domingo, 21 de dezembro de 2014

PORTUGAL NA CRISE DA UNIÃO EUROPEIA E «A MÃO INVISÍVEL DO MERCADO» A CHICOTEAR OS TRABALHADORES PORTUGUESES


No século XXI a Direita procura espalhar a ideia de que o racionalismo aplicado à política tem que empobrecer as classes mais desfavorecidas e as classes médias.
A implosão do marxismo-leninismo-estalinismo na Rússia / União Soviética e no resto da Europa levou os ditos defensores do chamado socialismo democrático a deixarem-se influenciar pelas correntes neoliberais. A explicação sobre a implosão do marxismo-leninismo-estalinismo na Rússia / União Soviética teve muitos parâmetros e um deles foi o de que os trabalhadores se tivessem muitos direitos eram menos eficientes e menos produtivos, logo era preciso retirar direitos ao factor Trabalho e reforçar os meios legais para os abusos do Capital.
Os abusos do Capital foram considerados racionais e o empobrecimento dos assalariados foi considerado também racional. Nesta perspectiva surgiu um avanço da indústria farmacêutica, que viu na insegurança dos assalariados um factor impulsionador de doenças, melhorando muito o negócio dos medicamentos.
O retrocesso civilizacional de grande magnitude em curso na União Europeia é considerado uma obra do «racionalismo».
«A mão invisível do mercado» empunha um chicote que chicoteia os trabalhadores portugueses. É preciso empobrecer os trabalhadores, é preciso tornar o trabalho cada vez mais precário, é preciso criar uma «nova normalidade» que considere que a obrigação dos trabalhadores é o sofrimento e o medo do futuro. O sofrimento dos trabalhadores sustenta o bem-estar da alta burguesia.
Em Portugal a ideia de que a alta burguesia deve explorar, cada vez mais e mais as classes assalariadas, ganha terreno, e aponta-se o cemitério como o local onde os trabalhadores podem ter paz, depois de mortos, não como visitantes.

No plano teórico é necessária uma ofensiva das ideias alternativas à exploração desenfreada feita pela burguesia aos trabalhadores.

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