ou, se se quiser de “ópio do povo”.
Faço uma distinção entre aquilo a que chamo “a antiga ignorância” e “a nova”. A antiga tem muito que ver com a baixa qualificação profissional, com a insuficiente escolaridade, com a má qualidade de muitas escolas, sem meios, sem professores preparados, com o analfabetismo funcional. (…) O facto de haver um modismo tecnológico e se confundir a utilização de gadgets, aliás bastante rudimentar, com um novo saber, que implica novas competências, esconde essa regra básica de que as literacias para os usar vêm do sistema escolar a montante e a possibilidade de os usar para uma melhoria social só existe a jusante se acompanhar uma evolução social que não se está a verificar. Mais do que uma evolução, há uma involução.(…)
Nada é mais significativo e deprimente do que ver numa entrada de uma escola, ou num restaurante popular, ou na rua, pessoas que estão juntas, mas que quase não se falam, e estão atentas ao telemóvel, mandando mensagens, enviando fotografias, vendo a sua página de Facebook, centenas de vezes por dia. Que vida pode sobrar?
Ainda há-de alguém convencer-me de que este comportamento lá por usar tecnologias modernas representa uma vantagem e não uma patologia. Faz parte de sociedades em que deixou de haver silêncio, tempo para pensar, curiosidade de olhar para fora, gosto por actividades lentas como ler, ou ver com olhos de ver. (…) Um dos maiores riscos para o mundo é ter um presidente dos EUA que governa pelo Twitter como um adolescente, com mensagens curtas, sem argumentação, que, para terem efeito, têm de ser excessivas e taxativas.(…)
A crise das mediações profissionais — que retirou aos jornalistas e aos profissionais da comunicação o papel de transformarem qualitativamente os eventos em notícias, muito, aliás, por culpa própria desde a treta do “jornalismo dos cidadãos” até à divulgação não mediada de tweets e comentários — acompanha um dos aspectos mais agressivos desta nova ignorância: o ataque ao saber, ao conhecimento certificado, em nome de um igualitarismo da ignorância.»"

[Cit in blog «Entre as brumas da memória»]

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

A privatização da Censura nas democracias


Nas televisões portuguesas há Censura estatal na RTP, e Censura privada na SIC e Censura privada na TVI. Nas democracias a Censura é praticada em nome da Liberdade, santa hipocrisia, a privação da Liberdade é em nome da Liberdade.
Nos jornais e nas revistas há Censuras privadas. Nas rádios há Censura estatal na RDP e Censuras privadas nas outras.
A Censura nas democracias começa na escolha do painel de comentadores, em Portugal quase todos eles inimigos dos portugueses e servos da Alemanha.
Depois segue-se a escolha das notícias para divulgar e na proibição de divulgar outras.

Nas ditaduras é ainda pior, sem dúvida, mas a Liberdade de expressão em Democracia é muito condicionada pela propriedade dos meios de comunicação. Veja-se o caso do «Libération», deixou de ser o que era, por razões financeiras e tornou-se mais um jornal do «Sistema».

