domingo, 8 de março de 2015

DAS LUTAS DE LUTHER KING À PRESIDÊNCIA DE BARACK OBAMA



A Revolução Liberal que conduziu à independência dos Estados Unidos (1776), tinha como fundamento ideológico as correntes iluministas francesas que defendiam a república contra a monarquia. Como os textos dos iluministas franceses republicanos são diversos, parece-me importante referir o livro de Jean-Jacques Rousseau «O Contrato Social» (1762), que viria a ser considerado a «Bíblia» da I República da França, implantada em 1792. Mas, além de defender a república contra a monarquia este livro de J-J Rousseau, defendia a soberania popular (conceito que está na base da Democracia Contemporânea) e… condenava total e absolutamente a escravatura…
A República dos Estados Unidos recuperou a ideia da Democracia da Grécia Antiga, que era esclavagista…
Quando o presidente Lincoln prometeu acabar com a escravatura, os Estados do Sul deram origem a dois países distintos, a Confederação dos Estados do Sul esclavagista e o resto dos Estados Unidos (a União). A chamada Guerra da Secessão dos Estados do Sul terminou com a vitória dos Estados do Norte (1861-1865) e com a consequente extinção da escravatura. É bom lembrar que quando era óbvia a vitória de Lincoln, este foi assassinado e parte dos elementos do seu governo por uma conspiração sulista-esclavagista (em 15 de abril de 1865), mas a guerra ainda não tinha terminado (acabou em 28 de Junho de 1865).
Depois da libertação dos escravos foi criado, de facto, um regime de apartheid que só terminou na década de 1960, durante a presidência de Johnson.
Luther King foi assassinado (1968) por causa da sua luta contra o apartheid, pela igualdade no direito de voto.

Sem dúvida que a primeira vitória eleitoral para presidente da República dos Estados Unidos do negro Barack Obama, graças aos votos de homens e mulheres brancos, foi um acontecimento histórico quer a nível interno quer a nível planetário (e a segunda também). Muita gente esperava era muito mais do presidente Barack Obama e ficou desiludida. Mas hoje é dia de realce daquilo que foi, efectivamente, o grande avanço civilizacional, que representou a eleição de um negro para presidente da República dos Estados Unidos. Barack Obama não esqueceu aqueles que lhe abriram o caminho e comemorou os 50 anos da marcha de Selma.

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