Charlie
Hebdo, no caso de Maomé, praticou aquilo que se chama liberdade de expressão
situacionista, ridicularizou uma civilização não-europeia. Qualquer ditadura
permite a liberdade de expressão situacionista, isto é a liberdade de dizer mal
dos inimigos do poder.
No
caso do ataque informático à Sony estava em causa a liberdade de expressão
situacionista, contra um filme norte-americano, que ridicularizava um inimigo
político dos Estados Unidos, o dirigente da Coreia do Norte. Se na Coreia do
Norte fizerem um filme a ridicularizar o presidente dos Estados Unidos não será
proibido, por ser um filme situacionista.
Um
comediante francês não-situacionista foi preso por delito de opinião, Dieudonné
M’Bala e foi preso onde? Na Arábia Saudita? Não, foi preso na França de
Hollande…
«Uma
semana depois, as autoridades francesas mostraram que “não são Charlie”
prendendo um comediante antissemita, Dieudonné M’Bala, que entre outras
barbaridades escreveu, nesse lugar onde se fazem hoje todas as asneiras, o
Facebook, a frase “Je suis Charlie Coulibaly”. Coulibaly foi o terrorista que
matou uma mulher polícia e um grupo de frequentadores da loja judaica, antes de
ser abatido pela polícia. (...)» (Pacheco Pereira, in «Público»)
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