segunda-feira, 27 de julho de 2015

Tempo de guerra da ex-União Europeia contra a Grécia


As condições impostas pela Alemanha à Grécia são imposições típicas de uma conquista militar.

Os comunicados do «Eurogrupo» sobre a Greécia são comunicados de guerra.


A ex-União Europeia não enfrenta penas uma crise financeira e económica, enfrenta uma gravíssima crise moral e ética por parte da Alemanha, do «Eurogrupo», por parte do falso BCE e por parte da falsa Comissão Europeia.
A crise moral e ética é anterior à crise financeira. A União Europeia fomenta o crime fiscal, fomenta a evasão fiscal. Assim, a alta burguesia portuguesa vai pagar os impostos à Holanda, alegremente.
A troika nada sabe de Matemática, é um caso de criminalidade política, associada a insucesso escolar. Já destruiu um quarto da economia da Grécia e quer destruir o resto.

Vivemos uma crise moral e ética igual à que existiu quando Hitler assumiu o poder.






«“Planos B” de Lafazanis e Varoufakis animam a imprensa grega

Lafazanis e Varoufakis

Depois dos gregos não se terem entusiasmado com o relato da imprensasobre o “plano B” de Lafazanis para sair do euro, este fim de semana foram publicados detalhes do “plano B” de Varoufakis, uma versão eletrónica de moeda paralela, confirmada pelo próprio.


A seguir a Alexis Tsipras ter justificado a assinatura do acordo por não lhe terem sido apresentadas alternativas à chantagem que evitassem a bancarrota descontrolada, a Plataforma de Esquerda organizou uma sessão aberta num hotel em Atenas, com centenas de pessoas a quererem discutir os próximos passos em resposta à decisão política que diziam pôr em causa o resultado do referendo.
Nessa sessão a 14 de julho, apresentada no dia seguinte pela imprensa alemã como uma “reunião secreta”, o então ainda ministro da Energia atacou a decisão da maioria do governo em aceitar a imposição de Bruxelas e Berlim – Lafazanis abster-se-ia no dia seguinte na votação do primeiro pacote de medidas prévias exigidas pelos credores – e quis deixar claro aos seus apoiantes que ele tinha uma alternativa.
O plano de Lafazanis que Tsipras não aceitou passaria por usar os 22 mil milhões de euros detidos pelo Banco da Grécia enquanto o processo de emissão de nova moeda não estivesse concluído. Nos dias seguintes, novas versões do encontro já falavam de “assalto aos cofres” por parte da extrema-esquerda e até na prisão do governador do banco central – o ex-ministro das Finanças da troika, Yiannis Stournaras – caso ousasse de alguma forma resistir às ordens do governo.
Lafazanis foi afastado do governo após votar contra as medidas que conduzem ao terceiro memorando e o Financial Times voltou este fim de semana a “reacender” a história, com os mesmos dados que a imprensa grega tinha revelado dez dias antes. Alexis Tsipras chegou mesmo a ridicularizar os planos defendidos pelos dois ex-ministros, ao sugerir que os opositores fossem explicar ao país que a solução era “assaltar o stock de notas ou pagar aos reformados em IOU’s”…

O plano de Varoufakis: Hackear o software da troika e pôr os telemóveis a usar moeda eletrónica

Este fim de semana surgiu no diário Ekathimerini outro “plano B” que supostamente o Syriza tinha na manga mesmo antes de ir para o governo. Soube-se pela boca de Yanis Varoufakis, que decidiu contá-lo a uma plateia de investidores institucionais e privados. O ex-ministro das Finanças confirmou que tinha uma equipa de cinco pessoas a trabalhar com o seu gabinete para a criação de um sistema paralelo de liquidez, que pudesse ser ativado de forma instantânea em caso de tentativa de asfixia financeira do país, como veio de facto a suceder, e que permitiria também em último caso uma transição para uma nova moeda.
Tsipras nunca deu a luz verde para a execução do plano – que para ser concretizado iria necessitar de mil funcionários em vez de cinco – nem mesmo depois do referendo, quando Varoufakis foi derrotado no governo, ao defender a escalada do conflito com os credores, apoiando-se nos 61% do “Oxi”.
O plano de Varoufakis passava por entrar na rede informática do sistema da receita fiscal – cujo secretário-geral diz estar “controlado pela troika” [e não o próprio software informático, como traduziu erradamente o Ekathimerini] – e ter acesso às contas e dados fiscais de todos os contribuintes. Dessa forma, “apenas carregando num botão”, o ministério das Finanças podia transferir digitalmente notas promissórias (os IOU), acompanhadas por um código para que o destinatário (empresa ou contribuinte individual) pudesse usar esse valor em euros para os seus pagamentos. Varoufakis acredita que o sistema tinha potencial para se espalhar rapidamente, nomeadamente através das aplicações para telemóvel que serviriam para facilitar as transações.
O ex-ministro das Finanças confirmou ao diário britânico Telegraph que as citações que lhe atribuem desse encontro com investidores estão exatas, mas diz que a imprensa está a distorcê-las para tentar provar que ele defendia a saída do país do euro, posição que sempre combateu. “Distorcem totalmente a minha posição para parecer que eu queria um sistema de liquidez paralela. Eu sempre fui totalmente contra desmantelar o euro porque não se sabe que forças obscuras isso pode libertar na Europa”, afirma. «(In «InfoGrécia»)

Sem comentários:

Enviar um comentário