domingo, 30 de agosto de 2015

PAULO RANGEL EXIGE PENA PESADA PARA JOSÉ SÓCRATES POR TER DADO O RENTÁVEL PAVILHÃO ATLÂNTICO A UM FILHO

 

«Gosto muito deste relatório! Sempre que puder... vou lá!




Esta estirpe de “-ése-dês” radicais que se instalou no poder é muito fofa!
Chega a ser comovente a convicção com que acusam Sócrates e os seus ministros e secretários, de negociatas em que têm também as mãos enterradas, num lamaçal que desde bem antes de Ferreira do Amaral na Lusoponte (para destacar apenas o mais “espectacular) já fez correr milhões para os bolsos dos ministros e “clientes” do PSD, senão mesmo para os cofres do partido.
Chega a ser enternecedora a tentativa de, com estas vistosas ameaças de criminalização de elementos do governo anterior, conseguirem desviar o olhar dos portugueses das suas diárias falcatruas, crimes sociais, terrorismo político, ilegalidades várias, miserável traição dos interesses nacionais... ... ... ...
Será que, já que estão com a mão na massa, não quererão fazer uns inquéritos assim igualmente “rigorosos e factuais” aos ex-ministros e secretários de Estado do PSD e do CDS, à bandalheira do que realmente se passou no BPN, ou então, para não terem que alargar tanto o leque e irem começando a aquecer concentrando-se numa única família:
1. À troca “milagrosa” da casinha algarvia do Cavaco...
2. Às acções “de favor” da SNL compradas pelo Cavaco...
3. Ao financiamento de muitos milhões de euros, pela banca, para a privatização do Pavilhão Atlântico (que até dava lucro ao Estado), financiamento concedido a uma empresa afogada em problemas com o fisco... pertencente ao genro do Cavaco???
Isso é que era “de valor”!!!»

(In blog «Cantigueiro»)

A decadência do regime da III República em Portugal faz lembrar a ascensão do nacional-socialismo na Alemanha. Passos Coelho, Vítor Gaspar, Cavaco e o irrelevante Portas deitaram para o lixo as leis e governaram em ditadura, a ditadura da boçalidade, mas boçal e muito perigosa. Queriam cortar «para sempre» os subsídios de férias e de Natal aos reformados, mas não conseguiram devido ao Tribunal Constitucional.
O altamente rentável Pavilhão Atlântico foi dado a um filho de José Sócrates ou a um filho ou filha de quem? Podridão pior que corrupção.
A Ditadura Fascista do clube de inimigos de José Sócrates é apoiada por muitos antifascistas, que deviam ter vergonha de condenar o fascismo de Salazar e Caetano, porque apoiam o fascismo judiciário dentro da III República.
Os mídia dominantes acreditam na perseguição política, o Sócrates deve ter feito alguma coisa… embora não tenha dado o Pavilhão Atlânrico a um filho…

«UM PROCESSO À DERIVA


AGORA É A OI, MAIS A VIVO E A PT

Continuando a seguir o processo “Operação Marquês” pelo Correio da Manhã – e não há até hoje nenhuma razão para considerar infundadas as notícias nele divulgadas sobre as fases investigatórias por que este processo tem passado – não pode deixar de considerar-se que se está perante um processo completamente à deriva – um processo que tendo partido de uma ideia vagamente apoiada em factos e não tendo, não obstante o tempo já decorrido, sido capaz de se fixar num rumo relativamente seguro nem de coligir um conjunto de factos processualmente credíveis e penalmente relevantes, se vai alimentando de investigações ou pseudo-investigações que noutros contextos, inclusive noutros países, vão sendo feitas.

Do ponto de vista jurídico já dissemos tudo o que sobre o assunto havia a dizer. Na primeira hora e nas horas subsequentes. Tudo o que então foi dito não apenas mantém actualidade, como viu essa actualidade reforçada pelo conhecimento que se vai tendo da investigação.

A tese de que de que a investigação partiu, completamente sufragada pelo juiz de instrução criminal, se não mesmo mais do que isso, é conhecida e logo foi evidenciada no nosso segundo escrito sobre este assunto.

