quarta-feira, 1 de abril de 2015

A CRISE DA ESQUERDA PORTUGUESA E A DERROCADA NA VIDA DE MUITOS MILHÕES DE PORTUGUESES

 A Esquerda portuguesa vive uma profunda crise, que a Direita tem aproveitado para arruinar mesmo milhões de portugueses.
O texto «CAVIAR» citado no blog da bloquista Joana Lopes «Entre as brumas da memória», sobre o tema e numa escala de zero a vinte, eu classificava-o com vinte valores, porque explica de uma maneira mais ou menos perfeita o que é a Esquerda e quais são os objectivos da Esquerda.
Explica o carácter social de muitos elementos da esquerda, um dos quais Friedrich Engels era um multimilionário, um grande empresário da indústria.
O PS socialmente está muito abaixo de Friedrich Engels. José Sócrates e Passos Coelho muito desejariam ter uma fortuna monumental como tinha Friedrich Engels.

Curiosamente, nos distritos mais pobres, como, Guarda, Viseu, Viana do Castelo e Bragança  são os pobres o maior eleitorado da Direita, são os mais pobres que votam nos seus carrascos. E, nesses distritos a Esquerda é representada por indivíduos da classe média-média e por elementos da classe média superior. Estudaram, e sem abdicarem dos seus bens, concluíram que a Esquerda procura o chamado bem comum e que a Direita quer manter classes pobres e miseráveis.

O maior problema da Esquerda portuguesa está no campo teórico. O PS afundou-se no neoliberalismo, com o PASOK, com o SPD e com o PSF. O PCP nunca explicou os graves erros teóricos do conceito DITADURA DO PROLETARIADO, conceito esse que levou à implosão de todo o marxismo-leninismo na Europa. O BE lida muito mal com a liberdade de expressão, sentiu-se muito incomodado com a liberdade de opinião de Mário Soares, sobre o caso da prisão preventiva ilegal de José Sócrates.
O Partido Livre é constituído por elementos que apoiaram as selvajarias imperiais-coloniais da NATO como o assassinato em massa e a tortura em massa. Marinho Pinto, um dos mais inteligentes líderes políticos actuais, tem muitíssimo pouca formação teórica, leu muitos livros de Direito, mas poucos sobre as bases históricas da Esquerda.
A Esquerda portuguesa não se entende e o chicote homicida da mão invisível do mercado abate-se sobre os trabalhadores portugueses.

«PS e o equilíbrio impossível




Um grande texto de Adelino Fortunato, no Público de hoje: 

«António Costa venceu as primárias e foi eleito no congresso do PS em pleno estado de graça. A natureza baça do seu antecessor tinha colocado o partido no impasse e sem perspectivas de descolagem em relação à coligação que suporta o Governo. (...)

Não é, certamente, um problema de falta de carisma ou de habilidade para a manobra política, como supostamente acontecia com António José Seguro. Costa provou largamente à frente da Câmara de Lisboa, ou mesmo em cargos governativos e parlamentares, ser um peso-pesado da política portuguesa. Trata-se de um mal muito mais profundo que afecta de forma letal o percurso de qualquer dirigente da área da social-democracia contemporânea — o grande envolvimento com a política neoliberal e a impossibilidade de encontrar um projecto alternativo. (...)

Eis as verdadeiras dificuldades do PS. Em tempos normais o silêncio e o ziguezague ao sabor das manchetes que vão atraindo as atenções seriam suficientes para ganhar eleições, até com maioria absoluta. Que o digam Barroso, Guterres ou Sócrates (para não falar de Cavaco) que se limitaram a aproveitar o clima de insatisfação em relação aos seus antecessores com uma vaga promessa de mudança. Mas o período que vivemos não é certamente o da “normalidade” e o da pura gestão das expectativas com o objectivo de as manipular. A fractura e a ruptura predominam nas grandes opções da vida política nacional e internacional e o PS entende-se mal com isso. (...)

A grande lição é clara. O PS só poderia aspirar a ganhar eleições com maioria absoluta se estivesse disponível para mobilizar a população portuguesa em torno de um projecto de negação consequente da austeridade, correndo todos os riscos que daí pudessem decorrer, incluindo o confronto com as instituições da União Europeia, reestruturação da dívida, saída do euro ou violação das regras do tratado orçamental. Mesmo que o resultado final não fosse necessariamente esse.

Neste sentido António Costa é um player derrotado deste jogo: as estratégias que sugere não envolvem os compromissos que poderiam assegurar credibilidade na luta contra a capitulação e a aceitação da austeridade. Esses compromissos terão de fazer o seu caminho na esquerda, no pressuposto de que a maioria da população portuguesa começa a revelar grande impaciência com a falta de uma alternativa eficaz e mobilizadora que ultrapasse o equilíbrio impossível apontado pelas sugestões mais convencionais.» (Os realces são meus.)» (In blog «Entre as brumas da memória»)

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