quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

O IMPERIALISMO ALEMÃO JÁ MATOU A UNIÃO EUROPEIA, PORQUE A UNIÃO EUROPEIA JÁ NÃO EXISTE

O imperialismo alemão tem cometido graves crimes contra a Grécia. Os lacaios mais assanhados da Alemanha são os países que constituíram a Divisão Azul da Wehrmacht, Portugal e a Espanha, às ordens de Hitler.
Cavaco, Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque + Rajoy constituem a Nova Divisão Azul às ordens de Berlim.

O meu problema não é só o facto de esta não ser a Europa que eu quero. O meu problema é que esta é precisamente a Europa que eu não quero. (...) Não há e nunca houve nenhuma negociação, nenhuma flexibilidade, nenhuma abertura, nenhum desejo de resolver o problema. A proposta do Eurogrupo é o programa de austeridade tal como foi aceite pelo governo grego derrotado. Nesta Europa, nenhuma democracia será perdoada. (...) Merkel e Schäuble estão furibundos com a estupidez de alguns europeus que ainda não perceberam quem manda na Europa, que ainda não perceberam que o tempo das democracias morreu com a diluição dos estados na União Europeia, que a União Europeia não é uma democracia nem se prepara para o ser, que todos os estados-membros são apenas os membros de uma cabeça chamada Alemanha e que todos eles estão presos na armadilha de tratados que não são autorizados a referendar e de dívidas que não podem pagar.»

José Vítor Malheiros (facebook)

«Ao dizer hoje que "sinto muito pelos gregos, que elegeram um governo que se porta de forma irresponsável", Schauble ultrapassou uma barreira de agressividade e impunidade que terá consequências. A Alemanha passou a ser isto. Assim, ninguém – o Eurogrupo, o governo alemão, os outros governos – deixou qualquer dúvida: ou a Grécia se verga ou sai do euro. (...) As autoridades europeias colocaram-se por isso numa posição em que não admitem nada senão a cedência. (...) Não havendo acordo, começa a contagem decrescente para o "Armagedeão", nos termos de Varoufakis, e será o BCE o instrumento da cólera desta divindade: no dia em que cortar o crédito de liquidez aos bancos gregos, a Grécia tem de emitir moeda para salvar o país. E esse dia poderá vir em breve. (...) O ultimato à Grécia é o culminar do desastre da austeridade. Mas é também o início de tempos muitos mais perigosos.»

Francisco LouçãO ultimato à Grécia e já nada será como dantes
«Um acordo razoável com a Grécia seria a última hipótese de redenção do euro, a moeda anormal. Mas a Europa continua cega e alucinada, esquecendo-se de que a seguir ao Syriza quem ganhará as eleições em Atenas serão os neonazis da Aurora Dourada - e que a Marine Le Pen será a próxima presidente francesa. As razões históricas da chegada de Hitler ao poder estão estudadas e deviam ensinar alguma coisa aos europeus, se algum líder europeu quisesse aprender alguma coisa. O estado de negação das instituições europeias há-de ser objecto de estudo dos historiadores do fim do século XXI.»

Ana Sá Lopes (facebook)  (Cit. in blog «Ladróes de Bicicletas»)

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