quarta-feira, 6 de maio de 2015

O II ALCÁCER-QUIBIR – 2


Alcácer Quibir representou o fim da independência de Portugal. Seis longas décadas de domínio espanhol representaram um grande retrocesso civilizacional.
Não sei adivinhar o futuro, mas parece-me que a continuação de Portugal como colónia da Alemanha, recebendo ordens de Berlim directamente, ou de Berlim via Frankfurt ou de Berlim via Bruxelas, nomeadamente via «Tratado Orçamental» não será por seis décadas. O actual imperialismo alemão não durará seis décadas.

Se prestarmos atenção aos chamados telejornais verificamos que as três televisões (RTP, SIC e TVI) estão a fazer campanha eleitoral pelo PSD. E nem sequer disfarçam… Marcelo Rebelo de Sousa na TVI, Marques Mendes na SIC…
Se prestarmos atenção aos mídia dominantes e também à blogosfera, parece que está iminente o FIM DO MUNDO. É assim, daqui até ao FIM DO MUNDO o Capital domina o Mundo.
É certo que o Capital domina o Mundo, mas esse domínio não será eterno. Neste momento é o Capital financeiro que domina o Mundo, os detentores do Capital financeiro estão fora da Lei, mas acima da Lei. É a chamada mão invisível do mercado, que compra os políticos e que chicoteia os trabalhadores.
A Alemanha já destruiu a Europa por duas vezes, e em ambas essas duas vezes os Estados Unidos combateram contra a Alemanha. O imperialismo alemão de 2015 só se aguenta com o apoio dos Estados Unidos. Mais ou menos secretamente os Estados Unidos estão a negociar um acordo comercial com Berlim.
O futuro da chamada «União Europeia» está nas mãos dos e das imbecis que fazem parte do Eurogrupo, um grupo de analfabetos e analfabetas funcionais… ao que nós chegamos…!!!!
Portugal vai ter eleições, mas há muito a ideia de que Portugal é um país perdido, Portugal capitulou diante da invasão germânica e por imposição de Berlim formalizou essa capitulação assinando o «Tratado Orçamental».
Os políticos do Reino Unido podem ser obrigados a deixar de falar de banalidades. O debate político no Reino Unido é muito profundo em termos intelectuais, até nos infantários, porque lá e especialmente na Inglaterra todos falam bem inglês. É que falar inglês implicaria debates de grande interesse intelectual… «implicaria», mas não implica…

A impressão com que se fica é que estamos à espera do FIM DO MUNDO… não aparece uma crítica contundente à situação que se vive associada a uma alternativa que mobilize as pessoas!

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