quarta-feira, 19 de agosto de 2015

COELHO E PORTAS EMPOBRECERAM OS POTUGUESES, MAS QUEREM EMPOBRECÊ-LOS AINDA MAIS, POR ORDEM DE BERLIM



«Regresso ao discurso do Pontal... de 2011

Foi há quatro anos e tudo parecia possível ao PSD. Hoje, Passos Coelho tem os mais baixos resultados de sempre e lá teve de arrastar Paulo Portas ao Pontal para dar a cara - também - pela coligação.


Passos sabe que tem de ganhar as eleições. E tem de ganhar por muito mais do que as sondagens lhe dão. Se não, a coligação de direita ficará em minoria no Parlamento e, a repetirem-se as dificuldades históricas de haver uma estratégia conjunta à esquerda, a possibilidade de o CDS - já sem Portas - se entender com o PS é mais que muita. Se a coligação de direita perder as eleições, Passos perde o partido. E quem sabe?, talvez haja quem no PS ache o novo PSD atraente e, juntos, arranjem até um candidato presidencial. As eleições legislativas parecem, pois, servir para escolher quem será o parceiro do PS no próximo Governo. Caso parte da História se repita, a História tenderá a repetir-se forçosamente. Sempre numa lógica de curto prazo.

Na campanha, o medo será o grande argumento político da coligação de direita. Mas até pode ser convincente. O medo é uma emoção básica.

Isso e repetir o pouco que a coligação de direita conseguiu - o controlo do défice orçamental (agitando a humilhação da Grécia - mais medo!), o acesso aos mercados (com o BCE por detrás e rezando para nada aconteça aos mercados - ainda o medo!) e a subida recente do emprego. E nesta última parte, a subida do emprego será usada, mesmo que tenha a ver com tudo o que a coligação de direita sempre combateu: com o aumento do consumo privado, a descida da poupança, o aumento dos subsídios públicos para "pagar" empregos (incluindo no Estado), o relançamento dos "malditos" sectores não transaccionáveis, o aumento do Salário Mínimo Nacional, a incapacidade de cortar despesa pública e a subida tendencial do défice externo.

O PSD sabe o que fez e o que não fez. Não mudou o país como queria; apenas o asfixiou. Não fez as reformas estruturais que prometeu. Nem no Estado, nem no sector privado. Baixou os salários, cortou rendimento social, atabafou a Saúde e a Educação, deu mais recursos às empresas, deu-lhes mais benefícios fiscais, tudo isso porque isso fazia parte do ideário e dos negócios. Apenas melhorou o défice externo, tal como melhoraria se matasse 12% da população, que assim deixariam de comer e consumir. Na verdade, o défice externo melhorou com a maior emigração de sempre.

Aliás, quando o Governo falhou, quando Vítor Gaspar foi "despedido" em Julho de 2013, quando o Governo mudou de política sem o anunciar, quando o PSD adoptou a política do PS, a economia começou a recuperar. A tempo das eleições.

Ouvir Passos Coelho com quatro anos de delay é a prova do fracasso e do descaramento actual. (Minuto 3:00)

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