sábado, 17 de janeiro de 2015

CHARLIE HEBDO E A LIBERDADE DE EXPRESSÃO SITUACIONISTA


Charlie Hebdo, no caso de Maomé, praticou aquilo que se chama liberdade de expressão situacionista, ridicularizou uma civilização não-europeia. Qualquer ditadura permite a liberdade de expressão situacionista, isto é a liberdade de dizer mal dos inimigos do poder.
No caso do ataque informático à Sony estava em causa a liberdade de expressão situacionista, contra um filme norte-americano, que ridicularizava um inimigo político dos Estados Unidos, o dirigente da Coreia do Norte. Se na Coreia do Norte fizerem um filme a ridicularizar o presidente dos Estados Unidos não será proibido, por ser um filme situacionista.
Um comediante francês não-situacionista foi preso por delito de opinião, Dieudonné M’Bala e foi preso onde? Na Arábia Saudita? Não, foi preso na França de Hollande…

«Uma semana depois, as autoridades francesas mostraram que “não são Charlie” prendendo um comediante antissemita, Dieudonné M’Bala, que entre outras barbaridades escreveu, nesse lugar onde se fazem hoje todas as asneiras, o Facebook, a frase “Je suis Charlie Coulibaly”. Coulibaly foi o terrorista que matou uma mulher polícia e um grupo de frequentadores da loja judaica, antes de ser abatido pela polícia. (...)» (Pacheco Pereira, in «Público»)

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