sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Francisco Assis representa o «Centrão dos Interesses e dos 'tachos', ou Regime do Apartheid, abalado com a realidade à Esquerda


O regime do Apartheid que excluiu do poder central os partidos à esquerda do PS sofreu um profundo abalo esta semana. Os que defendem o regime do Apartheid em Portugal, custe o que custar, continuam a dizer, por outras palavras, que é preciso preservar o regime do Apartheid em Portugal, quando este começa a desmoronar-se.

«Podem voltar a guardar os fantasmas no armário, se fizerem favor


Sim, é verdade, sondagens são apenas sondagens. Mas quem acalentava a expectativa e o desejo de que o processo de convergência e negociação à esquerda causasse um terramoto e uma reacção de repulsa e rejeição no eleitorado bem pode tirar o cavalinho da chuva. É isso que indicam, de forma inequívoca, os resultados do estudo de opinião efectuado pela Eurosondagem entre 29 de Outubro e 3 de Novembro.

De facto, considerando os resultados obtidos nas eleições legislativas do passado dia 4 de Outubro, a coligação PàF apenas aumenta as intenções de voto em cerca de 2% (de 39 para 41%); o PS mantém-se próximo dos 33%; e o BE e o PCP/PEV apenas reduzem, respectivamente, em 0,2 e 0,3%. De acordo com a sondagem (que tem uma margem de erro máximo da amostra na ordem dos 3%), a esquerda diminui nuns irrisórios 0,4%, representando agora, no seu conjunto, os mesmos 51% das intenções de voto.


Fracassaram portanto, tudo assim o indica, as diversas tentativas da direita (com o despudorado apoio de uma parte muito relevante da comunicação social) para convencer a opinião pública de que se estaria, com a construção dos entendimentos à esquerda, perante um processo «ilegítimo», de «usurpação» e de verdadeiro «golpe de Estado». Tal como parece não terem colhido, junto da opinião pública, todas as tentativas de sugerir a existência de uma turbulência nos «mercados» ou o agitar infantil de todos os medos e fantasmas em torno dos perigos do ingresso da extrema-esquerda no campo da governabilidade, nomeadamente com a iminência da saída da zona euro, da Europa, da NATO e dos demais incumprimentos dos «compromissos internacionais».

A traduzir, como tudo indica, a interpretação da opinião pública em relação aos acontecimentos históricos que estão em curso, esta sondagem tem um destinatário muitíssimo especial: o presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.» (In blog «Ladrões de Bicicletas»)

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