sexta-feira, 20 de novembro de 2015

A ditadura cavaquista-passista ainda continua, isolada, mas ainda perigosa



«O empata democracias




«Já tinha escrito há uns meses, a quando da famosa frase sobre uma possível saída da Grécia do euro - "19 -1 =18" - , que Cavaco Silva era o nosso Dalai Lama. O homem a que a idade, a pensão e o cargo lhe deram a capacidade de poder entrar numa espécie de bucolismo transcendental, em que as situações de crise são adiadas e trocadas pela simplicidade do sorriso de uma vaca , o olhar tímido de uma cagarra ou a inocência escorregadia de uma banana. (...)
Segundo explica o gabinete de comunicação do nosso PR, Aníbal Cavaco Silva está a "recolher informação junto daqueles que conhecem bem a realidade social, económica e financeira" - se são aqueles que conhecem bem a realidade social e económica, imagino que tenha andado a falar com desempregados e pensionistas com pensões de miséria. (...)
Acho que ainda vamos a meio da viagem e que Aníbal na segunda-feira recebe a Associação de Socorros a Náufragos, na terça, o Ginásio Clube Português, na quinta vai ao zoo, na sexta tem curso de bonsai, no sábado vai visitar o museu do suor a Paderne e no domingo tem esgrima. Só lá para Dezembro temos Governo.
Importante assinalar que Cavaco Silva ainda vai receber Carlos Costa, não lhe vá ter escapado alguma coisa e o governador do Banco de Portugal é daqueles que topa tudo. Provavelmente, Aníbal vai pedir a Carlos Costa para tirar a idoneidade à Catarina Martins. Gostava de recordar que o último banqueiro a ser recebido pelo Aníbal foi o Salgado. Atenção banqueiros, diz que ele dá azar.
Desenvolvi uma teoria sobre a estratégia comunicacional de Aníbal. Queira o leitor fazer o obséquio de seguir o raciocínio: a banana da Madeira é grande, o BES é seguro, Dias Loureiro está acima de suspeitas. Vêem a forma de comunicar de Aníbal? Já perceberam o padrão? "Não darei posse a Governo sem maioria", o que é que aconteceu? Exacto. É inverter. Vamos ver se já perceberam. Quando Cavaco diz que governo de gestão não tem problema e dá a entender que é isso que vai acontecer... Significa que? Isso. Boa.»

João Quadros» (Cit. in blog «Entre as brumas da memória»)

«Mais radical


Tudo indica que a coligação PàF ainda não percebeu bem o que lhe aconteceu. Que foi o seu neoliberalismo militante e radicalismo desenfreado que a puseram no lugar onde hoje se encontra. Descontente com Marcelo Rebelo de Sousa, por este não se comprometer com a realização de eleições antecipadas, a direita anda à procura de um candidato «com um discurso mais radical», que dê voz à sua «indignação» e que também esteja disponível para adaptar os princípios democráticos e constitucionais às conveniências de cada momento. Isto é, à procura de um fato mais talhado à sua medida, igualmente radical, não percebendo que esse mesmo fato corre o risco de ficar arrumado a um canto, como sucedeu à própria coligação.» (In blog «Ladrões de Bicicletas»)

«Vasco P. V. Correia Guedes ou ...


... a traição das palavras



Na sua crónica de hoje no Público, Vasco Pulido Valente Correia Guedes começa por escrever que «foi compreensivel, necessária, a condenação [pelo PS D e CDS], a condenação da táctica eleitoral de António Costa, como o «acordo» com o PC e o Bloco que ele fabricou perante o espanto de Portugal inteiro. Foi também compreensíel que Passos Coelho e Paulo Portas protestassem mesmo com violência, contra este abuso de confiança do eleitorado e, em geral, do país».

Depois, em vários parágrafos, distancia-se e critica o posterior comportamento e discurso da coligação e conclui magistralmente assim : «O espectáculo que a direita está a dar é o caminho mais curto para uma nova derrota».

Ora bem, se as palavras ainda valem alguma coisa, aqui está um caso em que as duas palavras finais destroem todo o arranque da crónica (acima citado).

É tão simples como isto: se a direita está assim a caminho de «uma nova derrota» então é porque a anterior foi em 4 de Outubro. E, portanto...» (In blog «O TEMPO DAS CEREJAS 2»)

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