quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Um olhar curioso sobre o MRPP

«O MRPP, BATACLAN E A VERGONHA ALHEIA

SEGUNDA-FEIRA, 14 DE DEZEMBRO DE 2015


Para quem não acompanhe a sórdida e não menos entediante telenovela em que se transformou o MRPP, aqui vai um resumo rápido: o Garcia Pereira perdeu votos nas últimas legislativas e, como castigo, foi purgado por Arnaldo Matos com direito a humilhações públicas, insultos à família e uma média de quatro palavrões por editorial no jornal do partido.

Chega o educador da classe operária jubilado, Arnaldo Matos, expulsa a «cambada de catatuas» que dirigia o partido, decreta que Garcia Pereira é anti-comunista primário, social-fascista, traidor, entre outros epítetos, pondo em marcha uma lavagem de roupa suja que faria corar até o mais apolítico leitor. As semanas passaram e a verbosidade de Arnaldo Matos, sob vários pseudónimos, continuou a descer de nível: fraudes fiscais, exploração laboral, insultos de natureza sexual, muito ódio ao PCP, contínua condenação da CGTP, etc. Nada de novo para quem sabe o que é e sempre foi o partido de Durão Barroso.

Mas eis que no editorial deste sábado, Arnaldo Matos consegue deixar perplexos até quem julgava já conhecer o clube do MRPP. A propósito dos últimos atentados de Paris, Arnaldo Matos elogia a «espectacular coragem dos jiadistas» que, no passado dia 13 de Novembro, mataram 130 pessoas. «Não são fanáticos: são franceses patriotas em luta contra o imperialismo francês», acrescenta o líder do MRPP.

Mas o MRPP vai mais longe e diz-nos como entende a morte de uma centena de pessoas «que julgam ter o direito de se poderem divertir impunemente no Bataclan»: «atenção: não só não foi um massacre, como foi um acto legítimo de guerra».

Há muito sabemos que o MRPP não é um partido: é um instrumento para descredibilizar o símbolo que usurparam. Para o capital a utilidade do MRPP é directamente proporcional ao seus histerismo e obscenidade. Desta vez, ao elogiar o cobarde assassinato de trabalhadores franceses e das suas famílias, tenham, talvez, ido longe demais.» (In blog «Manifesto 74»)

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