O estranho terrorista que deixou os documentos no local do crime



"O Ocidente reescreve o passado


| Roma (Itália)
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1984
“Massacre de Berlim, por que o terrorista deixou seus documentos” – pergunta o “Corriere della Sera”, falando de “esquisitices”. Para obter a resposta basta dar uma olhada no passado recente, mas disso não há mais memória. Foi reescrita pelo “Ministério da Verdade” que – imaginado por George Orwell no seu romance de ficção política “1984”, crítico do “totalitarismo stalinista” – tornou-se realidade nas “democracias ocidentais”.
Assim, foi eliminada a história documentada dos últimos anos. A história da guerra dos EUA e da Otan contra a Líbia, decidida – o que está provado nos emails de Hillary Clinton – para bloquear o plano de Kadafi de criar uma moeda africana em alternativa ao dólar e ao franco CFA [1]. Guerra iniciada com uma operação secreta autorizada pelo presidente Obama, financiando e armando grupos islâmicos antes classificados como terroristas, entre os quais os núcleos do futuro Isis (o chamado Estado Islâmico na sigla em inglês). Depois abastecidos de armas através de uma rede da CIA (documentada pelo “New York Times” em março de 2013 [2]) quando, depois de ter contribuído para derrubar Kadafi, passaram em 2011 à Síria para derrubar Assad e em seguida atacar o Iraque (no momento em que o governo de Al-Maliki se distanciava do Ocidente, aproximando-se de Pequim e Moscou [3]).
Foi eliminado o documento da agência de inteligência do Pentágono (datado de 12 de agosto de 2012, desclassificado em 18 de maio de 2015 [4]), no qual se afirma que “os países ocidentais, os Estados do Golfo e a Turquia apoiam na Síria as forças que tentam controlar as áreas orientais” e, com tal escopo, existe “a possibilidade de estabelecer um principado salafita na Síria oriental”.
Foi eliminada a documentação fotográfica do senador estadunidense John McCain que, em missão na Síria por conta da Casa Branca, se encontra em maio de 2013 com Ibrahim al-Badri, o “califa” à frente do Isis [5].
Ao mesmo tempo, inspirando-se na “novilíngua” orwelliana, adapta-se caso a caso a linguagem política-midiática: os terroristas são definidos como tal somente quando aterrorizam a opinião pública ocidental para que esta apoie a estratégia dos EUA/Otan, mas são chamados de “opositores” ou “rebeldes” quando provocam massacres de civis na Síria.
Usando a “novilíngua” das imagens, esconde-se durante anos a dramática condição da população de Alepo, ocupada pelas formações terroristas apoiadas pelo Ocidente, mas, quando as forças sírias apoiadas pela Rússia começam a libertar a cidade, mostra-se diariamente “o martírio de Alepo”.
Porém, esconde-se a captura por parte das forças governamentais, em 16 de dezembro, de um comando da “Coalizão pela Síria” — formado por 14 oficiais dos Estados Unidos, Israel, Arábia Saudita, Catar, Turquia, Jordânia, Marrocos — que, a partir de um bunker no Leste de Alepo, coordenava os terroristas de Al Nusra e outros [6].
Com esse pano de fundo se pode responder à pergunta do “Corriere della Sera”: como já tinha ocorrido no massacre de “Charlie Hebdo” e em outros, os terroristas esquecem ou deixam voluntariamente um documento de identidade para logo serem identificados e assassinados.
Em Berlim, foram verificadas outras “esquisitices”: invadindo o caminhão logo depois do massacre, a polícia e os serviços secretos não se aperceberam de que sob o banco do motorista estavam a carteira de identidade do tunisiano e muitas fotos. Mas prendem um paquistanês, que depois de um dia é solto por insuficiência de provas. Nesse momento, um agente particularmente especializado vai olhar debaixo do banco do motorista e descobre o documento de identidade do terrorista. Interceptado por acaso em plena noite e assassinado por uma patrulha na estação de trem de Sesto San Giovanni (Milão), a um quilômetro de onde tinha partido o caminhão polonês usado para o massacre.
Tudo documentado pelo “Ministério da Verdade”.
Tradução
José Reinaldo Carvalho
Editor do site Resistência
[1] “A recolonização da Líbia”, Manlio Dinucci, Tradução Choldraboldra, Il Manifesto (Itália) , Rede Voltaire, 14 de Março de 2016.
[2] «Arms Airlift to Syria Rebels Expands, With Aid From C.I.A.», C. J. Chivers & Eric Schmitt, “Syrian Rebels Hit Central Damascus Square With Mortar Shells”, Anne Barnard, The New York Times, 24 & 25 mars 2013.
[3] “Jihadismo e indústria petrolífera”, Thierry Meyssan, Tradução Alva, Al-Watan (Síria) , Rede Voltaire, 23 de Junho de 2014.
[4] “DIA Report on Syrian Jihadists”.
[5] “John McCain, chefe de orquestra da «primavera árabe», e o Califa”, Thierry Meyssan, Tradução Alva, Rede Voltaire, 18 de Agosto de 2014.
[6] “O Conselho de Segurança reúne-se à porta fechada após a prisão de oficiais da OTAN em Alepo”, “Detenção de jiadistas e de oficiais estrangeiros em Alepo-Leste”, Tradução Alva, Rede Voltaire, 17 & 22 de Dezembro de 2016."

[In «Red Voltaire»]

Fallha técnica a provável causa da queda do avião russo como Coro do Exército Vermelho


"La posible causa de la catástrofe del Tu-154 en Sochi

Un avión militar ruso, en el que viajaban miembros del Coro del Ejército Rojo desde la ciudad rusa de Sochi hacia la ciudad siria de Latakia, cayó al Mar Negro el 25 de diciembre de 2016. La catástrofe pudiera ser resultado de un problema técnico.

