quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

O IMPERIALISMO ALEMÃO SEMPRE FOI PERIGOSO



A França já foi invadida pela Alemanha por três vezes, desde 1870, mas ainda não aprendeu a lição. A França ainda não percebeu que o imperialismo alemão é mesmo muito perigoso.

É a esquerda marxista da Grécia que está a obrigar o actual imperialismo alemão a desmascarar-se.


«Grécia: dois passos em frente?




«Lenine explicou um dia aos bolcheviques o acordo com os sociais-democratas de Kerensky para derrubar o czarismo. Era simples: um passo atrás, dois passos em frente.

Lenine acreditava que a vanguarda armada acabaria por tomar o poder pela força, afastando depois os aliados circunstanciais. Antonio Gramsci tinha uma outra fórmula: para ele o poder era o domínio sobre o aparelho de Estado; a hegemonia era o domínio psicológico da multidão. Lenine acreditava que se tomava o poder para conseguir a hegemonia: Gramsci prescrevia a hegemonia para se ser levado ao poder de forma suave e óbvia.

O Syriza tomou o poder depois de assegurar a hegemonia junto das multidões gregas. E alargou a sua hegemonia aos europeus que olham para esta UE como se ela fosse o símbolo da ditadura financeira sobre a democracia política. Tsipras joga com o medo e este nunca foi tão grande. Não por causa dos défices. Mas porque a Ucrânia está às portas de uma guerra sem limites e a Grécia faz parte da NATO.

As reuniões de hoje e amanhã e o risco de a máquina do dinheiro ser desligada, obrigando a Grécia a sair do euro, poderão abrir uma crise sem limites. Mas é aí que o Syriza vence: o destino desta Europa decide-se nestes dias. E não é uma decisão financeira. É política. O Norte deixou de desconfiar do Sul: é hostil a ele. E o Syriza venceu esta batalha: sem que ninguém o quisesse, atrelou o destino de Portugal, Chipre e Itália ao da Grécia. Obama já percebeu isso. O chanceler austríaco também. Tudo pode acontecer, mas está já escrito nas estrelas: este euro tem os dias contados.»

Fernando Sobral» (Cit. in blog «Entre as brumas da memória»)

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