terça-feira, 3 de março de 2015

ESTE ANO NÃO ME APETECE PAGAR IMPOSTOS, QUE SE LIXEM OS IMPOSTOS, OS OUTROS QUE PAGUEM, MAS EU NÃO

«Que se lixem as contribuições (*)


«Não há quem não saiba. Quando se recebe um salário ou uma avença, quando se tem um contrato de trabalho ou se passam recibos verdes, seja a quantia a receber generosa, sofrível ou miserável, há dois impostos a que não se escapa: um é o famigerado IRS, o outro é a contribuição para a Segurança Social. (...) Não há quem não saiba? Enfim, há pelo menos um trabalhador português que, pelos vistos, não sabia. Chama-se Pedro Passos Coelho e revela uma estranha iliteracia financeira para quem exerce o cargo de primeiro-ministro de Portugal. Embora seja verdade que, à data do esquecimento, ainda só tinha sido deputado. (...) O Estado não perdoa um cêntimo? Enfim, há pelo menos um trabalhador português a quem, pelos vistos, perdoa. E curiosamente também se chama Pedro Passos Coelho e exerce o cargo de primeiro-ministro de Portugal.»

Rafael BarbosaPassos pagou. Assunto encerrado?

«Admira-me que o primeiro-ministro não tenha sido notificado, pois na altura todas as pessoas que estavam em dívida foram notificadas. (...) A Segurança Social tinha mecanismos de execução fiscal ao dispor, para executar o pagamento de dívidas, como penhorar contas, colocar prédios à venda ou penhorar salários. (...) Se não acionaram esse mecanismo ainda é mais grave, porque então o primeiro-ministro foi tratado de forma diferenciada, positivamente, quando comparado com outro cidadão qualquer. (...) Em 2004 o sistema da Segurança Social já estava "oleado" e a funcionar muito bem e toda a gente sabia da obrigação de pagar a Segurança Social.»

Domingues Azevedo (Bastonário dos Técnicos Oficiais de Contas)

«É inadmissível que o primeiro-ministro declare desconhecimento de uma obrigação que resulta de uma legislação que foi aprovada num momento em que era deputado. Hoje Passos Coelho dirige um Governo totalmente implacável com os trabalhadores a recibos verdes, maioritariamente precários com baixos rendimentos, a quem impõe a cobrança coerciva como regra de actuação perante o grave problema das dívidas à Segurança Social de milhares de pessoas – dívidas que, na maioria dos casos, têm origem na injustiça dos falsos recibos verdes e não responsabilizam as entidades patronais.»

Tiago GillotUma revelação surpreendente

«Qualquer cidadão, particularmente quem tem um trabalho com estatuto de trabalhar independente, sabe que, todos os meses, tem que pagar as suas contribuições para a Segurança Social de acordo com o escalão de rendimento em que se situa e que está definido na lei. (...) [A situação em que o primeiro-ministro confirmou encontrar-se entre 1999 e 2004] corresponde àquilo a que tecnicamente se chama, e é assim que é definida internacionalmente, uma situação continuada de evasão contributiva.»

Edmundo Martinho (ex-presidente do Instituto de Segurança Social)

«Que o Pedro Mota Soares tem uma lata do tamanho do mundo já sabemos. Que aproveita todas as oportunidades para denegrir o que seja acção do Estado já sabemos. Que está empenhado, em particular, em destruir a Segurança Social, já sabemos. Mesmo assim, que o saltitante venha dizer, a propósito da dívida de Pedro Passos Coelho à Segurança Social, que o PM foi "vítima de erros" da Segurança Social passa todas as marcas da imoralidade política.»

José Vítor Malheiros (facebook)»
(In blog «Ladrões de Bicletas»)

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