| Bucarest (Rumania)
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El Tupolev-154 inmatriculado RA-85572, a bordo del cual viajaban 64 miembros del célebre conjunto artístico Alexandrov –más conocido como Coro del Ejército Rojo– «desapareció de los radares» y cayó al mar 2 minutos después de su despegue desde el aeropuerto internacional de Adler, en la ciudad de Sochi.
En la terminología de la aviación civil, la «desaparición de los radares» significa, para los órganos de control terrestre de la circulación aérea, que se deja de recibir la información transmitida por el transpondedor del avión. El transpondedor está instalado en la cabina de pilotaje y transmite automáticamente todos los parámetros del vuelo (velocidad, altitud, dirección del vuelo, elevación o descenso).
El accidente resulta misterioso porque la tripulación se vio sorprendida y no se señaló nada por radio antes de la caída del aparato. Yo excluyo que la causa del accidente haya sido un pájaro aspirado por uno de los motores porque, en ese caso, el Tu-154 hubiese perdido altura paulatinamente y habría proseguido su vuelo sin ese motor.
El comandante del avión era un piloto experimentado con 3 000 horas de vuelo. Dos minutos después del despegue, el avión había alcanzado una velocidad de 500 km/h y debía estar a unos 150 metros de altitud, con los flaps replegados [1]. Al replegarse, los flaps influyen en la sustentación del avión y favorecen un ligero descenso durante 3 o 4 segundos, razón por la cual el comandante complementa su acción con el piloto automático. Es en ese momento cuando el piloto automático pone el avión en el itinerario fijado en el plan de vuelo.
Desde el momento del despegue hasta que se repliegan los flaps tiene que ser máxima la eficacia de los mandos de profundidad y la palanca del mando de profundidad se haya completamente extendida. En el capítulo «Cinemática del piloto automático», la documentación técnica del Tu-154 indica que, entre 420 y 440 km/h, para poner en funcionamiento el piloto automático hay que pasar la palanca de profundidad de su máxima extensión a la extensión intermedia, y luego a la extensión pequeña. De esa manera, el piloto automático puede reducir en varias veces el efecto de una maniobra brusca realizada por el piloto y que podría quebrar el avión por ser la velocidad cada vez más elevada. Cabe destacar que, según el manual técnico de pilotaje, el repliegue del tren de aterrizaje se produce de 5 a 10 segundos después del paso al piloto automático, en extensión intermedia. Aunque el avión sea piloteado manualmente durante todo el vuelo, las reglas de los mandos de profundidad se ejecutan de forma automática, conforme al algoritmo anteriormente descrito.
El detector de altitud de vuelo (“tubo de Pitot”, ver la imagen que aparece debajo de este párrafo) se compone de una membrana elástica y de no hallarse protegido por un sistema anti-escarcha puede llegar a verse obstruido por esta, aunque la obstrucción también puede deberse a una acumulación de partes de insectos. Un fallo del tubo de Pitot en ese momento del vuelo hace que el avión se vuelva vulnerable ya que falsea los datos sobre la altitud que se transmiten al ordenador del piloto automático. Por consiguiente, si el mal funcionamiento ocurrió en el momento del repliegue del tren de aterrizaje, es posible que el Tu-154 se haya ido repentinamente en picada en un movimiento acentuado por el piloto automático.
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Aunque el piloto [humano] haya intervenido rápidamente, su acción sobre los mandos tuvo poco efecto sobre el paso de la palanca de mando profundidad del gran despliegue al despliegue intermedio. Debido a la poca altitud (150 metros), era prácticamente imposible que la tripulación lograse estabilizar el avión.
Es importante recordar que el fallo del piloto automático parece haber sido la causa de la caída del vuelo KGL 9268 de la compañía rusa Kogalymavia, que cubría con un avión A321-231 el enlace entre Charm el-Cheikh (Egipto) y el aeropuerto ruso de Pulkovo, en San Petersburgo. Al parecer, en ese caso el ordenador del piloto automático del A321-231 recibió datos erróneos sobre la velocidad, la altitud y la velocidad vertical del aparato. Debido a ello el piloto automático ordenó intempestivamente varias maniobras con sobrecargas negativas de hasta 4 g y con un ángulo de descenso de 40 a 50 grados, para provocar, segundos después, sobrecargas positivas de 5 a 6 g, maniobras que la tripulación de un avión de pasajeros simplemente no puede realizar.

[1] Los “flaps” son dispositivos hipersustentadores que modifican la geometría y el perfil aerodinámico del ala del avión contribuyendo a mejorar la sustentación del aparato. Nota de la Red Voltaire."

[In «Red Voltaire»]

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Crítica à barbárie neoliberal

 "Democratização social como única saída




Vale a pena ler na íntegra este texto de Juan Laborda, publicado por ATTAC Espanha: 
«O neoliberalismo começa a agonizar e só há uma solução justa: a democratização social. A alternativa é o fascismo ou, como alguns dizem em termos politicamente mais corretos, o autoritarismo da oligarquia. A democratização social, parafraseando Frank Delano Roosevelt, passa inexoravelmente por lutar contra os velhos inimigos da paz: os monopólios empresarias e financeiros, a especulação, a banca insensível, os antagonismos de classe, o sectarismo e os interesses bélicos. Todos eles consideram o governo como um mero apêndice dos seus próprios negócios. E já sabemos bem que um governo do dinheiro organizado é tão perigoso como um governo da máfia organizada. A democratização social requer que se inicie uma batalha contra o egoísmo e o desejo de poder. (…)
A globalização baseada no mantra do livre comércio é incompatível com o respeito pelo meio ambiente, pelos direitos sociais e pela democracia. (…)
Mas a reacção está em curso, uma insurreição cada vez mais generalizada contra a globalização predatória. É necessário pôr fim a governos do dinheiro organizado, exigir proteção contra os poderosos, perante um mercado ineficiente, perante uma globalização neoliberal que fracassou. O problema é como o fazer. Só resta uma opção justa, uma solução democrática onde as maiorias sociais recuperem os direitos perdidos, onde as desigualdades diminuam drasticamente, onde os jovens tenham futuro e não se vejam forçados a uma luta intergeracional, e onde a superclasse deixe de pôr as mãos sujas na nossa democracia, abandonando as posições, que tem, em meios de comunicação cada vez mais concentrados e bajuladores do poder. A alternativa? O fascismo.»"

