segunda-feira, 13 de julho de 2015

O EUROGRUPO É UMA QUADRLHA DE LADRÕES, TORTURADORES E ASSASSINOS, EM NADA MELHOR QUE O GOVERNO NAZI DE HITLER

Foi a ladrões, torturadores e assassinos que Tsipras vendeu a Grécia.
Estes crimonosos e criminosas que durante 5 anos destruíram a Grécia, provocaram 10 mil mortos, só por suicídio (2 mil mortos por ano), e provocaram uma recessão monumental, que Tsipras se propõe agravar ainda muitíssimo mais.


«Uma dúzia de balanços e perspectivas

1. Estava totalmente errado sobre o significado político da viragem referendária na Grécia, que pareceu iniciar um caminho alternativo liderado por Tsipras. Desculpem, mas foi o optimismo da vontade a falar. Voltará a acontecer, claro.

2. Quem afinal de contas nunca teve um plano B, técnico e político, que teria de ser o A num contexto de fusão da questão social com a questão nacional, tem de se sujeitar à austeridade, a privatizações, a ataques de difícil reversibilidade ao salário directo e indirecto, e a ver a dívida a ser usada pelos credores, nos seus tempos e interesses, como instrumento de conformação com uma ordem pós-democrática: do absurdo à tragédia continua ser um bom resumo grego destes dias negros, negros.

3. A ideia de expulsar a Grécia do Euro, que é sempre anunciada, mas que nunca será concretizada por iniciativa de quem manda e de quem beneficia com este arranjo, teve e terá por objectivo obter a rendição dentro do Euro, o que, numa certa óptica imperialista inerente à Zona, fez ainda mais sentido político depois da última proposta apresentada pelo governo grego e que anulava politicamente o efeito de um referendo tão custoso quanto corajoso.

4. Enquanto certa esquerda luta por mínimos, já longe dos que foram fixados programaticamente, neste quadro estrutural sem instrumentos até para esses mínimos, as direitas sabem o que querem e, mais importante, têm os instrumentos máximos do Euro.

5. Neste contexto, Francisco Louçã tem obviamente toda a razão quando escreve: “enganam-se os que escrevem, na Grécia e noutros países, que estamos a assistir à surpresa de um golpe: de facto, o golpe já está inscrito nos tratados e está simplesmente a ser aplicado.” Euro-imperialismo, de facto.

6. Entretanto, o papel desempenhado pelo governo “socialista” francês na semana que passou é absolutamente coerente com a trajetória desta gente desde a trágica capitulação de 1983. Têm conhecimento e experiência, de facto. A França ajuda a que todos fiquem trancados num arranjo, que não é só cambial, e que ajuda na dominação económica, e logo política, alemã.
7. Os termos fixados ainda antes da vitória do Syriza – saída ou capitulação – são os que sobrevivem e também foram reafirmados por um documento apresentado pela Plataforma de Esquerda do Syriza na semana passada. Não se desiste.

8. O método de análise que deverá ser seguido consiste em comparar o que o governo grego aceitou para os próximos anos com o que estava escrito no programa de Salónica. A verdade é que este exercício só nos levará à conclusão de que nesse programa havia uma contradição insanável. Ela foi por agora resolvida pela pressão estrutural.

 9. À esquerda portuguesa que se mantiver na contradição de Salónica terá de ser dito: o vosso programa não vale o papel.

10. O europeísmo, entendido como a prioridade à reforma institucional na escala da moeda, morreu hoje à esquerda da antiga social-democracia.

11. A saída do Euro faz hoje parte do adquirido estratégico da esquerda portuguesa que quiser aprender com as lições gregas.

12. Não há atalhos políticos. Só um trabalho de construção programática e de acumulação de forças poderá fazer a prazo a diferença no contexto português.» (Jorge Bateira, In blog «Ladrões de Bicicletas»)


"Resta declararmo-nos dissidentes desta Europa punitiva

«O projecto europeu foi usurpado por políticos autoritários, desprovidos de visão e de capacidades democráticas, incapazes de receber, compreender e valorizar o passado de paz e de evolução positiva que outros construíram ao longo das últimas décadas. Esta Europa da paz, de aposta na coesão e de um desenvolvimento que as cinzas da Segunda Guerra não deixariam adivinhar, esta Europa está hoje desfeita, violentamente amesquinhada por instituições sem cultura nem projecto, apenas detentoras de poderes que inventaram para si mesmas e que se auto-atribuíram de maneira ilegítima e insensata.

