sábado, 31 de outubro de 2015

Francisco de Assis, homem dos 'tachos' do «Centrão dos Interesses», representa a direita neoliberal-germanófila, cavalo de tróia da Máfia de Bilderberg

Era muito interessante que Francisco de Assis, fosse trabalhar fora dos 'tachos' partidários. Um indivíduo que não trabalha no mercado de trabalho, despreza quem vive do seu trabalho assalariado e presta vassalagem às máfias das altas burguesias, nomeadamente à Máfia de Bilderberg, que pontifica na SIC, no Expresso e na TVI.
Defensor acérrimo do regime do Apartheid para Portugal devia ir para a África do Sul tentar restaurar lá o regime do Apartheid. Francisco de Assis, licenciado em Filosofia, curso que não dá para ganhar muito dinheiro, viu na política a oportunidade de enriquecer. Cavaquista, defende as posições reaccionárias e seninófilas de Cavaco Silva.

Assis anda a organizar uma rebelião dentro do PS, que se assuma como cavaquista e defensora do Regime do Apartheid.


«Gincana de torcidelas

Assis igual a si próprio,
só é pena não lhe dar para o bem





Hoje dou-me ao luxo de citar generosa e longamente passagens do artigo de Francisco Assis no Público confiando que, por si mesmos, os leitores descubram as viciações a que ele procede.

«(...)1. A comunicação presidencial da semana passada teve, entre outras, a consequência nefasta de consolidar a ideia de que ao longo dos últimos 40 anos se viveu num regime de apartheid político com a exclusão dos partidos situados à esquerda do PS. Com o apoio activo de alguns sectores do Partido Socialista – nuns casos por pura má-fé,» [Francisco (de) Asssis anda na política de má-fé, é um arrivista, cujo objectivo é enriquecer, colocando-se do lado da alta burguesia, do lado do Capital contra o mundo do Trabalho] «noutros por manifesto desconhecimento da nossa história democrática – os partidos da extrema-esquerda têm vindo a impor a tese segundo a qual foram objecto de uma ostensiva marginalização parlamentar de carácter não democrático. Ora isso pura e simplesmente não é verdade. 

« (...) O conceito de “arco da governação” nunca teve, da parte de quantos perfilham os princípios e valores de natureza demo-liberal, um significado ontológico ou sequer normativo. Tão-pouco ele resultou de uma vontade premeditada de exclusão de quem quer que fosse do debate político nacional. E de tal forma assim foi que em bom rigor essa exclusão jamais se verificou. Senão vejamos: os deputados do PCP e do Bloco de Esquerda – uns logo desde o início da Segunda República e os outros mais recentemente – contribuíram para a tomada de decisões parlamentares da maior relevância pública. Foram determinantes para derrubar governos, concorreram para a aprovação de legislação de inegável importância, participaram activamente no processo de fiscalização da acção executiva. Carece por isso de qualquer fundamento a proclamação em voga de que esses partidos vão agora ser resgatados a uma espécie de condição de clandestinidade parlamentar a que estariam votados. (...)»
«(...) Como tal, só é possível extrair uma conclusão séria: a extrema-esquerda parlamentar optou deliberadamente – com uma legitimidade, de resto, inatacável – por um acantonamento político impeditivo de qualquer participação não só na esfera estrita da governação, como no horizonte mais vasto de definição das grandes prioridades nacionais. Não foi excluída: auto-excluiu-se em nome da fidelidade a um modelo de regime e de organização económica e social claramente repudiado pela maioria dos cidadãos portugueses. Tentar inverter a situação releva de despudorado cinismo político.» [ Francisco (de) Assis é, ele próprio, um campeão do cinismo político (e do arrivismo social, subiu na vida arrivisticamente)] «Seria bom que alguns actuais deputados do Partido Socialista que andam por aí levianamente a proferir barbaridades olhassem com mais rigor para a históriada «auto-exclusão» do partido que conjunturalmente representam. (...)».


Francisco (de) Assis e a «II República»
O conceito República opõe-se a Monarquia. Ora Portugal teve a I República de 5 de Outubro de 1910 a 28 de Maio de 1926, a II República de 28 de Maio de 1926 a 25 de Abril de 1974 e a III República começou em 25 de Abril de 1974.

Américo Tomás não foi presidente da Monarquia, mas presidente da República. República não se opõe a ditadura, se assim fosse a rainha de Inglaterra era rainha da República do Reino Unido.

E, face a esta gincana de sofismas e entorses argumentativos, só quero deixar três breves observações :

1.  Por mim, jamais falei de «apartheid» contra o PCP ou o BE em termos globais e totais até porque isso seria desvalorizar a relevantíssima contribuição do PCP para a discussão e antes parlamentar de numerosos avanços de carácter progressista as mais diversas áreas (a título de mero exemplo, lembro que foi em 1982 que, sózinho e sem êxito, o PCP propôs a despenalização do aborto).

