quinta-feira, 5 de novembro de 2015

A nova maioria absoluta no Parlamento e o acordo PS + BE + PCP

«SOBRE O ACORDO À ESQUERDA





O QUE TEM DE SER FEITO


Sobre o acordo à esquerda, nomeadamente entre o PS e o PCP, fala-se muito e sabe-se pouco.

Em duas palavras, ou um pouco mais, também gostava de dizer alguma coisa. A primeira não é muito diferente daquela que quase toda a gente já disse: o eleitorado de esquerda não está preparado para um falhanço das negociações, nem aceita uma qualquer explicação para esse hipotético desenlace. A segunda também já foi muito repetida, mas que importa continuar a sublinhar: esta é uma oportunidade que não pode ser perdida de ânimo leve, não apenas pelas potencialidades que encerra mas também porque, se falhar, dificilmente se repetirá nos tempos mais próximos, com a agravante de a direita se prevalecer desse fracasso para aplicar em toda a linha o seu programa neoliberal de destruição do Estado social e de desforra do 25 de Abril.

Dito isto, quanto ao resultado das negociações não estou apreensivo, nem convencido. Apenas expectante. Expectante e atento.

A ideia base que os negociadores não podem deixar de ter em conta, imposta, não direi pelo senso comum, que é algo que eu tenho alguma dificuldade em saber o que é, mas pelo princípio da boa-fé, que na sua compreensão objectiva significa muito simplesmente fazer o que deve ser feito e não exigir o que não pode ser exigível, o que aplicado às negociações em curso quer muito pura e simplesmente dizer o seguinte:

É inadmissível que as negociações fracassem por exigência de realização imediata de algo quer pode fazer-se gradualmente; assim como é inadmissível que as negociações não tenham êxito por não se querer fazer agora o que somente agora pode ser feito!

Entendido?» (J M Correia Pinto, in blog «Politeia»)

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