segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Vilafrancada, Abrilada, Cabralzada, DomCarloszada, Cavacada - golpes de Estado de Direita, para o rei D. Carlos I é que as consequências foram as piores...

O anunciado golpe de Estado, já conhecido por Cavacada, pode ter recuos. A direita PSD-CDS ganhou as eleições de 4 de Outubro de 2015, e por isso já elegeu Fernando Negrão, presidente do Parlamento. Ou será que me enganei... e foi Ferro Rodrigues eleito... e logo com os chamados votos inúteis, dos ditos deputados e deputadas inúteis?...

[Vilafrancada e Abrilada – golpes de Estado de Direita de D. Miguel (D. Miguel I)

Cabralzada (golpe de Estado de Direita de Costa Cabral)


Carloszada ou DomCarloszada (golpe de Estado de Direita do rei D. Carlos I, que suspendeu a Constituição, colocou João Franco como primeiro-ministro em regime de ditadura. Perigoso demais este golpe de Estado – o rei D. Carlos I foi assassinado em 1908, juntamente com o herdeiro do trono, D. Luís Filipe, em Lisboa no Terreiro do Paço, pelos republicanos; seu filho D. Manuel II subiu ao trono, mas não conseguiu evitar a implantação da Reública em em 5 de Outubro de 1910)]

«Cavaco e Darth Vader



«Depois de ter indigitado, e bem, Pedro Passos Coelho, Cavaco Silva conseguiu, e mal, dividir ainda mais a sociedade portuguesa. Como se vivêssemos num episódio da "Guerra das Estrelas" e os portugueses estivessem divididos entre guerreiros Jedi, os do Bem, e Sith, os do Mal.
Nesse aspecto o PS tanto pode estar de um lado ou de outro, mas para Cavaco, António Costa é Darth Vader. Antes do seu infeliz discurso, o PR talvez devesse ter escutado Yoda: "O medo é o caminho para o lado negro. O medo leva à raiva, a raiva leva ao ódio, o ódio leva ao sofrimento." Não ouviu. Tantas vezes arauto do consenso, Cavaco agarrou numa espada e dividiu dolorosamente Portugal ao meio. Seguindo a Constituição, deu a Passos Coelho luz verde para avançar. Nada de errado. Mas deveria, a seguir, ter-se abstido de comentários que acabam por ser delimitadores da sua própria actuação no futuro e que são tiros pela culatra. (...)
Os PR devem ter opiniões. Mas devem saber que, no quadro constitucional português (semi-presidencialista), são um fiel da balança. Se deixarem de o ser, dissolvem a sua função. Agora, se face às circunstâncias, o PS aparecer, comprometendo-se com o euro, o Tratado Orçamental e com os acordos com os credores, mas tendo o apoio parlamentar da esquerda, com uma solução de Governo, que faz Cavaco? Bloqueia tudo? À espera que a PàF tenha maioria absoluta lá para Junho? Em vez de unir, Cavaco contribuiu para desintegrar. Esperava-se outra coisa dos seus últimos dias em Belém.»

Fernando Sobral» Cit In blog «Entre as brumas da memória»)

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