terça-feira, 6 de janeiro de 2015

A TRANSCAUCÁSIA E O FIM DA HISTÓRIA


Quando Lenine em 1922 transformou a Rússia em União Soviética não previu a possível implosão da URSS. A criação da República Soviética da Transcaucásia parece ser uma prova disso, porque os critérios para a criação da República Soviética da Transcaucásia são meramente administrativos, visto que Lenine nela incluiu três etnias bem distintas, a Arménia, a Geórgia e o Azerbaijão.
Estaline considerou o factor étnico decisivo para a criação de uma república soviética, criando a República Soviética da Arménia, a R S da Geórgia e a R S do Azerbaijão e dissolvendo a R S da Transcaucásia. Estaline não usou o critério étnico para a Ucrânia, porque tal como Lenine pensava que a União Soviética seria eterna, mostrando assim a ideia de «fim da História».

A República Soviética da Rússia saiu bastante lesada com a criação da União Soviética, não pela ideia em si, mas pelos critérios contraditórios para a definição das fronteiras das repúblicas. O que se passa hoje na Ucrânia é uma consequência das decisões de Lenine e de Estaline (e no entanto ambos incluíram a Crimeia na República Soviética da Rússia).

1 comentário:

  1. Boa reflexão. Tudo verdade. Aliás, os líderes históricos da URSS confiaram no fato de a própria Rússia ter origem em Kiev, visto que foi ali que nasceram os primeiros ascendentes russos.
    Apenas não se pode, penso eu, atribuir a responsabilidade da guerra a Estaline e a Lenine. Se não fossem as diferenças étnicas, a UE e os EUA arranjariam uma outra desculpa qualquer para promover aquela guerra. Como de resto o tem feito em diversas regiões do globo. Os interesses geoestratégicos são demasiado fortes! Superam tudo.

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