terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

A FRANÇA EM 2015 POLITICAMENTE NÃO EXISTE, OBEDECE A HITLER, DIGO, A ÂNGELA MERKEL


François Hollande é o Pétain de 2015.

Estão a ser dados, metodicamente, progressivamente, todos os passos para expulsar a Grécia da União Europeia.
Mas a civilização europeia começou onde? Os contabilistas não sabem… As «Portas de Brandenburg» são uma cópia dos Propileus da Finlândia, de Portugal, das Repúblicas Bálticas…

Politicamente é interessante uma civilização que repudia um povo que a iniciou…

«A Grécia foi confrontada com um ultimato na reunião do Eurogrupo. Sem rodriguinhos. Ou amocham ou estão fora do clube. Ou continuam a aplicar a política que os gregos enxovalharam nas urnas ou serão esmagados. É exatamente disto que se trata. Nesta fase, já não é possível acreditar em equívocos. Se o Eurogrupo for por diante com a sua intransigência, e tudo o indica, trata-se da expulsão da Grécia do Euro. Uma expulsão de facto, porque os tratados não permitem expulsões formais.

A confirmar-se, será o cúmulo da irresponsabilidade e o princípio do fim da Zona Euro, tout court. Mario Draghi disse há cerca de dois meses a quem o quisesse ouvir que era uma ilusão pensar que se podia permitir a saída da Grécia do Euro sem que isso tivesse um efeito dominó. Pelos vistos, os governos da Europa, os da direita como os socialistas, estão disponíveis para arriscar.

O que o eurogrupo está a tentar impor é a continuação de uma política que destruiu a economia e sociedade gregas. O método é consistente com a atuação das instituições europeias: total desprezo pela democracia, pelos direitos sociais ou mesmo pelo único órgão democrático da própria UE, o Parlamento Europeu, nem tido, nem achado, nem falado em todo este processo. Quem apostava na refundação democrática da União Europeia, bem pode tirar o cavalinho da chuva. Quem manda é a Alemanha, ponto, parágrafo.

Pelo contrário, o governo grego não pode, não deve e não vai aceitar semelhante barbaridade. Uma coisa é negociar e fazer cedências, coisas que só o governo grego fez em todo este processo, Outra coisa seria trair de forma grotesca o seu principal compromisso eleitoral. Tsipras e Varoufakis já confirmaram que não o farão. E é exatamente por isso que têm 75% de taxa de aprovação do povo grego. É esse o saldo destes dias. A democracia europeia sempre foi fraquíssima e está a receber o golpe de misericórdia. A democracia grega, pelo seu turno, está a renascer com o governo do Syriza.

Se o agravamento da sua própria miséria, a condenação do seu próprio país, impostas arbitrariamente por déspotas muito pouco iluminados, forem as únicas coisas que os gregos podem esperar da União Europeia, então estou convencido que os gregos preferirão escolher em liberdade o seu caminho. Será um caminho bem difícil, mas eles, ao contrário de nós, terão a vantagem de o percorrer com um Governo que tem dado todos os sinais de que não desistirá de defender o seu país e aqueles que o elegeram.

Esse Governo e esse povo poderão esperar muita solidariedade, se não dos governos, dos muitos cidadãos que, por essa Europa fora, se fartaram de promessas sempre adiadas e se batem por políticas decentes, agora. Não andarão sozinhos.» (In blog «Ladrões de Bicicletas«)

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