A ideia base é esta: há aqui um tipo, que foi ministro e primeiro-ministro deste país, que está, desde que deixou de exercer funções governamentais, a viver manifestamente acima das suas possibilidades; além disso tem ar de malandro, tem um grupo de amigos tão ou menos recomendáveis do que ele; seguramente estará metido em quanta porcaria existiu durante os seus mandatos; com base em alguns factos conhecidos, que serão amplamente difundidos pela imprensa, fundamentar-se-á a sua prisão; e com ele na cadeia investigar-se-á toda a sua vida, as suas amizades, os negócios em que participou em nome do Estado português… e alguma coisa se há-de encontrar; como isto é muito complexo, poder-se-á contar com o prazo de um ano, eventualmente de ano e meio, para fazer a investigação e deduzir a acusação. Mãos à obra!

E assim se fez. Quem se der ao trabalho de coligir e enumerar os múltiplos negócios sob suspeita, geradores de proveitosos réditos, e a facilidade com que se deixam cair uns e se pegam noutros, chega inevitavelmente a duas conclusões:

Primeira – Para recoltar todos esses proventos, quer pelo seu número, quer pela sua magnitude, seria necessário dispor de uma poderosa organização que manifestamente se não compadece com a omnipresença diligente de um estimado amigo; logo, será necessário ampliar, e muito, a investigação;

Segunda – A frequente passagem de um tema para outro, a dificuldade em se fixar num assunto, em estabelecer e fixar factos susceptíveis de integrarem um tipo legal de crime, leva a investigação a saltitar de um negócio para outro, com a ansiedade e o pânico típicos de um náufrago à deriva que sente afastar-se cada vez mais da linha da costa – em resumo, está-se perante um processo completamente à deriva.

Conclusão: Como tudo o que está sendo feito é absolutamente inaceitável num Estado de Direito, como é hoje evidente que se prendeu para investigar, tem de concluir-se, qualquer que seja o desfecho deste processo e não obstante as decisões intercalares já proferidas (quase todas juridicamente lamentáveis), que se está muito próximo de uma situação de “cárcere privado”, convenientemente disfarçada pelo exercício de um poder discricionário inconcebível em processo penal.» (J M Correia Pinto in blog «Politeia»)


A Corrupção em Portugal começa à volta da presidência da República e vem por aí abaixo. A nacionalização da falência do BPN foi para proteger o círculo dos amigos pessoais do Cavaco Silva. Os pensionistas, os funcionários públicos e os trabalhadores de algumas empresas estatais é que estão a pagar esta falência criminosa com os seus subsídios de férias, o que dói muito, quando o poder judicial não descobre a que bolsos foi parar o dinheiro que desapareceu e levou o BPN à falência. E até há quem diga que não há corrupção em Portugal, e logo num evento organizado pelo PSD!!!
«O povo já sabia, mas agora não perdoa, não perdoa: os submarinos do Portas, o BPN, as PPPs, o Relvas, o Pavilhão Atlântico vendido em saldo ao genro do Cavaco, a EDP e a REN vendidas aos Chineses e sob a tutela dos barões do PSD, o exército de boys e assessores imberbes que recebem subsídios de férias enquanto acusam aqueles a quem esse salário é confiscado de “priveligiados” (é incrível mas é verdade…), a constante degradação das relações laborais que transforma o trabalhador por conta de outrem num trabalhador à jorna, a ordem de expulsão dada a toda uma geração do seu próprio país !!! O povo já não perdoa, nem pode perdoar! Nem pode perdoar se é para haver o mínimo de esperança num processo regenerador.

O movimento em curso apresenta uma série de características, que só em momentos de grandes mudanças sociais se conjugam:


1 – É um movimento que se estende de norte a sul, de Braga a Portimão, das ilhas ao continente. A única manifestação comparável ao 15 de Setembro foi o 1º de Maio de 74, não se sabe ao certo quantos cidadãos se manifestaram, à quem diga 1 milhão… O 21 de Setembro, a manif da CGTP dia 29 (provável greve geral aí anunciada?), o acossar aos ministros onde quer que vão, este é um ritmo de protesto sem precedentes desde o PREC. Estamos a viver o “Outono Quente”.» (In «5 Dias net»)

terça-feira, 25 de agosto de 2015

TSIPRAS - 2 PASSOS ATRÁS PARA PREPARAR 3 PASSOS EM FRENTE?

«Zizek: A escolha não é ‘capitulação ou grexit’

Zizek e Tsipras. Foto matthew_tsimitak/Flickr

Num artigo publicado no Nouvel Observateur, o filósofo esloveno diz que a Grécia não está preparada para sair do euro e que primeiro será preciso arrancar o controlo do aparelho de estado, que continua a ser um feudo da direita e da “máquina clientelar corrupta”.


