No
século XXI a Direita procura espalhar a ideia de que o racionalismo aplicado à
política tem que empobrecer as classes mais desfavorecidas e as classes médias.
A
implosão do marxismo-leninismo-estalinismo na Rússia / União Soviética e no
resto da Europa levou os ditos defensores do chamado socialismo democrático a
deixarem-se influenciar pelas correntes neoliberais. A explicação sobre a
implosão do marxismo-leninismo-estalinismo na Rússia / União Soviética teve
muitos parâmetros e um deles foi o de que os trabalhadores se tivessem muitos
direitos eram menos eficientes e menos produtivos, logo era preciso retirar direitos ao factor Trabalho e reforçar os meios
legais para os abusos do Capital.
Os
abusos do Capital foram considerados racionais e o empobrecimento dos
assalariados foi considerado também racional. Nesta perspectiva surgiu um
avanço da indústria farmacêutica, que viu na insegurança dos assalariados um
factor impulsionador de doenças, melhorando muito o negócio dos medicamentos.
O
retrocesso civilizacional de grande magnitude em curso na União Europeia é
considerado uma obra do «racionalismo».
«A
mão invisível do mercado» empunha um chicote que chicoteia os trabalhadores
portugueses. É preciso empobrecer os trabalhadores, é preciso tornar o trabalho
cada vez mais precário, é preciso criar uma «nova normalidade» que considere
que a obrigação dos trabalhadores é o sofrimento e o medo do futuro. O sofrimento dos trabalhadores sustenta
o bem-estar da alta burguesia.
Em
Portugal a ideia de que a alta burguesia deve explorar, cada vez mais e mais as
classes assalariadas, ganha terreno, e aponta-se o cemitério como o local onde
os trabalhadores podem ter paz, depois de mortos, não como visitantes.
No
plano teórico é necessária uma ofensiva das ideias alternativas à exploração
desenfreada feita pela burguesia aos trabalhadores.
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