[Cit in blog «Entre as brumas da memória»] 

Os roubos que o Estado de Israel faz na Palestina contra o Mundo tiveram uma condenação na ONU com a Administração Obama a abster-se

Os Estados Unidos, enquanto agentes do Mal, patrocinaram quase todas as selvajarias do Estado de Israel. Eu escrevi quase, nomeadamente porque porém o presidente Carter fez recuar drasticamente os israelitas, pondo fim à ideia do «Grande Israel». O presidente Obama, em fim de mandato, recusou apoiar o roubo à Palestina que são os colonatos judeus, através de uma abstenção no Conselho de Segurança da ONU. Votaram contra Israel os membros permanentes do Conselho de Segurança Rússia, China, França e Reino Unido e os Estados Unidos abstiveram-se, como vimos. Votaram contra Israel os membros não permanentes do Conselho de Segurança Espanha, Japão, Egipto, Uruguai, Angola, Ucrânia, Senegal e Nova Zelândia. A resolução aprovada, isto é, a resolução 2334 declara ilegais os colonatos judeus em territórios palestinianos ocupados, porque violam  o direito internacional.
O Estado de Israel é um Estado religioso como o Estado Islâmico e em atrocidades  é semelhante ao Estado Islâmico.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

O que as Censuras públicas e privadas ocidentais não deixam passar


«A síndrome de Alepo-Leste

Enquanto as Grandes potências que enquadram os jiadistas de Alepo-Leste simulam interessar-se pela sorte dos habitantes da cidade afim de extrair os seus agentes, ninguém parece realmente compreender o drama que estes Sírios experimentaram. Contrariamente às declarações ocidentais, eles não sofreram por causa de bombardeamentos, mas, sim pela ocupação de jiadistas estrangeiros e do reino da sua «charia». Certos habitantes sofrem de uma grave perturbação psicótica, a síndroma de Alepo-Leste.

| Damasco (Síria)
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Certos habitantes de Alep-Leste recusam a ajuda do governo sírio.
No seguimento de quatro anos e meio de guerra, a população de Alepo-Leste pôde ser libertada pelo Exército Árabe Sírio, com a ajuda do Hezbolla, da Rússia e do Irão. Esta vitória foi saudada com alegria pela maioria dos 120. 000 habitantes libertados, que foram registados (registrados-br) pelo Estado. Mas apenas a maioria.
Estranhamente, enquanto a Síria lhes fornece alimentação, cuidados de saúde e um alojamento provisório, alguns habitantes de Alepo-Leste declaram que «eles não confiam no Estado». O que temem afinal ? Eles não foram presos e, pelo contrário, são acolhidos como filhos da Pátria há longo tempo prisioneiros do inimigo.
Como se tivessem esquecido a liberdade que gozavam antes da «Primavera Árabe», e como se nada se tivesse passado durante os quatro últimos anos, assumem a narrativa da Al-Jazeera de 2011. Eles garantem que a República é uma ditadura, que tortura crianças, que massacra os sunitas, etc.
Pela primeira vez, observa-se ao nível de uma cidade um fenómeno psicológico já bem conhecido à escala individual. Tal como uma criança ou uma esposa agredidos defendem por vezes o seu pai ou o seu marido cruel, e justificam o seu comportamento, da mesma forma certos habitantes de Alepo-Leste sustentam hoje em dia o discurso dos jiadistas que os oprimiam.
Em 1973, um psiquiatra sueco, Nils Bejerot, analisou o choque provocado aos clientes de um banco, mantidos como reféns, por bandidos durante um ataque à mão armada. O caso virou um pesadelo. Dois policias ficaram feridos, dos quais um gravemente. O Primeiro-Ministro Olof Palme tentou, em vão, chamar à razão os criminosos que ameaçaram abater os seus prisioneiros. Submetidos a uma terrível pressão, os reféns não escolheram revoltar-se, antes seduzir os seus carcereiros para escapar a uma morte provável. Palavra puxa palavra, eles acabaram a repetir o mesmo discurso dos raptores. Tentaram dissuadir a polícia de dar o assalto e uma das reféns acabou até por se apaixonar por um dos criminosos. É a isto que se chama a «Síndrome de Estocolmo», do nome da cidade onde se deu este “fait divers”.
Finalmente, a polícia usando gás anestesiante conseguiu prender os bandidos e salvar os reféns. Muito embora o seu sequestro só tenha durado seis dias, estes sofreram desta síndroma durante muito tempo, ao ponto de recusarem testemunhar durante o julgamento que se seguiu, e da jovem mulher ter prosseguido a sua relação com o bandido durante o seu tempo de prisão.
No ano passado, o psicólogo clínico Saverio Tomasella demonstrou que a «síndrome de Estocolmo» é «a marca de uma invasão gravíssima do íntimo do ser humano que viveu, em pessoa e indefeso, o sequestro da sua identidade subjectiva».
Não devemos, portanto, acreditar que alguns habitantes de Alepo-Leste que sofrem desta síndrome se irão reconectar rapidamente ao mundo real. Em vez disso, devemos proporcionar-lhes total segurança e fazer, uma vez mais, prova de grande paciência. Mesmo que a prioridade seja socorrer os nossos soldados e todos aqueles que têm resistido, estes civis são nossos compatriotas acima de tudo.
Tradução
Alva
Fonte
Al-Watan (Síria)»

[In «Red Voltaire»]

OS JUDEUS E A PALESTINA II

GUERRA DE 1978

As tropas israelitas invadiram o sul do Líbano em 14 de Março de 1978 e chegaram até o rio Litani, com o objectivo de liquidar as bases da Organização de Libertação da Palestina.
Operação Litani foi o nome oficial da invasão de Israel do Líbano até ao rio Litani. A invasão foi um sucesso militar, já que as forças da OLP foram empurradas para o Norte do rio. No entanto, a pressão internacional levou à criação das forças de paz FINUL.