Apoiante do Syriza nas últimas eleições, Slavoj Zizek comenta a situação política grega após a assinatura do terceiro memorando e do “choque devastador” da passagem do ‘Não’ do referendo ao ‘Sim’ a Bruxelas.
Mas em vez de o comparar, como Varoufakis, ao tratado de Versalhes, Zizek prefere fazê-lo com o de Brest-Litovsk, assinado pelos alemães e soviéticos em 1918. “Para grande consternação de muitos apoiantes, o governo bolchevique, ao assinar esse tratado, cedeu às exigências alemãs exorbitantes. É certo que bateram em retirada, mas isso permitiu-lhes beneficiar de espaço para respirar e assim fortalecer as bases do seu poder e esperar”, explicou Zizek, fazendo o paralelo com a Grécia de hoje: “esta história não acabou” e novas crises vêm a caminho, avisa.
“A tarefa do governo Syriza é de se preparar para esse momento, ocupar pacientemente as posições que deve ocupar, e considerar todas as escolhas possíveis. O facto de conservar o poder político nestas condições impossíveis oferece no entanto um pequeno espaço que permite prepara o terreno para uma ação posterior e para educar politicamente a população”, acrescenta Zizek.
O paradoxo grego apresentado por Slavoj Zizek resume-se desta forma: ao mesmo tempo que o memorando está condenado a fracassar, o governo deve aplicá-lo até à “próxima explosão”. “Porquê? Porque a Grécia, como é óbvio, não está por enquanto em posição de optar pelo grexit – ela não dispõe de um plano B que lhe permitisse conduzir com sucesso esta operação delicada e complexa”, argumenta o filósofo esloveno.
Ao conseguir mais tempo, o governo do Syriza deve aplicá-lo “a reorganizar radicalmente as instituições sociais e políticas da Grécia, corrompidas desde longa data”, defende Zizek. O filósofo discute ainda a linha política dos dissidentes da Plataforma de Esquerda – que criaram um grupo parlamentar próprio chamado Unidade Popular e vão a eleições contra o Syriza. Para Zizek, a defesa da saída do euro não responde ao elevado endividamento privado de cidadãos e empresas (que não pode ser anulado como a dívida pública) e à dependência das importações europeias.
“Por outras palavras, onde se encontraria a Grécia em caso de grexit? Em qual “fora”? No “fora” onde está a Bielorrússia ou Cuba?”, questiona Zizek, respondendo citando Paul Krugman quando disse que “ninguém pode saber ao certo quais serão as consequências de um grexit”.

“Tsipras não será o novo Lula”

Zizek diz-se supreendido com o “nacional-populismo” revelado pelos dissidentes do Syriza, que considera “totalmente inaceitável”. E diz que é preciso rejeitar “dois mitos otimistas: o mito da plataforma de esquerda, de que haveria uma forma racional de fazer um grexit bem sucedido e gerar uma nova prosperidade, e o mito inverso (defendido entre outros pelo economista Jeffrey Frankel) que faz crer que Tsipras poderia tornar-se um novo Lula, aplicando ao pormenor o plano de resgate imposto ao seu país”.
Zizek defende que a escolha não está entre “capitulação ou grexit” e que o Syriza se vê na situação única e difícil de ser obrigado a fazer o contrário do que defende para evitar que os seus adversários recuperem o poder. Por isso, conclui Zizek, os inimigos do governo não são os da Plataforma de Esquerda, mas os que no atual cenário de derrota acabam por ser cooptados pelos vencedores, incluindo no próprio Syriza.» (In «InfoGrécia»)

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

O ALCÁCER-QUIBIR DE PASSOS COELHO, PORTAS E CAVACO


Portugal perdeu a independência, em 1580 para a Espanha e em 2014 para  a Alemanha.
Portugal é um país desgraçado pela Alemanha, com o apoio do Reich dos Estados Unidos, representado por Christine Lagarde (só os EUA têm direito de veto no FMI, que tem a sede em Washington).
É este país arruinado que vai ter eleições em 4 de Outubro de 2015.