Nunca, tenho esta convicção, nenhuma realidade institucional se auto-desfez tão desabridamente como se está hoje a desfazer esta União Europeia, tomada por usurpadores que a controlam. De tal forma assim é que me parece que não nos restam senão dois caminhos, a todos os que confiamos na democracia, no bem-estar e na paz na Europa. A todos os que confiamos na equidade entre os povos e numa vida cosmopolita e capaz. Resta-nos declararmo-nos dissidentes desta Europa punitiva e resta-nos proclamarmos a ambição de abrir novos caminhos, que reconstruam as nossas vidas. Melhor, que reconstruam as possibilidades de vida dos nossos filhos, usando para isso os instrumentos de sempre: a dignidade, o respeito pelo trabalho, o valor da democracia, a acção pública em nome dos povos.

Eu declaro-me dissidente desta Europa, dos seus instrumentos de violência e da sua incapacidade de agir em nome do bem comum. Eu declaro-me dissidente desta Europa que quer aniquilar povos, mas serve diligentemente os capitais financeiros que comandam, os sistemas bancários que a governam e os mercados que endeusou, ao mesmo tempo que esqueceu os cidadãos e a cidadania. Eu declaro-me dissidente deste mundo de instituições incapazes, e declaro que a minha ambição europeia tem hoje a voz da Grécia.»

Da intervenção de José Reis, a ver na íntegra, na sessão pública «A crise europeia à luz da Grécia», realizada no Fórum Lisboa no passado dia 2 de Julho. As dúvidas que restassem, sobre a natureza dos poderes que hoje comandam a Europa - e as estruturas que os materializam - ficaram ontem, 12 de Julho de 2015, completamente desfeitas." (In blog «Ladrões de Bicicletas»)


REUNIÃO DO EUROGRUPO NA ACRÓPOLE DE ATENAS


«Leia aqui o acordo da cimeira europeia

Juncker, Dijsselbloem e Schulz. Foto União Europeia
Ao início da manhã, o governo grego e os credores fecharam o acordo para um financiamento que pode chegar aos 86 mil milhões e incluir a restruturação da dívida e um pacote de 35 mil milhões para a criação de emprego. A Grécia continua no euro e a asfixia aos bancos vai acabar, ao contrário da austeridade.
O acordo define como pré-condição que a Grécia aprove esta semana as alterações no regime do IVA e das pensões, a independência da entidade que trata das estatísticas nacionais e a criação de mecanismos de cortes automáticos de despesa em caso de desvio das metas orçamentais.
A aprovação destas medidas permitirá avançar para a negociação do programa e desbloquear 7 mil milhões a 20 julho e outros 5 mil milhões em meados de agosto. O BCE deverá agora retomar a liquidez à banca grega, ainda de portas fechadas após a asfixia decretada nas últimas semanas pelo Eurogrupo.
O FMI também deverá estar ligado ao novo programa e o fundo a constituir para as privatizações, no valor de 50 mil milhões de euros, será constituído e gerido pela Grécia, ao contrário da proposta inicial que passava a gestão para uma instituição onde o governo alemão participa através do banco público de investimento. Metade do total das vendas servirá para recapitalizar os bancos, um quarto para abater a dívida e um quarto para investimento.
Tal como no acordo de 20 de fevereiro, a Grécia fica obrigada a consultar as instituições (BCE, FMI e Comissão) antes de propor legislação nas áreas cobertas pelo programa. E terá de rever legislação que contrarie as medidas deste programa ou apresentar alternativas que compensem a despesa. O pacote anticrise humanitária, que garante eletricidade, alimentação e alojamento aos mais pobres, fica a salvo desta revisão.
No programa a assinar no âmbito do Mecanismo de Estabilidade Europeu, será avaliada a sustentabilidade da dívida grega, com o documento agora aprovado a prever o alargamento das maturidades e dos períodos de carência, que deverão substituir os cortes nominais no montante da dívida grega.
Leia aqui o texto completo do acordo:» (In «InfoGrécia»)

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