terça-feira, 7 de julho de 2015

O EURO SEMPRE FOI UMA MOEDA FALSA E O CONCEITO «UNIÃO EUROPEIA» SEMPRE FOI PUBLICIDADE ENGANOSA


Quando se formou a CECA/CE/CEE a Alemanha estava dividida em dois estados e a RFA não assustava os franceses (O Tratado de Roma foi assinado em 1957).
Após a reunificação da Alemanha a conjuntura mudou, a Alemanha ficou mais forte.



Os dirigentes franceses avançaram para a moeda euro sem criarem legislação compatível com os diferentes interesses dos países que desejavam essa moeda. Esta incompetência dos franceses foi aproveitada pelos alemães para criarem uma legislação para a moeda euro que lhes interessava a eles e prejudicava muitos outros países, sobretudo a Itália.
Países como Portugal e a Grécia aderiram à moeda euro sem legislação que os protegesse, foi um passo no escuro, porque os dirigentes de Portugal e da Grécia pensavam que a Alemanha iria permitir mudanças substanciais na moeda euro, para que prevalecesse o interesse geral sobre o interesse egoísta da Alemanha!!!!!
Os construtores de Auschwitz aproveitaram os erros dos outros para mandarem na Zona Euro e na União Europeia. Este império dos vencidos, na II Guerra Mundial, está cada vez mais perigoso, para os alemães a Alemanha acima de tudo. E assim o Tratado Orçamental é uma aberração germânica a que os governos colaboracionistas se submeteram.
Para Hitler o III Reich iria durar mil anos. Para Ângela Merkel o IV Reich irá durar para a «eternidade». Esta eternidade parece vir a durar pouco tempo depois do não da Grécia, em referendo, em submeter-se à Ditadura de Berlim. Depois da revolta da Grécia virão outras revoltas e quando chegar a revolta dos franceses, que odeiam os alemães, implodirá a Zona Euro. É bom não esquecer que os alemães invadiram a França em 1870 (Guerra franco-prussiana), em 1914 (I Guerra Mundial) e em 1940 (II Guerra Mundial).

A «União Europeia» está em guerra contra Grécia, a cooperação foi substituída pelo ódio militarista.


«Grexit é um processo e já começou


Este texto foi escrito no dia 2 de Julho para o blogue Democracia Solidária, agora com problemas no acesso:

Como sabemos, o BCE manteve o limite da liquidez fornecida aos bancos gregos. Todos os observadores independentes e bem informados já concluíram que o BCE está a seguir uma estratégia de estrangulamento dos bancos para provocar a queda do governo. O dinheiro disponível mal dá para aguentar até domingo. É estranho que Tsipras continue a querer negociar, mas também é verdade que não tem mandato para tirar o país do euro. Há uma terceira hipótese que poderá explicar muita coisa: expulsão da Grécia contra a vontade do governo.
Admitamos que não há colapso nos pagamentos das máquinas ATM até ao referendo. Com uma vitória do SIM, o governo grego será derrotado e voltará a Bruxelas com outro ministro das finanças (Varoufakis já disse que se demitiria). Por outro lado, na 2ª feira, o BCE sentir-se-á obrigado a dar mais alguma liquidez aos bancos gregos enquanto decorrem novas negociações.
Abre-se então um novo processo negocial para o 3º resgate e, mesmo que se recupere o último documento das negociações técnicas, vai ser preciso esperar pela ratificação dos parlamentos do Eurogrupo para dar base jurídica às novas negociações. Sabe-se também que Angela Merkel e vários outros líderes já não suportam ter Tsipras à sua frente. Querem correr com ele, também para servir de exemplo. Um importante sector do Eurogrupo vai querer empurrar as negociações para além de 20 de Julho, data em que se vence um importantíssimo pagamento ao BCE. Mais ainda, o governo grego condiciona qualquer acordo (com mais austeridade) a uma reestruturação da sua dívida, enquanto os credores só estão dispostos a falar disso após a execução das reformas neoliberais e dos cortes austeritários.
Portanto, há uma grande probabilidade de a Grécia falhar o pagamento no dia 20, por manutenção do impasse negocial. A lógica da linha dura é esta: estamos fartos de pôr dinheiro neste buraco sem fundo. Aguentaremos o abalo da saída da Grécia. Porém, um incumprimento da Grécia para com o BCE levá-lo-á a suspender toda a liquidez e a pedir o reembolso do que a Grécia deve. Para não ter de encerrar definitivamente os bancos, o governo grego demitirá o actual presidente do Banco da Grécia e passa a emitir uma moeda paralela (em larga medida apenas electrónica, mais alguns títulos de dívida em papel que passam a circular como meio de pagamento). Será de facto, mas não de jure, uma saída do euro (primeira etapa) e o governo grego protestará contra a UE por estar a ser expulso da zona euro pelo BCE. Este estaria a violar o seu mandato criando uma situação ilegal.
Admitamos que vence o NÃO, talvez com uma margem muito pequena. Nesse caso, na 2ª feira o BCE suspende o regime de emergência que ainda está a funcionar e, mesmo que o não faça, a liquidez esgota porque já quase não existe. Para não ter de encerrar os bancos por tempo indeterminado e criar o caos total, o governo emitirá uma moeda paralela e, como acima descrito, clamará contra a sua expulsão da zona eurode facto mas não de jure. De facto, não há nada escrito nos tratados sobre saídas do euro, voluntárias ou não.
A saída da Grécia do euro é quase inevitável. Se a liderança do Syriza tiver percebido isto, talvez façam sentido as manobras de última hora que, pelo menos à primeira vista, parecem ser de desorientação e rendição. Se desde há algum tempo (talvez Abril) tiverem chegado à conclusão de que não faz sentido continuar a negociar, quando do outro lado só lhe oferecem políticas absurdas e destrutivas, então talvez possam estar a executar um plano secreto. Como diz Ambrose Evans-Pritchard no Daily Telegraph, podem estar a comportar-se como "Leon Blum, em França, que teve de dizer mentiras para libertar o seu país do Padrão Ouro em 1936."
Segundo o mesmo jornalista,
"Os gregos continuariam a dizer que o país se mantém como membro do euro, com todos os direitos legais - acusando os credores e os organismos da UE de actuarem ilegalmente. Só assim garantiriam que a totalidade das perdas pela saída da Grécia serão imputadas ao BCE e aos fundos de resgate da UEM, ao mesmo tempo que os activos dos cidadãos gregos permanecem legalmente protegidos em contas no estrangeiro, livres para regressar mais tarde e reconstruir o sistema bancário.
Se tiver uma mente desconfiada, talvez possa interrogar-se sobre se Tsipras não terá de facto atraído os líderes e funcionários europeus para uma armadilha legal, e eles terão mordido o isco. Afinal de contas, as suas tácticas negociais bizantinas podem fazer todo o sentido. É apenas uma ideia."
Oxalá seja assim.» [In blog «Ladrões de Bicicletas»]

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