Muitas das vítimas do trio interno (Coelho, Portas e Cavaco), ao serviço da selvajaria alemã, requintada em Auschwitz e Treblinka, que perderam para sempre subsídios de férias e de Natal vão votar nos seus carrascos. Um país em que as vítimas votam nos seus carrascos é um país perdido, estas vítimas querem mais desgraças ainda…

sábado, 22 de agosto de 2015

A REACÇÃO GREGA À GUERRA CONTRA A ALEMANHA

«Dissidentes do Syriza formam Unidade Popular

Panagiotis Lafazanis. Foto Avgi

Vinte e cinco deputados da Plataforma de Esquerda abandonam o partido e formam o terceiro maior grupo parlamentar. A Unidade Popular deverá concorrer com listas próprias às legislativas.


Liderado pelo ex-ministro Panagiotis Lafazanis, o grupo de deputados dissidentes poderá aumentar durante os próximos dias. Segundo a televisão Skai, há mais quatro deputados do Syriza prestes a anunciar a saída do partido rumo à Unidade Popular. Entre eles está a ex-vice-ministra das Finanças Nadia Valavani.
Com os atuais 25 deputados, o novo grupo parlamentar torna-se a terceira força do parlamento helénico, ultrapassando os 17 da Aurora Dourada. E assim o presidente da República será obrigado a conceder-lhes a oportunidade de formarem um governo minoritário nos próximos dias, após falharem as outras duas tentativas.
Outros deputados antimemorando, como Yanis Varoufakis ou Zoe Konstantopoulou, ainda não decidiram se irão juntar-se ao novo partido de Lafazanis. Para já, os deputados confirmados são Panagiotis Lafazanis, Stathis Leoutsakos, Kostas Isichos, Rachel Makri, Kostas Lapavitsas, Dimitris Stratoulis, Evgenia Ouzounidou, Thanasis Petrakos, Stefanos Samoilis, Athanasios Skoumas, Yannis Stathas, Alexandra Tsanaka, Despina Charalambidou, Eleni Psarea, Thomas Kotsias, Aglaia Kyritsi, Vasilis Kyriakakis,Michalis Kritsotakis, Ioanna Gaitani, Litsa Amanatidou, Yannis Zerdelis, Kostas Delimitros, Ilias Ioannidis, Zisis Zannas and Vangelis Diamantopoulos.« (In «InfoGrécia»)

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

A DEMISSÃO DE TSIPRAS E AS ELEIÇÕES ANTECIPADAS

«Tsipras escolhe ser julgado nas urnas

Tsipras anuncia demissão e concorre a novas eleições.

O primeiro-ministro grego apresentou a demissão no dia em que o país recebeu a primeira tranche do empréstimo. “O mandato de 25 de janeiro está esgotado”, afirmou Tsipras antes de pedir aos eleitores que julguem as suas ações e lhe dêem um novo mandato para renegociar a dívida, combater a corrupção e pôr a economia a crescer.


Alexis Tsipras entregou a sua demissão esta quinta-feira ao Presidente da República, que agora irá pedir aos três maiores grupos parlamentares, um a um, para tentarem formar um governo minoritário. Num cenário de abandono imediato dos deputados do Syriza que não apoiaram o memorando, poderiam formar um grupo parlamentar próprio, mais numeroso que a bancada da Aurora Dourada, pelo que seriam também chamados, em vez dos neonazis, a tentar formar governo.
Segundo a imprensa, a data de 20 de setembro será a preferida de Tsipras para a realização do ato eleitoral. A concretizar-se, a Grécia irá abrir um ciclo de eleições no Sul da Europa, com a Catalunha a ir a votos logo na semana seguinte. Uma semana depois, será Portugal a votar em eleições legislativas. Seguem-se as legislativas espanholas, com data ainda por anunciar.

Tsipras pede maioria clara para evitar o regresso ao dracma ou aos partidos do sistema decadente

