«Imaginemos que três
simples palavras desapareciam do nosso léxico político: neoliberalismo, valores, populismo. Se assim sucedesse, a nossa
esquerda proclamatória ficava condenada ao silêncio. Isto traduz a imensa
vulnerabilidade doutrinária de uma retórica onde a grande eloquência dos
lugares-comuns não consegue esconder um imenso vazio de ideias. Talvez por isso
mesmo alguns dos principais representantes desta linha de não-pensamento tenham
recentemente encontrado uma curiosa vocação inquisitorial». (Francisco de Assis
in jornal «Público»)
O
problema é que existem conceitos, duramente, inconvenientes: classes sociais, estrutura social,
desigualdades sociais, opressão social, fome.
Francisco
de Assis, um político profissional do PS, licenciado em Filosofia, lembrou-se
do italiano Girolamo Savonarola (1452 – 1498) um fanático defensor do grande
obscurantismo religioso no século XV, que até acabou mal, porque foi enforcado
em Florença, para atacar a Esquerda à esquerda do PS.
No
entanto, o político profissional Francisco de Assis defende um dogmatismo de
carácter religioso em relação ao poder, em 2014, que para ele tem que estar ao serviço da alta burguesia,
defende o carácter divino da estrutura social que permite à alta burguesia ter
o poder económico, financeiro, social e político e oprimir, brutalmente, as
outras classes sociais.
Na
imaginação do político profissional Francisco de Assis são os conceitos neoliberalismo, valores e populismo que
sustentam ideologicamente a Esquerda à esquerda do PS, mas não é verdade, são
sim os conceitos classes sociais,
estrutura social, desigualdades sociais, opressão social, precariedade laboral
e fome.
É
certo que o marxismo-leninismo-estalinismo, alicerçado no conceito «ditadura do
proletariado» de Marx e Engels nunca permitiu a liberdade de expressão de
pensamento e deu origem a grandes abusos do poder, e por isso implodiu na
Europa. Mas, fez um ataque à alta burguesia, que desapareceu como classe
social, nos regimes comunistas da Europa.
Deixando
de lado o conceito perigoso «ditadura do proletariado» elaborado por Marx e
Engels, há grande parte da Esquerda à
esquerda do PS que quer acabar com a DITADURA SOCIAL da alta burguesia, que
o político profissional Francisco de Assis venera, religiosamente, e que, dogmaticamente
quer preservar, custe o que custar, às classes sociais oprimidas.
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