2. É espantoso que Francisco Assis comece por citar a comunicação do PR e nem isso o leve a perceber que o que mais está em causa é um «apartheid» no que  respeita à participação ou infuência governativa.

3. Quanto à teoria franciscana da «auto-exclusão» , muitos agradeceriamos penhorados que Assis contasse e documentasse que diligências sinceras, sérias e de boa-fé fez o PS junto do PCP antes de formar governo com o CDS e depois com o PSD e mesmo depois antes da formação dos seus governos minoritários.» (In blog «O tempo das cerejas 2)


«A vez da esquerda



A leitura na internet dos comentários sobre a possibilidade de o país vir a ter um governo do PS, com o apoio parlamentar do BE e PCP, tem sido muito instrutiva. É particularmente interessante ler o que escrevem as pessoas ansiosas pela mudança de governo que se avizinha. Percebe-se que o sofrimento infligido pelas políticas do anterior governo não desapareceu e deixará marcas profundas na sociedade portuguesa. Como é comum nas redes sociais, as emoções andam à solta e turvam a avaliação dos riscos e das potencialidades desta solução política. Mesmo as pessoas ponderadas, e até com instrução superior, têm dificuldade em criar o distanciamento necessário a uma avaliação crítica da conjuntura política. Este clima psicossocial torna mais difícil uma intervenção realista que não queira assumir o papel de Cassandra.

Num contexto de grande alívio para a maioria da população, por finalmente nos vermos livres do governo da PàF, percebe-se como é delicado fazer uma avaliação do que pode ganhar o país com esta experiência governativa. Antes de mais, é possível melhorar a vida de muitos cidadãos revogando legislação com evidente marca ideológica e escasso impacto orçamental em vários sectores, a começar pela legislação laboral. Depois, consegue-se evitar dois rudes golpes sobre o sistema de pensões. O primeiro, sobre as pensões mínimas, num valor para quatro anos estimado em 1020 milhões de euros. Graças ao acordo à esquerda, os militantes socialistas evitam passar pela vergonha de ver um governo da PàF aplicar uma medida que está no programa do PS e transformar um direito social – a pensão mínima como direito conferido pelo trabalho – numa medida de assistência pública sujeita a condição de recursos.

O segundo golpe, a redução da TSU, diz respeito à utilização dos descontos para a Segurança Social como instrumento de política económica, o que frontalmente viola o contrato social que sustenta a nossa democracia. Este autonomizou o orçamento da Segurança Social e conferiu-lhe uma gestão tripartida no âmbito da concertação social. A medida constituiria o precedente necessário para, mais tarde, permitir tratar a TSU como um imposto que, de facto, não é – como contribuição* social, é receita consignada que confere o direito a uma contraprestação –, o que sujeitaria o financiamento da Segurança Social aos ciclos políticos esquerda-direita. Seria o golpe final no legado histórico das lutas de gerações de trabalhadores por uma vida decente e pela mutualização dos riscos sociais. Para formar governo, o PS teve de deixar cair uma medida que foi bem acolhida pela PàF.

Há também uma distribuição um pouco mais justa do rendimento nacional que resultaria de uma política orçamental que, tanto quanto possível, transferisse alguns custos da austeridade para as classes de maior rendimento e património. Neste ponto, resta saber se a Comissão Europeia não invocará um imaginário impacto orçamental negativo dessas medidas para as recusar no exame prévio que fará ao Orçamento. E isto leva-nos ao ponto decisivo nesta experiência de “governo à esquerda”. Em que medida é possível fazer deslizar as metas do défice orçamental para acomodar os impactos das mudanças na política interna e da estagnação mundial? Como manter uma consistência mínima nesta política de esquerda, respeitadora das regras da direita, no quadro de um previsível endurecimento da atitude da CE e do Eurogrupo?

A forma como as esquerdas vão explicar ao povo as dificuldades que António Costa encontrará em Bruxelas para aprovar o seu primeiro Orçamento determinará a percepção da nova maioria social quanto à margem de manobra que nos sobra para o exercício da democracia. Esta experiência governativa deve conduzir a um alargamento da consciência popular de que o euro é a causa desta crise. Esta é uma oportunidade que a esquerda não pode desperdiçar. Para que Portugal tenha futuro, os que se identificam com Cavaco Silva na submissão ao ordoliberalismo alemão têm de ser derrotados. O dia 1 de Dezembro de 1640 não foi esquecido.

(O meu artigo no jornal i)

* Por lapso, no artigo está "prestação"» (Jorge Bateira in blog «Ladrões de Bicicletas»)

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