“Sinto a obrigação ética e política de deixar as minhas ações ao vosso julgamento: o que foi certo, o que foi errado e o que não foi feito”, afirmou Alexis Tsipras, dizendo-se orgulhoso das negociações duras dos meses deste mandato e repetindo que o acordo com os credores foi o melhor que se podia alcançar e que algum governo alcançou até agora.
Contudo, Tsipras afirmou que não esperava a reação dos governos europeus às propostas que levou às negociações. “A Europa não é a mesma depois destes seis meses”, prosseguiu o primeiro-ministro demissionário, lembrando que a luta do seu governo se tornou numa bandeira das lutas contra a austeridade na Europa.
Para o próximo mandato, Tsipras propõe-se liderar o processo de renegociação da dívida grega, prosseguir as políticas da reforma do Estado e de combate à corrupção e ao poder da oligarquia, para além de prometer minimizar os efeitos da austeridade das políticas do memorando sobre os mais pobres.
Dando como certo que parte do seu partido irá apresentar-se contra ele nas eleições, Tsipras pediu aos eleitores que lhe dêem uma maioria para afastar o que diz ser as duas alternativas ao seu governo: o regresso dos partidos do velho sistema, ou, referindo-se aos dissidentes do Syriza agrupados em torno da Plataforma de Esquerda e à esquerda extraparlamentar, o regresso ao dracma que implicaria um novo e mais duro memorando.

Oposição critica eleições, Plataforma de Esquerda assume que vai concorrer

A reação dos partidos da oposição foi quase unânime nas críticas ao primeiro-ministro. Apenas o líder dos parceiros de governo, Panos Kammenos, se limitou a dizer que os Gregos Indepedentes irão concorrer às eleições e estão prontos a colaborar com Tsipras e o Syriza.
O líder da Nova Democracia, Vangelis Meimarakis, disse que “Tsipras está a fugir dos seus problemas e do fantasma de Lafazanis”, numa referência ao ex-ministro que protagonizou a oposição interna ao terceiro memorando. Meimarakis acrescentou que não irá facilitar a vida ao primeiro-ministro e deverá esgotar os três dias de que dispõe para conversações com vista à formação de um governo minoritário.
Por seu lado, o líder do KKE disse que o partido está sempre preparado para ir a votos.Dimitris Koutsumbas acusou o governo de querer fazer eleições o quanto antes para não dar tempo à oposição e aos seus opositores internos para se organizarem.
Stavros Theodorakis, do Potami, lamentou a demissão do governo, que tinha “a tolerância e o apoio parlamentar de partidos da oposição até a economia estabilizar”. Theodorakis censurou a escolha de Tsipras ao marcar eleições já, “antes que as pessoas percebam o que irão pagar em outubro”, classificando-a de “uma escolha trágica para o país”.
Quem deverá concorrer fora do Syriza são os membros da Plataforma de Esquerda, queem comunicado prometeram levar às urnas a “oposição a todos os memorandos”, acusando Tsipras de ter “enterrado o sonoro ‘Oxi’ do referendo” de 5 de julho. Para além da rotura com o memorando, a Plataforma deverá apresentar como bandeiras eleitorais a anulação da maior parte da dívida do país, graças a um rumo de “soberania e independência nacional”.» (In «InfoGrécia») 

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

TSIPRAS DEMITE-SE E CONVOCA ELEIÇÕES ANTECIPADAS


Os mídia portugueses são repugnantes, alinhados com a demencial ditadura de Berlim sobre a chamada «União» Europeia.

Esta ditadura de Berlim militarizada com o apoio do reich dos Estados Unidos, impôs condições demenciais à Grécia.
Eu acho que os vencidos na II Guerra Mundial não devem dominar o Mundo.

Tsipras, violentamente atacado pela ditadura demencial de Berlim, e pelos cabeçudos e pelas cabeçudas do Eurogrupo,

e por todos os colaboracionistas, teve que se demitir.

Tsipras virará um traidor, ou vai jogar contra a ditadura demencial de Berlim?