GUERRA DE 1982 E OCUPAÇÃO

A Guerra do Líbano de 1982 começou quando Israel atacou o Líbano, justificada por Israel como uma tentativa de remover os militantes da Fatah, liderados por Yasser Arafat, do Sul do Líbano, onde se tinham estabelecido. A invasão, que levou à morte de 20 mil libaneses, foi amplamente criticada tanto dentro como fora de Israel, especialmente após as chacinas de homens mulheres e crianças palestinianas de Sabra e Shatila, pela milícia dita cristã, que obedeceu a ordens do Estado de Israel.

Os israelitas, ao mandarem fazer as chacinas de homens mulheres e crianças palestinianos de todas as idades em Sabra e Shatila, imitaram os nazis qualitativamente, só não conseguiram imitar os nazis quantitativamente. Neste caso há a rigorosa cópia das SS em Auschwitz. Quem conduzia os judeus e judias para as câmaras de gás em Auschwitz eram judeus e judias obrigados a colaborar com as SS, os alemães supervisionavam a operação. Ora em Sabra e Shatilla os judeus ocuparam o lugar dos alemães nazis, na qualidade de supervisores dos massacres de homems, mulheres e crianças de todas as idades.

Este ataque faz lembrar os ataques nazis vitoriosos, um sucesso militar, acompanhado da prática do Mal Absoluto.

Arafat exilou-se na Tunísia. Em 1985, devido a pesadas baixas militares e ao peso financeiro da ocupação, Israel retirou-se do território libanês, excepto de uma estreita faixa de terra designada por Israel como  Zona de Segurança. A Resolução 425 do Conselho de Segurança das Nações Unidas confirmou que, a partir de 16 de Junho de 2000, Israel tinha retirado completamente as suas tropas do Líbano, após uma eficiente campanha de resistência do Hezbollah.


Intifada de 1987-1993

A Primeira Intifada (1987-1993) começou como uma revolta dos palestinianos, em particular os jovens, contra a ocupação militar israelita na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. A Intifada iniciou-se com uma série de movimentos pacíficos. Tornou-se mais violenta depois que os protestos foram brutalmente reprimidos pelo aparato de segurança israelita. A Intifada terminou com a assinatura dos Acordos de Oslo entre Israel e a OLP.

Os russos não são pessoas? Para um político católico parece que não.

«As escolhas do presidente




No site da Presidência da República, o presidente lamentou hoje a morte de George Michael.
Ontem, um avião militar russo caiu no Mar Negro e, entre as 92 pessoas a bordo, figuravam cerca de sessenta membros do Coro do Exército Vermelho, que iam celebrar o Ano Novo com as tropas russas na Síria.
Nada consta no site da Presidência da República.»

[Cit in blog «Entre as brumas da memória»]

domingo, 25 de dezembro de 2016

Céline Dion canta John Lennon

OS JUDEUS E A PALESTINA I

No ano de 135 d.C. o imperador romano Adriano, o segundo imperador romano mais poderoso de sempre, logo a seguir a Trajano, mandou arrasar Jerusalém, disse aos seus militares para arrasarem de tal maneira Jerusalém, para que não ficasse pedra sobre pedra. Assim foi dito e assim foi feito, embora se admita que ficou um bocado de um muro. E mandou chacinar todos os judeus que se revoltaram contra ele. Praticamente todos os militares e políticos judeus envolvidos na revolta foram chacinados. Os judeus como entidade política deixaram pura e simplesmente de existir.
Foram obrigados a sair da Judeia, a que o imperador Adriano mudou o nome para Palestina, e espalharam-se pelo Império Romano. Começou a chamada diáspora judaica, por imposição do imperador Adriano.

Em 324 Constantino restabeleceu a unidade do Império Romano, o imperador fez de Bizâncio a sua nova capital, mudando-lhe o nome para Constantinopla. Com ele, abre-se um período de prosperidade para a Palestina.
Em 326 a sua mãe, Helena, visitou a Palestina e ordenou a construção de duas novas igrejas, uma em Belém, suposto local do nascimento de Jesus Cristo (Igreja da Natividade) e outra no Monte das Oliveiras em Jerusalém, onde, segundo a historicidade cristã, Jesus teria ascendido ao céu (Igreja da Ascensão). O próprio Constantino ordenou que fosse retirado o entulho acumulado no Gólgota, onde foi erguida a Basílica do Santo Sepulcro. A Palestina tornou-se então um local de peregrinação, que atraía visitantes de todo o império. A região assistiu também ao desenvolvimento do monaquismo cristão. A construção de monumentos, igrejas, hospícios e mosteiros conheceu novo desenvolvimento com a fixação na Palestina de Eudócia, esposa do imperador Teodósio II, no ano de 444.
Durante o califado de Abu Bakr (632-634), os árabes tentaram a conquista da Palestina com o envio de várias expedições. Abu Bakr faleceu sem assistir ao sucesso destas tentativas, que seriam concretizadas durante o califado do seu sucessor, Omar (634-644). Após a derrota dos bizantinos na Batalha de Yarmuk, a 20 de Agosto de 636, toda a Palestina, com excepção de Jerusalém e da Cesareia, caíram em mãos árabes (as localidades não conquistadas em 636 renderam-se aos árabes em 638 e 640 respectivamente).
Omar dividiu a Palestina em duas regiões administrativas, a Jordânia (Al-Urdunn) e a Palestina (Filastin). A primeira incluía a Galileia e Acre, estendo-se a este para o deserto. A Palestina era a região a sul do planalto de Esdraelon, tendo como capital primeiro Lida e depois de 716, Ramallah.
Em Jerusalém Omar visitou a área do Monte do Templo, onde ordenou a construção da Mesquita de Al-Aqsa.

