sábado, 23 de maio de 2015

OS DIREITOS E LIBERDADES INDIVIDUAIS E A GUERRA


Em alguns países da União Europeia e em alguns Estados dos Estados Unidos e também na Noruega e no Canadá (que pertencem à NATO) há mais direitos e liberdades individuais do que no resto do Mundo. Noutros países pode haver também  muitos direitos e liberdades individuais, mas não mais do que nos atrás referidos.
Na Rússia, pressionada pela sua componente asiática, há menos direitos e liberdades individuais do que nos  Estados atrás referidos, que ou pertencem à NATO ou à União Europeia, ou a ambas as organizações (como é o caso de Portugal).

E este diferencial nas liberdades e direitos individuais justifica a guerra, a expansão da NATO para Leste e o cerco à Rússia? É óbvio que não, é o contrário, num clima de paz, há mais tendência para aumentarem os direitos e liberdades individuais.

Sobre este tema dos direitos e liberdades individuais, tem bastante interesse o referendo realizado ontem na Irlanda sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo, em que houve uma clara vitória do sim.

«Líder da campanha pelo "Não" reconhece derrota no referendo ao casamento gay na Irlanda
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Fotografia © EPA/AIDAN CRAWLEY

Segundo uma contagem inicial, o 'sim' terá ganho por cerca de dois boletins em cada três: "É objetivamente uma impressionante vitória para o sim", reconheceu David Quinn.
Um dos principais líderes da campanha do 'não' ao casamento homossexual na Irlanda admitiu já a derrota, após o referendo histórico realizado sexta-feira sobre a legalização dessas uniões naquele país.
"Esta é uma clara vitória para o lado do sim" ao casamento gay, disse em declarações à televisão irlandesa RTE David Quinn, diretor do Instituto Iona, um dos organismos que defendem os interesses da comunidade católica.
O mesmo responsável disse que, segundo uma contagem inicial, o 'sim' terá ganho por cerca de dois boletins em cada três: "É objetivamente uma impressionante vitória para o sim".
Mais de 3,2 milhões de irlandeses foram chamados sexta-feira às urnas para se pronunciarem contra ou a favor do casamento homossexual num país onde a influência da Igreja Católica, embora em declínio, continua forte.
A questão colocada aos irlandeses propunha uma alteração à Constituição para autorizar "o casamento entre duas pessoas, sem distinção de sexo".» (in jornal «Diário de Notícias» net)

Segundo o que tenho lido, a chamada cultura «gay», tem por base o livro do cientista inglês Charles Darwin (1809 – 1882) «A Origem das Espécies», de 1859. Ora, este livro de Darwin exclui qualquer intervenção divina na origem da Humanidade e considera que a origem da Humanidade foi obra da Natureza. A cultura «gay» considera que há um determinismo que determina a orientação sexual na espécie humana, determinismo esse atribuído à Natureza.

O livro do historiador romano Suetónio (69 – 141), «Os Doze Césares» (121), sobre os finais da República Romana e sobre a época de expansão do Império Romano, mostra-nos uma sociedade que aceitava a homossexualidade, por razões culturais, de maneira muito diferente da actual cultura «gay».
Segundo Suetónio, dos doze Césares, onze tiveram relações sexuais com mulheres e com homens, exceptuando-se apenas Calígula, que teria tido relações sexuais exclusivamente com mulheres.
Júlio César, o general muito temido e invencível da República Romana, que conquistou a Gália, e depois se tornou ditador, segundo Suetónio, tinha relações sexuais com mulheres e com homens.
[O comandante dos gauleses, Vercingetórix, rende-se a Júlio César (pintura de Lionel Royer)]

«”Sobre as vidas de Césares”, tradução literal do latim “De vitis Caesarum”, mais conhecido em português como “Vidas dos Doze Césares”, é o conjunto de doze biografias que inclui a de Júlio César e os onze primeiros imperadores do Império Romano: Augusto, Tibério, Calígula, Cláudio, Nero, Galba, Otão, Vitélio, Vespasiano, Tito e Domiciano.


Escrito em 121, durante o reinado do imperador Adriano, foi o trabalho mais popular do secretário pessoal de Adriano, Suetónio, e o mais longo entre seus escritos remanescentes.» (In «Wikipedia»)

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