A CORRUPÇÃO EM PORTUGAL E NA CHAMADA «UNIÃO» EUROPEIA


Quando há manifestações contra a corrupção no Brasil, os mídia dominantes em Portugal fazem de conta que não há corrupção em Portugal e na chamada União Europeia.
O Tratado de Maastricht em si é um acto de corrupção, porque «legaliza» muita criminalidade. Todos os tratados posteriores ao de Maastricht e que têm por objectivo complementá-lo são em si, todos eles, actos de corrupção.
O «Pingo doce» e o «Continente» pagam os impostos na Holanda. Esta fuga ao fisco em si é um crime muito grave «legalizado» pela chamada «União» Europeia. A fuga aos impostos é um crime estimulado e «legalizado» pela União Europeia. Uns Estados da chamada «União» Europeia roubam a outros o dinheiro dos impostos!!!!
As leis da moeda euro e do falso «BCE» são todas elas um acto de corrupção. A moeda euro e o falso «BCE» foram concebidos para que os Estados da chamada «União» Europeia se roubassem uns aos outros. A Alemanha, habituada ao saque na II Guerra Mundial, pratica o chamado saque germânico. Só com a crise grega a Alemanha já ganhou mais de mil milhões de euros.
Em Portugal o símbolo da corrupção na III República é o Pavilhão Atlântico um caso gravíssimo de corrupção, mas considerada corrupção «legal», que é a mais grave de todas.
A sociedade SGPS é uma organização mafiosa formada por mafiosos do chamado Centrão dos Interesses, que se infiltraram no PSD e no PS.
Dentro da Esquerda o Centrão dos Interesses é representado nas presidenciais por Maria de Belém, que entrou para a política para enriquecer, exercendo cargos governamentais de onde saiu, directamente, para «tachos» no sector privado, directamente ligados à sua actividade como ministra.


Censura radical na TVI-PSD - Passos Coelho e Nuno Crato impuseram o despedimento de jornalista da TVI não-alinhada com o PSD



Ana Leal terá sido forçada a demitir-se da TVI por dizer algumas supostas verdades sobre o governo!

NOTÍCIAS - NOTÍCIAS - 
Ana Leal terá sido forçada a demitir-se da TVI por dizer algumas supostas verdades sobre o governo!
A conhecida repórter Ana Leal fez uma reportagem onde mostrou publicamente a forma com que o nossos governantes estão a esbanjar “dinheiro público” para financiar o ensino privado, ao mesmo tempo que faltam verbas nas escolas públicas, o que notoriamente põe em causa a necessária qualidade de ensino baseada na igualdade e na dignidade, para todos os portugueses.
Em consequência desta reportagem ela perdeu o emprego, foi “convidada a sair” da estação de televisão de imediato, e ninguém ouviu falar disto, foi tudo abafado como já vem sendo costume no nosso país.
Será que vamos ter de andar sempre com um “açaime”? Será que quem levanta a voz e dá a cara e expondo os podres do sistema, para que todos nós saibamos o que se passa lá dentro, tem de sofrer represálias sozinha, quando divulgou algo do interesse de “quase” todos os portugueses? Até quando vamos permitir que nos silenciem?
Isto é revoltante e merece ser partilhado para que seja conhecida mais uma situação de injustiça no nosso país!
Pode ver a reportagem em causa neste vídeo:

Fonte: MELHOR PORTUGAL


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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

COELHO E PORTAS EMPOBRECERAM OS POTUGUESES, MAS QUEREM EMPOBRECÊ-LOS AINDA MAIS, POR ORDEM DE BERLIM



«Regresso ao discurso do Pontal... de 2011

Foi há quatro anos e tudo parecia possível ao PSD. Hoje, Passos Coelho tem os mais baixos resultados de sempre e lá teve de arrastar Paulo Portas ao Pontal para dar a cara - também - pela coligação.


Passos sabe que tem de ganhar as eleições. E tem de ganhar por muito mais do que as sondagens lhe dão. Se não, a coligação de direita ficará em minoria no Parlamento e, a repetirem-se as dificuldades históricas de haver uma estratégia conjunta à esquerda, a possibilidade de o CDS - já sem Portas - se entender com o PS é mais que muita. Se a coligação de direita perder as eleições, Passos perde o partido. E quem sabe?, talvez haja quem no PS ache o novo PSD atraente e, juntos, arranjem até um candidato presidencial. As eleições legislativas parecem, pois, servir para escolher quem será o parceiro do PS no próximo Governo. Caso parte da História se repita, a História tenderá a repetir-se forçosamente. Sempre numa lógica de curto prazo.

Na campanha, o medo será o grande argumento político da coligação de direita. Mas até pode ser convincente. O medo é uma emoção básica.

Isso e repetir o pouco que a coligação de direita conseguiu - o controlo do défice orçamental (agitando a humilhação da Grécia - mais medo!), o acesso aos mercados (com o BCE por detrás e rezando para nada aconteça aos mercados - ainda o medo!) e a subida recente do emprego. E nesta última parte, a subida do emprego será usada, mesmo que tenha a ver com tudo o que a coligação de direita sempre combateu: com o aumento do consumo privado, a descida da poupança, o aumento dos subsídios públicos para "pagar" empregos (incluindo no Estado), o relançamento dos "malditos" sectores não transaccionáveis, o aumento do Salário Mínimo Nacional, a incapacidade de cortar despesa pública e a subida tendencial do défice externo.