Ao longo dos séculos os judeus foram muito melhor tratados pelos muçulmanos do que pelos cristãos. Não foram os muçulmanos que os andaram a queimar vivos em praças públicas através da Inquisição, mas sim os cristãos.
Os alemães do III Reich decidiram exterminá-los, homens mulheres e crianças de todas as idades em fábricas de matar pessoas.
O cálculo mais bem fundamentado é a afirmação de que os alemães exterminaram cerca de seis milhões de judeus, homens mulheres e crianças de todas as idades.
A criação do Estado de Israel em 1948 foi uma consequência directa da II Guerra Mundial, do martírio a que os judeus foram sujeitos pelos alemães. As normas desta criação foram estabelecidas pela ONU em 1947, por prévio mútuo acordo, pelas potências que passaram a dominar o Mundo, após vencerem a II Guerra Mundial, que foram a Rússia Soviética (ou União Soviética), dirigida por Estaline, e os Estados Unidos. É pouco conhecido o facto de Estaline ter sido o principal criador, formal, do Estado de Israel.
Em 29 de Novembro de 1947, a Organização das Nações Unidas na Assembleia Geral decidiu com 33 votos a favor, 13 contra,  10 abstenções e 1 ausência, a favor do Plano de Partilha da Palestina por dois Estados, um judeu e outro árabe-palestiniano. A votação final foi a seguinte:
A favor (33 países):
América Latina e Caribe (13 países):
Bolívia, Brasil, Costa Rica, República Dominicana, Equador, Guatemala, Haiti, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai, Venezuela
Europa Ocidental (8): Bélgica, Dinamarca, França, Islândia, Luxemburgo, Holanda, Noruega, Suécia
Europa Oriental (5): Checoslováquia, Polónia, República Socialista Soviética da Bielorrússia, RSS da Ucrânia, União Soviética
América do Norte (2): Canadá, Estados Unidos
Outros (2): Nova Zelândia, Austrália
África (2): Libéria, África do Sul
Pacífico (1): Filipinas
Contra (13 países):
Ásia (9):
Afeganistão, Arábia Saudita, Iémen, Índia, Irão, Iraque, Líbano, Paquistão, Síria
Europa e Ásia Menor (2): Grécia e Turquia
África (1): Egipto
América Latina (1): Cuba
Abstenções (10 países)
América Latina (6):
Argentina, Chile, Colômbia, El Salvador, Honduras, México
Ásia-Pacífico (1): República da China
África (1): Etiópia
Europa (2): Reino Unido, Jugoslávia
Ausente: (1 país)
Ásia: Tailândia


Guerra de 1948

A guerra árabe-israelita de 1948, geralmente conhecida pelos israelitas como Guerra da Independência  e considerada pelos palestinianos como parte de al-Nakba  'A Catástrofe', começou em 15 de Maio de 1948, logo após a declaração de independência de Israel, e terminou após os vários acordos de cessar-fogo entre israelitas (que foram apoiados militarmente pelos Estados Unidos, nomeadamente com aviões alemães, capturados pelos EUA após a rendição incondicional da Alemanha na II Guerra Mundial) e árabes, firmados entre Fevereiro e Julho de 1949.

A guerra foi um desdobramento da Guerra Civil na Palestina Mandatária (1947-1948). A guerra foi declarada pelos estados árabes, que haviam rejeitado o Plano da ONU de Partilha da Palestina (Resolução 181 das Nações Unidas), segundo o qual a Palestina, ainda sob mandato britânico, seria dividida em um estado árabe e um estado judeu.
Os confrontos tiveram início em 15 de Maio de 1948, logo após a declaração de independência de Israel, que precipitou o fim do Mandato Britânico na Palestina, quando já estava em curso uma guerra civil na Palestina, iniciada em 1947.


Guerra de 1956

A Guerra do Suez, de 1956, foi uma operação conjunta de Israel, Reino Unido e França, na qual Israel invadiu a Península do Sinai e as forças francesas e britânicas ocuparam o porto de Suez para ostensivamente separar as partes conflituosas, apesar de a real motivação destes dois últimos países ter sido a de proteger os interesses dos investidores no Canal do Suez. Esses interesses tinham sido afectados devido à decisão do presidente egípcio, Gamal Abdel Nasser de nacionalizar o canal.
Israel justificou a invasão do Egipto pela necessidade de se proteger de ataques à sua população civil pelos fedayin e de restaurar os direitos de navegabilidade pelo estreito de Tiro, que os egípcios reclamavam estar nas suas águas territoriais. As forças invasoras concordaram em se retirar, sob pressão internacional, particularmente dos Estados Unidos da América e da União Soviética. Israel retirou da Península do Sinai, que foi ocupada por uma força da Nações Unidas (UNEF), em troca de garantias de utilização e navegabilidade no canal, que afinal ficou sob o controle do Egipto.


