terça-feira, 9 de dezembro de 2014

FRANCISCO DE ASSIS E A ALA DIREITA DO PS E A VENERAÇÃO DA ALTA BURGUESIA

«Imaginemos que três simples palavras desapareciam do nosso léxico político: neoliberalismo, valores, populismo. Se assim sucedesse, a nossa esquerda proclamatória ficava condenada ao silêncio. Isto traduz a imensa vulnerabilidade doutrinária de uma retórica onde a grande eloquência dos lugares-comuns não consegue esconder um imenso vazio de ideias. Talvez por isso mesmo alguns dos principais representantes desta linha de não-pensamento tenham recentemente encontrado uma curiosa vocação inquisitorial». (Francisco de Assis in jornal «Público»)

O problema é que existem conceitos, duramente, inconvenientes: classes sociais, estrutura social, desigualdades sociais, opressão social, fome.
Francisco de Assis, um político profissional do PS, licenciado em Filosofia, lembrou-se do italiano Girolamo Savonarola (1452 – 1498) um fanático defensor do grande obscurantismo religioso no século XV, que até acabou mal, porque foi enforcado em Florença, para atacar a Esquerda à esquerda do PS.
No entanto, o político profissional Francisco de Assis defende um dogmatismo de carácter religioso em relação ao poder, em 2014, que para ele tem que estar ao serviço da alta burguesia, defende o carácter divino da estrutura social que permite à alta burguesia ter o poder económico, financeiro, social e político e oprimir, brutalmente, as outras classes sociais.
Na imaginação do político profissional Francisco de Assis são os conceitos neoliberalismo, valores e populismo que sustentam ideologicamente a Esquerda à esquerda do PS, mas não é verdade, são sim os conceitos classes sociais, estrutura social, desigualdades sociais, opressão social, precariedade laboral e fome.
É certo que o marxismo-leninismo-estalinismo, alicerçado no conceito «ditadura do proletariado» de Marx e Engels nunca permitiu a liberdade de expressão de pensamento e deu origem a grandes abusos do poder, e por isso implodiu na Europa. Mas, fez um ataque à alta burguesia, que desapareceu como classe social, nos regimes comunistas da Europa.

Deixando de lado o conceito perigoso «ditadura do proletariado» elaborado por Marx e Engels, há grande parte da Esquerda à esquerda do PS que quer acabar com a DITADURA SOCIAL da alta burguesia, que o político profissional Francisco de Assis venera, religiosamente, e que, dogmaticamente quer preservar, custe o que custar, às classes sociais oprimidas.

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