O PSD sabe o que fez e o que não fez. Não mudou o país como queria; apenas o asfixiou. Não fez as reformas estruturais que prometeu. Nem no Estado, nem no sector privado. Baixou os salários, cortou rendimento social, atabafou a Saúde e a Educação, deu mais recursos às empresas, deu-lhes mais benefícios fiscais, tudo isso porque isso fazia parte do ideário e dos negócios. Apenas melhorou o défice externo, tal como melhoraria se matasse 12% da população, que assim deixariam de comer e consumir. Na verdade, o défice externo melhorou com a maior emigração de sempre.

Aliás, quando o Governo falhou, quando Vítor Gaspar foi "despedido" em Julho de 2013, quando o Governo mudou de política sem o anunciar, quando o PSD adoptou a política do PS, a economia começou a recuperar. A tempo das eleições.

Ouvir Passos Coelho com quatro anos de delay é a prova do fracasso e do descaramento actual. (Minuto 3:00)

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

A SELVAJARIA DO IMPERIALISMO ALEMÃO





«Democracia sem soberania popular?



«O drama da Grécia representa uma rendição. Um povo elege um governo que quer quebrar o círculo vicioso que o domínio do capital especulativo impôs aos países e aos seus governos e faz uma consulta popular na qual os cidadãos expressam o seu desejo de romper com essas correntes. Mas as estruturas económicas e políticas do poder da Europa impedem que essa vontade popular se concretize. O poder do capital financeiro é contrário à soberania popular, à democracia do povo.

É o fim da democracia na Europa? Se se continuar a impedir que novas forças, como o Syriza e Podemos, possam chegar ao governo e pôr em prática políticas alternativas, a democracia política ficará reduzida a uma casca sem conteúdo popular.

Para tentar bloquear essas novas alternativas foi utilizado um monstruoso poder mediático para gerar formas de rejeição dessas forças, através de campanhas de mentiras e de calúnias, de disseminação do medo da mudança, que é a única força que sobra às organizações conservadoras e às suas variantes mal disfarçada de renovação do que é velho para tentar que sobreviva.

Nesta luta entre o velho e o novo, no não podemos e no podemos, entre a resignação e a indignação, o que está em jogo é o destino da democracia na Europa.» (Cit. in blog «Entre as brumas da memória»)

domingo, 16 de agosto de 2015

A DITADURA DO IMPERIALISMO ALEMÃO POSTA EM CAUSA

«A austeridade fracassou: Carta aberta de Thomas Piketty e de outros economistas a Angela Merkel



«Juntos apremiamos a la canciller Merkel y a la troika a efectuar una corrección de rumbo para evitar mayores desastres y permitir que Grecia permanezca en la eurozona. Ahora mismo se le está pidiendo al gobierno griego que se ponga una pistola en la cabeza y apriete el gatillo. Por desgracia, la bala no solo acabará con el futuro de Grecia en Europa. El daño colateral acabará con la eurozona como ejemplo de esperanza, democracia y prosperidad y podría llevar a consecuencias económicas de largo alcance en todo el mundo.

En la década de 1950, Europa se fundó sobre el perdón de deudas pasadas, sobre todo las de Alemania, lo que generó una aportación masiva al crecimiento económico y la paz de la postguerra. Hoy necesitamos reestructurar y reducir la deuda griega, dejar espacio para que la economía pueda respirar y recuperarse, y permitir que Grecia vaya pagando un gravamen reducido de la deuda durante un largo periodo de tiempo. Este es el momento de repensar con humanidad el programa de austeridad, punitivo y fracasado, de años recientes y avenirse a una reducción considerable de las deudas griegas en conjunción con reformas muy necesarias en Grecia.

Nuestro mensaje a la canciller Merkel es bien claro: le apremiamos a emprender esta acción vital de liderazgo para con Grecia y Alemania, y también ante el mundo. La historia le recordará por su forma de actuar en esta semana. Esperamos y contamos con que haga posible que se den pasos audaces y generosos en relación con Grecia que sean de utilidad para Europa en las generaciones por venir.»(O realce é meu.) 

Na íntegra AQUI. » (Cit. in blog «Entre as brumas da memória»)