Guerra de 1967

A chamada Guerra dos Seis Dias decorreu entre 5 e 10 de Junho de 1967. Foi desencadeada por Israel, devido ao facto de os Estados Unidos lhe terem fornecido material de guerra muito moderno, sobretudo aviões e tanques, contra o Egipto, a Jordânia e a Síria.

Esta guerra foi decidida pela qualidade do material de guerra fornecido pelos EUA a Israel, enquanto que o material de guerra dos árabes era obsoleto. Israel expandiu-se territorialmente, ocupando a Cisjordânia (conquistada à Jordânia), a Faixa de Gaza e a Península do Sinai conquistadas ao Egipto e os judeus estenderam a sua ocupação do Egipto até ao canal de Suez. Os Montes Golan foram conquistados à Síria. Chamar a esta guerra israelo-árabe é mentira, porque foi, factualmente, uma guerra de Israel e dos Estados Unidos contra os árabes.


Guerra de 1968-1970

Foi iniciada pelo Egipto com o objectivo de recuperar a Península do Sinai. A guerra terminou com um cessar-fogo assinado entre os países em 1970 com as fronteiras no mesmo lugar de antes de a guerra começar, devido ao apoio directo dos Estados Unidos a Israel.


Guerra de 1973 ou Guerra do Yom Kippur

A 6 de Outubro de 1973 os exércitos do Egipto e da Síria atacaram de surpresa Israel durante a celebração do Yom Kippur, com o objectivo de reconquistarem os territórios que tinham perdido.
Os egípcios e sírios avançaram durante as primeiras 48 horas devido ao apoio em material de guerra moderno da União Soviética.
Toda a força aérea israelita foi abatida pelos mísseis russos. Os mísseis russos fizeram também uma razia nos tanques israelitas, sobretudo no Sinai.
Os Estados Unidos entraram, unilateralmente, na guerra ao lado de Israel, senão tinha colapsado a defesa do Estado de Israel.
A força aérea dos Estados Unidos entrou directamente na guerra, em substituição da israelita, tendo a base das Lajes nos Açores sido decisiva para o reabastecimento dos aviões militares, vindos directamente dos Estados Unidos.
A entrada directa dos Estados Unidos na Guerra deu clara vantagem aos israelitas.
Os israelitas avançaram sobre Damasco, mas então receberam um ultimato da União Soviética, dizendo mais ou menos isto «nem mais um metro de avanço ou entramos imediatamente na guerra do lado dos árabes».
Os Estados Unidos não estavam dispostos a começar a III Guerra Mundial por causa de Israel. E assim acabou a guerra.

A UCRÂNIA, A RÚSSIA E O REICH DOS VENCIDOS

A UCRÂNIA, A RÚSSIA E O REICH DOS VENCIDOS

(Como este post tem tido bastante procura  e foi muito trabalhoso reedito-o hoje, 25 de Dezembro de 2016)

Em primeiro lugar interessa analisar a Europa em 1913.


Também interessa verificar as subdivisões do Império Austro-Húngaro.

A seguir o mapa dos grupos étnicos do Império Austro-Húngaro.



A seguir observemos a Europa depois da I Guerra Mundial em 1919. 

Dissolução do Império Austro-Húngaro pelo Tratado de Trianon. As três regiões fundamentais, a cinzento a Áustria, a castanho claro claro a Hungria e a cor rosa a Bósnia e Herzegovina. Este tratado formalizou, no essencial, em 1920, o que já se passava no terreno, após a vitória dos Aliados na I Guerra Mundial.


Pormenores sobre as regiões em 1919

O I Reich da Alemanha no século X (dez) em 962

O II Reich da Alemanha em 1913

A República Alemã de Weimar em 1919

O III Reich da Alemanha em 1943

Depois de ter perdido a II Guerra Mundial a Alemanha foi dividida em zonas de ocupação. Temporariamente dividida em dois Estados e numa cidade-estado (Berlim Ocidental) a Alemanha somados os dois Estados e a cidade-estado ficou, em território, tal como é hoje, reduzida a menos de metade do III Reich e ainda mais pequena que a República de Weimar.

Estaline, natural do actual território da Geórgia, que dirigia a Rússia Soviética ou União Soviética (mais precisamente União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, U.R.S.S., desde 1922, por decisão de Lenine) durante a II Guerra Mundial impôs o recuo da fronteira Oriental da Alemanha de mil anos, do século XX (vinte), para a linha dos rios Óder e Neisse do século X (dez). Os Estados Unidos e o Reino Unido, também vencedores da II Guerra Mundial, não se opuseram a tão drástica decisão. Para concretizar a sua decisão Estaline mandou expulsar casa a casa, das cidades, vilas e aldeias todos os civis alemães que viviam a Leste da linha Óder-Neisse (mais de dez milhões), muitos deles levando apenas as roupas. Por razões geográficas Estaline deu uma parte da Alemanha, bem maior que Portugal à Polónia, avançando a fonteira Oeste da Polónia até aos rios Óder e Neisse. Como compensação deste benefício concedido à Polónia Estaline anexou parte da Polónia que passou para a União Soviética.

No século XXI a Alemanha resolveu criar o IV Reich que se chama União Europeia.


O IV Reich da Alemanha conhecido por União Europeia faz lembrar o Império Romano. No Império Romano havia uma moeda única, o sestércio, para todo o império, enquanto que no IV Reich da Alemanha conhecido por União Europeia a moeda única, o euro, não vigora em todo o império, mas apenas em parte dele chamada Zona Euro. Também se deve referir que os líderes do IV Reich conhecido por União Europeia são naturais da Alemanha, enquanto que no Império Romano muitos imperadores não eram naturais da Itália como Trajano, que era natural do actual território da Espanha, o mais poderoso imperador romano. «Marco Úlpio Nerva Trajano (em latim: Marcus Ulpius Traianus; 18 de setembro de 53 — 9 de agosto de 117) nasceu em Itálica (atual Santiponce), na Bética, no sul da Hispânia, perto de Híspalis (depois Sevilha) em 53 d.C. Foi imperador romano de 98 a 117. Durante sua administração, o Império Romano atingiu sua maior extensão territorial graças às conquistas do leste. Trajano também é notado pelos seus extensos programas de obras públicas e as políticas sociais implementadas durante o seu reinado.» [Fonte «Wikipedia»] A seguir o Império Romano governado por Trajano.

A Ucrânia nunca tinha existido como nação independente e foi anexada por conquista à Rússia pelo czar Pedro o Grande no século XVII (dezassete).  [Pedro I da Rússia (em russo: Пётр Алексеевич Ромáнов; transl.: Pyotr Alekseyevich Románov) (Moscovo, 9 de Junho de 1672 — São Petersburgo, 8 de Fevereiro de 1725, alcunhado O Grande (em russo: Великий; transl.: Velikiy) 1 , foi czar da Rússia, e primeiro Imperador do Império Russo] (Fonte «Wikipedia») 
Lenine dirigiu a revolução comunista de Outubro de 1917 na Rússia. 
A seguir um mapa da Ucrânia em 1920. Neste mapa verifica-se que a Península da Crimeia não pertencia à Ucrânia (pertencia à República Socialista Soviética da Rússia).
(21 Ucrânia, 12 Checoslováquia, 13 Polónia,  15 Hungria, 17 Roménia, 16 Jugoslávia)

Outro mapa da Europa em 1923


Lenine era russo, mas em 1922 ao transformar a Rússia em União Soviética prejudicou a república da Rússia e abriu uma caixa de Pandora.
Sucedeu-lhe Estaline, que não era russo, mas natural da actual Geórgia, como vimos.
Após a II Guerra Mundial para a república da Rússia só ficou da Alemanha Kalininegrado, a parte mais oriental da Alemanha (Prússia Oriental).
Depois de Estaline, passou a mandar na URSS um ucraniano, Nikita Krutchov, que deu mais território da república da Rússia à Ucrânia, a Península da Crimeia, no Mar Negro, no que se pode chamar de golpe de Estado palaciano em 1954.
Os russos fizeram um golpe de Estado e destituíram Krutchov e a partir daí a URSS foi sempre dirigida por russos, mas não foram suficientemente inteligentes para redesenharem o mapa da URSS de maneira a beneficiarem a república da Rússia.
A Ucrânia que fala russo fazia parte da Rússia e a os comunistas russos é que desenharam as fronteiras da república da Ucrânia, com prejuízo para a república da Rússia, hoje chamada Federação Russa ou Federação da Rússia.
A tal parte da Ucrânia a Oeste que foi conquistada por Estaline era, essencialmente, parte da Polónia. Em 1918 a Hungria foi quase toda anexada e a Galícia, pela Roménia e pela Polónia, com a destruição do Império Austro-Húngaro, que perdeu a I Guerra Mundial, como vimos.

Em última análise, a Ucrânia actual divide-se em duas, a antiga que fala russo e pertencia à Rússia desde o czar Pedro o Grande, desde o século XVII (dezassete), e antes disso nunca tinha sido um país independente, e a parte oeste conquistada por Estaline que pertencia à Polónia.

Ora, Berlim, em 2014, quer mandar na Ucrânia, como vingança («révanche») das derrotas na I Guerra Mundial e na II Guerra Mundial.

Em 1939 Hitler e Estaline estavam ambos interessados em adiar o confronto, que parecia inevitável, e que aconteceria, de facto, mais tarde, e que se viria a tornar o maior confronto militar da História da Humanidade. Assim realizaram o Pacto Germano Soviético de 1939, cujos mapas a seguir clarificam.


O que restou da Alemanha em 1945, sob ocupação militar estrangeira. A Leste acaba na linha Óder-Neisse, que se pode observar atrás no mapa do III Reich a azul.

Mapa da Europa em 2014